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18 agosto 2026

Aprendizado piedoso 259

Poema "Jesus das Cicatrizes", de Edward Shillito

Se jamais Te buscamos antes, buscamos-Te agora;
Teus olhos incendeiam as trevas; nossas únicas estrelas;
Precisamos ver os espinhos em Tua fronte,
Precisamos de Ti, ó Jesus das Cicatrizes.
Os céus nos aterrorizam; são serenos demais;
Em todo o universo, não temos lugar.
Nossas feridas doem; onde está o bálsamo?
Senhor Jesus, por Tuas Cicatrizes, reivindicamos Tua graça.
Se, quando as portas se fecharem, Te aproximares,
Revela, apenas, aquelas mãos, aquele Teu lado;
Hoje sabemos o que são feridas; não tememos;
Mostra-nos Tuas Cicatrizes; conhecemos o sinal.
Os outros deuses eram fortes; mas Tu foste fraco;
Eles cavalgavam, mas Tu cambaleaste até o trono;
Mas, às nossas feridas, somente as feridas de Deus podem falar,
E nenhum deus tem feridas, exceto apenas Tu.

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*Notas sobre o poema:
Edward Shillito (1872-1948) foi pastor da Igreja Livre na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial.
- Uma versão comentada deste poema pode ser encontrada no link DesiringGod.org
- A versão deste poema traduzida acima é proveniente do original, em ingles, encontrada no link "Jesus of the Scars":
If we have never sought, we seek Thee now;
Thine eyes burn through the dark, our only stars;
We must have sight of thorn-pricks on Thy brow,
We must have Thee, O Jesus of the Scars.
The heavens frighten us; they are too calm;
In all the universe we have no place.
Our wounds are hurting us; where is the balm?
Lord Jesus, by Thy Scars, we claim Thy grace.
If, when the doors are shut, Thou drawest near,
Only reveal those hands, that side of Thine;
We know to-day what wounds are, have no fear,
Show us Thy Scars, we know the countersign.
The other gods were strong; but Thou wast weak;
They rode, but Thou didst stumble to a throne;
But to our wounds only God’s wounds can speak,
And not a god has wounds, but Thou alone.

17 agosto 2026

O Cordel da Graça na Escuridão: A Depressão e a Fé

Peço a Deus sabedoria,
Para falar de uma dor,
Que machuca o corpo e a alma,
E apaga o nosso vigor.
A tristeza mais profunda,
Que o crente tem pavor.

Muitos dizem num afã,
Com teologia vazia:
"Abaixe logo essa guarda,
Onde está sua alegria?"
Mas a lente reformada,
Lida com mais empatia.

A Bíblia é muito clara,
Não esconde a aflição.
Elias fugiu pro mato,
Com aperto no coração.
Pediu a morte debaixo
Da árvore na solidão.

O Salmo quarenta e dois,
Ao Senhor se perguntou:
"Por que te abates, ó alma?"
O salmista assim chorou.
Salmo oitenta e oito é noite,
E nas trevas terminou.

A queda de nossos pais,
Nosso corpo corrompeu.
O cérebro também adoece,
Nenhum órgão se escondeu.
A química dá defeito,
Não foi Deus que te esqueceu.

Aí entra a Graça Comum,
Que de cima tem descido:
A ciência e a medicina,
Para o peito consumido.
O remédio não é falta
De fé no Deus prometido!

A tua justificação,
Não depende da emoção.
Não cai com a serotonina,
Nem vacila no cristão.
A fé se firma nos fatos
Da cruz e da salvação.

Lembre do grande Spurgeon,
O príncipe pregador.
Com a mente em agonia,
Sentia imenso terror.
Mas pregava as Escrituras,
Confiado no Senhor.

A depressão é neblina,
E a Cruz é a montanha.
No Getsêmani Jesus,
Sentiu uma dor tamanha.
Para estar contigo agora,
Nessa noite tão estranha.

Descansa teu coração,
Que parece despedaçado.
Caminhe chorando mesmo,
Pois Cristo está ao teu lado.
Na escuridão ou na luz,
O eleito está guardado!

[Cordel compartilhado por um irmão (Alex) que usou IA, tendo como fonte uma pesquisa que ele fez sobre a relação entre Fé Reformada e Depressão]