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19 junho 2026

Aprendizado piedoso 246

 
  
Tema da mensagem: 
"Losing My Religion"
pr. Sinclair Ferguson 
 Ocasião:
Conferência Nacional de 2012 (Ministério Ligonier)
"The Christian Mind"
 
*Dica*
 
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***Observações
- "Losing My Religion" é o nome de uma música de uma banda de rock (1991).
- Começando à partir do tempo 52:12 deste vídeo, o pr. Sinclair Ferguson conta um relato da sua vida pessoal, aos 18 anos, enquanto estudava no Kings College, em Old Aberdeen (Escócia), clamando ao Senhor pela iluminação do Espírito Santo para que ele se aprofundasse no estudo e compreensão das Sagradas Escrituras.
- Na continuação da mensagem, à partir do tempo 53:06 deste vídeo, o pr. Sinclair Ferguson fala sobre a necessidade de se aprofundar ("dig in") na Palavra de Deus, sem necessariamente precisar de uma instrução formal em Seminários Teológicos para fazer isso. Esta é a transcrição traduzida deste trecho da mensagem: "[...] Aprofunde-se. Você não precisa de formação teológica para se aprofundar na Palavra de Deus. Provavelmente, a maioria de vocês sabe que a formação teológica é uma invenção moderna. E nenhum dos heróis da fé que vocês conhecem, do final do século XVII ao início do século XVIII, frequentou um seminário teológico propriamente dito. Então, aprofunde-se. Eu entrego minha vida a um ministério fiel e me alimento dele. Eu me aprofundo na Palavra de Deus por mim mesmo e, sim, aprendo junto com todos os santos. [...]
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10 junho 2026

Aprendizado piedoso 244

Alguns trechos do livro VI de "Confissões", de Agostinho de Hipona, que parecem relevantes para o contexto do Aconselhamento Bíblico, quando o autor relata sua interação com Ambrósio [Ministro da Palavra em Milão]:

'[3]. Eu ainda não gemia em minhas orações pedindo que me ajudasses. Mas meu espírito estava totalmente concentrado na aprendizagem e, impaciente, desejava uma discussão. Considerava Ambrósio um homem feliz, pelos critérios do mundo, que tem as grandes pessoas em alta estima. Apenas seu celibato me parecia um problema difícil. Mas eu não podia imaginar, por não ter tido sua experiência, que esperança havia em seu íntimo, que lutas ele travava contra a tentação que atacava suas qualidades superiores ou que conforto nas adversidades ou que doces alegrias teu pão proporcionava à boca oculta de seu espírito. Ele tampouco conhecia as marés de meus sentimentos, ou as profundezas do meu perigo. Pois eu não podia perguntar-lhe o que queria como queria, por ser excluído de seus ouvidos e de sua conversa por multidões de pessoas ocupadas, de cujas fraquezas ele {Ambrósio} cuidava. Quando não estava ocupado com gente nessas condições, no pouco tempo que lhe restava, ou ele estava revigorando seu corpo com o alimento absolutamente indispensável, ou sua mente estava lendo. Durante a leitura, seus olhos deslizavam sobre as páginas, e seu coração procurava o sentido, mas sua voz e língua permaneciam em repouso. Muitas vezes quando aparecíamos (pois ninguém era proibido de entrar, e não era seu costume exigir que quem aparecesse fosse anunciado), nós o víamos lendo em silêncio, nunca de outra forma. Ficávamos lá sentados por um longo tempo (pois quem ousaria perturbar alguém tão concentrado?), depois tendíamos a ir embora, imaginando que, naquele breve espaço de tempo que ele conseguia, longe da grande confusão das outras atividades, para revigorar sua mente, ele não queria ser perturbado. E talvez temendo que, se o autor tratava obscuramente de algum assunto que ele devia explicar a algum de seus ouvintes mais atentos ou confusos, ou de algum assunto que discutia algumas das questões mais difíceis, se ele gastasse seu tempo para outras coisas, não poderia consultar todos os volumes desejados. Mas a preservação de sua voz (que um breve discurso enfraquecia) talvez fosse a razão mais verdadeira de sua leitura silenciosa. Fosse qual fosse sua intenção, com certeza num homem como ele ela era boa.
[4]. Eu, porém, certamente não tinha nenhuma oportunidade de perguntar o que queria àquele teu santo oráculo {Ambrósio}, seu coração, a não ser que o assunto pudesse ser resolvido numa resposta breve. Mas as paixões que eu tinha dentro de mim para derramar sobre ele exigiam todo o seu tempo livre, e nunca o consegui.' [Confissões VI.3,4

05 junho 2026

Aprendizado piedoso 242

sermonaudio.com/sermons/61260240955

Tema do sermão traduzido: 
"Amar a Cristo como nosso intercessor perpétuo e superior"
(pr. Joel Beeke) 
[*texto base: Hebreus 7:14-28
 
