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28 outubro 2026

Aprendizado piedoso 278

 
 
"Quem é o Espírito (Santo)?"
pr. Timothy Keller 
 
Texto base:
 
 Alguns pontos ensinados durante a pregação:
 
1) A magnífica semelhança entre os textos na sequência de Ef 5.18b ("enchei-vos do Espírito") e Cl 3.16a  ("Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo"), estabelecendo uma correlação íntima entre o Espírito de Deus e a Palavra de Deus:
"E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo." (Ef 5.18-21)
"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai." (Cl 3.16-17)

2) Tradução de uma declaração de Jonathan Edwards sobre a Palavra de Deus:
"[...] Minha mente estava profundamente voltada a dedicar meu tempo à leitura e à meditação sobre Cristo — sobre a beleza e a excelência de Sua pessoa, e o maravilhoso caminho da salvação por meio da graça gratuita n’Ele. Não havia livros que me trouxessem tanto deleite quanto aqueles que tratavam desses temas. As palavras de Cântico dos Cânticos 2:1 — “Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales” — vinham-me frequentemente à mente; elas pareciam representar, de modo encantador, a amabilidade e a beleza de Jesus Cristo. Naquela época, eu lia muito o livro de Cântico dos Cânticos, que me era extremamente aprazível. Por vezes, eu sentia uma doçura interior que parecia arrebatar-me em minhas contemplações — algo que não sei como descrever, a não ser como um estado de alma sereno e doce, desligado de todas as preocupações deste mundo. Era como uma visão, ou uma imagem vívida e persistente, em que eu me via sozinho nas montanhas ou em algum deserto isolado, longe de toda a humanidade, conversando docemente com Cristo, completamente absorto e imerso em Deus. A percepção que eu tinha das coisas divinas, muitas vezes, acendia de súbito um doce ardor em meu coração — um fervor da alma que não encontro palavras para expressar."
[Jonathan Edwards, Personal Narrative, in Letters and Personal Writings, vol. 16, ed. George S. Claghorn (New Haven, CT: Yale University Press, 1998), 793] 

20 outubro 2026

ORAÇÃO (C.H. Spurgeon)

No Devocional Manhã & Noite de C.H. Spurgeon, podemos encontrar nos textos do dia 03 de novembro palavras edificantes e graciosas sobre ORAÇÃO:

Manhã:
“(…) pois eis que ele está orando” (At 9:11) 
As orações são instantaneamente notadas no céu. No momento em que Saulo começou a orar, o Senhor o ouviu. Aqui está o conforto para a angustiada porém clamante alma. Muitas vezes um pobre de coração partido dobra o joelho, mas apenas consegue proferir o seu lamento na linguagem de suspiros e lágrimas; contudo, esse gemido fez todas as harpas do céu vibrarem com música; essa lágrima foi capturada por Deus e entesourada no lacrimatório celeste. “Tu pões as minhas lágrimas no teu odre” (Sl 56:8) implica que elas são apanhadas à medida que fluem. O suplicante, cujos medos impedem suas palavras, será bem compreendido pelo Altíssimo; ele apenas pode olhar para cima com olhos enevoados, porém “a oração é a queda de uma lágrima”*. As lágrimas são os diamantes do céu; suspiros são uma parte do louvor da corte de Jeová, e são considerados “as mais sublimes notas que alcançam a majestade nas alturas”*. Não pense que sua oração, embora fraca ou tremente, será despercebida. A escada de Jacó é elevada, mas nossas orações se apoiarão no Anjo do concerto e, assim, subirão às esferas estreladas. Nosso Deus não apenas ouve a oração, mas também ama ouvi-las. O Senhor “não se esquece do clamor dos aflitos” (Sl 9:12). Em verdade, Ele não considera aparências elevadas e palavras sublimes; Ele não Se importa com a pompa e a ostentação dos reis; Ele não ouve a opulência da música marcial; Ele não considera o triunfo e o orgulho do homem, No entanto, onde quer que haja um coração cheio de tristeza, ou um lábio trêmulo de agonia, ou um gemido profundo, ou um suspiro penitencial, o coração de Jeová está aberto; Ele o marca no registro de Sua memória; Ele coloca nossas orações, como pétalas de rosas, entre as páginas de Seu livro memorial (Ml 3:16), e quando o volume for finalmente aberto, uma preciosa fragrância surgirá. 
“A fé não pede qualquer sinal dos céus, 
para mostrar que orações aceitas se elevam; 
nosso Sacerdote está em Seu lugar santo, 
e responde do trono da graça.”

