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14 outubro 2025

Aos olhos de Deus (v.a.)

"Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (1Coríntios 1:18-25)
 
Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como um fraco...
Fraco por precisar acreditar no sobrenatural, além do mundo natural...
Fraco por confessar crer em um único Deus, que é vivo e eterno...
Fraco por ter que recorrer ao favor de um Pai Celeste...
Fraco por ter que depender da salvação de um Redentor, que é necessário e suficiente...
Fraco por ter que crer na obra auxiliadora e consoladora de um Santo Espírito...

Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como um irracional...
Irracional por crer em um Reino espiritual e transcendente...
Irracional por comunicar-se, em oração, com uma realidade invisível aos olhos humanos...
Irracional por estar convencido da obra criadora, de um Deus soberano, no universo e na vida...
Irracional por acreditar em um Deus-homem imanente, que habitou entre nós há 21 séculos atrás... 
Irracional por ter convicção de que este Deus-homem se permitiu ser pendurado numa cruz, por nós...

Porém, o que importa mesmo, não é como o cristão é visto aos olhos de Deus?
Graças a Deus, pela redenção que há no Senhor Jesus Cristo, o Deus-homem, pois quando Deus olha para os Seus filhos e filhas, Ele não enxerga nossas fraquezas ou irracionalidades, mas enxerga o manto da justiça de Cristo imputada sobre aqueles que confiam nEle, através do Seu sacrifício naquela cruz.

“Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia.” (Salmos 33:18)
“Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor.”
(Salmos 34:15)
“Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.”
(Provérbios 5:21)
  
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[versão atualizada (v.a.) do texto original, publicado em 16/01/2014]

29 junho 2025

Livro: "A Cruz" (J.C. Ryle)

Alguns trechos do livro "A Cruz", de J.C. Ryle:

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6:14).
'[...] O que é que Paulo quis dizer com isto? Ele pretendia declarar fortemente que não confiava em mais nada, senão em Jesus Cristo crucificado, para o perdão dos seus pecados e para a salvação da sua alma. Que outros, se quisessem, procurassem a salvação noutro lugar; que outros, se quisessem, confiassem em outras coisas para o perdão e a paz. Mas ele, o apóstolo, estava determinado a descansar sobre nada, apoiar-se em nada, construir a sua esperança sobre nada e colocar a sua confiança e a sua glória em nada, exceto na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.'

1. EM QUE PAULO NÃO SE GLORIOU?
'[...] Quem, entre os leitores deste livro que confia na sua filiação em uma igreja para a salvação de sua alma? Quem se valoriza no seu batismo, ou na Ceia do Senhor, ou na sua presença na igreja aos domingos, ou os seus cultos diários durante a semana e diz a si próprio, "O que é que me falta?". Aprenda hoje que tu não és como Paulo. O vosso cristianismo não é o cristianismo do Novo Testamento. Paulo não se gloriou em nada a não ser na cruz de Cristo. Nem você deveria. Oh, cuidado com a justiça própria. A justiça própria mata dezenas de milhares. Vai e estuda a humildade com o grande apóstolo dos gentios. Vá e sente-se com Paulo ao pé da cruz. Abandone o seu orgulho secreto. Lance fora as suas ideias vãs de sua própria bondade. Agradece se tiveres graça, mas nunca te glories nela por um momento. Trabalhe para Cristo com coração, alma, mente e força, mas nunca sonhe por um segundo em colocar confiança em qualquer obra sua.'

'[...] Não descanseis até o seu coração bater em sintonia com o de Paulo. Não descanseis até poderdes dizer, com ele, “mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”.'

2. EM QUE PAULO SE GLORIOU?
'[...] Querido leitor, Jesus Cristo crucificado foi a alegria, o deleite, o conforto, a paz, a esperança, a confiança, o fundamento, o lugar de descanso, a arca, o refúgio, a comida e o remédio da alma de Paulo. Ele não pensou no que ele próprio havia feito ou sofrido como mérito. Ele não meditou na sua própria bondade ou na sua própria retidão. Ele gostava de pensar no que Cristo havia feito e no que Ele tinha sofrido - na morte de Cristo, na justiça de Cristo, na expiação de Cristo, no sangue de Cristo e na obra terminada de Cristo, e nisto ele se gloriava. Este era o sol da sua alma.'

