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10 janeiro 2022

A Cruz de Cristo

Trecho final da Conclusão:

Se a cruz não se encontra no centro dessas quatro esferas [1], então merecemos que se nos aplique a mais terrível de todas as descrições: "inimigos da cruz de Cristo" (Filipenses 3:18). Sermos inimigos da cruz é nos opormos aos seus propósitos. A justificação própria (em vez de ir à cruz em busca de justificação), a auto-indulgência (em vez de tomar a cruz e seguir a Cristo), o anúncio próprio (em vez de pregar a Cristo crucificado) e a glorificação própria (em vez de nos gloriarmos na cruz) - são essas as distorções que nos tornam "inimigos" da cruz de Cristo.
Paulo, por outro lado, foi um amigo devotado da cruz. Ele se identificou com ela de modo tão íntimo que sofreu perseguição física por ela. "Trago no corpo as marcas de Jesus" (Gálatas 6:17), escreveu ele, as chagas e as cicatrizes que ele recebera ao proclamar o Cristo crucificado, os stigmata [2] que o marcaram como autêntico escravo de Cristo.
Os stigmata de Jesus, no espírito se não no corpo, permanecem como marcas da autenticação para cada discípulo cristão, e em especial para cada testemunha cristã. Campbel Morgan [3] o expressou muito bem:

"Só o homem crucificado pode pregar a cruz. Disse Tomé: 'A menos que eu veja em suas mãos o sinal dos cravos [...] não crerei'. O Dr. Parker, de Londres, disse que o que Tomé disse acerca de Cristo, o mundo hoje está dizendo a respeito da igreja. E o mundo também está dizendo a cada pregador: A menos que eu veja em tuas mãos as marcas dos cravos, não crerei. É verdade. Só o homem [...] que morreu com Cristo [...] pode pregar a cruz de Cristo."

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Notas:
[1] Quatro esferas: Primeiro, a cruz é o fundamento de nossa justificação. Segundo, a cruz é o meio de nossa santificação. Terceiro, a cruz é o assunto de nosso testemunho. Quarto, a cruz é o objeto de nossa glória.
[2] στιγμα (stigma), de uma palavra primária, stizo, que significa “fincar” ou "furar". O significado de stigma é um sinal perfurado ou marcado “a ferro e fogo” no corpo. De acordo com o antigo costume oriental, escravos e soldados levavam o nome ou o sinal de seu mestre ou comandante marcado ou perfurado (cortado) em seus corpos para indicar a que mestre ou general eles pertenciam [James Strong, Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong, 2002]. Também pode ser uma marca queimada ou a marca de um corte feito na pele de um escravo. Em Gl 6:17, τὰ στίγματα (ta stigmata) são as marcas ou cicatrizes, por exemplo, devido aos açoites na Macedônia e às pedras em Listra, marcando Paulo como o escravo de Jesus [Alexander Souter. A Pocket Lexicon to the Greek New Testament, 1917].
[3]  G. Campbell Morgan, Evangelism, pp. 59-60.


28 outubro 2015

Aprendizado piedoso 113

“A graça justificadora é o compromisso amoroso e, por nós, imerecido de Deus, para nos resgatar da Sua ira e do Seu julgamento. Em Cristo, Deus nos liberta do pecado e nos transporta para o Seu amoroso reino de perdão. A graça justificadora nos chama a confiar em Cristo como o nosso salvador, aquele que tomou sobre Si mesmo os nossos pecados e o justo julgamento. Quando confiamos em Cristo, por fé, a sua obra de perdão começa, nos liberando de nossa dívida de pecado, transformando nossos corações, e libertando-nos, para vivermos para Ele. Quando olhamos para Cristo, em fé, e cremos que a sua morte foi a nossa morte, e que a sua punição foi o nosso julgamento, nós recebemos a Sua justiça, pela graça de Deus. Esta declaração de justiça é forense, no sentido em que as queixas ou acusações legais contra nós foram retiradas, e nós fomos declarados justos e retos, diante de Deus. Sermos declarados como justos significa receber uma condição legal de termos sido perdoados, e não mais passíveis de punição.”
(John Stott)

22 setembro 2014

Aprendizado piedoso 96

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