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08 julho 2026

Aprendizado piedoso 249

< Um trecho de poesia sobre o cristão... > 
...não dialoga com medos indignos para um homem; 
onde o dever ordena, ele avança com confiança; 
enfrenta mil perigos ao chamado desse dever e, 
depositando sua esperança em Deus, a todos eles supera.
{Charles Haddon Spurgeon cita este trecho final da poesia de William Cowper sobre uma Ode de Horácio}
 
'Sua esperança [a esperança do cristão] é que, ao longo de toda a vida — seja ela longa ou breve (e ele pouco se importa com a duração de seus anos) —, ele [o cristão] seja sustentado pelos braços eternos. Ele [o cristão] espera que o Senhor seja o seu pastor [Spurgeon citando o Salmo 23], e que nada lhe falte. Ele espera que a bondade e a misericórdia o acompanhem por todos os dias de sua vida. Por isso, [o cristão] não teme a morte, pois espera, então, tomar posse efetiva de seus bens mais preciosos [bens celestiais]. Ele reserva o que há de melhor para o final. Acredita que, quando chegar a hora de partir, Jesus virá ao seu encontro, e o pensamento desse encontro dissipa qualquer ideia dos pavorosos terrores da sepultura. Sua esperança transpõe a sepultura, e o conduz a uma ressurreição gloriosa. Não se abre de forma grandiosa a esperança da nossa vocação [vocação cristã]?...'
 
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Relação com a Obra do Autor
"embora [William] Cowper frequentemente entrelaçasse preocupações morais e espirituais em seus versos, esta obra se destaca por seu registro duplo — primeiro imitando o distanciamento clássico, depois rejeitando-o. [A poesia] diverge de sua típica consistência devocional, ao estabelecer um diálogo entre a ética pagã [da Ode de Horácio] e a certeza evangélica [da poesia de Cowper]."
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Hino: "Triunfo sobre a morte na esperança da ressurreição"

Hino 110 (Isaac Watts)
"Triumph over death in hope of the resurrection"
 
"Triunfo sobre a morte na esperança da ressurreição"

E este corpo deve morrer?
Este corpo mortal se decompor?
E estes meus membros ativos devem
jazer apodrecendo no barro?

Corrupção, terra e vermes
apenas refinarão esta carne,
até que meu espírito triunfante venha
revesti-la novamente.

Deus, meu Redentor, vive,
e muitas vezes dos céus
olha para baixo e observa todo o meu pó,
até que Ele o faça ressurgir.

Revestidos de gloriosa graça,
estes corpos vis brilharão,
e cada forma e cada rosto
parecerão celestiais e divinos.

Estas vivas esperanças devemos
ao amor sacrificial de Jesus;
adoraremos sua graça aqui na Terra
e cantaremos seu poder lá em cima.

Querido Senhor, aceita o louvor
destas nossas humildes canções,
até que melodias de som mais nobre elevemos
com nossas línguas imortais.
 
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***Links sobre este hino***
 
 - Outra tradução automática para português:

- Hymn 110 (hymnary.org): 
"Triumph over death in hope of the resurrection"*
(*também conhecido pela primeira linha: "And must this body die?")

- Hymn 110 (allpoetry.com):
 
 
Hino "And must this body die?" cantado (inglês):

Aprendizado piedoso 248

Apocalipse 7:9-12
"9 Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; 10 e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. 11 Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, 12 dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!
 
>>> William Hendriksen, conhecido pela série "Comentário do Novo Testamento", também é o autor do livro "Mais que vencedores", que surgiu como fruto de sua tese de doutorado em teologia (Th.D.) sobre o livro de Apocalipse. O título do livro de Hendriksen, em inglês é "More Than Conquerors: an Interpretation of the book of Revelation". Na edição do livro "Mais que vencedores", em português, pode ser encontrado, no final do cap. 9, um comentário deste autor, de forma didática e edificante, sobre o texto de Apocalipse 7:12, que aparece na forma da nota #59 de rodapé:

'Observe que o artigo definido ["a", "as", "o"] precede cada um dos sete itens de louvor ["louvor, glória, sabedoria, ações de graças, honra, poder, força"]. Isso indica que, no sentido mais pleno e profundo, essas coisas excelentes pertencem ao Senhor, e somente a Ele. Esses sete louvores [a.,b.,c.,d.,e.,f.,g.] têm o seguinte significado: 
a. he eulogia ["o louvor"]: provavelmente não só a invocação de bênção, mas a real posse da plenitude abençoada dos atributos divinos sobre os quais nossa salvação se baseia. 
b. he doxa ["a glória"]: a glória que resulta de quando o esplendor dos atributos de Deus (soberania, justiça, amor e graça) é reconhecido. 
c. he sophia ["a sabedoria"]: a sabedoria de Deus revelada no plano de salvação, e na execução desse plano. Deus sempre emprega os melhores meios para alcançar o objetivo mais elevado. Essa sabedoria, sobretudo, implica a reconciliação de aparentes incompatibilidades. (ver Ef 3.10 à luz da totalidade do contexto precedente). 
d. & e. he eucharistia ["as ações de graças"] & he time ["a honra"]: as ações de graças e a honra resultam do reconhecimento da Sua sabedoria em nossa salvação. 
f. & g. he dynamis ["o poder"] & he ischys ["a força"]: o poder e a força de Deus (poder inclui força) são claramente revelados tanto na obra de salvação, como em Sua sabedoria.'