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15 março 2026

Aprendizado piedoso 234


"Está Tudo Bem com a Sua Alma?"
pr. Paul Washer
 

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pr. Paul Washer reflete piedosamente sobre sua amizade e convívio com o pr. John MacArthur
[Shepperds Conference - 2026]

Louvor: "Aflição e Paz" ("Sou feliz com Jesus")

 
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"Aflição e Paz
 
Se paz a mais doce me deres gozar,
Se dor a mais forte sofrer;
Oh! Seja o que for, tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou!

    Sou feliz com Jesus,
    Sou feliz com Jesus,
    meu Senhor!

 
Embora me assalte o cruel Satanás
E ataque com vis tentações;
Oh! Certo eu estou, apesar de aflições,
Que feliz eu serei com Jesus!
 
Meu triste pecado, por meu Salvador
Foi pago de um modo cabal!
Valeu-me o Senhor! Oh! Mercê sem igual!
Sou feliz, graças dou a Jesus!
 
A vinda eu anseio do meu Salvador!
Em breve virá me levar
Ao céu, onde eu vou para sempre morar
Com remidos na luz do Senhor! 
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Este hino, em português, é uma versão do hino "It Is Well with My Soul", de Horatio Spafford. Também pode ser encontrado como "When peace, like a river", ou com o nome "Ville du Havre" para a melodia.
A pergunta que fica, para quem escuta este hino, e se depara com a sua história, é: como uma bela poesia, na forma de uma canção que pode trazer tanta paz para uma alma abatida, pode ter surgido de uma experiência de aflição tão profunda? A única resposta possível é: pela graça!
A história por trás deste belo hino é comovente:
O autor da letra do hino, Horatio Spafford (1828-1888), foi um advogado norte-americano, e presbítero na igreja presbiteriana em Chicago. Por causa dos seus negócios bem-sucedidos, ele investiu intensamente em empreendimentos imobiliários no norte de Chicago, e perdeu grande parte destes investimentos no Grande Incêndio de Chicago, em outubro de 1871. Dois anos após o Grande Incêndio, os Spafford planejaram uma viagem de férias à Europa, particularmente na Inglaterra, onde seu amigo pessoal D.L. Moody estaria pregando. Por causa de compromissos profissionais, Horatio permaneceu na américa, enquanto sua esposa e as quatro filhas estavam atravessando o Atlântico no navio a vapor Ville du Havre, quando a embarcação foi atingida por um veleiro de ferro, matando 226 pessoas à bordo, incluindo as quatro filhas de Spafford, Annie (12 anos), Maggie (7 anos), Bessie (5 anos) e Tanetta (2 anos). Sua esposa, Anna, sobreviveu à tragédia, e ao chegar em Cardiff, no País de Gales, ela enviou um telegrama para Spafford que dizia "Saved alone" (traduzindo: "Apenas eu sobrevivi"). Pouco tempo depois, enquanto Spafford viajava para encontrar sua esposa enlutada, e seu navio passava perto de onde suas filhas haviam morrido, ele foi inspirado a escrever a letra de "It Is Well with My Soul".

Quando a paz, como um rio, acompanha meu caminho
When peace like a river, attendeth my way
Quando tristezas rolam como ondas do mar
When sorrows like sea billows roll
Seja qual for o meu destino, Tu me ensinou a dizer
Whatever my lot, Thou hast taught me to say
Está tudo bem, está tudo bem, com a minha alma
It is well, it is well, with my soul

(Refrão)
Está tudo bem, com a minha alma
It is well, with my soul
Está tudo bem, está tudo bem, com a minha alma
It is well, it is well with my soul

Embora Satanás deva esbofetear, embora as provações devam vir
Though Satan should buffet, though trials should come
Deixe esta bendita segurança controlar
Let this blest assurance control
Que Cristo considerou minha condição indefesa
That Christ has regarded my helpless estate
E derramou Seu próprio sangue em favor da minha alma
And hath shed His own blood for my soul

(Refrão)

Meu pecado... (oh, que felicidade neste pensamento glorioso!)
My sin... (oh, the bliss of this glorious thought!)
Meu pecado, não em parte, mas no todo...
My sin, not in part but the whole...
...Está pregado na cruz, e não o carrego mais.
...Is nailed to the cross, and I bear it no more
Louve ao Senhor, louve ao Senhor, ó minha alma!
Praise the Lord, praise the Lord, o my soul!

