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04 outubro 2026

Hino: "Amor que vence" (HNC 260)

"Amor que vence" 

Amor, que por amor desceste!
Amor, que por amor morreste!
Ah! Quanta dor não padeceste!
Minha alma vieste resgatar
E meu amor ganhar!

Amor, que por amor seguias
A mim, que sem amor tu vias!
Oh! Quanto amor por mim sentias,
Eterno Deus, Senhor Jesus,
Sofrendo sobre a cruz!

Amor, que tudo me perdoas,
Amor, que até mesmo abençoas
Um réu de quem tu te afeiçoas!
Vencido, ó Salvador, por ti,
Teu grande amor senti!

Amor sublime, que perduras;
Que em tua graça me seguras,
Cercando-me de mil venturas!
Aceita agora, ó Salvador,
O meu humilde amor.
Amém.

 
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Hino original (em inglês):
 George Matheson (1842 - 1906)
 
1. O love that will not let me go,
I rest my weary soul in thee;
I give thee back the life I owe,
That in thine ocean depths its flow
May richer, fuller be.

2. O Light that follows all my way,
I yield my flick'ring torch to thee;
My heart restores its borrowed ray,
That in thy sunshine's blaze its day
May brighter, fairer be.

3. O Joy that seekest me thru' pain,
I cannot close my heart to thee;
I trace the rainbow thru' the rain
And feel the promise is not vain
That morn shall tearless be.

4. O cross that liftest up my head,
I dare not ask to fly from thee;
I lay in dust life's glory dead,
And from the ground there blossoms red
Life that shall endless be.
 
 
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Tradução do hino original para português:
 
 1. Ó Amor que não me deixas ir,
Em Ti descanso minha alma sofredora;
Devolvo a Ti a vida que Te devo,
Para que, em Teu oceano profundo,
Ela flua mais rica e plena.

2. Ó Luz que segues meu caminhar,
Entrego a Ti minha tocha vacilante;
Meu coração devolve o raio a mim emprestado,
Para que, no brilho do Teu sol,
Meu dia seja mais radiante e belo.

3. Ó Alegria que me buscas na dor,
Não posso fechar meu coração a Ti;
Vejo o arco-íris em meio à chuva
E sinto que não é vã a promessa
De que a manhã será livre de lágrimas.

4. Ó cruz que ergues a minha cabeça,
Não ouso pedir para fugir de Ti;
Deponho no pó a glória morta da vida,
E do chão floresce, em rubra cor,
A vida que jamais terá fim.

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"George Matheson nasceu em Glasgow em 27 de março de 1842. Era o mais velho de oito irmãos e um dos mais brilhantes. Após se destacar na escola, ingressou na Universidade de Glasgow, onde estudou Clássicos, Lógica e Filosofia.
Ele se formou com louvor aos 19 anos, mas uma grande tragédia se desenrolava em sua vida enquanto concluía os estudos: ele estava ficando cego rapidamente. Tinha uma doença incurável que o levaria à cegueira total, e nada poderia ser feito para ajudá-lo. Tal provação causaria grande sofrimento à maioria de nós, mas para George, o golpe seria ainda mais duro. Na universidade, ele conheceu e se apaixonou por uma colega de estudo, com quem planejava se casar. Ele contou a ela sobre sua iminente cegueira. Será que ela ainda se casaria com ele?
Para seu espanto e profunda tristeza, a resposta direta dela veio com a força de uma adaga no coração: 'Não quero ser esposa de um cego', disse ela – e com isso se separaram.
Anos mais tarde, a lembrança daquela rejeição veio à tona na noite do casamento de sua irmã, e ele recordou a dor daquela noite ao contar como foi nessa ocasião que compôs seu hino mais conhecido:
'Meu hino foi composto na casa pastoral de Innellan, na noite de 6 de junho de 1882, quando eu tinha 40 anos. Eu estava sozinho na casa pastoral naquela ocasião. Era a noite do casamento de minha irmã, e o restante da família estava passando a noite em Glasgow. Algo aconteceu comigo — algo que só eu sabia — e que me causou um sofrimento mental intensíssimo. O hino foi fruto desse sofrimento. Foi o trabalho mais rápido que realizei em toda a minha vida. Tive a impressão de que ele me era ditado por uma voz interior, em vez de ser algo que eu mesmo elaborava. Tenho plena certeza de que toda a obra foi concluída em cinco minutos e igual certeza de que jamais sofreu qualquer retoque ou correção de minha parte. Não possuo dom natural para o ritmo. Todos os outros versos que escrevi são obras fabricadas; este veio como uma aurora vinda do alto'.
Foi por meio das profundas provações da doença e do abandono que George Matheson passou a depositar toda a sua confiança e esperança no amor de Deus em Jesus Cristo, seu Salvador. A partir de então, apesar da cegueira, decidiu estudar Teologia e História do Cristianismo e ingressar no ministério cristão..."