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27 junho 2026

EB21: “Carros e cavalos de fogo"

("Elijah's Ascension", Gustave Doré, 1865)

SOBRE ARREBATAMENTO:

Pergunta: Quantas pessoas foram “arrebatadas” nos relatos das Escrituras?
Resposta: Na Bíblia, duas pessoas foram arrebatadas aos céus sem passar pela morte física: Enoque (Gn 5:24) e o profeta Elias (2Rs 2:11). Além deles, o apóstolo Paulo relata (2Co 12:2) ter sido arrebatado espiritualmente ao "terceiro céu". Contudo, Paulo retornou deste "arrebatamento", enquanto Enoque e Elias não retornaram, mas permaneceram com o Senhor. É preciso lembrar que, em seu posterior martírio (2Tm 4:6-8), o apóstolo Paulo também foi se encontrar com o Senhor. 
- “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.” (Gn 5:24)
- “Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (2Rs 2:11)
- “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)” (2Co 12:2)
 
Não podemos, ainda, nos esquecer de que o próprio Senhor Jesus Cristo também foi "elevado aos céus", não em um "arrebatamento", mas em uma "ascensão", Ele foi "elevado às alturas" de forma bem pública ("à vista deles"), conforme o relato de Atos 1:6-11:
"Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir." 

>>> Observação: é interessante notar como os "dois varões vestidos de branco" perguntaram aos "varões galileus" (testemunhas da ascensão de Cristo às alturas) porque eles ainda estavam "olhando para as alturas". De alguma forma, parece que há uma espécie de "chamado" para eles - e também para nós - não estagnarmos na vida cristã, apenas "olhando para as alturas". Parece ser um alerta para o fato de "estar próximo" o Dia do Senhor, onde o retorno de Jesus Cristo será tão público e visível como foi a Sua ascensão! Vários textos e parábolas nas Escrituras podem confirmar isso, como por exemplo: Mateus 24:38–44; Lucas 12:39–46; 1Tessalonicenses 5:1–3; 2Pedro 3:10.
 
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SOBRE DISCIPULADO, COMPANHEIRISMO, AMIZADE E FIDELIDADE NO SERVIÇO A DEUS, SOMADOS À FÉ E À ORAÇÃO:

A vocação de Eliseu (1Rs 19:19-21)
< DISCIPULADO, SERVIÇO A DEUS >
“Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu [...] Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele [...] Então, [Eliseu] se dispôs, e seguiu a Elias, e o servia.”

Eliseu é sucessor de Elias (2Rs 2:1-8)
< COMPANHEIRISMO, AMIZADE, FIDELIDADE >
“Quando estava o Senhor para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: ‘Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei’. E, assim, desceram a Betel [‘casa de Deus’]...”

Elias é elevado ao céu (2Rs 2:9-14)
< DISCIPULADO, FIDELIDADE >
{ Eliseu, o discípulo, presenciou o *arrebatamento do seu mestre* Elias com "carro e cavalos de fogo" }
*{ ver a ascensão de Jesus em At 1:6-11 }*
“Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: ‘Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti’. Disse Eliseu: ‘Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito’. Tornou-lhe Elias: ‘Dura coisa pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará’. Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho [ou tempestade]. O que vendo Eliseu, clamou: ‘Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!’ E nunca mais o viu; e, tomando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. Então, levantou o manto que Elias lhe deixara cair e, voltando-se, pôs-se à borda do Jordão. Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: 'Onde está o Senhor, Deus de Elias?' Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro lado [ver Êx 14:21], e Eliseu passou.”

A ação de Eliseu na guerra contra os siros (2Rs 6:8-23)
< DISCIPULADO, FÉ, ORAÇÃO >
{ Eliseu (antigo discípulo de Elias), que agora precisa ser o mestre para o seu próprio discípulo, e cujos "olhos espirituais" já estavam abertos para os "carros e cavalos de fogo", *orou* para que o seu moço (seu discípulo, neste contexto) tivesse os "olhos espirituais" abertos pelo Senhor, **em momento de medo e aflição**, para que pudesse ver os "carros e cavalos de fogo" ao redor deles }
*{ ver a oração sacerdotal de Jesus, intercecedendo por seus discípulos, em João 17 }*
**{ ver a declaração de Jesus, sobre a ajuda de "legiões de anjos", em Mt 26:52-53 }**
“[versos 15 a 17] Tendo-se levantado muito cedo o moço [servo ou discípulo] do homem de Deus [Eliseu] e saído, eis que tropas, cavalos e carros haviam cercado a cidade; então, o seu moço lhe disse: ‘Ai! Meu senhor! Que faremos?’ Ele [Eliseu] respondeu: ‘Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles’. Orou Eliseu e disse: ‘Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja’. O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu [...]”