'[...] Paulo, um blasfemo e perseguidor fariseu, tinha sido lavado no sangue de Cristo. Ele não conseguiu manter a sua calma em relação a isso. Ele nunca se cansou de contar a história da cruz. Este é o assunto em que ele gostava de se deter quando escrevia aos crentes. É maravilhoso observar como as suas epístolas estão geralmente cheias dos sofrimentos e da morte de Cristo, e como atropelam com pensamentos que respiram e palavras que ardem sobre o amor e o poder de Cristo. O seu coração parecia estar cheio deste assunto. Ele expandia este assunto constantemente; voltava a ele continuamente. É o fio dourado que percorre todos os seus ensinamentos doutrinários e exortações práticas. Ele parecia pensar que o cristão mais "santo” nunca poderia ouvir demais sobre a cruz.'
[Nota*]: "Cristo crucificado é a soma do evangelho e contém todas as riquezas d'Ele. Paulo foi tão levado a Cristo que nada mais doce do que Jesus podia cair da sua caneta e dos seus lábios. Observa-se que ele escreveu a palavra Jesus quinhentas vezes nas suas epístolas." ("The Works of the Late Rev. Stephen Charnock", 1684)

'[...] Depender da cruz de Cristo para fazer expiação pelos pecadores é a verdade central em toda a Bíblia. Essa é a verdade com que vemos, quando abrimos em Gênesis; a semente da mulher que feriu a cabeça da serpente e foi ferida em seu calcanhar não é mais que uma profecia de Cristo crucificado. Esta é a verdade que brilha, tudo através da lei de Moisés e da história dos judeus. O sacrifício diário, o cordeiro da Páscoa e o derramamento contínuo de sangue no tabernáculo e no templo - todos eram emblemas de Cristo crucificado. Esta é a verdade que vemos na visão do céu antes de encerrarmos o livro de Apocalipse. No meio do trono e dos quatro animais, e no meio dos anciãos, é nos dito que, "estava um Cordeiro como tendo sido morto" (Apocalipse 5:6). Mesmo no meio da glória celestial, temos uma visão de Cristo crucificado. Tire a cruz de Cristo, e a Bíblia é um livro sombrio. É como os hieróglifos egípcios sem a chave que interpreta o seu significado - curioso e maravilhoso, mas sem utilidade real.'

'[...] Você pode conhecer vários preceitos da Bíblia e admirá-los, tal como um homem admira Platão, Aristóteles ou Séneca. Mas se ainda não descobriu que Cristo crucificado é o fundamento de todo o volume, você tem lido sua Bíblia com muito pouco proveito. A sua religião é um céu sem sol, um arco sem brilho, uma bússola sem agulha, um relógio sem mola, ou uma lâmpada sem óleo. Não o confortará e não irá libertar a sua alma do inferno.'

3. POR QUE TODO CRISTÃO DEVE SE GLORIAR NA CRUZ?
'[...] Creio ser uma coisa excelente o fato de estarmos continuamente vivendo sobre a cruz de Cristo. É bom ser recordado frequentemente de como Jesus foi traído nas mãos de homens maus, como eles conspiraram com o julgamento mais injusto, como cuspiram n'Ele, açoitaram-no, espancaram-no e o coroaram com espinhos; como o levaram como um cordeiro para o matadouro sem o seu murmúrio ou resistência, como espetaram os pregos nas Suas mãos e pés e o colocaram no Calvário entre dois ladrões, como o trespassaram com uma lança, como zombaram d'Ele no Seu sofrimento, e o deixaram pendurado nu e a sangrar até morrer. Sim, é bom ser lembrado de todas estas coisas. Não foi por acaso que a crucificação é descrita quatro vezes no Novo Testamento. Há poucas coisas que os quatro escritores dos Evangelhos descrevem. Em geral, se Mateus, Marcos e Lucas dizem alguma coisa na história do nosso Senhor, João não o diz. Mas há uma coisa que os quatro descrevem de forma detalhada; a história da cruz. Isto é um fato revelador e não deve ser negligenciado.'

'[...] "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2Co 5:21). Teria havido um grande abismo entre nós e Deus, que nenhum homem jamais poderia ter passado **. As pessoas parecem esquecer que todos os sofrimentos de Cristo foram suportados de acordo com Sua própria vontade. Ele não se encontrava sob coação. De sua própria escolha Ele deu a sua vida; da sua própria escolha Ele foi até à cruz para terminar o trabalho que veio fazer. Ele poderia ter facilmente convocado legiões de anjos com uma palavra e espalhado Pilatos, Herodes e todos os seus exércitos como palha diante do vento. Mas Ele estava disposto a sofrer. O seu coração estava determinado a salvar os pecadores. Ele estava decidido a abrir uma fonte para todo o pecado e impureza, derramando o seu próprio sangue.'
[Nota**]: "Na humilhação de Cristo, permanece a nossa exaltação; na Sua fraqueza, permanece a nossa força; na Sua humilhação, a nossa glória; na Sua morte, a nossa vida." (Ralph Cudworth, 1618)

'[...] Como posso conhecer o comprimento e a amplitude do amor de Deus Pai por um mundo pecaminoso? Onde o veria mais exposto? Devo olhar para o Seu glorioso sol, brilhando diariamente sobre os ingratos e malvados? Devo olhar para o tempo de colheita, regressando em sucessão anual regular? Sim! Mas posso encontrar uma prova de amor mais forte do que qualquer outra coisa deste tipo! Esse amor está explícito na cruz de Cristo. Vejo nela, não a causa do amor do Pai, mas o efeito. Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5:8).'

