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05 agosto 2026

Aprendizado piedoso 257

Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer, e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o {seu coração} cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro, sem movimento, sem ar – ele vai mudar. Ele {seu coração} não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. [...] O único lugar, além do céu, onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é no inferno.”
(C.S. Lewis, "Os quatro amores")

31 julho 2026

Aprendizado piedoso 256


Lord Jesus, King of pain,
Thy subject I; Thy right it is to reign:
Oh, hear my cry, and bid in me all longings cease;
save for Thy holy will’s increase.
Thy right it is to reign O’er all Thine own;
then, if Thy love send pain,
find there Thy throne,
and help me bear it unto Thee,
who didst bear death and hell for me.
Lord Jesus, King of pain, my heart’s adored,
teach me eternal gain is love’s reward:
in Thee I hide me; hold me still
till pain work all Thy perfect will.

*fonte: texto encontado no website joniandfriends.org

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{tradução automática: pt-br}

EM DOR
Edith Margaret Clarkson

Senhor Jesus, Rei da dor,
Sou Teu súdito; é Teu direito reinar:
Ouve o meu clamor e faze cessar em mim todo desejo,
exceto o de ver crescer a Tua santa vontade.
É Teu direito reinar sobre os Teus;
então, se o Teu amor enviar a dor,
que ela seja o Teu trono,
e ajuda-me a suportá-la por Ti,
que suportaste a morte e o inferno por mim.
Senhor Jesus, Rei da dor, amado do meu coração,
ensina-me que o ganho eterno é a recompensa do amor:
em Ti me escondo; sustenta-me firme
até que a dor opere toda a Tua perfeita vontade.
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29 julho 2026

20 julho 2026

Aprendizado piedoso 252

Sobre a "semente da mulher", ou "descendente da mulher", no texto conhecido como protoevangelho (Gênesis 3:15):

'Quanto à palavra “semente”, não há nenhuma razão para que evitemos o sentido coletivo em qualquer dos casos. A semente da serpente tem de ser coletiva, e isso determina o sentido da semente da mulher. A promessa é que, de alguma maneira, um golpe fatal virá da raça humana, o qual esmagará a cabeça da serpente. Ainda, indiretamente, é indicada a possibilidade de que, ao desferir esse golpe mortal, a semente da mulher estará concentrada em uma única pessoa, porque se deve notar que não é a semente da serpente, mas ela [a serpente] mesma que terá a cabeça ferida. Na primeira parte da maldição, as duas sementes [semente da mulhersemente da serpentesão postas em contraste; aqui, o contraste é entre a semente da mulher e a [própria] serpente. Isso sugere que, como no clímax da batalha, a semente da serpente será representada pela serpente, da mesma maneira a semente da mulher deve encontrar seu representante numa única pessoa. Contudo, não estamos autorizados a buscar uma referência exclusiva ao Messias aqui, como se somente ele estivesse sendo indicado pela expressão “semente da mulher. A revelação do Antigo Testamento trata do conceito de um Messias pessoal de modo bem gradual. Era suficiente para o homem caído saber que, por meio do poder e graça divinos, Deus traria vitória contra a serpente do meio da raça humana. A fé poderia descansar nisso. O objeto da fé deles era muito menos definido do que o nosso, uma vez que conhecemos o Messias pessoal. Entretanto, a essência dessa fé era a mesma, quando considerada no seu aspecto subjetivo, confiança na graça de Deus e seu poder de trazer libertação do pecado.'

- Geerhardus Vos, "Teologia Bíblica: Antigo e Novo Testamentos" (trad. Alberto Almeida de Paula; 1a edição.; São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010), 62.

