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17 setembro 2025

C.H. Spurgeon: Manhã & Noite (17/09)

“(…) fortalece-o (…)” (Dt 1:38
'Deus utiliza o Seu povo para encorajar uns aos outros. Ele não disse a um anjo: “Gabriel, o meu servo Josué está prestes a conduzir o meu povo para Canaã; vá e encoraje-o”. Deus nunca realiza milagres desnecessários; se os Seus propósitos puderem ser alcançados por meios comuns, Ele não utilizará um expediente milagroso. Gabriel não estaria sequer metade preparado para o trabalho quanto Moisés. A simpatia de um irmão é mais preciosa que uma delegação de anjos. Um anjo, rápido de asas, conhece melhor a vontade do Mestre do que o temperamento das pessoas; um anjo nunca experimentou a dureza do caminho, nem viu serpentes ardentes [abrasadoras] (Nm 21:6), nem conduziu a multidão de dura cerviz pelo deserto, tal como Moisés havia feito. Devemos nos alegrar por Deus normalmente trabalhar para o homem por meio do homem. Isso forma um vínculo de fraternidade e, sendo mutuamente dependentes uns dos outros, ficamos mais fundidos em uma única família. Irmãos, tomem o texto como a mensagem de Deus para vocês. Trabalhem para ajudar os outros e, principalmente, se esforcem para encorajá-los. Falem com alegria ao jovem e ansioso inquiridor; com amor, tentem remover os obstáculos de seu caminho. Quando vocês encontrarem uma centelha da graça no coração, se ajoelhem e a assoprem até se tornar uma chama. Deixem o jovem crente descobrir a aspereza da caminhada aos poucos, mas digam-lhe sobre a força que habita em Deus, a certeza da promessa, e os encantos da comunhão com Cristo. Busquem consolar os tristes e animar os desanimados. Falem uma palavra oportuna ao que está cansado, e incentivem aqueles que estão com medo de seguir em seus caminhos com alegria. Deus os encoraja por Suas promessas; Cristo os encoraja quando Ele aponta para o céu que Ele conquistou para vocês; e o Espírito os encoraja enquanto Ele opera em vocês tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade (Fp 2:13). Imitem a sabedoria divina e encorajem os outros, de acordo com a palavra desta noite.'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da noite do dia 17 de setembro

31 julho 2025

Aprendizado piedoso 224

No trecho do capítulo 32 de Êxodo, logo abaixo, se encontra o relato bíblico da fundição do bezerro de ouro, como sinal do pecado de idolatria do povo de Israel, enquanto Moisés estava no monte Sinai/Horebe, recebendo as instruções do Senhor. Na continuação do texto (verso 11 em diante), encontra-se uma intercessão com a argumentação piedosa que Moisés apresentou a Deus, em favor do povo. Moisés age como um tipo de mediador, que embora imperfeito, prefigurava a mediação perfeita de Cristo, como nosso único, necessário e suficiente Mediador da nova aliança [ver referências em Hb 8:19:1512:24]:

"7 Então, disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu 8 e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9 Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. 10 Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação. 11 Porém Moisés suplicou ao SENHOR, seu Deus, e disse: Por que se acende, SENHOR, a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? 12 Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo. 13 Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente. 14 Então, se arrependeu o SENHOR do mal que dissera havia de fazer ao povo." (Êxodo 32:7-14)

***O texto abaixo traz uma explicação para este episódio bíblico relatado em Êxodo 32, e foi extraído e traduzido do livro "Wilderness: Family Worship in Exodus, Leviticus, Numbers, and Deuteronomy":

'[...] Deus estava preparado para exterminá-los em santo julgamento [justo juízo], e teria feito isso se Moisés não tivesse intercedido como mediador de Israel. Você se lembra do que um mediador faz? Ele se coloca entre duas partes em guerra [conflito], buscando restabelecer a paz entre estas partes. Em vez de deixar Israel ser destruído, como merecia [por causa do pecado de idolatria com o bezerro de ouro], Moisés se colocou entre eles [o povo de Israel] e Deus, orando e defendendo seu caso diante de Deus. Por que Deus deveria mostrar graça ao Seu povo idólatra? Moisés apresentou três razões principais. Primeiro, Israel era o povo de Deus, a quem Ele havia amorosamente salvado. Segundo, as nações que não adoravam [cultuavam] a Deus questionariam Sua bondade se Ele exterminasse Israel. Terceiro, as promessas de Deus a Abraão não poderiam se cumprir se Israel fosse destruído. Moisés orou de acordo com as obras e palavras de Deus, com paixão pelo nome de Deus. Por meio de sua fiel mediação, Israel foi salvo da destruição de Deus. 
1) Leia Salmos 106:19-23. O que o salmista nos ensina sobre o papel de Moisés nessa história? O salmista nos ensina que Moisés foi escolhido por Deus para ficar entre Israel (que adorava ídolos) e Deus, para que Israel não fosse destruído como merecia. 
2) Que lições Moisés nos ensina sobre oração? Primeiro, a verdadeira oração não se limita a pedir a Deus que faça as coisas [que estamos pedindo], mas dá a Deus razões pelas quais Ele deve fazê-las. Segundo, a verdadeira oração advém da compreensão de quem Deus é, e de quais são Suas promessas para nós. Terceiro, a verdadeira oração obtém sua "energia" [poder ou intensidade] da "paixão" [vontade ou ardor] pela glória de Deus. 
3) Por que as pessoas precisam de um mediador para conhecer a bênção de Deus? Quem é o Mediador da nova aliança? Todos nós precisamos de um mediador porque, como Israel, também somos pecadores, adorando ídolos ao invés do Deus verdadeiro. Embora Moisés tenha sido um mediador imperfeito que serviu apenas por um tempo limitado, ele apontou para o Mediador perfeito e eterno, Jesus Cristo. A Bíblia ensina que Jesus vive para sempre no céu para ser o Mediador por Seu povo, para que nada possa separá-los do amor e da misericórdia de Deus (Rm 8:31-39).'

11 agosto 2019

Aprendizado piedoso 123


Sobre a lei, o Sinai e o Calvário:

"Eu pensava que tinha de obedecer a lei, e fui a Moisés para resolver a questão, e ele imediatamente me derrubou. Eu sabia que merecia isso e não reclamei. Preparei-me, e novamente fui a ele; com um baque ainda mais severo, segunda vez ele me derrubou ao chão. Fiquei surpreso e implorei que ele me escutasse. Mas ele me expulsou do Sinai, e não me deu nenhuma satisfação. No meu desespero, fui ao Calvário. Ali, encontrei Quem teve piedade de mim, perdoou meus pecados, e encheu meu coração de seu amor. Eu olhei para ele, e sua misericórdia curadora penetrou todo meu ser, e curou minha moléstia interna. Agora, voltei para Moisés para lhe contar o que acontecera. Ele sorriu para mim, cumprimentou-me e me recebeu com grande amor; desde então ele nunca mais me derrubou. Foi por meio do Calvário até o Sinai, e todos os seus trovões estão silenciosos."
(Thomas Watson, "The Ten Commandments", Edimburgo: Banner of Truth).