'[...] Será que posso saber quão excessivamente pecaminoso e abominável é o pecado aos olhos de Deus? Onde verei isso mais completamente ilustrado? Devo voltar-me para a história do dilúvio e ler como o pecado afogou o mundo? Devo ir à costa do Mar Morto, e observar o que o pecado fez a Sodoma e Gomorra? Devo voltar-me para os judeus errantes e observar como o pecado os espalhou pela face da terra? Não! Pois consigo encontrar maior prova, e essa prova é: olhando para a cruz de Cristo. Ali vejo que o pecado é tão negro e condenável que só o sangue do próprio Filho de Deus o pode lavar. Ali vejo que o pecado me separou tanto do meu Santo Criador que todos os anjos no céu nunca poderiam ter feito a paz entre nós. Nada nos poderia reconciliar, a não ser a morte de Cristo. Se ouvisse a conversa miserável dos homens orgulhosos, poderia por vezes imaginar que o meu pecado não era tão “pecaminoso”. Mas não posso pensar pouco sobre o pecado, quando olho para a cruz de Cristo.'

'[...] "Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Rm 8:38-39). Ele pagou caro por isso. Ele não perderá. Ele morreu por mim, quando eu ainda era um pecador imundo. Ele nunca me abandonará, após ter colocado minha esperança n’Ele. Ah, quando Satanás tentar o povo de Cristo, devemos dizer a Satanás para olhar para a cruz.'
[Nota***]: "O crente está tão liberto da ira eterna, que se Satanás e a consciência dizem 'Tu és um pecador, e está sob a maldição da lei', ele pode dizer, 'É verdade, eu sou um pecador; mas Cristo estava na cruz e morreu, e foi feito maldição, e o seu pagamento e sofrimento é o meu pagamento e sofrimento'." (Samuel Rutherford, "Christ Dying and Drawing Sinners to Him", 1647)

'[...] Declaro não conhecer maior prova da depravação do homem do que quando o homem não vê nada na cruz. Os nossos corações podem ser chamados de duros, os olhos da nossa mente podem ser chamados de cegos, toda a nossa natureza pode ser chamada de doente, todos podemos ser chamados de mortos quando a cruz de Cristo é ouvida, porém, negligenciada. Certamente, podemos retomar as palavras do profeta e dizer: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra… Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra" (Is 1:2; Jr 5:30). Cristo foi crucificado pelos pecadores, no entanto, muitos cristãos vivem como se Ele nunca tivesse sido crucificado.'

'[...] A cruz é a grande peculiaridade da religião cristã. Outras religiões têm leis e preceitos morais, formas e cerimônias, recompensas e punições. Essas religiões não nos falam de um Salvador sofredor. Elas não nos podem mostrar a cruz. Esta é a coroa e a glória do evangelho. Miserável é, de fato, aquele ensinamento religioso que se autodenomina cristão, mas que não contém nada da cruz. Um homem que ensina desta forma seria como um bom professor que explica o sistema solar, mas não diz nada aos seus ouvintes sobre o sol.'

'[...] Um homem pode começar a pregar com um conhecimento perfeito do latim, grego e hebraico, mas fará pouco ou nenhum bem aos seus ouvintes, a menos que conheça a cruz. Nunca houve um ministro que tivesse feito muito pela conversão de almas que não se debruçasse sobre Cristo crucificado. [Martinho] Lutero,  [Samuel] Rutherford, [George] Whitefield e [Robert Murray] M'Cheyne foram todos excelentes pregadores da cruz. O Espírito Santo tem o prazer de abençoar esta pregação. Ele adora honrar aqueles que honram a cruz.'

'[...] A cruz é o segredo do sucesso missionário. Nada, mais do que isto, move o coração dos pagãos. À medida que a cruz é erguida, as missões prosperam. Esta é a arma que tem conquistado vitórias sobre corações de todos os tipos, em todos os cantos do globo: africanos, hindus, chineses e outros; todos sentiram o poder da cruz. "Irmãos", disse um índio norte-americano após a sua conversão: “Sou um pagão. Sei como pensam os pagãos. Uma vez chegou um pregador e começou a explicar-nos que havia um Deus, mas dissemos para regressar ao lugar de onde veio. Outro pregador veio e disse-nos para não mentir, nem roubar, nem beber, mas nós não lhe demos ouvidos. Finalmente, outro veio um dia à minha cabana e disse: vim ter convosco em nome do Senhor do céu e da terra, para vos fazer saber que Ele vos fará felizes e vos libertará da miséria. Para este fim, Ele tornou-se um homem, deu a sua vida em resgate, e derramou o seu sangue pelos pecadores. Não pude esquecer essas palavras. Falei aos outros índios, e assim começou a despertar uma esperança entre nós”. Digo, portanto, pregue os sofrimentos e a morte de Cristo, nosso Salvador, se desejais que as vossas palavras ganhem entrada entre os pagãos.'

