Esta postagem inaugura, Deus permitindo, o início de uma série denominada "Corando de vergonha", baseado no texto do livro de Daniel (Dn 9:7-8): "A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha [...]".
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Em trecho do Devocional Manhã & Noite, na manhã do dia 02 de outubro, as palavras inspiradoras do pastor C.H. Spurgeon nos desafiam a "viver uma vida cristã piedosa", na Terra, baseando-nos em uma "esperança que nos está reservada", nos Céus:
“Por causa da esperança que vos está reservada nos céus (…)” (Cl 1:5)
A nossa esperança em Cristo para o futuro é a principal fonte e o esteio de nossa alegria aqui. Animará nossos corações pensar com frequência no céu, pois tudo o que podemos desejar está prometido lá. Aqui estamos cansados e sobrecarregados, mas acima é a terra de descanso, onde o suor do trabalho não mais orvalha a testa do trabalhador, e a fadiga será banida para sempre. Para aqueles que estão cansados e exaustos, a palavra “descanso” está repleta de celestialidade. Estamos sempre no campo de batalha; somos tão tentados internamente, e tão molestados por inimigos externamente, que temos pouca ou nenhuma paz; mas no céu desfrutaremos a vitória, quando o estandarte será levantado em triunfo, e a espada será embainhada, e ouviremos nosso Capitão dizer: “Bem está, servo bom e fiel” (Mt 25:23). Nós sofremos luto após luto, mas estamos seguindo para a terra dos imortais, onde sepulturas são coisas desconhecidas. Aqui o pecado é uma dor constante para nós, mas lá seremos perfeitamente santos, pois de modo algum entrará naquele reino qualquer coisa que contamine (Ap 21:27). A cicuta [planta venenosa] não brota nos sulcos dos campos celestiais. Ó, porventura não é prazeroso saber que você não estará banido para sempre, que não habitará eternamente neste deserto, mas em breve herdará Canaã? No entanto, que nunca se diga de nós que estamos sonhando com o futuro e esquecendo o presente; que o futuro santifique o presente para usos mais elevados. Por meio do Espírito de Deus, a esperança do céu é a força mais poderosa para produzir a virtude; é uma fonte de alegres esforços, é a pedra angular da jubilosa santidade. O homem que tem nele essa esperança faz o seu trabalho com vigor, pois a alegria do Senhor é a sua força (Ne 8:10); ele guerreia contra a tentação com ardor, pois a esperança do mundo vindouro repele os dardos inflamados do adversário; ele pode trabalhar sem a recompensa presente, uma vez que procura uma recompensa no mundo do porvir."