17 julho 2026

Aprendizado piedoso 251

Trechos do livro "Perdido no meio: a crise da meia-idade e a graça de Deus", de Paul David Tripp:

Capítulo 3: 'A morte da invencibilidade'  
'[...] As estrelas das novelas, séries e filmes permanecem jovens porque elas são jovens, ou porque em breve serão substituídas por estrelas mais jovens. Mas nós não permanecemos jovens! Nós ganhamos peso, perdemos cabelo, ficamos com rugas, enfraquecemos, ficamos doentes, quebramos o braço e sangramos o nariz. Nós envelhecemos, sofremos e morremos; ainda que vivamos com um mundo de irrealidade última à nossa volta. É desconfortável para nós o sermos normais e ficamos desapontados com o fato de que o ideal nunca esteve nem estará dentro de nosso alcance. [...]'
'[...] As dificuldades do envelhecimento físico que, de forma tão frequente, caracterizam a meia-idade são o fruto de uma luta maior pelo coração. Haverá um dia em que essas lutas serão finalmente encerradas e Deus será o dono do nosso coração, sem rivais, por toda a eternidade. Mas, por enquanto, essas lutas ainda continuam. Assim, Deus, na grandeza do seu amor redentivo, fará o que for necessário para clamar posse de nosso coração errante. Esses momentos dolorosos não são o resultado de sua infidelidade e falta de atenção; eles são, em vez disso, o produto de Sua graça amorosa. Ele nos ama com um amor eterno e ciumento ["O SENHOR é Deus zeloso (significado: ciumento) e vingador" Naum 1:2a]. Ele não derramou o sangue de seu Filho por nós somente para nos perder para as coisas físicas da criação. Deus luta por nós com toda a força de sua mão redentiva. Ele está disposto a nos fazer desconfortáveis e tristes. Ele quer nos trazer para si por meio de sofrimento e lamentos. Ele quer nos chacoalhar e abalar. Ele está disposto a espremer os nossos sonhos e fazer sair o ar de nossas esperanças. Ele está disposto a deixar que aquilo pelo que ansiamos escape como areia por entre os nossos dedos. E ele faz tudo isso porque somos preciosos para ele. Somos a menina dos seus olhos. Ele não nos compartilhará com outros. Ele não nos permitirá viver no delírio de que encontramos em outro lugar aquilo que podemos encontrar somente nele. Assim, nossas lutas com o envelhecimento físico são lutas entre a idolatria e a graça. Aquele que ama nossas almas está usando a ocasião da meia-idade e a realidade do envelhecimento para expor e nos livrar de nossos ídolos, que moram secretamente em nós e nos governam. Rejeite a autocomiseração, a inveja e o desencorajamento que são tão tentadores nessa época [na crise da meia-idade]. Olhe para o céu e seja grato. Você está sendo resgatado. Celebre o único que nova e novamente te livra daquilo que, deixado sozinho, você seria incapaz de escapar. Não lamente a morte de sua esperança nas coisas físicas. Celebre essa morte, pois ela dá as boas-vindas a uma nova vida renovada e vigorosa de amor, serviço e comunhão com o nosso Redentor. Diga a si mesmo junto com Paulo, “Sim, por fora eu estou me deteriorando, mas eu tenho uma esperança real e uma alegria verdadeira, porque interiormente eu estou sendo renovado a cada dia. O que a minha vida realmente diz respeito não poderá nunca ser enfraquecido pela idade nem destruído pelo passar dos anos!”.'

Capítulo 4: 'As folhas caem das árvores
'[...] A meia-idade é um tempo de colheita. As folhas estão fora das árvores e não há como colocá-las novamente. O mundo não dá voltas para trás em seu eixo. Relógios não voltam. Se a infância é a primavera da vida, e a juventude o verão, então, a meia-idade é um tempo de colheita, a meia-idade é o outono. É um tempo em que cada um de nós, em sentidos muito importantes, colhemos aquilo que semeamos. Por muito tempo da vida adulta você vive pensando em como tudo vai se desenvolver. Você está planejando, regando e tirando as ervas daninhas. Está olhando para frente. Você vislumbra a colheita, mas está nublado e com névoa. Assim, você se mantém trabalhando e recusa abrir mão da esperança. De repente, você se encontra olhando para trás na maior parte do tempo. É desorientador e desconfortável, a priori. Quando você gasta a vida plantando, parece estranho e antinatural colher, mas você não teve escolha. Você está em seu próprio outono pessoal. Olhar para trás é maravilhoso e perigoso, delicioso e triste. Pode encher de alegria ou marejar os olhos de lágrimas. Você pode flutuar de alegria ou afundar de remorso. A mistura desses extremos torna a coisa difícil. É particularmente difícil que o fruto da gratidão não seja coberto pelas folhas do remorso. Eu gostaria de poder olhar para trás e ser somente grato, mas não consigo. [...]'