'[...] A cruz é o fundamento da prosperidade de uma igreja. Nenhuma igreja será alguma vez honrada, na qual Cristo crucificado não seja continuamente levantado; nada pode compensar a falta da cruz. Sem isso, as coisas podem ser feitas decentemente e em ordem; sem isso, pode haver cerimônias esplêndidas, música bonita, igrejas deslumbrantes, ministros eruditos, mesas de comunhão lotadas; mas sem a cruz nenhum bem será feito. Corações imundos não serão iluminados; corações orgulhosos não serão humilhados; corações de luto não serão confortados; corações desmaiados não serão defendidos.'

'[...] Sempre que uma igreja evita Cristo crucificado, ou coloca qualquer coisa naquele lugar principal que Cristo crucificado deveria estar, a partir deste momento uma igreja deixa de ser útil. Sem Cristo crucificado nos seus púlpitos, uma igreja é pouco melhor que um embaraço, uma carcaça morta, um poço sem água, uma figueira estéril, um vigia adormecido, uma trombeta silenciosa, uma testemunha muda, um embaixador sem termos de paz, um mensageiro sem notícias, um farol sem luz, um tropeço para os crentes fracos, um conforto para os infiéis, um foco de formalismo, uma alegria para o diabo e uma ofensa para Deus.'

APLICAÇÕES:

'[...] É um crente angustiado? O seu coração é pressionado pela doença, tentado com desilusões e sobrecarregado de cuidados? A vós digo: "Eis a cruz de Cristo". Pense na mão do que o castiga; pense na mão que mede o copo de amargura que está prestes a beber. É a mão d'Aquele que foi crucificado. Essa mesma mão foi pregada ao madeiro e amaldiçoada, por amor à sua alma. Certamente, esse pensamento deve confortar-vos e encorajar-vos. Certamente, deves dizer a ti mesmo: "Um Salvador crucificado nunca me colocará sobre nada que não seja bom para mim. Portanto, é preciso passar pelo que estou passando".'

'[...] Continue, todos os dias, a olhar constantemente para a cruz de Cristo, e em breve dirá ao mundo, como o poeta fez: "Como o sol que é contemplado faz com que tudo pareça escuro, assim a cruz escurece o falso esplendor deste mundo. Os seus prazeres agora já não me agradam, já não me contentam; longe do meu coração sejam alegrias como estas, agora vi o Senhor. Como pela luz do dia, as estrelas estão todas escondidas; assim também os prazeres terrenos se desvanecem, quando Jesus é revelado".'

'[...] Você é um moribundo, prestes a morrer? Já foi para aquela cama, onde algo dentro de ti lhe diz que nunca se levantará dela vivo? Estais a aproximar-se daquela hora solene, em que a alma e o corpo devem separar-se por uma estação, e devem lançar-se para um mundo desconhecido? Oh, olhai firmemente para a cruz de Cristo, e serás mantido em paz! Fixai firmemente os olhos da vossa mente em Jesus crucificado, e Ele vos libertará de todos os vossos medos. Embora caminhe por lugares escuros, Ele estará convosco. Ele nunca vos deixará, nunca vos abandonará. Sente-se debaixo da sombra da cruz até o fim, e o seu fruto será doce ao seu paladar. "Ah", disse um missionário moribundo, "só há uma coisa necessária numa cama de morte, é sentir os braços em volta da cruz!".'

18 junho 2025

C.H. Spurgeon: Manhã & Noite (18/06)

“(…)  teu Redentor (…)” (Is 54:5) 
'Jesus, o Redentor, é totalmente nosso, e nosso para sempre. Todos os ofícios de Cristo são realizados em nosso favor. Ele é rei para nós, sacerdote para nós, e profeta para nós. Sempre que lemos um novo título do Redentor, nos apropriemos dele como nosso, ficando debaixo desse nome tanto quanto sob qualquer outro. O cajado do pastor, a vara do pai, a espada do capitão, a mitra do sacerdote, o cetro do príncipe, o manto do profeta, todos são nossos. Jesus não tem qualquer dignidade que Ele não empregue para nossa exaltação, e nenhuma prerrogativa que Ele não exercerá em nossa defesa. Sua plenitude de Deus é a nossa inesgotável e infalível tesouraria. Também Sua humanidade, que Ele tomou sobre Si por nós, é nossa em toda Sua perfeição. Para nós, nosso gracioso Senhor comunica a impecável virtude de um caráter imaculado; para nós, Ele concede a eficácia meritória de uma vida dedicada; em nós, Ele confere a recompensa adquirida pela obediente submissão e pelo incessante serviço. Jesus faz com que o manto imaculado de Sua vida seja nosso formoso traje; as brilhantes virtudes de Seu caráter, nossos ornamentos e joias; a mansidão sobre-humana de Sua morte, nossa glória e vanglória. Ele nos lega Sua manjedoura, de onde aprendemos como Deus desceu ao homem; e Sua cruz, para nos ensinar como o homem pode ascender a Deus. Todos os Seus pensamentos, emoções, ações, declarações, milagres e intercessões foram para nós. Ele trilhou o caminho da tristeza em nosso favor, e nos concedeu como Seu legado celestial os resultados completos de todos os labores de Sua vida. Ele é, agora, tanto nosso quanto dantes; Ele não Se envergonha de ser reconhecido como “nosso Senhor Jesus Cristo”, embora seja o único e bendito Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores (1Tm 6:15; Ap 17:14; 19:16). Cristo, em todos os lugares e em todos os sentidos, é o nosso Cristo, sempre e para sempre, o mais ricamente desfrutável. Ó minha alma, pelo poder do Espírito Santo, chame-O esta manhã, “teu Redentor”.'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da manhã do dia 18 de junho] 