 
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Graciosa ilustração do pr. Joel Beeke neste sermão*:
'[...] Bem, a intercessão de Cristo, portanto, aponta para a superioridade do seu sacerdócio, tanto em termos de duração quanto de atividade, a intercessão incessante. Mas, finalmente, deixe-me analisar este pensamento com vocês, também em seus efeitos. Salvação ilimitada. Observem novamente o versículo de Hb 7.25: "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Eles estão se aproximando de Deus por meio dEle {Cristo}. Isso é realmente poderoso! 
"Totalmente" (Completamente, Perfeitamente). "Panteles" é a palavra no original (grego). Uma palavra difícil de traduzir. Mas "totalmente/completamente" significa duas coisas. Duas coisas. Pelo menos duas coisas. Talvez mais. Em primeiro lugar, "totalmente/completamente" pode se referir ao tempo. Nesse caso, o texto está dizendo que Cristo, uma vez que começa a agir no coração de um ser humano, o salvará para sempre. Ele o salvará até o fim, até o último instante. Nunca haverá um dia em que o poder de Cristo esteja enfraquecido ou Sua força diminuída, em que Ele não seja capaz de te guardar, querido filho de Deus, de te sustentar, de te amparar, não importa quais sejam os problemas {tribulações}. Você nunca precisa temer que a cada dia possa perder sua salvação, ou que possa escapar de Suas mãos e cair na ruína eterna. Não, não, não. Ele {Cristo} te guardará até o último instante, até o fim da sua vida. Ele nunca te abandonará. 
<ILUSTRAÇÃO> Você sabia que havia um pastor chamado Ebenezer Erskine na Escócia? E Ebenezer Erskine era um homem muito piedoso. Naquela época, claro, os pastores também testavam seus fiéis quando estes chegavam ao leito de morte, para ter certeza de que estavam prontos para partir. E ele foi até uma senhora idosa e moribunda, e perguntou a ela se estava pronta para morrer. Ela disse: "Sim, pastor". Ele perguntou: "Com base em quê?". Ela respondeu: "Com base no sangue de Cristo e em toda a sua obra". E ela estava se apoiando em Sua intercessão. Ele perguntou: "Mas como você sabe disso?". "Bem, pastor, por causa do que o senhor nos disse {ensinou}". "Bem, o que eu lhes disse {ensinei}?", perguntou ele {pastor Ebenezer Erskine}. Ela respondeu: "Bem, você disse que, se somos verdadeiros crentes, fazemos parte do Seu corpo, e a cabeça {Cristo} não pode ser separada do corpo {igreja}, então somos parte dele. E que ninguém pode nos arrancar de Suas mãos". "Ah", disse o pastor, "mas e se você simplesmente escorregasse por entre Seus dedos e caísse?" Ela respondeu: "Impossível, pastor {...} Eu não posso cair por entre Seus dedos, se eu sou um de Seus dedos. Eu não estou apenas em Suas mãos, mas sou parte do Seu corpo". "Ah", o pastor disse, "você passou no teste. Você está pronto para morrer. Você pertence a Cristo". Essa é uma pequena e bela história que ilustra perfeitamente o que estou {pastor Joel Beeke} dizendo: Ele {Cristo} nunca, jamais, jamais, jamais, jamais vai te abandonar. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam. Mas a palavra "totalmente/completamente" também pode se referir à "completude", à "totalidade". Ele {Cristo} salva completamente. Ele salva plenamente. Ele salva absolutamente. Ele salva perfeitamente, até o fim. [...]'

27 maio 2026

Aprendizado piedoso 241

Ansiedade, comparação e a paz que excede todo o entendimento
(Augustus Nicodemus

A ansiedade contemporânea é alimentada por muitos canais ao mesmo tempo. Há medo do futuro, alta de preços, instabilidade no trabalho, insegurança política, pressão por desempenho, cobrança estética, excesso de informação e comparação constante. O celular, que deveria ser ferramenta, muitas vezes se torna uma janela permanente para aquilo que não temos, não somos e não conseguimos controlar. A pessoa abre o Instagram para descansar e sai mais cansada. Vê alguém viajando, alguém comprando, alguém casando, alguém prosperando, alguém exibindo uma rotina perfeita, e de repente sua própria vida parece pequena, atrasada e insuficiente.

Nas redes sociais, a comparação raramente é honesta. Comparamos nossos bastidores com o palco dos outros. Comparamos nosso mês difícil com a foto editada da conquista alheia. Comparamos nossa segunda-feira comum com o recorte extraordinário de alguém. Uma influenciadora mostra a reforma da casa; não mostra todas as dívidas, contratos ou tensões. Um profissional posta a promoção; não mostra os anos de frustração. Um casal publica uma declaração emocionante; não mostra as conversas difíceis. O resultado é uma ansiedade fabricada por fragmentos.

A resposta bíblica para a ansiedade não é uma técnica de bem-estar, embora bons hábitos possam ajudar. A resposta final é uma pessoa: o Deus vivo, que governa, sustenta e cuida dos seus. A paz que excede todo entendimento não é anestesia emocional, nem negação da realidade. Ela excede o entendimento justamente porque pode guardar o coração em meio a circunstâncias que ainda não mudaram. O cristão pode continuar sem todas as respostas e, ainda assim, descansar naquele que tem todas as coisas em suas mãos.

Contentamento não é resignação preguiçosa. Não é cruzar os braços diante da dificuldade, nem fingir que a dor não existe. Contentamento é confiança ativa em Deus. É trabalhar com diligência sem fazer do trabalho um deus. É planejar sem achar que o futuro depende absolutamente de nós. É desejar coisas legítimas sem transformar desejos em ídolos. É aprender a dizer: “Senhor, dá-me o que preciso, tira de mim o que me destrói e ensina-me a viver fielmente no lugar onde me colocaste.”

Um exemplo real das redes é a obsessão por rotinas produtivas. Vídeos mostram pessoas acordando às cinco da manhã, treinando, lendo, trabalhando, estudando, cuidando da pele, preparando refeições perfeitas e ainda sorrindo. Para alguns, isso inspira disciplina. Para muitos, produz culpa. A vida cristã não despreza disciplina, mas rejeita a escravidão da performance. Deus não nos ama porque nossa rotina é eficiente. Ele não nos aceita porque somos produtivos. Somos recebidos por causa de Cristo, e é dessa segurança que brota uma vida obediente.

A ansiedade nos diz que tudo depende de nós. A comparação nos diz que todos estão melhor do que nós. O evangelho nos lembra que pertencemos a Deus. Há uma diferença profunda entre responsabilidade e controle. Somos responsáveis por obedecer, trabalhar, administrar, pedir perdão, buscar sabedoria e servir. Mas não controlamos o futuro, o coração dos outros, a economia, o corpo, a morte ou os acontecimentos do mundo. A paz cristã começa quando entregamos a Deus aquilo que nunca esteve realmente em nossas mãos. O coração ansioso precisa ouvir, repetidas vezes, que o Senhor está perto. Não perto apenas em teoria, mas perto no vale, na conta apertada, na noite mal dormida, no diagnóstico, na incerteza e no silêncio.