10 julho 2026

Aprendizado piedoso 250

"SENHOR, não cabe a mim decidir"
["LORD, it belongs not to my care"] 
(oração de Richard Baxter, em forma de poesia

Senhor, não cabe a mim decidir
se hei de viver ou morrer;
Amar-Te e servir-Te é o meu quinhão,
E a Tua graça o há de conceder.

Se a vida for longa, hei de me alegrar,
por poder obedecer-Te por mais tempo;
Se for curta, por que eu haveria de me entristecer
ao acolher o "dia-sem-fim"? ["eternidade"]

Cristo não me guia por vales mais sombrios
do que aqueles pelos quais Ele mesmo já passou antes;
Quem ao reino de Deus deseja chegar,
por esta Porta [João 10:9] deve entrar.

Vem, Senhor, quando a graça me tornar apto
a contemplar a Tua face bendita;
Pois se a Tua obra na terra é tão doce,
{Ó,} como será a Tua glória!

Então porei fim às minhas tristes queixas,
e aos meus dias de pecado e cansaço;
E me unirei aos santos triunfantes,
que cantam louvores ao meu Salvador.

É pouco o que sei sobre aquela vida [eterna],
Turvo é o olhar da fé;
Mas basta que Cristo tudo saiba,
e que eu estarei com Ele.

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*Richard Baxter (1615-1691): 'serviu como sacerdote anglicano na Inglaterra durante um período de profunda agitação, guerra civil e grande instabilidade política. Seus escritos e sermões convocam os cristãos a uma vida santa, mesmo que isso lhes custe caro. Ele cunhou o termo "Cristianismo Puro e Simples" [“Mere Christianity”], que C.S. Lewis adotou para sua obra clássica.'
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Links
- C.S. Lewis Institute
< tradução automática do texto para português >
- Hymnary.org
- "Richard Baxter" na Enciclopédia Britânica
-  e-book "The Treasury of Sacred Song" (www.ccel.org)
["LORD, it belongs not to my care" aparece na pg. 240]

08 julho 2026

Aprendizado piedoso 249

< Um trecho de poesia sobre o cristão... > 
...não dialoga com medos indignos para um homem; 
onde o dever ordena, ele avança com confiança; 
enfrenta mil perigos ao chamado desse dever e, 
depositando sua esperança em Deus, a todos eles supera.
{Charles Haddon Spurgeon cita este trecho final da poesia de William Cowper sobre uma Ode de Horácio}
 
'Sua esperança [a esperança do cristão] é que, ao longo de toda a vida — seja ela longa ou breve (e ele pouco se importa com a duração de seus anos) —, ele [o cristão] seja sustentado pelos braços eternos. Ele [o cristão] espera que o Senhor seja o seu pastor [Spurgeon citando o Salmo 23], e que nada lhe falte. Ele espera que a bondade e a misericórdia o acompanhem por todos os dias de sua vida. Por isso, [o cristão] não teme a morte, pois espera, então, tomar posse efetiva de seus bens mais preciosos [bens celestiais]. Ele reserva o que há de melhor para o final. Acredita que, quando chegar a hora de partir, Jesus virá ao seu encontro, e o pensamento desse encontro dissipa qualquer ideia dos pavorosos terrores da sepultura. Sua esperança transpõe a sepultura, e o conduz a uma ressurreição gloriosa. Não se abre de forma grandiosa a esperança da nossa vocação [vocação cristã]?...'
 
