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23 fevereiro 2026

Jesus, "a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22:16)

Edvard Grieg – Peer Gynt, Suite Nº 1, Op. 46: I. Morgenstimmung – hr-Sinfonieorchester Regência: Vassilis Christopoulos (ver vídeo completo no YouTube)
"A construção orquestral replica a mecânica real da luz. A flauta entra sozinha porque o primeiro clarão é um ponto, não uma explosão. O oboé responde segundos depois, não repetindo a frase, mas deslocando o timbre para algo mais quente, mais grave, como a luz que começa a ganhar cor. Esses dois instrumentos de madeira nunca se sobrepõem, se revezam, e esse espaço entre um e outro é o que cria a sensação de profundidade. Quando as cordas entram, o efeito não é de acompanhamento, é de inundação. O crescendo de Grieg não dramatiza, ele aquece."

"[...] Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados, graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz [...]" (vv.76-79)
[trecho do texto bíblico conhecido como 'O cântico de Zacarias', encontrado em Lc 1:67-80, sobre o nascimento do seu filho, o profeta João Batista, que veio ao mundo para anunciar a vinda do Senhor Jesus Cristo, que é "a brilhante Estrela da manhã" de Ap 22:16]

Graças a Deus por Jesus, "a brilhante Estrela da manhã"!
 

15 fevereiro 2026

abandÔNUS vs. desabanDONO

Que sensação é essa de abandono, ó minh'alma?
Essa angústia que constantemente subtrai a calma.
Pois, na leveza do sono, a insônia até "bate palma".
E o coração fica ferido, como se fosse um trauma.

"abandÔNUS" se torna o ÔNUS do abandono...
Um FARDO demasiado que pode tirar o sono...
Um PESO que tem o medo como um patrono...
Uma CARGA pesada, do inverno até o outono...

Quem pode tentar compreender este sentimento?
Que, às vezes, chega sutil como um leve lamento.
E se agrava na madrugada, eclodindo por dentro.
Fazendo a alma ficar pesada como um "cimento".

Vamos esperar, de quem, por empatia e compaixão?
Talvez de quem já atravessou uma igual provação?
De um amigo ou irmão? Quem vai estender a mão?
Fica óbvio, na escuridão da noite, que é em vão...

A dádiva do resgate vem, mas do "desabanDONO"
Na redenção garantida, sim, por um novo DONO.
Que é misericordioso, bom e justo! Não questiono.
Somente nEle, há certeza! Nunca me decepciono.

Viver para Ele tem sido um gigante desafio, agora.
E sabemos que Ele mesmo nos auxilia a toda hora.
Queremos demostrar fidelidade a Ele, mundo afora.
No amanhecer da nova vida, Ele é a nossa Aurora! 

"Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor
"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz

Bendito e amável Jesus, obrigado por ser nosso Senhor, Dono, Rei, Salvador, Resgatador e Amigo!
Amável e soberano Senhor, recebe, por meio de nosso louvor e adoração, toda a glória, por tudo, desde agora e para sempre!

14 fevereiro 2026

"amorfrontar"

No contexto bíblico, "amorfrontar" seria equivalente a confrontar (repreender) em amor
Na prática, não precisamos listar nem exemplificar aqui as maneiras não bíblicas de confrontar alguém, em desamor, porque são amplamente conhecidas e infelizmente muito utilizadas por todos os seres humanos. Portanto, todos nós precisamos nos perguntar qual seria a maneira bíblica de confrontar alguém, em amor
Nas Escrituras, os Livros de Sabedoria têm muito a nos ensinar sobre esse assunto (repreensão amorosa):

O Salmista (Davi), inspirado pelo Espírito Santo, também tem muito a nos ensinar sobre a bênção (mercê) da repreensão do justo, como um óleo sobre a cabeça:
"Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias. Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo. Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade." (Sl 141:3-5

No Livro de Provérbios, também encontramos muita sabedoria sobre esse assunto:
"Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará." (Pv 9:8)
"Pobreza e afronta sobrevêm ao que rejeita a instrução, mas o que guarda a repreensão será honrado." (Pv 13:18
"Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada. O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento." (Pv 15:31-32)  
"Quando ferires ao escarnecedor, o simples aprenderá a prudência; repreende ao sábio, e crescerá em conhecimento." (Pv 19:25
"Como pendentes e joias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento." (Pv 25:12)  
"Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos." (Pv 27:5-6)
"O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua." (Pv 28:23)

O Pregador, em Eclesiastes, também tem a nos ensinar sobre esta questão:
"Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato. Pois, qual o crepitar dos espinhos debaixo de uma panela, tal é a risada do insensato; também isto é vaidade." (Ec 7:5-6)

No Novo Testamento (NT), também encontramos muito ensino sobre o valor da repreensão, disciplina ou confronto amoroso. O ensinamento mais conhecido talvez seja o que saiu dos lábios do próprio Senhor Jesus Cristo, no Evangelho segundo Mateus (18:15-20), sobre "Como se deve tratar a um irmão culpado". O autor aos Hebreus (12:4-13) também traz uma perspectiva importante, nos exortando, como filhos de Deus, para não menosprezarmos "a correção que vem do Senhor", pois "Deus [...] nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade". O autor bíblico, inspirado pelo Espírito Santo, nos encoraja à obediência a Deus, usando o seguinte argumento piedoso: "Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça." (Hb 12:11)
 
Ah! Irmãos e irmãs, em Cristo, que grande desafio, para todos nós, é aplicar cotidianamente estas verdades, em todos os âmbitos da vida cristã! 
Senhor, Justiça Nossa (Jeová Tsidkenu; ver Jr 23:6), nos ajude a produzirmos, por Tua graça e misericórdia, os "frutos de justiça", e recebe toda a glória, por tudo, sempre!