Aprendizado piedoso 240

"Bendita Segurança"*
[relacionado à doutrina da "segurança da salvação"]

"Blessed Assurance I"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
01/09/2004
 
"Blessed Assurance II"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
02/09/2004
 
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*Pregações relacionadas com o belo hino "Blessed Assurance" ("Bendita Segurança"), que foi composto em 1873 por Fanny Crosby:
 
1 Blessed assurance, Jesus is mine!
O, what a foretaste of glory divine!
Heir of salvation, purchase of God,
born of His Spirit, washed in His blood.
 
[Refrain]
This is my story, this is my song,
praising my Savior all the day long;
this is my story, this is my song,
praising my Savior all the day long.
 
2 Perfect submission, perfect delight,
visions of rapture now burst on my sight;
angels descending, bring from above
echoes of mercy, whispers of love. [Refrain]
 
3 Perfect submission, all is at rest,
I in my Savior am happy and blest;
watching and waiting, looking above,
filled with His goodness, lost in His love. [Refrain]

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Tradução automática:
 
1 Bendita segurança, Jesus é meu!
Ó, que antegozo da glória divina!
Herdeiro da salvação, comprado por Deus,
nascido do Seu Espírito, lavado no Seu sangue.

[Refrão]
Esta é a minha história, esta é a minha canção,
louvando meu Salvador o dia todo;
esta é a minha história, esta é a minha canção,
louvando meu Salvador o dia todo.

2
Submissão perfeita, deleite perfeito,
visões de êxtase agora irrompem diante dos meus olhos;
anjos descendo, trazem do alto
ecos de misericórdia, sussurros de amor. [Refrão]

3 Submissão perfeita, tudo está em paz,
eu, em meu Salvador, sou feliz e abençoado;
vigiando e esperando, olhando para o alto,
cheio de Sua bondade, perdido em Seu amor. [Refrão]
-----
 
Mais links sobre o hino "Blessed Assurance"
Hymnal:
Hymnal library:
Gravação no Youtube, com legenda em português:


Aprendizado piedoso 239

"Por que Deus nos limita
(pregação edificante baseada em Eclesiastes 12:9-14)

"Why Does God Limit us"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
14/06/2006
 

Aprendizado piedoso 238

"Esperança mais do que suficiente
(pregação edificante baseada no Salmo 42)

"More Than Enough Hope"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
13/10/2000
 

19 maio 2026

Aprendizado piedoso 237

"Biblical Friendship"
(Jason K.)

Série de 5 aulas (EBD) edificantes sobre o tema da "Amizade Bíblica":

Aula 1 (12/04/26)

Aula 2 (19/04/26)

Aula 3 (26/04/26)

Aula 4 (03/05/26)

Aula 5 (10/05/26)

15 maio 2026

Aprendizado piedoso 236

PARA QUANDO DUVIDAMOS 
 
Meu Senhor e meu Deus, clamaria eu, sob a mesma vergonha consciente da minha terrível incredulidade, como Tomé? Sim, o Senhor ainda ministra, ainda serve. E embora eu O perca de vista mil e dez mil vezes, é claro e evidente que nada além da Tua força poderia me sustentar. Em todas as bênçãos da Tua redenção completa, o Senhor mesmo concede graça ao seu povo. O Senhor primeiro comprou todas as bênçãos com o Teu sangue, e agora vive para vê-las administradas pelo Teu Espírito. Precioso Jesus, o Senhor está sempre comigo. Em breve, estarei com o Senhor. Eu O verei como o Senhor é, e ficarei satisfeito quando eu despertar transformado à Tua semelhança. Amém.

—Robert Hawker
("Piercing Heaven: Prayers of the Puritans", Robert Elmer) 

12 maio 2026

Aprendizado piedoso 235

Querido Senhor, envergonho-me ao pensar em quão frágil é, às vezes, a minha fé! Quando leio sobre os feitos daqueles heróis no evangelho, que “pela fé conquistaram reinos, realizaram obras de justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca de leões” e coisas semelhantes, sinto vergonha do meu coração incrédulo. Josué ordenou que o sol e a lua parassem? Pedro chamou Tabita de volta dos mortos, pela fé em Jesus? E será que estou tão perdido, às vezes, a ponto de temer que um dia perecerei pelas mãos do inimigo? Suplico-te, Senhor, fortalece a minha alma nesta graça, para que eu nunca mais questione a tua divina fidelidade. Bendito Jesus, derrama os teus recursos sobre o meu pobre coração esquecido e incrédulo, quando surgirem dúvidas, medos e receios. Ajuda-me a ver que, em toda a minha jornada passada, tu me conduziste através de dificuldades e perigos. Ajuda-me a ver que a tua força se aperfeiçoa na minha fraqueza. O que é dificuldade, quando Jesus intervém pelo seu povo?  O desafio, seja ele qual for, serve mais para manifestar a Tua glória e exercitar a minha fé. Ajuda-me, então, Senhor, a olhar para Ti — e não para a dificuldade, porque não tenho nada a ver com ela. Basta-me que o meu Deus tenha prometido. Tu podes, Deus, e Tu o farás. Como o farás, Jesus? Essa é a Tua preocupação, não a minha. Tu és fiel. Tu prometeste. E isso basta-me. Não há dúvida. Sim, Senhor! Eu sei que a Tua mão não é fraca e que tudo o que disseste há de se cumprir. Porque “aquele que te chama é fiel, e certamente o fará!”. Amém.