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Relação com a Obra do Autor
"embora [William] Cowper frequentemente entrelaçasse preocupações morais e espirituais em seus versos, esta obra se destaca por seu registro duplo — primeiro imitando o distanciamento clássico, depois rejeitando-o. [A poesia] diverge de sua típica consistência devocional, ao estabelecer um diálogo entre a ética pagã [da Ode de Horácio] e a certeza evangélica [da poesia de Cowper]."
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Aprendizado piedoso 248

Apocalipse 7:9-12
"9 Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; 10 e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. 11 Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, 12 dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!
 
>>> William Hendriksen, conhecido pela série "Comentário do Novo Testamento", também é o autor do livro "Mais que vencedores", que surgiu como fruto de sua tese de doutorado em teologia (Th.D.) sobre o livro de Apocalipse. O título do livro de Hendriksen, em inglês é "More Than Conquerors: an Interpretation of the book of Revelation". Na edição do livro "Mais que vencedores", em português, pode ser encontrado, no final do cap. 9, um comentário deste autor, de forma didática e edificante, sobre o texto de Apocalipse 7:12, que aparece na forma da nota #59 de rodapé:

'Observe que o artigo definido ["a", "as", "o"] precede cada um dos sete itens de louvor ["louvor, glória, sabedoria, ações de graças, honra, poder, força"]. Isso indica que, no sentido mais pleno e profundo, essas coisas excelentes pertencem ao Senhor, e somente a Ele. Esses sete louvores [a.,b.,c.,d.,e.,f.,g.] têm o seguinte significado: 
a. he eulogia ["o louvor"]: provavelmente não só a invocação de bênção, mas a real posse da plenitude abençoada dos atributos divinos sobre os quais nossa salvação se baseia. 
b. he doxa ["a glória"]: a glória que resulta de quando o esplendor dos atributos de Deus (soberania, justiça, amor e graça) é reconhecido. 
c. he sophia ["a sabedoria"]: a sabedoria de Deus revelada no plano de salvação, e na execução desse plano. Deus sempre emprega os melhores meios para alcançar o objetivo mais elevado. Essa sabedoria, sobretudo, implica a reconciliação de aparentes incompatibilidades. (ver Ef 3.10 à luz da totalidade do contexto precedente). 
d. & e. he eucharistia ["as ações de graças"] & he time ["a honra"]: as ações de graças e a honra resultam do reconhecimento da Sua sabedoria em nossa salvação. 
f. & g. he dynamis ["o poder"] & he ischys ["a força"]: o poder e a força de Deus (poder inclui força) são claramente revelados tanto na obra de salvação, como em Sua sabedoria.'

27 junho 2026

Aprendizado piedoso 247

EU PRECISO DA TUA PROTEÇÃO

Deus bendito! Eu busco refúgio no Teu poder Todo-Poderoso.
Tu me vês cercado de dificuldades e perigos, e estendes o Teu braço onipotente para me salvar.
Hoje, coloco-me sob a Tua proteção. Que eu faça da sombra das Tuas asas o meu refúgio. Que a Tua graça me baste, e que a Tua força se aperfeiçoe na minha fraqueza.
Não ouso dizer: "Nunca Te abandonarei, nunca Te negarei", mas espero poder dizer verdadeiramente: "Senhor, decido não o fazer. Prefiro morrer a ofender-Te".
Arranca a corrupção do meu coração. Numa hora de tentação intensa, ela poderia levar-me a ver as coisas sob uma ótica diferente e, assim, trair-me, entregando-me nas mãos do inimigo!
Fortalece a minha fé, Senhor, e encoraja a minha esperança! Inspira-me a resistir a tudo o que bloqueia o meu caminho para o céu. E permite-me enfrentar, com firmeza, todos os ataques da terra e do inferno.
Se os pecadores me tentarem, que eu saiba dizer não. Se me insultarem, que eu saiba ignorar. Se me ameaçarem, que eu não tema!
Dá-me, em vez disso, um zelo santo e ardente, porém prudente e equilibrado, para ver outros convertidos, e voltando-se para Ti.
Que eu nunca me envergonhe de defender a Tua causa diante daqueles que se opõem à fé. Como diz o salmista: "Faze-me ouvir alegria e regozijo na minha alma, e ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, para que os pecadores se convertam a Ti".
Os meus medos persistem, Senhor, mas não há ninguém a quem culpar senão a mim mesmo. Uno-me a Ti ao reconhecer a minha insensatez.
Guarda-me, ó Senhor, agora e sempre. Qualquer que seja a idade, ou a fase da vida que eu alcance, nunca permitas que eu pense ser forte o suficiente para sustentar o combate sem Ti.
E, mesmo na minha fé ainda jovem, nunca permitas que eu me imagine tão fraco a ponto de Tu não poderes sustentar-me.
Onde quer que Tu me guies, que eu te siga. Onde quer que Tu me leves na vida, que eu trabalhe fielmente. Que eu lute a santa batalha contra os inimigos da minha salvação. E que eu caia lutando, ao invés de abandonar o meu posto.
Tu és o meu glorioso Redentor, o pioneiro da minha salvação, o grande Autor e Consumador da minha fé. Quando eu estiver em perigo de negar-Te, como fez Pedro, olha para mim com Tua majestade e ternura. Preserva-me de cair ou, rapidamente, levanta-me de volta, para Deus, e para o meu dever!
Mostra-me como aprender com os meus passos em falso, e como me humilhar, buscando ainda mais diligência e cautela. Amém.

