Print Friendly and PDF
Mostrando postagens com marcador Glorioso Gênio da química. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Glorioso Gênio da química. Mostrar todas as postagens

16 setembro 2026

Anomalia: da química ao calvário

 
A palavra anomalia, segundo os dicionários de etimologia, é proveniente do latim anomalia, que por sua vez é originária do grego, tratando-se de um substantivo abstrato derivado de anomalos ("irregular" ou "desigual"), que é uma junção de an ("não") + homalos ("igual" ou "uniforme"). A palavra homalos vem de homos ("mesmo"), que tem raízes no proto-indo-europeu, trazendo a ideia de "unidade", "juntos", "como um só". Na década de 1570, a palavra anomalia era usada para se referir a "desigualdade", na década de 1660 passou a significar "desvio da regra comum", e a partir de 1722 passou a ser usada para descrever "algo anormal ou irregular".

No livro "O Glorioso Gênio da química", a água (H2O) é descrita como um das obras primas da Criação, e as propriedades desta substância que é "vital para a vida" (um pleonasmo intencional) são descritas como imprescindíveis para a existência e a manutenção das diversas criaturas que Deus criou e sustenta, em Sua providência. Em uma análise química comparativa com outras substâncias (exemplo: H2S), as propriedades da água são inesperadas, ou seja, são consideradas anomalias. Algumas destas propriedades anômalas são a sua alta temperatura de ebulição, alta capacidade calorífica, alta constante dielétrica, e o máximo de densidade da água líquida em 4ºC, o que faz o gelo (sólido da água) flutuar no respectivo líquido. Caso o(a) leitor(a) tenha interesse em se aprofundar nesse assunto, pode encontrar mais detalhes no livro, ou na quinta aula da série "A Maravilhosa Beleza da Criação".
 
Outro exemplo, proveniente da química, são os gases. Quando se estuda este assunto, primeiro são apresentados os "gases ideais", que não existem na natureza, mas apenas em modelos e formalismos matemáticos relativamente simples, como P.V=n.R.T, incluindo pressão (P), volume (V), número de mols (n), constante dos gases (R) e temperatura (T). Na sequência deste assunto, costuma-se estudar os "desvios da idealidade" que levam à descrição dos "gases reais", ou seja, daquelas substâncias que existem, de fato, na natureza, como oxigênio, nitrogênio e tantos outros gases. Desta forma, os "desvios da idealidade" descritos nos "gases reais" são apresentados como anomalias do comportamento "ideal" dos gases.

Muitos outros exemplos poderiam ser fornecidos na química e em outras ciências, em geral, mas para o propósito deste texto bastam estes dois exemplos para afirmar que aquilo que nós não compreendemos muito bem, por causa da tremenda complexidade de determinados fenômenos e também das nossa limitações cognitivas, nós costumamos denominar de anomalia. Um comportamento chamado de anômalo pode ser apenas um fenômeno sobre o qual nós não conhecemos a totalidade dos fatos e mecanismos envolvidos, ou seja, sobre o qual nós não temos toda a descrição explicativa e racional, de acordo com a metodologia científica, por exemplo.

O texto "Trazendo ordem ao caos" traz uma discussão sobre a teoria do caos, relatando a história de uma palestra curiosamente intitulada "Previsibilidade: o bater das asas de uma borboleta no Brasil pode desencadear um tornado no Texas?", proferida pelo conhecido cientista Edward N. Lorenz, que estava interessado em previsão meteorológica. Neste contexto, ele define que caos é "quando o presente determina o futuro, mas o presente aproximado não determina aproximadamente o futuro".

Essas evidências, dentre outras, nos levam a crer que, muitas vezes, quando chamamos um fenômeno de anomalia, podemos apenas estar nos referindo a um padrão fenomenológico do qual não possuímos o completo domínio da compreensão cognitiva. Sendo assim, ao invés de reconhecer a nossa ignorância circunstancial na compreensão daquele determinado fenômeno, nós chamamos de anomalia, apenas para não reconhecer, pelo menos publicamente, nossa ignorância da verdade da plenitude dos fatos. Muitas vezes, movidos até mesmo por arrogância e soberba, para nossa ignorância não ser exposta, usamos a justificativa da anomalia como uma desculpa. Precisamos nos arrepender disso também, e buscar mais humildade no reconhecimento da nossas limitações e da nossa pequenez, como criaturas finitas.
 
Portanto, se nós, seres humanos, não temos todo o conhecimento e a sabedoria para conhecer os detalhes das anomalias, para então evitarmos de chama-las assim, quem é que tem este conhecimento total e irrestrito? O apóstolo Paulo, em uma doxologia encontrada no final do décimo primeiro capítulo da carta aos Romanos, responde: "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" 

Para Deus, portanto, no que diz respeito à Sua soberania e presciência sobre todas as coisas, não existem anomalias, pois Ele é onisciente, onipresente e onipotente!
 
