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26 junho 2014

"Fé salvadora"

R. C. Sproul falando sobre a "fé salvadora" ("saving faith"):

(Link para a página. / Link para o MP3.)
(Aplicativo para dispositivos móveis.)

Nos 7 minutos iniciais da gravação, particularmente à partir do quinto minuto, é apresentado um resumo da posição reformada (protestante) sobre a questão da "fé" e das "obras" na doutrina bíblica da "justificação".
De maneira matematicamente objetiva, o resumo é feito também na forma de equações matemáticas simples:

fé + obras = justificação

fé = justificação + obras

A fé cristã reformada, de uma maneira geral, defende a posição representada resumidamente pela segunda equação matemática (fé = justificação + obras), ou seja, que uma "fé viva" (ou "fides viva", como Martinho Lutero denominava) é uma fé que desencadeia boas obras, como frutos da própria fé.

No segundo capítulo da epístola de Tiago, particularmente dos versículos 14 a 18, há uma exposição clara desta doutrina cristã:
"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé." (Tiago 2:14-18)

Ainda, no segundo capítulo da epístola aos Efésios, particularmente nos versículos 8 e 9, está uma das passagens mais claras a respeito da salvação pela graça de Deus, por meio da fé:
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9)

Veja um trecho das Institutas de Calvino, onde ele deixa clara a sua posição reformada:
“... Nós, pelo contrário, quando vemos que os oráculos de Deus ordenam que os pecadores recebam a esperança da salvação, presumimos de bom grado sua verdade, tanto que, confiados só em sua misericórdia, e descartada a confiança nas obras, atrevemo-nos a bem esperar. Não nos enganará aquele que disse: ‘Faça-se-vos conforme a vossa fé’ (Mateus 9:29b).”
(João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Livro 3, Capítulo II, parágrafo 43)

10 junho 2014

"Posso ter alegria em minha vida?"

Alguns trechos do livro "Posso ter alegria em minha vida?", de R. C. Sproul.

"Você é feliz?
Aristóteles, filósofo grego da antiguidade, afirmou que 'Todos os homens aspiram à vida feliz e à felicidade, esta é uma coisa manifesta'. Blaise Pascal, filósofo e matemático francês do século XVII, concordou com essa afirmação ao dizer: 'Todos os homens procuram ser felizes. Isso não tem exceção, por mais diferentes que sejam os meios empregados. É o motivo de todas as ações, de todos os homens, até daqueles que vão se enforcar'. Machado de Assis, jornalista e literata brasileiro do século XIX, fala do homem que busca a 'quimera da felicidade'."

"... É difícil sentir alegrai quando há doença e sofrimento em nossa vida. 
Quando passamos por estes períodos, o conselho de Paulo é lembrarmos que Deus fixou um limite de tempo ao nosso sofrimento e que, depois desse tempo, entraremos numa condição em que não haverá mais sofrimento. Não haverá mais lágrimas, nem dores, nem ansiedade, nem tristeza, nem adversidade. Isso parece uma ilusão, mas não podemos nos esquivar do fato de que o âmago da fé cristã é a verdade de que este mundo não é o nosso lar. Nosso destino final ainda está à frente.
Portanto o céu é a grande esperança do cristão, e o Novo Testamento diz que a esperança é a âncora da alma (Hb 6:19)."

"No meu primeiro ano como uma nova criatura em Cristo, aprendi um conceito simples a respeito da palavra alegria. Aprendi que a palavra alegria envolve, essencialmente, três pessoas: Jesus, os outros e você mesmo. E a principal lição é que o segredo da alegria é colocar Jesus em primeiro lugar, os outros, em segundo, e você mesmo, em terceiro."

"... Em palavras simples, todos os esforços que fazemos para sermos alegres e produtivos, ou para realizar alguma coisa digna do reino de Deus, são exercícios de futilidade, se tentarmos fazê-los em nosso próprio poder. Os cristãos precisam entender que sem uma firme conexão com Cristo, que é a fonte de poder, seremos totalmente infrutíferos."