22 maio 2025

C.H. Spurgeon: Manhã & Noite (22/05)

“Eis que és formoso, ó amado meu (...)” (Ct 1:16) 
'De todos os pontos, nosso Bem-Amado é formoso. Nossas diferentes experiências são destinadas por nosso Pai celestial para nos fornecer novos pontos de vista a partir dos quais podemos ver a beleza de Jesus; quão amáveis são as nossas provações quando elas nos conduzem para o alto, onde podemos ter perspectivas mais claras de Jesus do que a vida comum poderia nos oferecer! Nós O vimos do cume de Amana, do alto de Senir e Hermom (Ct 4:8), e Ele brilhou sobre nós como o sol quando na sua força (Ap 1:16); mas nós também O vimos “desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos” (Ct 4:8), e Ele não perdeu coisa alguma de Sua formosura. Da languidez [abatimento] de um leito de enfermidade, das margens da sepultura, voltamos nossos olhos para o Noivo de nossa alma, e Ele nunca foi outra coisa senão “todo formoso”. Muitos dos Seus santos olharam para Ele da escuridão das masmorras, ou das chamas de uma estaca, porém nunca disseram uma palavra desfavorável sobre Ele, antes morreram exaltando Seus excelentes encantos. Ó, nobre e agradável atividade estar para sempre contemplando nosso doce Senhor Jesus! Porventura não é indescritivelmente maravilhoso ver o Salvador em todos os Seus ofícios, e percebê-Lo inigualável em cada um deles? Mudar o caleidoscópio, por assim dizer, e encontrar novas combinações de graças incomparáveis? Na manjedoura e na eternidade, na cruz e em Seu trono, no jardim e em Seu reino, entre os ladrões ou em meio a querubins, Ele é, em qualquer parte, “totalmente desejável” (Ct 5:16). Examine cuidadosamente cada pequeno ato de Sua vida, cada traço de Seu caráter, e Ele é, em cada momento, tão formoso quanto majestoso. Julgue-O como desejar, e você não poderá Lhe censurar; pese-O como quiser, e Ele não será achado em falta. A eternidade não descobrirá sequer a sombra de uma mancha em nosso Amado, antes, conforme as eras passarem, Suas glórias ocultas brilharão com ainda mais inconcebível esplendor, e Sua indescritível beleza será cada vez mais arrebatadora a todas as mentes celestiais.'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da noite do dia 22 de maio] 

01 dezembro 2022

ENTRONCAMENTO MADEIRO


Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo...
Por frear o trem expresso “destruição”, que partiu da estação ferroviária “queda”, sendo puxado pela locomotiva “transgressão”, que tem propulsão garantida pela caldeira “desobediência”, alimentada pelo carvão “orgulho”. Este trem expresso anda nos trilhos “escravidão” da estrada de ferro “perdição”, que leva ao destino “desespero”.
Através do freio “graça”, o trem é parado em frente ao semáforo “arrependimento”, permitindo descer do superlotado vagão “escuridão” o passageiro “criatura”, agora transformado no transeunte “justificado”, que carrega sua bagagem “gratidão”.
A forma que o Senhor usa para parar graciosamente este trem errante, frenético e desgovernado, é jogar-se nos trilhos, bem na frente do trem, que freia diante do entroncamento “madeiro”, pertencente à estação “calvário”, localizada na cidade “expiação”, que faz parte do território “redenção”.
Desta forma, o andarilho “cristão” que desceu do trem, é incentivado a correr a carreira já percorrida pelo treinador “nazareno”, calçando o sapato “evangelho”, vestindo o capacete “salvação”, o cinto “verdade”, a couraça “justiça”, e empunhando o escudo “fé”.
O ex-passageiro do trem, agora chamado “peregrino”, encontra um caminho “estreito”, vinculado à rodovia “santificação”, que é pavimentada com pedra “angular”, para levar ao destino “glória”.
Graças ao nosso Senhor e Salvador, por esta misericórdia “ferroviária” alcançada no entroncamento “madeiro”.
Glória somente a Ti, Senhor!

