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05 junho 2026

Aprendizado piedoso 243

sermonaudio.com/sermons/529261632232066

Tema do sermão traduzido: 
"Clamando sinceramente para ser conduzido à Alta Rocha"
(pr. Joel Beeke) 
[texto base: Salmos 61
 
 
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Alguns trechos graciosos e edificantes deste sermão:
 
'[...] Não há rocha como o nosso Deus. Ele guardará os passos dos seus santos. Ou digam novamente com Davi: "Tu alargaste os meus passos, para que os meus pés não escorregassem". Tais pessoas que clamam a Deus jamais perecerão. Um conhecido poeta expressou desta forma: "Jesus Cristo, o amigo do pecador, ama o Seu povo até o fim. E para que possam permanecer em segurança, Ele é a rocha na qual se escondem. Como uma rocha, Ele os protege bem da fúria do pecado e do inferno. Protegidos em Seu lado ferido, agora nenhum mal pode lhes aprisionar. No remo protegido-da-tempestade, agora unidos a Ele para sempre." [...]'**
**No original (inglês), o poema citado no sermão é o seguinte: "Jesus Christ, the sinner's friend, loves His people to the end. and that they may safe abide, He's the rock in which they hide. As a rock, He guards them well from the rage of sin and hell. Sheltered in His wounded side, now no ill can them be tied. From the tempest-covered oar, one with Him forevermore.

'[...] Sim, quando você é guiado por esse espírito a enxergar o seu pecado, Aquele que o esvazia da sua justiça, Ele o conduzirá a esta rocha, uma rocha mais alta do que todos os seus pecados, todas as suas dúvidas, todos os seus medos, uma rocha mais alta até mesmo do que todas as suas esperanças, toda a sua fé e todo o seu amor, uma rocha que ninguém pode medir, uma rocha infinita, perfeitamente adequada para o maior dos pecadores. Então, ouça o que outro poeta disse. Este é um poema incrível: "Se todos os pecados que os homens cometeram em vontade, em palavra, em pensamento, em ação, desde que os mundos foram criados e o tempo teve início, fossem colocados sobre a cabeça de um pobre pecador, somente o sangue de Jesus Cristo poderia expiar e varrer toda essa quantidade de pecado" [...]' ***
***No original (inglês), este é o outro poema citado no sermão: "If all the sins that men have done in will, in word, in thought, in deed, since worlds were made and time began, were laid on one poor sinner's head, the blood of Jesus Christ alone could for this mass of sin atone and sweep it all away."
 
'[...] Thomas Scott escreveu estas palavras famosas: "Quando preocupações, medos, tristezas ou tentações, como uma torrente, inundam nossos corações, nossos clamores a Deus devem simplesmente se tornar mais fervorosos do que nunca, e devemos ir a Ele. Se Ele ouve o grito de um jovem corvo [Sl 147.9], você não acha que Ele ouvirá o grito de um pecador arrependido?" Oh, eis um convite! Você pode tremer sobre aquela rocha, mas aquela rocha jamais tremerá sob o seu peso. Você pode até tremer sobre aquela rocha. Você pode até mesmo vir à Ceia do Senhor tremendo pela primeira vez, mas você está vindo para a rocha. E você experimentará que a rocha não tremerá sob o seu peso, porque esta rocha permanece firme e inabalável para sempre. Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará [Sl 91.1]. Corra para a rocha. Enterre-se, por assim dizer, na rocha. [...]'

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Hino de R.A. Searles (1873)
["Conduza-me à Rocha"]
 
1. When mountains of doubt hem me in on each side,
And waves of affliction roll in like a tide;
When vainly I seek some new pathway to try,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
 
Refrain:
Oh, lead me to the Rock, Oh, lead me to the Rock,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, Oh, lead me to the Rock that is higher than I.

 
2. When storms of deep trouble rage fiercely around,
When forebodings of ill in my spirit abound;
When the hopes of a lifetime are blighted and die,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me, etc.
 
3. The sun of prosperity brightly may shine,
And my heart round its treasures too closely may twine,--
When my hopes are in danger of rising too high,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc.
 
4. When nearing the shore of the river of death,
And the moments fly swiftly with each labored breath,
When losing my hold of each dear earthly tie,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc.
 
5. Whatever my lot, be it wearily sad,
Or actively busy or joyously glad;
In each joy and sorrow, my God, be thou nigh,
And lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc. 
 