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CONCLUSÕES E APLICAÇÕES:

- Um dos nomes de Deus é "Senhor dos Exércitos": 
Segundo os dicionários bíblicos, no AT (hebraico) aparece o nome "Yehovah Tsaba’ (Tseva’oth)" [1Sm 1:3 por exemplo], enquanto no NT (grego) aparece o nome "Kurios Sabaoth" [Rm 9:29 por exemplo].

- O Senhor Jesus, como a Segunda Pessoa da Trindade, também é o "Senhor dos Exércitos":
O Senhor Jesus declara em Mt 26:52-53 que pode "rogar ao Pai" por "legiões de anjos". Em outras palavras, poderíamos considerar que o Senhor tem à sua disposição "hostes celestiais" ("exércitos de anjos"), providas com seus "carros e cavalos de fogo". Contudo, estes "exércitos" do "Senhor dos Exércitos" são vislumbrados apenas através da abertura dos nossos "olhos espirituais", ou seja, com os "olhos da fé". O autor aos Hebreus declara que "a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" (Hb 11:1).

- Elias e Eliseu são "tipos" de Cristo [ver tipologia bíblica]: 
O nosso Senhor e Mestre (Rabi, ver Jo 1:38), em seu perfeito ofício como nosso grande Sumo Sacerdote (Hb 4:14-16), intercede por nós continuamente (ver a "oração sacerdotal de Jesus" em João 17). O apóstolo Paulo também nos ensina que o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, "intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis" (Rm 8:26). 

Que grande bênção e refrigério é para os crentes, servos ("moços") do nosso Mestre e Senhor, saber que em nossos momentos de medo, aflição e angústia, Ele intercede por nós continuamente, fazendo com que nossos "olhos da fé" sejam abertos, e Ele também nos assiste em nossas "batalhas espirituais" com a Sua autoridade, como "Senhor dos Exércitos".

"Graças a Deus pelo seu dom inefável!"

Louvado seja o grandioso e misericordioso nome do nosso Mestre, Redentor e Senhor, Jesus Cristo!
A Ele, apenas, seja toda a glória e a honra, para todo o sempre!
Amém!

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Mapas (em inglês):
 
Locais relacionados à Elias (Elijah) e Eliseu (Elisha)
  
 
De Berseba até o Monte Sinai 
(Horebe, "monte de Deus", 1Rs 19:8) 
  
("Monte Sinai" no Google Maps) 
 

20 abril 2026

EB20: "A Doxologia"

“A Doxologia” 

“24Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, 25ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (Judas 24-25)


O que é Doxologia? [Dic. Bíb. Ilustr. Holman]

Doxologia é uma breve formulação [de palavras] para expressar louvor ou glória a Deus. Geralmente contêm dois elementos: uma atribuição de louvor a Deus (geralmente em 3a pessoa), e uma expressão de Sua natureza infinita. Podem ser encontradas (AT & NT) muitas passagens doxológicas usando esta formulação. 

“doxa” [glória] + “logia” [palavra] = “palavra de glória”


Perguntas retóricas: “Caro irmão, cara irmã...”

Nesta vida causticante e febril aqui na terra, em um dia típico de tribulação, inquietação e batalha espiritual aguda e intensa - com lutas tanto internas (na alma) quanto externas (no mundo) - a falta de satisfação, no Senhor, ou ingratidão contra Deus, frequentemente pode estar presente em nosso coração e rondando nossos pensamentos. 

...Essa ingratidão, na forma de murmuração, tem extravasado pelos lábios?

...Dos nossos lábios têm saído queixumes injustos, em desabafos impróprios?

