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11 setembro 2026

Poesia: "Pó&Cia"

Pó&Cia
 
" & Cia" deveria se chamar a empresa denominada "mundo"...
Muito determinada a tomar todo o "mercado" da alma humana...
Conhecer todos os detalhes deste "negócio" é um mistério profundo...
Digno de filme de terror que faz a gente até "queimar a pestana"...
 
Que companhia* poderia ter, neste mundo corroído, a sujeira e o pó?
Poderia a resposta vir da análise do microscópio, com uma lente?
O paralelo desta metáfora precisa seguir uma trilha que dá um nó...
Apenas para externar as inquietações, nesta vida, da alma do crente...

Que confusão medonha que, cada vez mais, este mundo tem sido...
Desentendimentos, guerras, crimes, massacres... muito sofrimento... 
Não é à toa que a Bíblia claramente chama o mundo de "caído"...
Como não enxergar esta verdade? Quanta falta de discernimento!

Egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, 
desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, 
implacáveis, sem domínio de si, cruéis, traidores, caluniadores, 
inimigos do bem, atrevidos, amigos dos prazeres, enfatuados.
 
Essa lista revela como serão os seres humanos nos "últimos dias".
Não devemos desconsiderar este alerta, que é um sério presságio.
Que fator de risco é viver neste mundo, com suas muitas porfias!
"O pior tipo de cego é o que não deseja ver", diz o popular adágio.
 
Aonde, então, procurar esperança diante deste sombrio cenário?
As respostas podem ser muitas, dependendo da sua cosmovisão...
Para o ateu materialista, o destino final não difere de um canário...
Apenas átomos e moléculas se reorganizando na sua destruição... 
 
Para o pusilânime agnóstico, que não sabe ao certo no que pode crer,
Ruidosa existência em busca de uma resposta, é a sua sina inevitável. 
A metafísica é perturbadora e triste, pois nem consegue responder...
Busca incerta, esperança incerta, destino incerto... quão lamentável! 

Qual, então, é uma resposta racional e convincente à estas questões?
Teria de vir de uma visão de mundo que fosse bastante abrangente...
Que tivesse suficiente capacidade explicativa para todos os senões...
E que, além da mente, também satisfizesse coração e alma da gente.

Esta resposta tem nome, e é bem conhecida por seu distinto brilho.
Sua identidade é conhecida desde outrora até os dias da era moderna.
"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho..."
"...para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
 
Esta resposta definitiva, para os crentes, é Cristo Jesus, o Redentor.
Encarnado, experimentou sofrimento neste mundo febril e sombrio, 
A Segunda Pessoa da Trindade, em carne e osso, o nosso Salvador.
No jardim do Getsêmani, Ele passou por suor de sangue, e calafrio.

O "primeiro Adão", segundo o Criador, do "pó da terra" foi formado.
" & Cia" somos todos nós, de Adão e Eva, indiretos descendentes.
"O último Adão, porém, é espírito vivificante", o Cristo abençoado!
 "Graças a Deus pelo seu dom inefável!", deve sair da boca do crente.
 
Ao Senhor Jesus seja toda "glória, majestade, império e soberania"
Bendito Salvador e Redentor, que do mundo enfrentou todo escrutínio.
Por causa de Sua maravilhosa graça, Ele é o tema central desta poesia.
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*Cia é abreviação de Companhia.

08 setembro 2026

Aprendizado piedoso 265

 
"#6 - Das Trevas do Sofrimento Eu Vejo a Luz
pr. Herley Rocha
  Texto bíblico
 
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Série de pregações sobre Lamentações de Jeremias:
(pr. Herley Rocha)

"#1 - Estrofes do Sofrimento Humano"
(Lamentações 1)

"#2 - O Poder Destrutivo do Pecado"
(Lamentações 1:1-11)

"#3 - A Manifestação da Ira Divina"
youtube.com/watch?v=1oakKp6lipA
(Lamentações 1:12-22)

"#4 - Deus se Volta Contra o seu Povo"
youtube.com/watch?v=XJpFiAUC2wY
(Lamentações 2:1-10)

"#5 - As Dores Causadas Pelo Senhor"
youtube.com/watch?v=rFUeSG8MAWA
(Lamentações 2:11-22)

"#6 - Das Trevas do Sofrimento Eu Vejo a Luz"
youtube.com/live/nJpbigYqs4c
(Lamentações 3:1-24)

06 setembro 2026

Livro: "The Cry of the Soul" (O Chamado para a Peregrinação)

Dan B. Allender & Tremper Longman III

Tradução de um trecho do cap. 17:
"A Bondade de Deus"
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O Chamado para a Peregrinação
{The Call To Pilgrimage }

Os salmistas conheciam suas origens a partir do livro de Gênesis. Eles traçavam sua herança nacional e religiosa até Abraão, o pai da fé hebraica.
Deus havia chamado Abraão para sair de Ur, uma próspera cidade mesopotâmica, e ordenado que fosse para Canaã. Foi um chamado para deixar a estabilidade, o hábito e a segurança, em favor de uma jornada errante rumo a uma terra prometida. Ao chegar lá, sua vida de peregrinação não cessou. Ele se deslocava continuamente das imediações de uma cidade para outra, sem nunca permanecer muito tempo em um único lugar.
Em certo sentido, a terra pertencia a ele e aos seus descendentes; em outro sentido, não. Abraão foi chamado para uma vida de peregrinação, como estrangeiro e forasteiro em terra estranha. Era uma vida repleta de lutas, marcada pelo desejo e pela esperança de ver cumprida a promessa divina de descendência e de um lar.
Os salmistas eram descendentes biológicos e espirituais de Abraão. Tanto os autores dos salmos, quanto os adoradores que os utilizavam, estavam estabelecidos na terra de Canaã, mas sabiam que aquela não era a batalha final. Eles ainda enfrentavam as lutas próprias daqueles que peregrinam. Suas composições poéticas expressavam suas aflições, desejos e esperanças contínuos. Como Escritura inspirada, esses salmos eram um presente divino para dar voz aos tormentos e às aspirações do povo de Deus.
Assim como Abraão e os salmistas, nós também somos peregrinosviajantes em terra estranha, aguardando o fim de nossa jornada. Nosso retorno ao lar acontecerá no céu, quando nosso Pai nos receber de braços abertos. Até lá, nós também enfrentamos lutas, nutrimos desejos e mantemos a esperança.
O Saltério {os Salmos} nos convida a vivenciar emoções sem uma resolução imediata. Ele não apenas permite emoções sombrias; exige que sejamos tomados por aquilo que não podemos controlar ou mudar. Curiosamente, é na nossa impotência para mudar o que nos perturba, no nosso clamor de desespero, que ouvimos a canção da eternidade fluindo em nós, mesmo quando estamos surdos para a esperança.
Ouça: ela cresce. A música surge quando menos se espera, quando menos se merece, e quando menos se compreende. É o som suave que nos atrai a prosseguir na jornada, aguardando a ovação, o aplauso vibrante do céu.