“(…) ao cair da tarde haverá luz” (Zc 14:7)
'Muitas vezes ficamos ansiosos sobre o tempo da velhice, esquecendo que, ao cair da tarde, haverá luz. Para muitos santos, a ancianidade é a temporada mais escolhida em suas vidas. Uma suave brisa sopra a face do marinheiro conforme ele se aproxima da costa da imortalidade; menos ondas agitam seu mar; a calma impera tranquila, profunda e solene. Do altar da idade, os lampejos do fogo da juventude se foram, porém a chama mais verdadeira dos sentimentos mais fervorosos permanece. Os peregrinos chegaram à terra Beulá ("Desposada", em Is 62:4, versão ARA)***, aquele maravilhoso país, cujos dias são como os dias do céu sobre a Terra. Anjos a visitam, ventos celestes sopram sobre ela, flores do paraíso crescem por lá, e a atmosfera está preenchida com música seráfica. Alguns habitam aqui durante anos, enquanto outros lá chegam apenas algumas horas antes de partirem, mas é um Éden na Terra. Bem podemos ansiar pelo tempo em que nos reclinaremos em seus bosques grises, e ficaremos satisfeitos com a esperança até que chegue o tempo da fruição. O sol poente parece maior do que no alto do céu, e um esplendor de glória tinge todas as nuvens que rodeiam seu ocaso. A dor não interrompe a calma do doce crepúsculo da idade, pois a força aperfeiçoada na fraqueza (2Co 12:9) suporta com paciência sob tudo isso. Os frutos maduros da experiência são reunidos como um raro repasto do entardecer da vida, e a alma se prepara para o descanso. O povo do Senhor também desfrutará de luz na hora da morte. A incredulidade lamenta, as sombras caem, a noite está chegando, a existência está terminando. Ah, não, exclama a fé; a noite é passada, e o verdadeiro dia é chegado (Rm 13:12). A luz vem, a luz da imortalidade, a luz do semblante do Pai. Recolha os teus pés na cama (Gn 49:33), veja as fileiras de espíritos à espera! Anjos te levam embora. Adeus, amado, tu estás indo, tu acenas com a tua mão. Ah, agora é a luz. Os portões de pérola estão abertos, as ruas de ouro brilham na luz do jaspe (Ap 21:18). Nós cobrimos os nossos olhos, mas tu contemplas o invisível. Adeus, irmão; tu tens luz ao entardecer, como nós ainda não temos.'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da manhã do dia 04 de outubro]
***Nota do Tradutor (N.T.): Segundo o The Complete Word Study Dictionary, Beulá significa “casar” ou “ter domínio”.
### “Nunca mais te chamarão Desamparada, nem a tua terra se denominará jamais Desolada; mas chamar-te-ão Minha-Delícia; e à tua terra, Desposada [Beulá]; porque o SENHOR se delicia em ti; e a tua terra se desposará.” (Isaías 62:4, versão ARA) ###
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“(…) se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1Jo 2:1)
'“Se alguém pecar, temos um
Advogado”. Sim, apesar de pecarmos, ainda O temos. João não diz: “Se
alguém pecar, ele perderá seu defensor”, mas “temos um Advogado”,
pecadores como somos. Todo pecado que um crente já cometeu, ou poderia
estar autorizado a cometer, não pode extinguir seu interesse no Senhor
Jesus Cristo como seu Advogado. O nome dado aqui ao nosso Senhor é
sugestivo: “Jesus”. Ah, então Ele é um Advogado tal como precisamos,
pois Jesus é o nome dAquele cujo ofício e deleite é salvar. “Chamarás o
seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt
1:21). O Seu mais doce nome implica Seu sucesso. E segue: é Jesus
“Cristo”; Christos, o ungido. Isso mostra Sua autoridade para defender.
Cristo tem o direito de pleitear, pois Ele é o próprio advogado
designado pelo Pai, e o sacerdote eleito. Se Ele o fosse por nossa
própria escolha, poderia falhar, mas se Deus fez recair o socorro sobre
alguém que é poderoso, podemos ficar seguros em colocar nosso problema
onde Deus colocou Sua ajuda. Ele é Cristo e, portanto, autorizado; Ele é
Cristo e, portanto, qualificado, pois a unção O capacitou totalmente
para o Seu ofício. Ele pode pleitear de modo a mover o coração de Deus e
prevalecer. Que palavras de ternura, que afirmações persuasivas serão
utilizadas pelo Ungido quando Ele Se levanta para pleitear por mim! Mais
um título em Seu nome O qualifica: Jesus Cristo, “o justo”. Isso não é
apenas Seu caráter, mas Seu apelo. É o Seu caráter, e se o Justo for meu
advogado, então minha causa é boa, ou Ele não a defenderia. É o Seu
apelo, pois Ele confronta a acusação de injustiça contra mim pela
alegação de que Ele é justo. Ele Se declara meu substituto, e coloca Sua
obediência em minha conta. Minha alma, tens um amigo bem preparado para
ser teu advogado. Ele não pode deixar de ter êxito; coloque-se
inteiramente em Suas mãos.'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da noite do dia 04 de outubro]