—Robert Hawker
("Piercing Heaven: Prayers of the Puritans", Robert Elmer) 
 

15 março 2026

Aprendizado piedoso 234


"Está Tudo Bem com a Sua Alma?"
pr. Paul Washer
 

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pr. Paul Washer reflete piedosamente sobre sua amizade e convívio com o pr. John MacArthur
[Shepperds Conference - 2026]

05 março 2026

EBD: frutos de um ensino piedoso


(fonte do texto: @bible_enthusiast)

Edward Kimball foi um professor de Escola Dominical [EBD, Escola Bíblica Dominical] em Boston, Massachussets. Em 1854, um jovem de 18 anos de idade, chamado Dwight L. Moody se juntou à sua classe.
Dwight estava frequentemente ocupado trabalhando na sapataria do seu tio. Apesar do seu tio (Samuel) não ser um crente, ele fazia questão de que seu sobrinho (Dwight) frequentasse a igreja semanalmente, na esperança de que isso fosse útil para dar ao jovem um senso de direção moral.
Durante uma aula, Edward [professor] pediu aos alunos que abrissem suas bíblias no livro de João. Como Dwight não tinha familiaridade com a bíblia, ele erroneamente abriu no livro de Gênesis, o que ocasionou chacotas e risadas por parte de alguns dos outros alunos, por Dwight não conhecer os livros da bíblia. Edward pegou sua própria bíblia, e caminhou discretamente até Dwight, colocando-la em cima da sua mesa, já aberta na página correta do livro de João. Este ato de bondade do professor Edward ficou registrado na memória de Dwight.
Em 21 de abril de 1855, Edward estava orando por seus alunos, como de costume. Quando ele orou por Dwight, sentiu um incômodo, da parte de Deus, para ir visitar seu aluno. Então, ele foi até a sapataria aonde Dwight trabalhava. Conforme Edward se aproximava da sapataria, ele começou a ficar preocupado, pensando: "E se eu o deixar envergonhado?"... "E se os outros trabalhadores da sapataria passarem a importuná-lo depois que eu deixar a loja?". Por um momento, Edward hesitou, e até passou da porta da sapataria, pensando em seguir em frente, mas então sentiu um 'puxão' ainda mais forte da parte de Deus, para entrar na loja.
Edward encontrou Dwight nos fundos da sapataria, colocando sapatos em caixas. O professor, então, disse: 
"Dwight, parece que você está ocupado, como sempre. Eu estava orando por você hoje, e decidi passar aqui na loja para ver como você estava.
Dwight respondeu: "Obrigado... eu estou bem."
Edward continuou: "Eu também quero compartilhar algo importante contigo. Jesus te ama mais do que nós realmente podemos compreender... Ele doou a Sua vida por você na cruz, para que seus pecados pudessem ser perdoados... Se você depositar sua esperança nEle, Ele lhe concederá vida eterna, paz e alegria. Ele [Jesus] realmente se importa contigo, Dwight."
Naquele instante, a mensagem do Evangelho alcançou Dwight, e ele imediatamente aceitou Jesus como seu Senhor e Salvador. Deste dia em diante, a vida de Dwight mudou bastante, e ele passou a ser um dos mais influentes [teólogos] evangélicos da sua época. Alguns historiadores estimam que mais de um milhão de pessoas vieram a fé em Cristo através do ministério de Dwight L. Moody. 
Mas a história não termina aqui. Em 1871, Edward [professor] estava orando pela conversão do seu filho de 17 anos de idade, cujo nome era Henry. Apesar de Henry ter crescido em uma família cristã, ele ainda não havia depositado sua confiança [fé] em Cristo. 
Um dia, Henri foi visitar seu tio em Worcester, Massachussets, e esta cidade estava entusiasmada, falando sobre uma reunião de avivamento conduzida por Dwight L. Moody. Henry desejou ver, com seus próprios olhos, do que se tratava toda esta animação encontrada na cidade de Worcester. Também tendo ouvido seu pai [Edward] lhe falar a respeito de Dwight, Henry decidiu comparecer à reunião de avivamento, e se apresentar para o pregador.
A tenda estava repleta de pessoas, que cantavam com um entusiasmo que Henry nunca tinha visto antes. Nesta ocasião, Dwight pregava o Evangelho com clareza e convicção, e Henry sentiu a mensagem em seu coração. Quando a reunião terminou, Henry encontrou uma forma de ir ao encontro de Dwight, e apresentou-se a ele com um sorriso tímido:
"Meu nome é Henry. Sou filho de Edward Kimball."
Surpreendido, os olhos de Dwight se abriram, e ele respondeu:
"Seu pai me conduziu à Cristo! Eu ainda me lembro, com clareza, daquele dia [na sapataria]... Você também está conduzindo muitas pessoas à Cristo agora?"
Henry respondeu, olhando para baixo [envergonhado]: "Eu... eu ainda não."
"Compreendo", Dwight continuou, "Me diga uma coisa... Você conhece a Jesus em seu coração?"
"Não tenho certeza", Henry respondeu.
"Você gostaria de conhecer mais a respeito dEle [Cristo]?", Dwight perguntou.
"Acho que sim", foi a resposta de Henry.
Então, os dois conversaram por várias horas, e o Evangelho encontrou um caminho até o coração de Henry. Naquela mesma noite, ele entregou a sua vida a Cristo. Deste dia em diante, Henry caminhou com Deus, como seu pai [Edward] havia feito ao longo da sua vida. E, no tempo oportuno, Henry levou muitas pessoas a conhecerem o Senhor.

"E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos." (Gálatas 6:9)

EVANGELISTA CRISTÃO,
AMIGO DO HOMEM,
FUNDADOR DAS ESCOLAS 
DE NORTHFIELD,
CONVERTIDO À DEUS EM UMA 
SAPATARIA LOCALIZADA AQUI.
21 DE ABRIL DE 1855

** Alguns links sobre D.L. Moody **

Glória somente a Deus, por tudo, sempre!