...Ou, então, nossos lábios têm emitido palavras de glória e de gratidão a Deus?

[The Reformation Study Bible, R.C. Sproul, ed.]

Contextualização: Autoria e Propósito da epístola de Judas

- O autor desta epístola identifica-se como “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago” (Jd 1:1). Judas era um nome comum entre os judeus do primeiro século, e pelo menos 8 (oito) indivíduos diferentes, com esse nome, são mencionados no NT, incluindo dois discípulos de Jesus (Lc 6:16). Portanto, é difícil identificar o autor da epístola apenas pelo primeiro nome. A melhor pista para sua identidade é a descrição “irmão de Tiago” (v.1). O único Tiago suficientemente conhecido na igreja primitiva para ser mencionado dessa forma (sem qualificações), é Tiago, o proeminente líder da igreja primitiva (At 12:17;15:13), autor da epístola que leva seu nome, e meio-irmão de Jesus (Mt 13:55; Mc 6:3; Gl 1:19). Se essa identificação de Tiago estiver correta, o autor da presente epístola é Judas, meio-irmão de Jesus (Mt 13:55; Mc 6:3), que, juntamente com seus outros irmãos, não creu em Jesus até depois da ressurreição (Mc 3:21,31; Jo 7:5; At 1:14). Se Judas era, de fato, irmão de Jesus, é provável que sua humildade o tenha motivado a não revelar isso explicitamente aos seus leitores. Ver a semelhança com Tg 1:1 (“Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”). 

Tiago e Judas: “meio-irmãos” de Jesus, pois compartilhavam apenas a mesma mãe (Maria). Jesus foi concebido pelo Espírito Santo.

- Propósito: Judas confronta uma ameaça semelhante àquela combatida em 2Pe, ou seja, falsos mestres que usavam a liberdade cristã e a graça gratuita de Deus como licença para a imoralidade (v.4; cf. 2Pe 2:1-3). A maior parte da epístola (vv. 4-19) é dedicada à severa denúncia dos falsos mestres, a fim de alertar seus leitores sobre a seriedade dessa ameaça. Mas a estratégia de Judas vai além de uma mera oposição negativa. Ele exorta seus leitores a crescerem no conhecimento da verdade cristã (v.20), a darem um firme testemunho da verdade (v.3) e a buscarem a recuperação daqueles cuja fé estava vacilando (vv.22,23). Essa “receita” para confrontar o erro espiritual continua sendo eficaz nos dias de hoje, como foi na época em que Judas escreveu sua epístola.

- A conclusão de Judas é uma doxologia que expressa confiança no poder de Deus para preservar o Seu povo até o fim, e reconhece a grandeza eterna de Deus em Sua “glória, majestade, império e soberania”. 

- Jd 24: “àquele que é poderoso para vos guardar”. Aqui, “guardar” [phulasso] tem um significado militar, indicando “custódia segura, e normalmente contra o ataque de fora”. O significado é diferente de Jd 21 (“guardai-vos no amor de Deus”), onde “guardar” [tereo] significa “preservação com um cuidado atento, e sugere posse”. Ninguém arrebata as ovelhas de Jesus da Sua mão (Jo 10:28,29). 

- Judas escreve aos crentes a quem Deus chamou, amou e “guardou” [tereo] em Jesus Cristo (Jd 1), e assegura Deus é capaz de os guardar (proteger) de tropeçar, e de apresentá-los, a Si mesmo, imaculados (irrepreensíveis) diante da Sua glória (Jd 24). 

- Contudo, a preservação dos santos, por Deus, não minimiza a responsabilidade dos crentes de perseverar na fé, e de apoiar a perseverança uns dos outros. Os cristãos devem manter-se, uns aos outros, no amor de Deus, encorajando misericordiosamente os que duvidam (Jd 22: “E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida”), e resgatando os desobedientes do fogo destrutivo do pecado (Jd 23: “salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne”). O autor aos Hebreus também ensina a mesma coisa: “Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado” (Hb 12:12-13).