 

10 janeiro 2022

A Cruz de Cristo

Trecho final da Conclusão:

Se a cruz não se encontra no centro dessas quatro esferas [1], então merecemos que se nos aplique a mais terrível de todas as descrições: "inimigos da cruz de Cristo" (Filipenses 3:18). Sermos inimigos da cruz é nos opormos aos seus propósitos. A justificação própria (em vez de ir à cruz em busca de justificação), a auto-indulgência (em vez de tomar a cruz e seguir a Cristo), o anúncio próprio (em vez de pregar a Cristo crucificado) e a glorificação própria (em vez de nos gloriarmos na cruz) - são essas as distorções que nos tornam "inimigos" da cruz de Cristo.
Paulo, por outro lado, foi um amigo devotado da cruz. Ele se identificou com ela de modo tão íntimo que sofreu perseguição física por ela. "Trago no corpo as marcas de Jesus" (Gálatas 6:17), escreveu ele, as chagas e as cicatrizes que ele recebera ao proclamar o Cristo crucificado, os stigmata [2] que o marcaram como autêntico escravo de Cristo.
Os stigmata de Jesus, no espírito se não no corpo, permanecem como marcas da autenticação para cada discípulo cristão, e em especial para cada testemunha cristã. Campbel Morgan [3] o expressou muito bem:

"Só o homem crucificado pode pregar a cruz. Disse Tomé: 'A menos que eu veja em suas mãos o sinal dos cravos [...] não crerei'. O Dr. Parker, de Londres, disse que o que Tomé disse acerca de Cristo, o mundo hoje está dizendo a respeito da igreja. E o mundo também está dizendo a cada pregador: A menos que eu veja em tuas mãos as marcas dos cravos, não crerei. É verdade. Só o homem [...] que morreu com Cristo [...] pode pregar a cruz de Cristo."

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Notas:
[1] Quatro esferas: Primeiro, a cruz é o fundamento de nossa justificação. Segundo, a cruz é o meio de nossa santificação. Terceiro, a cruz é o assunto de nosso testemunho. Quarto, a cruz é o objeto de nossa glória.
[2] στιγμα (stigma), de uma palavra primária, stizo, que significa “fincar” ou "furar". O significado de stigma é um sinal perfurado ou marcado “a ferro e fogo” no corpo. De acordo com o antigo costume oriental, escravos e soldados levavam o nome ou o sinal de seu mestre ou comandante marcado ou perfurado (cortado) em seus corpos para indicar a que mestre ou general eles pertenciam [James Strong, Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong, 2002]. Também pode ser uma marca queimada ou a marca de um corte feito na pele de um escravo. Em Gl 6:17, τὰ στίγματα (ta stigmata) são as marcas ou cicatrizes, por exemplo, devido aos açoites na Macedônia e às pedras em Listra, marcando Paulo como o escravo de Jesus [Alexander Souter. A Pocket Lexicon to the Greek New Testament, 1917].
[3]  G. Campbell Morgan, Evangelism, pp. 59-60.


08 novembro 2020

10 abril 2020

Páscoa - EXODOS - EXIT



Hoje (10/04/2020), sexta-feira, é o dia mundialmente conhecido nos calendários como "Paixão de Cristo", e muitos já estão nos preparativos para o "Domingo de Páscoa", comprando ovos de chocolate e colorindo coelhinhos para decoração da casa.

Contudo...

A ressurreição do Senhor Jesus Cristo ocorreu no Domingo subsequente à sexta-feira da sua crucificação, que por sua vez, ocorreu logo após Ele, o "Cordeiro pascal"[1] ter realizado a última Ceia de Páscoa com os seus discípulos antes do seu sofrimento[2], instituindo o sacramento da Ceia do Senhor[3].

"14Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. 16Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. 17E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; 18pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus" (Lucas 22:14-18).
Neste texto, particularmente no verso 15, quando o Senhor Jesus disse que estava desejando ansiosamente comer "esta Páscoa, antes do meu sofrimento", são usadas 2 palavras no original (grego)[4], para "Páscoa" e "sofrimento", que são muito parecidas:
- "Páscoa": πάσχα pascha (Dicionário Strong G3957)
- "sofrimento": πάσχω paschō (Dicionário Strong G3958)

Este é um dos eventos mais certificados em toda a história da humanidade, através de evidências históricas, arqueológicas, literárias, etc[5]. O evento da ressurreição de Jesus Cristo, o Senhor, foi tão significativo, que a igreja primitiva logo começou a se reunir no “primeiro dia da semana” (Domingo)[6] para prestar o culto (adoração) e participar do “partir o pão”[7].