03 março 2026

Aprendizado piedoso 232

["Cristão, Deus se alegra em te perdoar"] 

Nele temos a redenção por meio do seu sangue, o perdão dos nossos pecados, de acordo com as riquezas da sua graça, que ele derramou abundantemente sobre nós. (Efésios 1:7-8)

John Owen certa vez descreveu o perdão de Deus de uma maneira que pode parecer quase irreal. Ele escreveu que o perdão de Deus não é limitado ou relutante como o nosso, mas “pleno, livre, ilimitado, insondável, absoluto” (Obras de John Owen, 6:499). Muitas vezes perdoamos de maneiras que refletem nossa condição pecaminosa: com hesitação, parcialmente, com má vontade. A ideia de Owen, no entanto, é simples: Deus perdoa generosamente e completamente, de uma forma que reflete sua própria natureza (Êxodo 34:6-7) e demonstra a glória de sua graça (Efésios 1:6,12,14).

Mas mesmo quando ouvimos isso, muitos de nós temos dificuldade em acreditar que Deus nos perdoa dessa maneira. Conhecemos as doutrinas. Ainda assim, quando cometemos um pecado conhecido ou enfrentamos a vergonha de um novo, podemos presumir que Deus está cansado de nós. Imaginamos que Ele perdoa porque escolhe perdoar, não porque quer. Nesses momentos, tratamos silenciosamente a Sua graça como relutante. Contudo, em Cristo, Deus não se cansa de nos receber, porque o Seu perdão não varia conforme o nosso desempenho. Ele se baseia no valor imutável do Seu Filho, cuja intercessão jamais vacila (Romanos 8:34).

Essa suspeita, de que a postura fundamental de Deus em relação a nós muda conforme nossa firmeza espiritual, cria distância onde mais precisamos de proximidade. Mas o evangelho mostra algo melhor: Deus perdoa de bom grado e com alegria. Seu perdão alegre é uma expressão de seu desejo de ser glorioso na alegria dos pecadores perdoados (Salmo 32:1-2,10-11).

A Armadilha Transacional
Para entendermos quão radical é o perdão alegre de Deus, precisamos reconhecer a mentira que muitas vezes molda nossos instintos. Uma ilustração útil vem da antiga Éfeso. Em Atos 19, Paulo encontrou pessoas cujo sistema religioso, centrado na deusa Ártemis e em fórmulas mágicas, era totalmente transacional. Feitiços e pergaminhos caros eram ferramentas para manipular os deuses. Quando os novos cristãos queimavam esses livros, eles rejeitavam não apenas objetos, mas toda uma estrutura de relacionamento com o divino (Atos 19:18-20).

Em sua visão de mundo, os deuses eram imprevisíveis; podiam ser influenciados, mas nunca confiáveis. A vida espiritual era construída sobre esforço constante e sustentada por uma manutenção zelosa. A ideia de um Deus que perdoa livremente e por sua própria natureza não era apenas estranha; era incompatível com seu pensamento. Em sua essência, a mentalidade transacional exalta o esforço humano e diminui a glória da misericórdia de Deus.

Esse mesmo instinto — ganhar primeiro, receber depois — ainda se manifesta em nossas vidas. Rejeitamos a religião pagã na teoria, mas muitas vezes agimos como efésios espirituais. Acreditamos que a salvação é pela graça, mas vivemos como se o perdão contínuo precisasse ser conquistado. Adiar a oração nos faz sentir merecedores novamente. Em nossas mentes, Deus se torna um juiz relutante que precisa ser persuadido, em vez de um Pai que se alegra em perdoar. A graça se torna uma transação que achamos que precisamos administrar.

Sempre que esperamos nos sentir dignos de nos aproximarmos de Deus, revelamos um problema mais profundo: confiamos mais na nossa própria dignidade do que na de Cristo.

Desmantelando o pensamento transacional
Paulo aborda essa mentalidade em Efésios 1. Escrevendo aos mesmos crentes que queimaram seus pergaminhos mágicos, ele descreve a obra de Deus de uma maneira que não deixa espaço para mérito. Ele começa: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais em Cristo” (versículo 3). Fundamentadas na ação prévia de Deus, essas bênçãos não dependem do nosso esforço.

Nada demonstra a glória da graça de Deus com mais clareza do que o Filho que derramou seu sangue para concedê-la.
Na verdade, Paulo remonta essas bênçãos a antes da criação: “[O Pai] nos escolheu em [Cristo] antes da fundação do mundo. [...] Em amor, ele nos predestinou para adoção” (versículos 4-5). A graciosa decisão de Deus não esperou pelo nosso arrependimento ou obediência. Ela veio antes de existirmos, antes de pecarmos e antes do início do mundo. Nossa adoção se baseia em sua escolha eterna, não em nosso desempenho espiritual. E a escolha eterna de Deus é a transbordância do amor divino, destinada a manifestar a glória da sua graça (versículo 6).

Esta é a lógica da graça: Deus escolheu, amou e abençoou o seu povo antes mesmo que este contribuísse com qualquer coisa. A graça não começa como uma reação de Deus aos nossos esforços, mas como o transbordamento do seu propósito eterno. E Paulo mostra que essa iniciativa é explicitamente trinitária. O Pai planeja, o Filho realiza e o Espírito Santo aplica e sela. O nosso perdão se baseia na obra conjunta do Deus trino, não na ascensão e queda da nossa consistência espiritual. Porque cada pessoa da Trindade trabalha para garantir o nosso perdão, o perdão não é relutante. É o transbordamento alegre da glória de Deus (versículo 14).

O Ponto de Contato Alegre do Amor Eterno
Com a escolha eterna de Deus como fundamento, o perdão é onde a graça de Deus nos alcança pessoalmente, onde o propósito divino encontra nossa culpa real e consciência perturbada. O perdão não é apenas a limpeza de nossos antecedentes, mas também a certeza de que Deus nos acolhe com alegria. Expressa o seu deleite em nos restaurar. Deus acolhe os pecadores perdoados com alegria porque isso magnifica o valor de Cristo.