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Outros comentaristas bíblicos:

- [Matthew Henry] ‘Deus é capaz [...] de nos guardar de cair, e a nos apresentar irrepreensíveis diante da Sua glória. Deus não nos guarda como “aqueles que nunca pecaram”, mas como “aqueles que, se não fosse a misericórdia de Deus e os sofrimentos e méritos de um Salvador, poderiam ter sido justamente condenados há muito tempo”. Todos os crentes sinceros Lhe foram dados pelo Pai; e de todos os que lhe foram dados, Ele [Cristo] não perdeu nenhum, nem perderá nenhum. Agora, nossas faltas nos enchem de medos, dúvidas e tristezas; mas o Redentor se comprometeu, pelo seu povo, a apresentá-los irrepreensíveis. Onde não há pecado, não haverá tristeza; onde há a perfeição da santidade, haverá a perfeição da alegria. Olhemos com mais frequência para Aquele que é capaz de nos guardar de cair, de aprimorar e manter a obra que realizou em nós, até que sejamos apresentados irrepreensíveis diante da Sua glória. Então, nossos corações conhecerão uma alegria que ultrapassará tudo o que a Terra pode oferecer. Então Deus também se alegrará conosco, e a alegria do nosso Salvador compassivo será completa {“Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito”; Is 53:11}. Àquele que tão sabiamente concebeu o plano, e que o cumprirá fiel e perfeitamente, sejam dadas glória, majestade, império e soberania, agora e para sempre. Amém.’ 

- [John Calvin & John Owen] Coment. ed.: “ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania” (Jd 25): 

“soberania” (exousia) é o seu direito de governar, ou seja, sua autoridade imperial; “império” (kratos) é o poder para realizar seu propósito, ou seja, sua onipotência; “majestade” (megalosune) abrange conhecimento, sabedoria, santidade e tudo o que constitui o que é verdadeiramente grande e magnífico; e “glória” (doxa) é o resultado de todas essas coisas que pertencem a Deus; todas culminam em Sua glória. O resultado final (glória) é mencionado primeiro (em Jd 24), depois as coisas que levam à Sua glória. É reconhecendo o Seu poder soberano (soberania), Sua capacidade de exercer esse poder — Sua onipotência (império) e Sua grandeza (majestade) em tudo o que constitui grandeza — que Lhe damos a glória, a honra e o louvor devidos ao Seu Nome.


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Mais algumas doxologias encontradas nas Escrituras:

- Rm 11:36 “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”

- Rm 16:27 “ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!”

- 1Tm 1:17 “Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!”

- NT: Fp 4:20; 1Tm 6:16; 2Tm 4:18; Hb 13:21; 1Pe 5:11; 2Pe 3:18; Ap 1:6; 4:8; 5:13; 7:12.

- AT: Sl 41:13; 72:19; 89:52; 106:48; 146:10; Sl 150 (doxologia da coleção do saltério).


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Aplicações Finais:


<#1> Cristo, na epístola de Judas:

‘Judas também nos dá uma visão da obra de Cristo, particularmente de Sua obra em nos preservar na fé. A salvação dos crentes é “preservada (guardada) em Jesus Cristo”, pela realidade do Seu “chamado” eficaz, e pelo Seu poder “amoroso” (v.1). Cristo “é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (v.24). A breve epístola de Judas, portanto, nos lembra que, do início ao fim, a salvação é concedida, sustentada e consumada somente por Cristo, segundo os propósitos soberanos do Pai, e o derramamento do Espírito Santo.’