(Refrão)


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Caro irmão ou irmã, em Cristo, sua alma se encontra abatida?
Faça como o salmista, e "dialogue" com sua própria alma:

Por que estás abatida, ó minha alma?
Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei,
a ele, meu auxílio e Deus meu.” 
(Salmo 42, versos 5 e 11)

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Links com informações adicionais:

14 março 2026

"Corando de Vergonha": quanto ruído! (redes sociais)


Transcrição e tradução do texto dos vídeos:
(comentários entre parênteses)

"Quanto ruído!"
Jason Daniel
‘Não fomos feitos para tanto ruído (nas redes sociais). Não fomos feitos para tantas opções, tantas comparações, ou para tantas “janelas” apontando para vidas que não são as nossas. É hora de encarar tudo isso? Eu acordo, e antes mesmo de meus pés tocarem o chão, já fui avaliado (nas redes sociais). Há alguém mais rico, alguém mais em forma, alguém mais feliz, alguém que “viralizou” mais do que eu. E, de repente, minha manhã “tranquila e comum” fica para trás, e parece menos significativa. Mas eis a falha em tudo isso: somos “corações analógicos”, vivendo em um “placar digital”. Frequentemente, confundimos visibilidade com valor, engajamento com conexão, velocidade com progresso. Nós deslizamos a tela (reels), em 12 segundos ou menos, passando por imagens de sofrimentos alheios (de outrem). Nós rotulamos nossa dor, otimizamos nossas personalidades, encenamos (fingimos) a cura, ao invés de praticá-la. E a parte mais estranha em tudo isso: nunca estivemos tão conectados (internet). No entanto, a solidão parece “industrial”, porque atenção não é intimidade. Métricas não têm significado. Em relação aos “algoritmos”, eles não retribuem o amor. A luta humana, na era digital, não é sobreviver à tecnologia. É lembrar que você não é um “conteúdo”. Que você não é um “feed”. Que você não é um “produto”. Que você não é um número subindo ou descendo. Seu sistema nervoso está tentando se sentir seguro, em um mundo que nunca para de “atualizar”, que nunca para de “recarregar” (“reload”), que nunca permite que você seja você mesmo. Talvez, a “rebelião” (revolucionária) dos nossos dias não seja sobre fazer postagens mais chamativas (polêmicas). Talvez, seja sobre se desconectar (do mundo digital), apenas o suficiente para ouvir seus próprios pensamentos, sem uma platéia por perto. Porque a coisa mais “radical” agora é ser um humano sem “performance” (nas redes sociais).’

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"O delta é o abismo entre o saber e o fazer"
Jason Daniel
‘Há sempre um abismo entre quem você é, e quem você aparenta ser... entre o que você sente, e o que você admite... entre quem você era, e quem você diz ter se tornado. Esse abismo, esse espaço silencioso, é o delta (termo usado por Jason Daniel). A maioria das pessoas passa a vida construindo pontes sobre este abismo. Os corajosos aprendem a permanecer nele.’

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***Observação importante: apesar de não saber exatamente qual é a visão de mundo (cosmovisão) deste escritor (Jason Daniel), a percepção aprofundada dele sobre as redes sociais (mundo digital) parece lúcida, objetiva e, até mesmo, alinhada com princípios cristãos, pelo menos em alguns aspectos. Portanto, é bom relembrar que cada leitor cristão que se deparar com estes textos precisa usar o filtro bíblico para "reter o que é bom":
"julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal

Somente a Deus, toda a glória, por tudo, sempre!