A cruz não foi uma resposta relutante de Deus ao pecado. Foi o momento que Ele escolheu para revelar Sua graça através do sangue de Seu Filho (Efésios 1:7). Nossa consciência precisa de uma âncora concreta, e a cruz a fornece: o perdão garantido pela vida derramada de Cristo. Deus planejou o perdão desde a eternidade, sabendo que somente o sangue de Cristo seria suficiente. Nada demonstra a glória de Sua graça com mais clareza do que o Filho que derramou seu sangue para concedê-la.

Paulo expressa isso de forma maravilhosa: “Nele temos a redenção por meio do seu sangue, o perdão dos nossos pecados, segundo as riquezas da sua graça, que ele derramou abundantemente sobre nós” (versículos 7-8). Paulo escolhe a palavra “derramou abundantemente” porque quer que sintamos a magnitude da dádiva de Deus. “Derramou abundantemente” destaca a generosidade, não a obrigação. E não é de admirar, pois esse perdão nos vem em Cristo . Deus não nos entrega o perdão como um presente isolado. Ele nos dá Cristo e, com Cristo, tudo o que lhe pertence. Ele derrama graça abundantemente para que os pecadores perdoados possam compartilhar da alegria de conhecê-lo como seu Feliz Perdoador.

05 janeiro 2026

Aprendizado piedoso 231

Preciosa e edificante publicação de Paul Tripp no ministério CONEXÃO CONSELHO BÍBLICO:
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Não faça resoluções. Faça compromissos.
(Paul Tripp)

Não sou fã de resoluções de Ano Novo. Embora eu compreenda o desejo por novos começos e recomeços, nenhum de nós tem o poder de se reinventar simplesmente porque o calendário virou para um novo ano. No entanto, como o evangelho de Jesus Cristo traz consigo uma mensagem de novos começos e recomeços — por causa do poder perdoador e transformador da graça de Deus — olhar para o ano que se aproxima nos dá a oportunidade de nos dedicarmos novamente a compromissos práticos do dia a dia, que estão enraizados no evangelho.

Quero sugerir sete compromissos que todos nós fomos capacitados para assumir e que devemos estar entusiasmados em assumir.

1. Seja honesto sobre suas lutas.
Negar suas lutas diárias contra a tentação e o pecado nunca é um caminho para a mudança. A obra de Jesus nos liberta para sermos honestos sobre nossas fraquezas e falhas, sem medo do julgamento de Deus. O evangelho nos acolhe em nossa fraqueza, convidando-nos a recorrer a Deus e não a fugir de Deus. A porta para a transformação pessoal começa com o reconhecimento humilde da nossa necessidade da ajuda que só Deus pode dar.

2. Descanse na presença e na força de Deus.
Não queira contar com você mesmo para carregar a sua vida e bem-estar em seus ombros pequenos. Lembre-se de que Jesus está com você, em você e por você, e por isso o seu bem-estar repousa sobre os ombros infinitamente grandes de Jesus. Ao avaliar seu potencial para conduzir sua vida, não se esqueça de que ela foi invadida pelo poder e pela graça dEle. Poderíamos até dizer que Jesus é o seu potencial.

3. Não procure na horizontal o que só pode ser encontrado na vertical.
Não se deixe seduzir pela ideia de que a vida se resume às pessoas, aos bens materiais, às situações, aos lugares e às experiências do dia a dia. Lembre-se, o papel das coisas criadas não é dar-lhe vida, mas apontar para Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Recuse-se a tentar satisfazer seu coração com aquilo que nunca lhe oferecerá a satisfação que você busca.

4. Aprofunde seu relacionamento com o corpo de Cristo.
Você e eu nunca fomos programados por Deus para caminhar com Ele sozinhos. O plano de Deus para nós é profundamente relacional. Fomos feitos para estarmos conectados e sermos interdependentes, não isolados e independentes. Viva perto do povo de Deus, convidando aqueles ao seu redor a entrarem em seu mundo pessoal e serem instrumentos de Deus para encorajamento, consolo, confronto, crescimento e transformação. Lembre-se de que o pecado dificulta que nos vejamos de forma objetiva e precisa. A compreensão e o crescimento espiritual pessoal são, de fato, resultado da comunidade.

5. Discuta com o seu próprio coração.
É um tema do meu ministério que continuarei a repetir: ninguém tem mais influência na sua vida do que você mesmo, porque ninguém fala mais com você do que você mesmo. Não se deixe levar por pensamentos marcados por medo, desânimo, futilidade, desesperança ou desencorajamento. Pregue o evangelho do amor, da graça, da presença, das promessas e do poder de Deus para si mesmo várias vezes ao dia. Comprometa-se a manter uma conversa constante consigo mesmo sobre o evangelho.

6. Esforce-se para garantir que a gratidão substitua as queixas.
É triste, mas é verdade, que a linguagem padrão de todo pecador seja a reclamação. Visto que o pecado me faz pensar que a vida gira em torno de mim, ele também me leva a encontrar constantemente motivos para estar insatisfeito. No entanto, quando você e eu vivemos por algo maior do que nosso próprio prazer e conforto, e quando estamos comprometidos em contar as bênçãos mais do que nossas queixas, o louvor preenche nosso coração e pontua nossas conversas. Que tal se comprometer com começar cada dia contando as inúmeras maneiras pelas quais Deus lhe concedeu bênçãos que você jamais poderia ter conquistado ou merecido por conta própria?

7. Descanse na obra completa de Jesus Cristo.
Você tem motivos para descansar, porque, embora o calendário tenha virado para um novo ano, seu Salvador ainda o saúda com novas misericórdias a cada manhã, ele ainda não o enviará sem ir com você, nem o chamará para uma tarefa sem lhe dar o que você precisa para realizá-la, e ele ainda reina sobre todas as coisas. Você pode descansar, pois está nas boas mãos do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

À medida que um novo ano se inicia, não se iluda com resoluções grandiosas que nenhum de nós tem o poder de cumprir. Em vez disso, celebre o evangelho de Jesus Cristo e suam imensa graça. Reafirme seu compromisso de viver cada dia à luz daquilo que lhe é dado em e por meio de seu Salvador, o Senhor Jesus Cristo.


