Segundo os dicionários de etimologia, a palavra Teodiceia significa "justiça de Deus", na combinação de dois termos no grego: Theós ("Deus") + díkē ("justiça"). A palavra Teodiceia foi cunhada originalmente pelo filósofo, polímata e matemático cristão Gottfried Wilhelm Leibniz, para provar a realidade da "justiça de Deus" em um mundo com tanto mal moral e físico. Leibniz publicou em 1710 a obra com o título "Essais de Théodicée sur la bonté de Dieu, la liberté de l'homme et l'origine du mal", originalmente em francês, que quando traduzido para o português significa "Ensaios de Teodiceia sobre a Bondade de Deus, a Liberdade do Homem e a Origem do Mal". Esta obra de Leibniz representa uma iniciativa apologética cristã para abordar o que vem sendo conhecido historicamente como o "problema do mal", ou seja, o desafio de compreensão racional da presença, neste mundo, do mal (moral e físico), coexistindo simultaneamente com um Deus que é bom. Esta questão filosófico-teológica tem desafiado muitos pensadores ao longo dos eras, desde muito antes de Leibniz (sécs. XVII e XVIII), como por exemplo Agostinho de Hipona (sécs. IV e V), Ireneu de Lyon (sécs. II e III), dentre outros. Mais recentemente (1974), o filósofo cristão Alvin Plantinga publicou um livro intitulado "Deus, Liberdade e Mal", onde aborda esta questão do "problema do mal".
Uma didática e edificante exposição bíblica sobre este assunto, ministrada pelo pr. John MacArthur, com o título (traduzido) "Por que Deus permite tanto sofrimento e maldade?", pode ser encontrada na plataforma do sermonaudio.com, no seguinte link:
"Why Does God Allow So Much Suffering and Evil?"