—Philip Doddridge
("Piercing Heaven: Prayers of the Puritans", Robert Elmer)

19 junho 2026

Aprendizado piedoso 246

 
  
Tema da mensagem: 
"Losing My Religion"
pr. Sinclair Ferguson 
 Ocasião:
Conferência Nacional de 2012 (Ministério Ligonier)
"The Christian Mind"
 
*Dica*
 
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***Observações
- "Losing My Religion" é o nome de uma música de uma banda de rock (1991).
- Começando à partir do tempo 52:12 deste vídeo, o pr. Sinclair Ferguson conta um relato da sua vida pessoal, aos 18 anos, enquanto estudava no Kings College, em Old Aberdeen (Escócia), clamando ao Senhor pela iluminação do Espírito Santo para que ele se aprofundasse no estudo e compreensão das Sagradas Escrituras.
- Na continuação da mensagem, à partir do tempo 53:06 deste vídeo, o pr. Sinclair Ferguson fala sobre a necessidade de se aprofundar ("dig in") na Palavra de Deus, sem necessariamente precisar de uma instrução formal em Seminários Teológicos para fazer isso. Esta é a transcrição traduzida deste trecho da mensagem: "[...] Aprofunde-se. Você não precisa de formação teológica para se aprofundar na Palavra de Deus. Provavelmente, a maioria de vocês sabe que a formação teológica é uma invenção moderna. E nenhum dos heróis da fé que vocês conhecem, do final do século XVII ao início do século XVIII, frequentou um seminário teológico propriamente dito. Então, aprofunde-se. Eu entrego minha vida a um ministério fiel e me alimento dele. Eu me aprofundo na Palavra de Deus por mim mesmo e, sim, aprendo junto com todos os santos. [...]
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10 junho 2026

Aprendizado piedoso 244

Alguns trechos do livro VI de "Confissões", de Agostinho de Hipona, que parecem relevantes para o contexto do Aconselhamento Bíblico, quando o autor relata sua interação com Ambrósio [Ministro da Palavra em Milão]:

'[3]. Eu ainda não gemia em minhas orações pedindo que me ajudasses. Mas meu espírito estava totalmente concentrado na aprendizagem e, impaciente, desejava uma discussão. Considerava Ambrósio um homem feliz, pelos critérios do mundo, que tem as grandes pessoas em alta estima. Apenas seu celibato me parecia um problema difícil. Mas eu não podia imaginar, por não ter tido sua experiência, que esperança havia em seu íntimo, que lutas ele travava contra a tentação que atacava suas qualidades superiores ou que conforto nas adversidades ou que doces alegrias teu pão proporcionava à boca oculta de seu espírito. Ele tampouco conhecia as marés de meus sentimentos, ou as profundezas do meu perigo. Pois eu não podia perguntar-lhe o que queria como queria, por ser excluído de seus ouvidos e de sua conversa por multidões de pessoas ocupadas, de cujas fraquezas ele {Ambrósio} cuidava. Quando não estava ocupado com gente nessas condições, no pouco tempo que lhe restava, ou ele estava revigorando seu corpo com o alimento absolutamente indispensável, ou sua mente estava lendo. Durante a leitura, seus olhos deslizavam sobre as páginas, e seu coração procurava o sentido, mas sua voz e língua permaneciam em repouso. Muitas vezes quando aparecíamos (pois ninguém era proibido de entrar, e não era seu costume exigir que quem aparecesse fosse anunciado), nós o víamos lendo em silêncio, nunca de outra forma. Ficávamos lá sentados por um longo tempo (pois quem ousaria perturbar alguém tão concentrado?), depois tendíamos a ir embora, imaginando que, naquele breve espaço de tempo que ele conseguia, longe da grande confusão das outras atividades, para revigorar sua mente, ele não queria ser perturbado. E talvez temendo que, se o autor tratava obscuramente de algum assunto que ele devia explicar a algum de seus ouvintes mais atentos ou confusos, ou de algum assunto que discutia algumas das questões mais difíceis, se ele gastasse seu tempo para outras coisas, não poderia consultar todos os volumes desejados. Mas a preservação de sua voz (que um breve discurso enfraquecia) talvez fosse a razão mais verdadeira de sua leitura silenciosa. Fosse qual fosse sua intenção, com certeza num homem como ele ela era boa.
[4]. Eu, porém, certamente não tinha nenhuma oportunidade de perguntar o que queria àquele teu santo oráculo {Ambrósio}, seu coração, a não ser que o assunto pudesse ser resolvido numa resposta breve. Mas as paixões que eu tinha dentro de mim para derramar sobre ele exigiam todo o seu tempo livre, e nunca o consegui.' [Confissões VI.3,4

05 junho 2026

Aprendizado piedoso 242

sermonaudio.com/sermons/61260240955

Tema do sermão traduzido: 
"Amar a Cristo como nosso intercessor perpétuo e superior"
(pr. Joel Beeke) 
[*texto base: Hebreus 7:14-28
 
 
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Graciosa ilustração do pr. Joel Beeke neste sermão*:
'[...] Bem, a intercessão de Cristo, portanto, aponta para a superioridade do seu sacerdócio, tanto em termos de duração quanto de atividade, a intercessão incessante. Mas, finalmente, deixe-me analisar este pensamento com vocês, também em seus efeitos. Salvação ilimitada. Observem novamente o versículo de Hb 7.25: "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Eles estão se aproximando de Deus por meio dEle {Cristo}. Isso é realmente poderoso! 
"Totalmente" (Completamente, Perfeitamente). "Panteles" é a palavra no original (grego). Uma palavra difícil de traduzir. Mas "totalmente/completamente" significa duas coisas. Duas coisas. Pelo menos duas coisas. Talvez mais. Em primeiro lugar, "totalmente/completamente" pode se referir ao tempo. Nesse caso, o texto está dizendo que Cristo, uma vez que começa a agir no coração de um ser humano, o salvará para sempre. Ele o salvará até o fim, até o último instante. Nunca haverá um dia em que o poder de Cristo esteja enfraquecido ou Sua força diminuída, em que Ele não seja capaz de te guardar, querido filho de Deus, de te sustentar, de te amparar, não importa quais sejam os problemas {tribulações}. Você nunca precisa temer que a cada dia possa perder sua salvação, ou que possa escapar de Suas mãos e cair na ruína eterna. Não, não, não. Ele {Cristo} te guardará até o último instante, até o fim da sua vida. Ele nunca te abandonará. 
<ILUSTRAÇÃO> Você sabia que havia um pastor chamado Ebenezer Erskine na Escócia? E Ebenezer Erskine era um homem muito piedoso. Naquela época, claro, os pastores também testavam seus fiéis quando estes chegavam ao leito de morte, para ter certeza de que estavam prontos para partir. E ele foi até uma senhora idosa e moribunda, e perguntou a ela se estava pronta para morrer. Ela disse: "Sim, pastor". Ele perguntou: "Com base em quê?". Ela respondeu: "Com base no sangue de Cristo e em toda a sua obra". E ela estava se apoiando em Sua intercessão. Ele perguntou: "Mas como você sabe disso?". "Bem, pastor, por causa do que o senhor nos disse {ensinou}". "Bem, o que eu lhes disse {ensinei}?", perguntou ele {pastor Ebenezer Erskine}. Ela respondeu: "Bem, você disse que, se somos verdadeiros crentes, fazemos parte do Seu corpo, e a cabeça {Cristo} não pode ser separada do corpo {igreja}, então somos parte dele. E que ninguém pode nos arrancar de Suas mãos". "Ah", disse o pastor, "mas e se você simplesmente escorregasse por entre Seus dedos e caísse?" Ela respondeu: "Impossível, pastor {...} Eu não posso cair por entre Seus dedos, se eu sou um de Seus dedos. Eu não estou apenas em Suas mãos, mas sou parte do Seu corpo". "Ah", o pastor disse, "você passou no teste. Você está pronto para morrer. Você pertence a Cristo". Essa é uma pequena e bela história que ilustra perfeitamente o que estou {pastor Joel Beeke} dizendo: Ele {Cristo} nunca, jamais, jamais, jamais, jamais vai te abandonar. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam. Mas a palavra "totalmente/completamente" também pode se referir à "completude", à "totalidade". Ele {Cristo} salva completamente. Ele salva plenamente. Ele salva absolutamente. Ele salva perfeitamente, até o fim. [...]'