02 janeiro 2026

Aprendizado piedoso 230

Nesta época (começo de janeiro) onde tipicametne são feitas muitas promessas de mudanças para o ano que se inicia, vejam a convicção das resoluções do pr. Thomas Boston, conhecidas como "Um Pacto Pessoal", traduzido a partir da postagem "A personal covenant" no blog do jornalista cristão Tony Reinke, que serve no podcast "Ask Pastor John" ("Pergunte ao Pastor John [Piper]"), do ministério Desiring God
 
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Um Pacto Pessoal
(Thomas Boston, 14/08/1699)

Eu, o Sr. Thomas Boston, pregador do evangelho de Cristo, sendo por natureza um apóstata de Deus, um inimigo do grande Jeová e, portanto, herdeiro do inferno e da ira, em mim mesmo completamente perdido e arruinado, por causa dos meus pecados originais e atuais, e da miséria que daí decorre; e sendo, em certa medida, consciente deste meu estado perdido e arruinado, e consciente da minha necessidade, da minha absoluta necessidade de um Salvador, sem o qual devo perecer eternamente; e crendo que o Senhor Jesus Cristo, o Filho eterno do Deus eterno, não só é capaz de me salvar, em virtude de sua morte e sofrimentos, como também deseja me tomar para Si (embora eu seja vil e repugnante, e alguém que lhe causou muitas repulsas), tanto dos meus pecados quanto do fardo da ira que me é devida por eles [meus pecados], sob a condição de que eu creia, venha a Ele para a salvação e O receba cordialmente em todos os seus ofícios; consentindo com os termos da aliança [pacto]Portanto, assim como em diversas oportunidades anteriores dei meu consentimento expresso e solene aos termos da aliança, e fiz uma aliança pessoal com Cristo, agora, sendo chamado a empreender a grande e importante obra do ministério do evangelho, para a qual sou totalmente insuficiente, declaro, por meio deste documento, que mantenho e reconheço todos os meus compromissos anteriores, sejam sacramentais ou de qualquer outra natureza; e agora renovo minha aliança com Deus. E por meio deste instrumento, neste momento presente, eu solenemente PACTUO e ME COMPROMETO a ser do Senhor e FAÇO uma solene renúncia e entrega de mim mesmo, minha alma, meu corpo, meus bens espirituais e temporais, ao Senhor Jesus Cristo, sem qualquer reserva; e por meio deste instrumento [documento escrito], dou meu consentimento voluntário aos termos da aliança estabelecidos nas Sagradas Escrituras, a Palavra da Verdade; e com meu coração e alma, EU RECEBO Cristo em todos os seus ofícios, como meu PROFETA, para me ensinar, resolvendo e me comprometendo, com a Sua força, a segui-Lo, isto é, a me esforçar para seguir Suas instruções. Eu o RECEBO como meu SACERDOTE, para ser salvo somente por Sua morte e méritos; e renunciando à minha própria justiça, como trapos imundos e panos menstruais, contento-me em ser revestido somente com a Sua justiça; e a viver inteiramente pela graça imerecida; da mesma forma, eu O tomo por meu Advogado e Intercessor junto ao Pai; e, finalmente, eu O tomo como meu Rei, para reinar em mim, e governar sobre mim, renunciando a todos os outros senhores, sejam eles o pecado ou o egoísmo, e em particular ao meu ídolo predominante; e, na força do Senhor, resolvo e por meio deste [documento escrito] me comprometo a me apegar a Cristo como meu Soberano Senhor e Rei, na morte e na vida, na prosperidade e na adversidade, para sempre, e a lutar e batalhar em Sua força contra todo pecado conhecido; declarando que, qualquer pecado que esteja oculto em meu coração, fora da minha vista, eu o rejeito e o abomino, e, na força do Senhor, me esforçarei para mortificá-lo, quando o Senhor se agradar em me permitir vê-lo. E este solene pacto eu faço na presença do Deus eterno e perscrutador, e o assino com a minha mão, no meu quarto, em Dunse, por volta da uma hora da tarde, no décimo quarto dia de agosto de mil seiscentos e noventa e nove.
T. BOSTON

27 novembro 2025

Aprendizado piedoso 229

JOGUE FORA A ANSIEDADE*

Por isso vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mt 6:25).

Ansiedade é o mal dos nossos dias, algo que tem o potencial de tirar a paz, matar a alegria e nos afastar do propósito do Senhor. Ela nos faz viver como se tudo dependesse exclusivamente de nós, como se o futuro fosse um inimigo e cada necessidade, um risco iminente. Enquanto a ansiedade nos tira do presente e nos aprisiona no “e se…” de um futuro incerto, Cristo nos chama para o simples “confiai”. Nos versos 25 a 33, de Mateus 6, Jesus nos conduz por um caminho seguro e libertador, mostrando que a ansiedade nasce da incredulidade, mas a paz nasce da confiança. Ele nos convida a olhar a vida com outros olhos, não pelo prisma do medo, mas pela certeza de que há um Pai que cuida.

Ele inicia afirmando que não devemos andar ansiosos pela vida, pois há algo muito maior em jogo do que comida, bebida ou roupas. Jesus nos lembra que a vida é mais que as necessidades que tanto nos consomem. Nos versos seguintes, Cristo pinta cenas do cotidiano para revelar a fidelidade do Pai: aves que não semeiam e são alimentadas; lírios que não trabalham e são vestidos com beleza; dias que chegam com desafios próprios e são sustentados pela graça de Deus. A ansiedade, portanto, não é vencida com força de vontade, mas com fé. É ao contemplarmos o cuidado do Pai que o coração encontra repouso. Jesus mostra que não é a ausência de problemas que gera paz, mas a presença de Deus em cada detalhe da vida.

Por fim, Ele nos chama a buscar “em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça”, prometendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Esta é a chave que liberta: quando Deus ocupa o centro, o resto encontra o lugar certo. A ansiedade nasce quando as prioridades se desorganizam, mas morre quando o coração se realinha ao Reino.