<#2> Devocional “Manhã & Noite” (C.H. Spurgeon), manhã de 09/10: Judas 1:24

‘Em certo sentido, o caminho para o céu é muito seguro, mas em outros aspectos não há uma estrada tão perigosa quanto esta! Ela está repleta de dificuldades. Um passo em falso, e nós caímos. Que caminho escorregadio é aquele que alguns de nós têm de trilhar! Quantas vezes exclamamos como o salmista: “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos” (Sl 73:2). Se fôssemos fortes, alpinistas com pés firmes, isso não teria muita importância, mas quão fracos somos, em nós mesmos! [...] Esses nossos joelhos débeis [trôpegos; Hb 12:12] mal podem suportar nosso peso cambaleante. Uma palha pode nos derrubar, e uma pedrinha pode nos ferir; somos apenas crianças oscilantes [instáveis], dando nossos primeiros passos na caminhada da fé, e nosso Pai celestial nos segura pelos braços, pois senão logo cairemos. Oh! Se somos impedidos de cair, devemos louvar mais o paciente poder que cuida de nós, dia após dia! Pense em como somos propensos a pecar, quão aptos para escolhermos o perigo, quão forte é a nossa tendência para nos desencorajarmos. Essas reflexões nos farão cantar mais docemente do que temos feito *[“glória Àquele que é Poderoso para guardar-vos de cair”]*. Temos muitos inimigos que tentam nos empurrar para baixo. O caminho é áspero, e somos fracos; além disso, os inimigos espreitam em emboscada, e surgem quando menos esperamos, esforçando-se para nos fazer tropeçar, ou nos lançar do precipício mais próximo. Apenas um braço Todo-Poderoso pode nos preservar desses inimigos invisíveis que procuram nos destruir. Esse braço está engajado em nossa defesa. Fiel é O que prometeu (Hb 10:23), e é capaz de nos guardar de tropeçar (Jd 1:24); de modo que, com um profundo sentimento de nossa absoluta fraqueza, possamos cultivar uma firme crença em nossa perfeita segurança, e dizer com alegre confiança: **“Contra mim, Terra e inferno se unem, mas ao meu lado está o poder divino; Jesus é tudo, e Ele é meu”**.’


<#3> A redenção dos lábios pela "brasa na tenaz" (Is 6:6)

astse.blogspot.com/2026/04/a-redencao-dos-labios-pela-brasa-na.html

A falta de satisfação, no Senhor, ou ingratidão na forma de murmuração, costuma extravasar pelos nossos lábios impuros, na forma de queixumes injustos, em desabafos impróprios, como por exemplo estes:

Ah, como seria mais fácil "se conformar"...

Ah, como seria mais suave "se adaptar"...

Ah, como seria mais tranquilo "se ajustar"...

Ah, como seria menos cansativo "não se opor"...

[...e certamente alguns outros queixumes ainda mais pecaminosos e vergonhosos, que só Deus conheceu no nosso íntimo...]

Pela maravilhosa graça, e entranhável misericórdia do Senhor, ao "corarmos de vergonha" (Dn 9:7-8) depois do pecado cometido no coração, pensamentos e lábios, somos conduzidos ao arrependimento e contrição do coração, mudando nossa perspectiva, enquanto contemplamos o sofrimento vicário (substitutivo) do Servo Sofredor (Is 53), e os nossos desabafos impróprios, nos queixumes injustos que saem dos nossos lábios, agora são redimidos pelo precioso e inestimável sangue do Cordeiro, derramado em nosso favor, e para a Sua própria glória excelsa. E então, desta forma, passamos imediatamente a reconhecer, pela fé, que o nosso Salvador necessário e suficiente, Senhor da redenção e da restauração, é o nosso Substituto voluntário e perfeito. Assim, num ato de louvor, apresentamos nossos lábios, agora redimidos pela "brasa na tenaz" (Is 6:1-7), que passam a declarar a glória da perfeita e eficaz obra redentiva e substitutiva do Senhor Jesus Cristo, da seguinte forma:

Oh, como seria mais difícil "nascer numa manjedoura"...

Oh, como seria mais desafiador "ser tentado pelo próprio Diabo no deserto"...

Oh, como seria mais solitário "ser rejeitado pelo próprio povo"...

Oh, como seria mais aviltante "ser odiado até a morte"...

Oh, como seria mais agonizante "suar sangue diante do cálice da ira de Deus Pai"...

Oh, como seria mais doloroso "ser açoitado, humilhado, cuspido, esbofeteado e zombado"... 

Oh, como seria mais vergonhoso "ser perdurado em um madeiro para morrer uma morte maldita".


Ao Senhor Jesus, nosso Redentor e Substituto, seja a glória, majestade, império e soberania, eternamente!

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< NOTAS & LINKS nas Aplicações Finais >

* Hino “JUDAS 24-25 (Cantando O Evangelho)” [Defesa do Evangelho] *

youtu.be/iOcpt8kMWjw

** Hino “Why should I fear the darkest hour” [John Newton] **

hymnary.org/text/why_should_i_fear_the_darkest_hour