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20 julho 2026

Aprendizado piedoso 252

Sobre a "semente da mulher", ou "descendente da mulher", no texto conhecido como protoevangelho (Gênesis 3:15):

'Quanto à palavra “semente”, não há nenhuma razão para que evitemos o sentido coletivo em qualquer dos casos. A semente da serpente tem de ser coletiva, e isso determina o sentido da semente da mulher. A promessa é que, de alguma maneira, um golpe fatal virá da raça humana, o qual esmagará a cabeça da serpente. Ainda, indiretamente, é indicada a possibilidade de que, ao desferir esse golpe mortal, a semente da mulher estará concentrada em uma única pessoa, porque se deve notar que não é a semente da serpente, mas ela [a serpente] mesma que terá a cabeça ferida. Na primeira parte da maldição, as duas sementes [semente da mulhersemente da serpentesão postas em contraste; aqui, o contraste é entre a semente da mulher e a [própria] serpente. Isso sugere que, como no clímax da batalha, a semente da serpente será representada pela serpente, da mesma maneira a semente da mulher deve encontrar seu representante numa única pessoa. Contudo, não estamos autorizados a buscar uma referência exclusiva ao Messias aqui, como se somente ele estivesse sendo indicado pela expressão “semente da mulher. A revelação do Antigo Testamento trata do conceito de um Messias pessoal de modo bem gradual. Era suficiente para o homem caído saber que, por meio do poder e graça divinos, Deus traria vitória contra a serpente do meio da raça humana. A fé poderia descansar nisso. O objeto da fé deles era muito menos definido do que o nosso, uma vez que conhecemos o Messias pessoal. Entretanto, a essência dessa fé era a mesma, quando considerada no seu aspecto subjetivo, confiança na graça de Deus e seu poder de trazer libertação do pecado.'

- Geerhardus Vos, "Teologia Bíblica: Antigo e Novo Testamentos" (trad. Alberto Almeida de Paula; 1a edição.; São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010), 62.