27 maio 2026

Aprendizado piedoso 241

Ansiedade, comparação e a paz que excede todo o entendimento
(Augustus Nicodemus

A ansiedade contemporânea é alimentada por muitos canais ao mesmo tempo. Há medo do futuro, alta de preços, instabilidade no trabalho, insegurança política, pressão por desempenho, cobrança estética, excesso de informação e comparação constante. O celular, que deveria ser ferramenta, muitas vezes se torna uma janela permanente para aquilo que não temos, não somos e não conseguimos controlar. A pessoa abre o Instagram para descansar e sai mais cansada. Vê alguém viajando, alguém comprando, alguém casando, alguém prosperando, alguém exibindo uma rotina perfeita, e de repente sua própria vida parece pequena, atrasada e insuficiente.

Nas redes sociais, a comparação raramente é honesta. Comparamos nossos bastidores com o palco dos outros. Comparamos nosso mês difícil com a foto editada da conquista alheia. Comparamos nossa segunda-feira comum com o recorte extraordinário de alguém. Uma influenciadora mostra a reforma da casa; não mostra todas as dívidas, contratos ou tensões. Um profissional posta a promoção; não mostra os anos de frustração. Um casal publica uma declaração emocionante; não mostra as conversas difíceis. O resultado é uma ansiedade fabricada por fragmentos.

A resposta bíblica para a ansiedade não é uma técnica de bem-estar, embora bons hábitos possam ajudar. A resposta final é uma pessoa: o Deus vivo, que governa, sustenta e cuida dos seus. A paz que excede todo entendimento não é anestesia emocional, nem negação da realidade. Ela excede o entendimento justamente porque pode guardar o coração em meio a circunstâncias que ainda não mudaram. O cristão pode continuar sem todas as respostas e, ainda assim, descansar naquele que tem todas as coisas em suas mãos.

Contentamento não é resignação preguiçosa. Não é cruzar os braços diante da dificuldade, nem fingir que a dor não existe. Contentamento é confiança ativa em Deus. É trabalhar com diligência sem fazer do trabalho um deus. É planejar sem achar que o futuro depende absolutamente de nós. É desejar coisas legítimas sem transformar desejos em ídolos. É aprender a dizer: “Senhor, dá-me o que preciso, tira de mim o que me destrói e ensina-me a viver fielmente no lugar onde me colocaste.”