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Noite:
“(…) sua oração chegou até à santa habitação de Deus, até aos céus” (2Cr 30:27) 
A oração é o recurso infalível do cristão, em todos os casos e em qualquer dificuldade. Quando não puder usar sua espada, você pode pegar a arma da oração. Sua pólvora pode estar úmida, a corda do seu arco pode estar frouxa, mas a arma da oração nunca está inoperante. Leviatã ri dos dardos, mas treme diante da oração. Espada e lança precisam de polimento, mas a oração nunca enferruja; e quando pensamos que está embotada, mais contundente ela corta. A oração é uma porta aberta que ninguém pode fechar. Demônios podem cercá-lo por todos os lados, mas o caminho para cima está sempre aberto; e enquanto esse caminho estiver desobstruído, você não cairá nas mãos do inimigo. Nunca seremos detidos por bloqueios, trincheiras, minas ou tempestades enquanto o socorro celestial puder descer até nós pela escada de Jacó para nos aliviar no tempo de nossas necessidades. A oração nunca está fora da estação; no verão e no inverno, sua mercadoria é preciosa. A oração conquista audiência com o céu na calada da noite, em meio aos negócios, no calor do meio-dia, nas sombras do entardecer. Em todas as condições, seja em pobreza, doença, obscuridade, difamação ou dúvida, o seu Deus da aliança acolherá sua oração e irá respondê-la de Seu lugar santo. A oração também nunca é sem valor. A verdadeira oração é, cada vez mais, verdadeiro poder. Você pode nem sempre obter o que pede, mas terá sempre as suas verdadeiras necessidades supridas. Quando Deus não responde aos Seus filhos literalmente, Ele o faz segundo o espírito. Se pedes por farinha crua, ficarás irritado porque Ele te dá flor de farinha? Se procuras saúde corporal, deverias reclamar se, em vez disso, Ele faz da tua doença a cura de enfermidades espirituais? Não é melhor ter a cruz santificada do que removida? Esta noite, minha alma, não te esqueças de oferecer a tua petição, pois o Senhor está pronto para conceder teus desejos.

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*Nota: “A oração é a queda de uma lágrima” e “as mais sublimes notas que alcançam a majestade nas alturas” são trechos de um hino escrito em 1818 por James Montgomery (1771–1854), poeta, hinarista e editor inglês. Estas frases fazem parte do hino "Prayer is the soul's sincere desire" ("Oração é o desejo sincero da alma"):

1 Prayer is the soul's sincere desire,
unuttered or expressed,
the motion of a hidden fire
that trembles in the breast.

2 Prayer is the burden of a sigh,
the falling of a tear,
the upward glancing of an eye,
when none but God is near.

3 Prayer is the simplest form of speech
that infant lips can try;
prayer the sublimest strains that reach
the Majesty on high.

4 Prayer is the contrite sinners' voice,
returning from their way,
while angels in their songs rejoice
and cry, "Behold, they pray!"

5 Prayer is the Christians' vital breath,
the Christians' native air;
their watchword at the gates of death;
they enter heav'n with prayer.

6 O Thou, by whom we come to God,
the Life, the Truth, the Way;
the path of prayer Thyself hast trod:
Lord, teach us how to pray!

TRADUÇÃO (para português):

1 A oração é o desejo sincero da alma,
seja ele expresso ou não,
o movimento de um fogo oculto
que treme no peito.

2 A oração é o peso de um suspiro,
o cair de uma lágrima,
o olhar voltado para o alto,
quando ninguém mais, além de Deus, está por perto.

3 A oração é a forma mais simples de linguagem
que lábios infantis podem tentar;
é, também, a expressão mais sublime que alcança
a Majestade nas alturas.

4 A oração é a voz dos pecadores contritos
que se arrependem do seu caminho,
enquanto os anjos, em seus cânticos, se alegram
e exclamam: "Eis que eles oram!"

5 A oração é o fôlego vital dos cristãos,
é o seu elemento natural;
é a sua "palavra de ordem" às portas da morte;
eles entram no céu orando.

6 Ó Tu, por quem chegamos a Deus,
a Vida, a Verdade, o Caminho;
Tu mesmo trilhaste a vereda da oração:
Senhor, ensina-nos a orar!

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Algumas belas interpretações deste hino (em inglês):





Aprendizado piedoso 277