{Grove Songs #2, 1873
 
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1. Quando montanhas de dúvida me cercam de cada lado,
E ondas de aflição me invadem como uma maré;
Quando em vão busco um novo caminho a trilhar,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.

Refrão:
Oh, guia-me à Rocha, Oh, guia-me à Rocha,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.


2. Quando tempestades de profunda angústia rugem ferozmente ao meu redor,
Quando pressentimentos de mal abundam em meu espírito;
Quando as esperanças de uma vida inteira se desfazem e morrem,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me, etc.

3. O sol da prosperidade pode brilhar intensamente,
E meu coração pode se apegar demais aos seus tesouros,
Quando minhas esperanças correm o risco de se elevarem demais,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.

4. Quando me aproximo da margem do rio da morte,
E os momentos voam velozmente a cada respiração ofegante,
Quando perco o controle de cada laço terreno querido,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.

5. Seja qual for o meu destino, seja ele de profunda tristeza,
Ou de intensa atividade ou de alegria plena;
Em cada alegria e tristeza, meu Deus, esteja perto,
E guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.
 
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Aprendizado piedoso 242

sermonaudio.com/sermons/61260240955

Tema do sermão traduzido: 
"Amar a Cristo como nosso intercessor perpétuo e superior"
(pr. Joel Beeke) 
[*texto base: Hebreus 7:14-28
 
 
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Graciosa ilustração do pr. Joel Beeke neste sermão*:
'[...] Bem, a intercessão de Cristo, portanto, aponta para a superioridade do seu sacerdócio, tanto em termos de duração quanto de atividade, a intercessão incessante. Mas, finalmente, deixe-me analisar este pensamento com vocês, também em seus efeitos. Salvação ilimitada. Observem novamente o versículo de Hb 7.25: "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Eles estão se aproximando de Deus por meio dEle {Cristo}. Isso é realmente poderoso! 
"Totalmente" (Completamente, Perfeitamente). "Panteles" é a palavra no original (grego). Uma palavra difícil de traduzir. Mas "totalmente/completamente" significa duas coisas. Duas coisas. Pelo menos duas coisas. Talvez mais. Em primeiro lugar, "totalmente/completamente" pode se referir ao tempo. Nesse caso, o texto está dizendo que Cristo, uma vez que começa a agir no coração de um ser humano, o salvará para sempre. Ele o salvará até o fim, até o último instante. Nunca haverá um dia em que o poder de Cristo esteja enfraquecido ou Sua força diminuída, em que Ele não seja capaz de te guardar, querido filho de Deus, de te sustentar, de te amparar, não importa quais sejam os problemas {tribulações}. Você nunca precisa temer que a cada dia possa perder sua salvação, ou que possa escapar de Suas mãos e cair na ruína eterna. Não, não, não. Ele {Cristo} te guardará até o último instante, até o fim da sua vida. Ele nunca te abandonará. 
<ILUSTRAÇÃO> Você sabia que havia um pastor chamado Ebenezer Erskine na Escócia? E Ebenezer Erskine era um homem muito piedoso. Naquela época, claro, os pastores também testavam seus fiéis quando estes chegavam ao leito de morte, para ter certeza de que estavam prontos para partir. E ele foi até uma senhora idosa e moribunda, e perguntou a ela se estava pronta para morrer. Ela disse: "Sim, pastor". Ele perguntou: "Com base em quê?". Ela respondeu: "Com base no sangue de Cristo e em toda a sua obra". E ela estava se apoiando em Sua intercessão. Ele perguntou: "Mas como você sabe disso?". "Bem, pastor, por causa do que o senhor nos disse {ensinou}". "Bem, o que eu lhes disse {ensinei}?", perguntou ele {pastor Ebenezer Erskine}. Ela respondeu: "Bem, você disse que, se somos verdadeiros crentes, fazemos parte do Seu corpo, e a cabeça {Cristo} não pode ser separada do corpo {igreja}, então somos parte dele. E que ninguém pode nos arrancar de Suas mãos". "Ah", disse o pastor, "mas e se você simplesmente escorregasse por entre Seus dedos e caísse?" Ela respondeu: "Impossível, pastor {...} Eu não posso cair por entre Seus dedos, se eu sou um de Seus dedos. Eu não estou apenas em Suas mãos, mas sou parte do Seu corpo". "Ah", o pastor disse, "você passou no teste. Você está pronto para morrer. Você pertence a Cristo". Essa é uma pequena e bela história que ilustra perfeitamente o que estou {pastor Joel Beeke} dizendo: Ele {Cristo} nunca, jamais, jamais, jamais, jamais vai te abandonar. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam. Mas a palavra "totalmente/completamente" também pode se referir à "completude", à "totalidade". Ele {Cristo} salva completamente. Ele salva plenamente. Ele salva absolutamente. Ele salva perfeitamente, até o fim. [...]'