Um exemplo real das redes é a obsessão por rotinas produtivas. Vídeos mostram pessoas acordando às cinco da manhã, treinando, lendo, trabalhando, estudando, cuidando da pele, preparando refeições perfeitas e ainda sorrindo. Para alguns, isso inspira disciplina. Para muitos, produz culpa. A vida cristã não despreza disciplina, mas rejeita a escravidão da performance. Deus não nos ama porque nossa rotina é eficiente. Ele não nos aceita porque somos produtivos. Somos recebidos por causa de Cristo, e é dessa segurança que brota uma vida obediente.

A ansiedade nos diz que tudo depende de nós. A comparação nos diz que todos estão melhor do que nós. O evangelho nos lembra que pertencemos a Deus. Há uma diferença profunda entre responsabilidade e controle. Somos responsáveis por obedecer, trabalhar, administrar, pedir perdão, buscar sabedoria e servir. Mas não controlamos o futuro, o coração dos outros, a economia, o corpo, a morte ou os acontecimentos do mundo. A paz cristã começa quando entregamos a Deus aquilo que nunca esteve realmente em nossas mãos. O coração ansioso precisa ouvir, repetidas vezes, que o Senhor está perto. Não perto apenas em teoria, mas perto no vale, na conta apertada, na noite mal dormida, no diagnóstico, na incerteza e no silêncio.

Aprendizado piedoso 240

"Bendita Segurança"*
[relacionado à doutrina da "segurança da salvação"]

"Blessed Assurance I"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
01/09/2004
 
"Blessed Assurance II"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
02/09/2004
 
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*Pregações relacionadas com o belo hino "Blessed Assurance" ("Bendita Segurança"), que foi composto em 1873 por Fanny Crosby:
 
1 Blessed assurance, Jesus is mine!
O, what a foretaste of glory divine!
Heir of salvation, purchase of God,
born of His Spirit, washed in His blood.
 
[Refrain]
This is my story, this is my song,
praising my Savior all the day long;
this is my story, this is my song,
praising my Savior all the day long.
 
2 Perfect submission, perfect delight,
visions of rapture now burst on my sight;
angels descending, bring from above
echoes of mercy, whispers of love. [Refrain]
 
3 Perfect submission, all is at rest,
I in my Savior am happy and blest;
watching and waiting, looking above,
filled with His goodness, lost in His love. [Refrain]

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Tradução automática:
 
1 Bendita segurança, Jesus é meu!
Ó, que antegozo da glória divina!
Herdeiro da salvação, comprado por Deus,
nascido do Seu Espírito, lavado no Seu sangue.

[Refrão]
Esta é a minha história, esta é a minha canção,
louvando meu Salvador o dia todo;
esta é a minha história, esta é a minha canção,
louvando meu Salvador o dia todo.

2
Submissão perfeita, deleite perfeito,
visões de êxtase agora irrompem diante dos meus olhos;
anjos descendo, trazem do alto
ecos de misericórdia, sussurros de amor. [Refrão]

3 Submissão perfeita, tudo está em paz,
eu, em meu Salvador, sou feliz e abençoado;
vigiando e esperando, olhando para o alto,
cheio de Sua bondade, perdido em Seu amor. [Refrão]
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Mais links sobre o hino "Blessed Assurance"
Hymnal:
Hymnal library:
Gravação no Youtube, com legenda em português:


Aprendizado piedoso 239

"Por que Deus nos limita
(pregação edificante baseada em Eclesiastes 12:9-14)

"Why Does God Limit us"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
14/06/2006
 

Aprendizado piedoso 238

"Esperança mais do que suficiente
(pregação edificante baseada no Salmo 42)

"More Than Enough Hope"
(Jim Berg - capelão da Bob Jones University)
13/10/2000
 

19 maio 2026

Aprendizado piedoso 237

"Biblical Friendship"
(Jason K.)

Série de 5 aulas (EBD) edificantes sobre o tema da "Amizade Bíblica":

Aula 1 (12/04/26)

Aula 2 (19/04/26)

Aula 3 (26/04/26)

Aula 4 (03/05/26)

Aula 5 (10/05/26)