Para nós, humanos, qual seria, portanto, a maior de todas as anomalias encontradas neste mundo? Poderíamos dizer, neste contexto, que é o Senhor Jesus Cristo, pois "subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (ver Fp 2:5-11).
 
Além disso, podemos nos lembrar do ensino paulino sobre "a mensagem da cruz" em 1Coríntios 1:18-25, afirmando que "...a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus... nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios". Em outras palavras, podemos dizer que a cruz do Calvário é uma anomalia, pois é considerada como um "escândalo" e uma "loucura".
 
No que, então, o Senhor Jesus poderia ser considerado como uma anomalia (incomum ou irregular), tendo vivido também como ser humano neste mundo caído? O autor aos Hebreus nos responde: "Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado" (ver Hb 4:14-16). 
 
Jesus foi "tentado em todas as coisa, à nossa semelhança, mas sem pecado"... é exatamente nisso que Ele é incomum e completamente diferente de nós! Vamos considerar que, neste contexto, apenas Ele é uma anomalia neste mundo caído, ao contrário de nós, que ainda estamos submetidos aos efeitos do pecado.
Contudo, esta verdade gloriosa não para por aí... Além de Jesus ser uma anomalia quando à "cometer pecados", uma vez que Ele nunca cometeu nenhum (ver Hb 4:15), Ele também é uma anomalia quanto à "perdoar pecados", pois "...Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (ver Rm 5:6-8).
 
Jesus Cristo, na cruz do Calvário, "anomalamente" morreu por nós, sendo nós ainda pecadores! Nenhum ser humano, como nós, seria capaz de fazer isso em favor de outros seres humanos pecadores... apenas o Deus-homem, Emanuel, seria capaz de fazê-lo... e, de fato, o fez! Graças a Deus por isso!
 
Caro irmão ou irmã, que está lendo agora este texto, você já se sentiu "deslocado" neste mundo? Você já se sentiu como uma anomalia? Isso tem lhe causado sofrimento e angústia? Tem lhe feito experimentar solidão, abandono e rejeição, até mesmo no meio daqueles que deveriam conhecer mais sobre o "amor verdadeiro", ou seja, entre outros irmãos na fé? No caso de se encontrar neste tipo de condição, caro irmão ou irmã por quem Cristo verteu Seu precioso sangue, considere imitar nosso Mestre e Salvador Jesus, que fez pouco caso da vergonha e humilhação ("ignomínia" em Hb 12:1-3), e se tornou uma anomalia como Servo Sofredor (ver Is 53) neste mundo, perseverando até a morte, e morte de cruz (Calvário). Observe, "anômalo" irmão ou irmã, o extraordinário "fruto do penoso trabalho" (Is 53:11)  do "anômalo" Servo Sofredor, Jesus Cristo, e lembre-se de que Deus é soberano para fazer uso de quem quer que seja, de acordo com a Sua sempre boa, perfeita e justa vontade, para tornar útil e frutífera a vida de uma anomalia, e se alegre com isso, ficando satisfeito(a), em Cristo.

Louvado seja o onisciente, misericordioso e "anômalo" Redentor Jesus Cristo!
A Ele, somente, seja toda a honra e a glória por nossa salvação, eternamente!

29 janeiro 2026

Gratidão molar (química)


Como poderia, um químico, expressar sua gratidão?
"Gratidão a quem?", seria uma autêntica questão.
A resposta depende sempre da nossa cosmovisão...
...como as "lentes de óculos": uma útil comparação.

O químico encontra profundo significado em "molar".
(Não se trata do famoso "dente"... podemos explicar)
"Molar", na química, é bastante importante e sem par!
É um conceito central! Sem ele, é impossível calcular!

Um "mol" de partículas, fixa uma definida quantidade.
Partículas podem ser átomos ou moléculas, na verdade.
"Molar" também se revela como uma proporcionalidade.
Em química, a estequiometria é uma bela particularidade. 

Mais uma coisa é preciso definir, de maneira transparente.
O "mol" também está ligado a um número bem imponente.
"Número de Avogadro" é a digna homenagem eloquente...
...ao cientista italiano Amedeo Avogadro, merecidamente!

Caro leitor, por favor, não se assuste, ao ouvir atentamente,
Que o tamanho do "Número de Avogadro" é surpreendente!
6,022x10²³ é a "quantidade molar" que desafia nossa mente!
Da "ciência química", é um fundamento, maravilhosamente!

Mas alguém poderia dizer: "Você não ia falar de gratidão!?"
Sim, não esquecemos. Apenas enveredamos pela distração...
...das "entranhas" desta ciência magnífica... que empolgação!
Nos perdoem, caros leitores... fomos movidos pela emoção.

Agora sim, voltamos ao tema principal, que foi a motivação.
Tentar explicar: "Como um químico expressa sua gratidão?"
"O Glorioso Gênio da química" é, agora, o foco da atenção.
Não o livro, mas sim o maravilhoso Deus de toda a Criação.

