Seguir seguindo
É importante seguir a vontade soberana de Deus, em todas as
circunstâncias, pois é Sua a inalcançável sabedoria e é Seu o inabalável
domínio sobre todas as coisas animadas e inanimadas.
Segundo as palavras do autor da epístola aos Hebreus: “Lembrem-se dos
primeiros dias, depois que vocês foram iluminados, quando suportaram muita luta
e muito sofrimento” (Hb 10:32). E o autor da carta continua, dizendo: “Por
isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente
recompensada. Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a
vontade de Deus, recebam o que ele prometeu” (Hb 10:35-36). E, então, o décimo
capítulo é concluído com o texto: “...pois em breve, muito em breve ‘Aquele que
vem virá, e não demorará. Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não
me agradarei dele’. Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos,
mas dos que crêem e são salvos” (Hb 10:37-39).
Não é incomum, o novo cristão recém convertido, inicialmente sentir um
impacto veemente através do conhecimento ou da iluminação das boas novas do
evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Com o desgaste das engrenagens do
tempo, muitas vezes, a acomodação da fé pode causar uma estagnação perigosa no
coração e na mente deste filho de Deus. A solução para aplacar esta dormência
estática da alma normalmente está no re-apego e na re-aproximação às sagradas
escrituras e nas verdades nelas contidas, como diz o salmista: “A tua palavra é
lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119:105).
A confiança que o Senhor absoluto colocou em nossas mãos, como
despenseiros fiéis da Sua multiforme graça (1Pe 4:10), precisa ser recompensada
com a nossa perseverança em servi-Lo na concretização da Sua obra. A palavra de
Deus é muito clara no trecho ‘E, se retroceder, não me agradarei dele’ (Hb
10:38).
Como podemos honrar a grande bênção recebida por intermédio da graça do
Pai, através da Sua obra redentiva, cumprida pela lavagem das nossas
transgressões com o sangue imaculado do seu Cordeiro unigênito, o Messias ungido
e glorificado na Cruz do Calvário ? Podemos honrar, perseverando na fé e não
retrocedendo da Sua graça em nossas vidas.
No capítulo sexto da mesma epístola aos Hebreus, o autor exorta com o
seguinte texto: “Ora para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom
celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a
bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é
impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão
crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública” (Hb 6:4-6).
Uma só crucificação foi suficiente em Cristo, na Nova Aliança, por causa
da perfeição deste ato de amor e misericórdia, justiça e restauração. Ao
contrário das ofertas e sacrifícios imperfeitos da Antiga Aliança, que
precisavam ser realizados repetidas vezes e estão bem descritos no livro de
Levítico, o sacrifício de Jesus, que é e foi Santo desde sempre, foi o bastante
para redimir todos os pecados, justificando-nos perante o Deus Pai, segundo o
beneplácito da Sua vontade soberana.
E o autor da carta deixa bem claro no undécimo versículo do mesmo
capítulo: “Queremos que cada um de vocês mostre essa mesma prontidão até o fim,
para que tenham a plena certeza da esperança” (Hb 6:11).
Desta forma, está bem evidente a necessidade de “seguir seguindo” ao
nosso Senhor Soberano, em todas as Suas veredas, no antes, no agora e no porvir,
mesmo que isto venha a nos causar tribulações e desafios ao longo da jornada
cristã.
Louvado seja o nome Santo do
nosso Deus e que Ele continue nos concedendo a oportunidade de honrá-Lo e
Glorificá-lo perante o mundo.
Amém.