De fato, no décimo quinto capítulo da primeira carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo exorta-os sobre a veracidade histórica da Ressurreição de Cristo, e de sua importância central para o Evangelho verdadeiro que ele já tinha anunciado para eles, e que estava precisando anunciar novamente nesta ocasião[8]. Segundo o texto Bíblico, “3Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. 5E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. 7Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos 8e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo” (1Coríntios 15:3–8), o apóstolo dá várias evidências claras da Ressurreição do Senhor Jesus Cristo, incluindo mais de 500 testemunhas oculares, estando muitas delas ainda vivas em seus dias. Ele os exorta mais diretamente a partir do verso 12: “12Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? 13E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. 14E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé... 16Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. Então, Paulo, se declarando o “menor dos apóstolos”[9], tendo visto o Senhor Jesus no caminho para Damasco[10], “como por um nascido fora de tempo”[11], conclui de forma gloriosa este texto maravilhoso, inspirado pelo Espírito Santo:
“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Coríntios 15:19)

Sobre o EXODOS:

A alguns anos atrás, tive o privilégio de assistir a uma palestra do Dr. John C. Lennox no Youtube[12], intitulada “Living for the Eternal Word” (“Vivendo pela Palavra Eterna”), que infelizmente não está mais disponível neste link. No entanto, um dos registros mais marcantes que eu tenho sobre esta palestra foi quando o Dr. Lennox, falando sobre o famoso relato do “monte da transfiguração”[13], nos expõe o texto de forma extraordinária, chamando a atenção para a “partida” (ou “EXODOS”) de Jesus Cristo, que estava prestes a acontecer na Cruz do Calvário algum tempo depois deste episódio no "monte da transfiguração"
Tomando por base o relato do Evangelho segundo Lucas, o Dr. Lennox nos conduz pelo texto Bíblico, descrevendo que o Senhor Jesus Cristo[14] estava falando com Moisés e Elias[15], e que eles falavam da Sua partida (“exodos”, no original em grego), que Ele “estava para cumprir em Jerusalém”[16]. O Dr. Lennox ainda complementa durante a palestra, de forma até bem humorada, que se qualquer pessoa desejasse organizar um Congresso ou Simpósio para tratar do assunto “EXODOS”, os maiores especialistas que deveriam ser chamados para este evento, seriam justamente:
1) Moisés, que esteve à frente do êxodo de centenas de milhares de pessoas pelo deserto, até a “terra prometida”;
2) Elias, que teve um dos “EXODOS” mais espetaculares registrados nas Escrituras, com carro/carruagem e cavalos de fogo, tendo subido ao céu num redemoinho[17];
3) Senhor Jesus Cristo, que enfrentou o seu “EXODOS” (MORTE) na Cruz do Calvário!

O apóstolo Paulo nos lembra, em suas epístolas, desta maravilhosa verdade que morremos com Cristo, para vivermos com Ele. E isto nos traz conforto e nos motiva a fé em momentos de tribulação e sofrimento:
- "Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele" (2Timóteo 2:11)
- "Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos" (Romanos 6:8)

"1Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:1-2).
No capítulo 12 da mesma carta aos Romanos, o apóstolo Paulo também nos exorta, como crentes ("irmãos") a apresentarmo-nos como "sacrifício vivo, santo e agradável a Deus", usando uma linguagem veterotestamentária, fazendo referência ao sacrifício de animais no templo de Jerusalém. Em um comentário Bíblico[18], podemos encontrar as seguintes palavras para "sacrifício vivo": "[sacrifício vivo] em glorioso contraste com os sacrifícios da lei [cerimonial], que, exceto quando foram mortos, não eram, de fato, sacrifícios. A morte daquele “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”[19] varreu todas as vítimas mortas do altar de Deus, para dar espaço aos redimidos, como “sacrifícios vivos” para Aquele que “o fez pecado por nós”[20]; enquanto todo resultado que sai dos seus corações agradecidos, em louvor, e todo ato motivado pelo amor de Cristo, é em si mesmo um sacrifício a Deus com um aroma suave[21]".

O apóstolo Paulo ainda complementa, na segunda parte deste primeiro versículo do capítulo 12, dizendo que este "sacrifício vivo" é o nosso culto "racional"[22]. E isto parece estar relacionado, dentre outras coisas, a uma mudança de "cosmovisão"[23] e de postura diante deste "século"[24], transformando-nos pela renovação da nossa mente.

Caro(a) leitor(a), você ainda não conhece este Salvador necessário e suficiente?

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6)

Pois pode ter a certeza absoluta de que o Senhor Jesus Cristo é o único EXODOS, o único CAMINHO, a única SAÍDA, o único EXIT seguro para toda a eternidade!