Portanto, um químico cristão poderia demonstrar seu amor,
Talvez, dizendo assim: "Sou grato, por tudo, ao Senhor!"
Porém, a escolha aqui é declarar, diante do Deus Criador:
Toda gratidão molar* a Cristo Jesus, nosso Salvador! 

Somente a Deus, "O Glorioso Gênio da química", seja o louvor e a glória eternamente!

------------------------------
*Nota: "gratidão molar" significa a gratidão multiplicada por 6,022x10²³ (Número de Avogadro), ou seja, a gratidão multiplicada por 602.200.000.000.000.000.000.000

Quer ler mais sobre química & gratidão?
------------------------------


05 abril 2024

23 agosto 2023

O glorioso alquimista


Caro irmão, você já precisou ser “reinventado” ou “renovado”?
Já precisou ser transformado em uma nova “substância” ou nova “essência”?
Os antigos alquimistas [1], ancestrais dos químicos, ficaram famosos pela busca da “pedra filosofal”, durante a tentativa frustrada de transformação de metais menos nobres, como chumbo, em prata e ouro.
Ao pensar neste tema, somos compelidos a concluir que o nosso Deus vivo e eterno é quem se destaca verdadeiramente como o glorioso, sábio e misericordioso “alquimista”, capaz de transformar cada um de nós, seus filhos, no produto final desta magnífica “reação química” da vida cristã, por meio de seus poderosos “reagentes de transformação”, e de seus inescapáveis “fornos e frascos reacionais”.
O Senhor pesa, em sua “balança de pratos”, a proporção exata dos reagentes que precisam ser combinados nesta “graciosa alquimia”, fazendo uso de todos os ingredientes que ele tem à disposição no “armário da dispensa” da sua soberana e justa providência:
Partindo de uma base de “terra e alma vivente” [2], O glorioso alquimista vai misturando e harmonizando os ingredientes com a “espátula do Espírito Santo”, adicionando uma gota de “sangue do Cordeiro” [3], uma medida de “fé racional” [4], uma pitada de “provação dolorosa” [5], uma dose de “encorajamento alentador” [6], uma porção de “disciplina paternal” [7], uma quantidade de “regozijo animador” [8], algumas colheradas de “decepção frustrante” [9], vários quilogramas de “graça imerecida” e muitas toneladas de “misericórdia incompreensível”.... Enquanto a “balança de pratos” vai sendo usada na medida estequiométrica e precisa das proporções destes ingredientes, o seu “braço”, em forma de cruz, segue firme e inalterado, fincado na mesa “Calvário”, localizada no laboratório “viver cristão”, que está situado no prédio “existência”, fazendo parte do território “Reino de Deus”.
Oh glorioso alquimista, continua fazendo tuas transformações em cada um de nós, Senhor! Somente Tu podes garantir o “produto final” desta graciosa e misericordiosa “reação química” da vida cristã! Faz de acordo com o teu “manual”, que é a única regra de fé e prática! Usa o teu “procedimento experimental”, através dos teus “santos protocolos”, e coleta para ti mesmo os resultados do Teu próprio trabalho eterno, na forma de gratidão, louvores e glória direcionadas somente ao teu poderoso e eterno Nome!
Bendito Alquimista! Bendito Criador! Bendito Salvador! Bendito Redentor! Bendito Senhor Jesus Cristo!

*Notas:
[1] A palavra parece ser proveniente do grego khemeioa, encontrada em um decreto de Diocleciano (~300 d.C.) contra “os antigos escritos dos egípcios”. Talvez de um antigo nome para o Egito, Khemia (“solo de terra negra”), encontrado em Plutarco (~100 d.C.). Fonte: etymonline.com/search?q=alchemy
[2] Gênesis 2:7; 1Coríntios 15:45-49 / [3] 1Pedro 1:19 / [4] Hebreus 12:2 / [5] Tiago 1:2-4,12 / [6] Hebreus 6:18 / [7] Hebreus 12:10-11 / [8] Colossenses 1:24 / [9] Salmos 108:12
 

Fazer download deste texto em PDF

19 abril 2023

Avaliação do livro "O Glorioso Gênio da química"

 

"Simples, objetivo e transformador"

"Fui ex aluna do professor Marcelo e fiquei bastante animada, quando, sem querer, descobri que ele havia escrito um livro. Sempre amei as suas aulas pela forma com que ele trazia a cosmovisão cristã de uma forma tão singela, mas ainda assim, desafiadora. Esse livro é apenas uma continuação do que me recordo. Com fatos e evidências muito bem pontuadas, o livro traz a carga da verdade sobre a origem da criação do mundo e da orquestra perfeita sobre o seu arranjo, o qual revela assim a perfeição enigmática do seu Criador. Um livro que abre os olhos e os corações para muitas questões, principalmente para o fortalecimento da fé nAquele que tudo fez!"
(Kalyne Santos, avaliação do Livro "O Glorioso Gênio da química" na Amazon, em 19/04/2023)

Glória somente a Deus por tudo!