“(…) eu, o Senhor, não mudo (…)” (Ml 3:6)
'É bom para nós que, em meio a toda variabilidade da vida, haja Alguém a quem a mudança não pode afetar; Aquele cujo coração nunca pode ser alterado, e cujo rosto a mutabilidade não pode fazer sulcos. Todas as outras coisas mudaram, todas as coisas estão mudando. O próprio sol escurece com a idade; o mundo está envelhecendo; o dobrar da vestimenta desgastada já começou; os céus e a Terra em breve passarão; eles irão perecer; envelhecerão como uma peça de roupa (Hb 1:10-12); contudo, há apenas Um que possui a imortalidade, cujos anos não têm fim, e cuja pessoa não há qualquer mudança. O prazer que o marinheiro sente quando se aproxima da segura enseada, depois de ter sido jogado de lá para cá por muitos dias, é a satisfação de um cristão quando, em meio a todas as mudanças desta turbulenta vida, ele repousa o pé de sua fé sobre esta verdade: “Eu, o Senhor, não mudo”. A estabilidade que a âncora dá ao navio quando ela finalmente alcança o solo é semelhante aquela que a esperança do cristão lhe oferece quando ela se fixa sobre essa gloriosa verdade. Com Deus “não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1:17). Aquilo que Seus atributos foram no passado, eles o são agora; Seu poder, Sua sabedoria, Sua justiça e Sua verdade estão igualmente inalterados. Ele tem sido o refúgio do Seu povo (Sl 46:1), a fortaleza no dia da angústia (Na 1:7), e Ele ainda é o seguro Ajudador. Ele é imutável em Seu amor. Ele amou o Seu povo com “amor eterno” (Jr 31:3); Ele os ama agora tanto quanto sempre o fez; e quando todas as coisas terrenas tiverem derretido na última conflagração, Seu amor ainda mostrará o orvalho de sua juventude (Sl 110:3). Preciosa é a garantia de Sua imutabilidade! A roda da providência gira, porém o seu eixo é o amor eterno.
“A morte e a mudança sempre ocupadas estão,
as eras se movem, o homem perde o vigor;
mas Sua misericórdia nunca sofre diminuição,
Deus é sabedoria, Deus é amor”.'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da noite do dia 02 de novembro]