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Notas de rodapé:
[1] 1Coríntios 5:7; Êxodo 12:1-28.
[2] Lucas 22:15.
[3] Mateus 26:26-30; Marcos 14:22-26; Lucas 22:14-18; João 13:21-30.
[4] Fonte: Logos Bible Software, dando preferência por mostrar as palavras em grego na forma "Lemma transliterado", para facilitar a procura em dicionários e léxicos.
[5] Ver as obras na área de Apologética Cristã, de autores como Norman Geisler (“Não tenho fé suficiente para ser ateu”, “Enciclopédia de Apologética”), Josh McDowell (“Evidência que exige um veredito”, “Mais que um Carpinteiro”), Lee Strobel (“Em defesa de Cristo”), etc.
[6] Domingo: palavra originária do latim "dies Dominicus", que significa "dia do Senhor".
[7] Atos 20:7. Ver também, por exemplo, 1Coríntios 16:2 e Apocalipse 1:10.
[8] Em 1Coríntios 15:1-19, o apóstolo Paulo fala em um tom de reprovação, usando a palavra “lembrar-vos”, do original grego γνωρίζω gnōrizō.
[9] 1Coríntios 15:9
[10] Atos 9
[11] 1Coríntios 15:8
[12] https://www.youtube.com/watch?v=1ehbtCYAG6A
[13] Mateus 17:1-8; Marcos 9:2-8; Lucas 9:28-36; 2Pedro 1:18.
[14] Com o rosto transfigurado e com as vestes resplandecentes de brancura.
[15] Separados por grandes distâncias no espaço e por vários séculos no tempo, mas reunidos ali, naquele monte e naquele momento, pelo Soberano Senhor do espaço e do tempo.
[16] Lucas 9:31.
[17] 2Reis 2:9-14.
[18] Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible, JFB.
[19] João 1:29.
[20] 2Coríntios 5:21.
[21] Hebreus 13:15-16.
[22] Do grego, λογικός lŏgikŏs.
[23] Ou “visão de mundo”.
[24] No grego, αἰών aiōn, que significa "mundo", "era".


07 agosto 2013

Aprendizado piedoso 68

“É uma frase gloriosa - ‘Ele levou cativo o cativeiro’ (Salmos 68:18). Os próprios triunfos de seus adversários, isto é, Ele usou para a sua derrota. Ele compeliu suas realizações sombrias para subservirem ao Seu fim, não ao deles. Eles o pregaram ao madeiro, sem saber que, por este ato eles estavam trazendo o mundo aos Seus pés. Deram-lhe uma cruz, não sabendo que Ele a tornaria um trono. Eles O atiraram fora dos portões para morrer, sem saber que, naquele momento, eles estavam levantando todos os portões do universo, para que o Rei pudesse entrar. Eles pensavam ter erradicado Suas doutrinas, sem saber que eles estavam implantando imperecivelmente nos corações dos homens o próprio Nome que pretendiam destruir. Eles pensaram que tinham derrotado a Deus, encurralando-O contra a parede, preso e impotente e derrotado: eles não sabiam que era o próprio Deus que os tinha seguido e capturado. Ele não venceu apesar do sombrio mistério do mal. Ele venceu através dele.”
(James S. Stewart, no livro “The Strong Name”)

“Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens” (Efésios 4:8).

06 março 2013

Entroncamento "madeiro"

Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo...
Por frear o trem expresso “destruição”, que partiu da estação ferroviária “queda”, sendo puxado pela locomotiva “transgressão”, que tem propulsão garantida pela caldeira “desobediência”, alimentada pelo carvão “orgulho”. Este trem expresso anda nos trilhos “escravidão” da estrada de ferro “perdição”, que leva ao destino “desespero”.
Através do freio “graça”, o trem é parado praticamente em frente ao semáforo “arrependimento”, podendo descer do superlotado vagão “escuridão” o passageiro “criatura”, agora transformado no transeunte “justificado”, que carrega sua bagagem “gratidão”.
A forma que o Senhor usa para parar graciosamente este trem errante, frenético e desgovernado, é jogar-se nos trilhos, bem na frente do trem, que freia diante do entroncamento “madeiro”, pertencente à estação “calvário”, localizada na cidade “expiação”, que faz parte do território “redenção”.
Desta forma, o andarilho “cristão” que desceu do trem, é incentivado a correr a carreira já percorrida pelo treinador “nazareno”, calçando o sapato “evangelho”, vestindo o capacete “salvação”, o cinto “verdade”, a couraça “justiça”, e empunhando o escudo “fé”.
O ex-passageiro do trem, agora chamado “peregrino”, encontra um caminho “estreito”, vinculado à rodovia “santificação”, que é pavimentada com pedra “angular”, para levar ao destino “eternidade”.
Graças ao nosso Senhor e Salvador, por esta misericórdia ferroviária alcançada no entroncamento “madeiro”.
Glória a Ti, Senhor!


05 janeiro 2013

Aprendizado piedoso 34

"...Eis o pradoxo: o que ofende o orgulhoso, salva o humilde. Há um incrível poder na cruz de Cristo, poder para despertar a consciência mais adormecida e derreter o coração mais duro; para purificar o impuro; para reconciliar o que está afastado, restaurando-o à comunhão com Deus; para redimir o prisioneiro de suas algemas e levantar do lixo o mendigo; para derrubar as barreiras que separam os homens; para transformar nossa personalidade instável à imagem de Cristo e finalmente tornar-nos capazes de permanecer de pé, com vestes brancas diante do trono de Deus."
(John Stott, em "O perfil do pregador")