Portanto, entregue ao Senhor suas preocupações diárias, nomeando-as diante dEle. Fale sobre o que teme, o que dói e o que pesa. A ansiedade cresce no silêncio, mas diminui quando é colocada aos pés do Pai. Ajuste suas prioridades espirituais. Busque o Reino antes das soluções. Busque a presença antes das respostas. Busque Deus antes do amanhã. Assim, pela graça do Altíssimo, o coração ansioso encontra descanso e a vida volta a ser iluminada pela paz que só Cristo pode dar.

#oSermaoDoMonte #ronaldolidorio #devocional
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*Texto precioso proveniente do devocional diário do pr. Ronaldo Lidório, recebido por meio de compartilhamento gracioso do pr. Lutero Rocha. Glória somente a Deus, por tudo, sempre!

11 novembro 2025

Aprendizado piedoso 228


Sermão "Spirtual Friendship" ("Amizade Espiritual") pregado pelo pr. Timothy ("Tim") Keller, em 01/03/1998, cujo áudio original pode se encontrado no seguinte link:

*Texto bíblico:  Atos 20:36-21:8
"Cap.20: 36Tendo dito estas coisas ajoelhando-se, orou com todos eles. 37Então, houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam, 38entristecidos especialmente pela palavra que ele dissera: que não mais veriam o seu rosto. E acompanharam-no até ao navio. Cap.21: 1Depois de nos apartarmos, fizemo-nos à vela e, correndo em direitura, chegamos a Cós no dia seguinte, a Rodes, e dali, a Pátara. 2Achando um navio que ia para a Fenícia, embarcamos nele, seguindo viagem. 3Quando Chipre já estava à vista, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; pois o navio devia ser descarregado ali. 4Encontrando os discípulos, permanecemos lá durante sete dias; e eles, movidos pelo Espírito, recomendavam a Paulo que não fosse a Jerusalém. 5Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos. 6E, despedindo-nos uns dos outros, então, embarcamos; e eles voltaram para casa. 7Quanto a nós, concluindo a viagem de Tiro, chegamos a Ptolemaida, onde saudamos os irmãos, passando um dia com eles. 8No dia seguinte, partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele."

02 novembro 2025

Aprendizado piedoso 227

Trecho das Cartas de Samuel Rutherford, extraído do devocional "Pensamentos Diários para o Ano":
'Cristo carregou toda a cruz completa, e seus santos carregam apenas pequenos pedaços, como diz o apóstolo: “os restos” ou “resíduos” da cruz (Colossenses 1:24).' (Carta 323)

*Na versão ARA, pode ser encontrado o seguinte texto:
"[...] Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja" (Colossenses 1:24). A palavra, no original (grego), traduzida por "resta" neste versículo, é "husterema" (υστερημα), e pode ter, segundo os dicionários bíblicos (J.Strong #5303), o significado "deficiência, aquilo que está faltando". A mesma palavra, por exemplo, também é usada pelo apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, na primeira epístola aos Tessalonicenses: "[...] orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências [husterema] da vossa fé?" (1Tessalonicenses 3:10).

*Comentário (traduzido) de R.C. Sproul [The Reformation Study Bible] (Colossenses 1:24):
"Cl 1:24: 'preencho o que resta'. Considerando o contexto desta passagem, que enfatiza a suficiência total de Cristo, bem como o que ele diz em outros lugares (por exemplo, Rm 3:21-26; 2Co 5:17-21), Paulo não quer dizer que a expiação realizada por Cristo na cruz seja deficiente em algum aspecto. Em vez disso, como a igreja é chamada a sofrer por e com Cristo (2Co 4:7-12; 1Ts 3:2-4), existe um requisito divinamente estabelecido de sofrimento a ser suportado pelos cristãos, particularmente quando eles, como Paulo, levam a notícia da obra reconciliadora de Cristo a outros. Paulo aprendeu pela primeira vez, no caminho para Damasco, que o Cristo ressurreto considera os sofrimentos do seu povo como seus (At 9:4-5). Paulo pode também estar se referindo aqui aos sofrimentos que acompanharão os últimos tempos (Mt 24:21-22), um período inaugurado pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 13:11-14; 1Co 7:29). Se assim for, o sentido seria que o fim [escatológico] não pode vir, até que o número total desses sofrimentos preordenados tenha ocorrido. As palavras de Paulo no versículo 24 também explicam a referência ao sofrimento de Paulo pela igreja (Ef 3:13; 2Tm 2:10). Como servo do evangelho, Paulo se alegra com a oportunidade de participar dos sofrimentos do povo de Deus. A passagem não significa que a igreja seja uma encarnação contínua de Cristo, cujos membros, por meio de seu sofrimento, acrescentam mérito salvífico além do que Cristo realizou." 

*Comentário (traduzido) de Matthew Henry (Colossenses 1:24-29):
"Tanto os sofrimentos do Cabeça [Cristo], quanto os dos membros [Igreja], são chamados de sofrimentos de Cristo e constituem, por assim dizer, um só corpo de sofrimentos. Mas Ele sofreu pela redenção da Igreja; nós sofremos por outros motivos; pois apenas provamos superficialmente o cálice de aflições do qual Cristo primeiro bebeu profundamente. Pode-se dizer que um cristão completa o que resta dos sofrimentos de Cristo quando toma a sua cruz e, seguindo o exemplo de Cristo, suporta pacientemente as aflições que Deus lhe impõe. Sejamos gratos porque Deus nos revelou mistérios ocultos por séculos e gerações, e manifestou entre nós as riquezas da sua glória. À medida que Cristo é pregado entre nós, investiguemos seriamente se Ele habita e reina em nós; pois somente isso pode garantir a nossa esperança segura da sua glória. Devemos ser fiéis até a morte, em todas as provações, para que possamos receber a coroa da vida, e alcançar o fim da nossa fé, a salvação das nossas almas."