27 maio 2026

Aprendizado piedoso 241

Ansiedade, comparação e a paz que excede todo o entendimento
(Augustus Nicodemus

A ansiedade contemporânea é alimentada por muitos canais ao mesmo tempo. Há medo do futuro, alta de preços, instabilidade no trabalho, insegurança política, pressão por desempenho, cobrança estética, excesso de informação e comparação constante. O celular, que deveria ser ferramenta, muitas vezes se torna uma janela permanente para aquilo que não temos, não somos e não conseguimos controlar. A pessoa abre o Instagram para descansar e sai mais cansada. Vê alguém viajando, alguém comprando, alguém casando, alguém prosperando, alguém exibindo uma rotina perfeita, e de repente sua própria vida parece pequena, atrasada e insuficiente.

Nas redes sociais, a comparação raramente é honesta. Comparamos nossos bastidores com o palco dos outros. Comparamos nosso mês difícil com a foto editada da conquista alheia. Comparamos nossa segunda-feira comum com o recorte extraordinário de alguém. Uma influenciadora mostra a reforma da casa; não mostra todas as dívidas, contratos ou tensões. Um profissional posta a promoção; não mostra os anos de frustração. Um casal publica uma declaração emocionante; não mostra as conversas difíceis. O resultado é uma ansiedade fabricada por fragmentos.

A resposta bíblica para a ansiedade não é uma técnica de bem-estar, embora bons hábitos possam ajudar. A resposta final é uma pessoa: o Deus vivo, que governa, sustenta e cuida dos seus. A paz que excede todo entendimento não é anestesia emocional, nem negação da realidade. Ela excede o entendimento justamente porque pode guardar o coração em meio a circunstâncias que ainda não mudaram. O cristão pode continuar sem todas as respostas e, ainda assim, descansar naquele que tem todas as coisas em suas mãos.

Contentamento não é resignação preguiçosa. Não é cruzar os braços diante da dificuldade, nem fingir que a dor não existe. Contentamento é confiança ativa em Deus. É trabalhar com diligência sem fazer do trabalho um deus. É planejar sem achar que o futuro depende absolutamente de nós. É desejar coisas legítimas sem transformar desejos em ídolos. É aprender a dizer: “Senhor, dá-me o que preciso, tira de mim o que me destrói e ensina-me a viver fielmente no lugar onde me colocaste.”

Um exemplo real das redes é a obsessão por rotinas produtivas. Vídeos mostram pessoas acordando às cinco da manhã, treinando, lendo, trabalhando, estudando, cuidando da pele, preparando refeições perfeitas e ainda sorrindo. Para alguns, isso inspira disciplina. Para muitos, produz culpa. A vida cristã não despreza disciplina, mas rejeita a escravidão da performance. Deus não nos ama porque nossa rotina é eficiente. Ele não nos aceita porque somos produtivos. Somos recebidos por causa de Cristo, e é dessa segurança que brota uma vida obediente.

A ansiedade nos diz que tudo depende de nós. A comparação nos diz que todos estão melhor do que nós. O evangelho nos lembra que pertencemos a Deus. Há uma diferença profunda entre responsabilidade e controle. Somos responsáveis por obedecer, trabalhar, administrar, pedir perdão, buscar sabedoria e servir. Mas não controlamos o futuro, o coração dos outros, a economia, o corpo, a morte ou os acontecimentos do mundo. A paz cristã começa quando entregamos a Deus aquilo que nunca esteve realmente em nossas mãos. O coração ansioso precisa ouvir, repetidas vezes, que o Senhor está perto. Não perto apenas em teoria, mas perto no vale, na conta apertada, na noite mal dormida, no diagnóstico, na incerteza e no silêncio.