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15 dezembro 2025

“Com plena entrega, sem recuo, sem pesar”

(também conhecido como Bill Borden)

[por rev. Joel E. Smit - Ministério Ligonier]
< da coleção "Biografias de Missionários" >

'A declaração muitas vezes citada de D.L. Moody, “O mundo ainda não viu o que Deus pode fazer com um homem totalmente consagrado”, soou verdadeira para um jovem que cresceu na igreja fundada por Moody. William Whiting Borden, um jovem pastor e missionário cuja vida foi tragicamente interrompida enquanto ele se preparava para ministrar entre os muçulmanos chineses com a China Inland Mission, era aquele “homem totalmente consagrado” dedicado a servir à causa de Cristo.

Ele nasceu em 1887, sendo o quarto filho de (Sr.) William e Mary Borden de Chicago. William Borden veio ao mundo em meio à opulência e riqueza. O negócio bem-sucedido e lucrativo de seu pai na indústria de mineração proporcionou à família um estilo de vida luxuoso, e William frequentou escolas particulares de prestígio em Chicago. Contudo, essa vida rica não impediu a família, ou William, de buscar aquilo “onde traça nem ferrugem corrói” (Mt 6:20). Eles frequentavam a Chicago Avenue Church, mais adiante conhecida como a Igreja Moody [The Moody Church], e desde muito jovem, William parecia ter um coração sensível para assuntos espirituais. Quando sua mãe pediu aos filhos que escrevessem o que queriam ser quando crescessem, William, de oito anos, escreveu: “Quero ser um homem honesto quando crescer; um homem verdadeiro, amoroso, gentil e fiel”.

Após terminar o ensino médio, Borden fez uma viagem de um ano ao redor do mundo. Essa jornada global pareceu estabelecer uma visão e direcionar sua vida para o evangelismo e as missões no mundo inteiro. Uma vez na faculdade, em pouco tempo se destacou como aluno em Yale, brilhando academicamente, no campo de futebol e nas amizades. No entanto, seus anos em uma das melhores universidades não foram desperdiçados em celebrações autossatisfatórias [egoístas]. Em vez disso, ele investiu no ministério e no serviço à sua faculdade, e à cidade de New Haven. 

Durante seu primeiro ano, Borden foi abordado sobre a possibilidade de iniciar uma missão na cidade como um ministério para os oprimidos [necessitados], o que também daria uma oportunidade para outros colegas de classe servirem fora dos muros de Yale. Ele estava mais do que ansioso para ajudar nessa missão, forneceu tanto o financiamento (equivalente a meio milhão de dólares na moeda atual), quanto a liderança administrativa para operar a missão. A Yale Hope Mission, como ficou conhecida, servia anualmente mais de dezessete mil refeições e fornecia mais de oito mil leitos noturnos, com mensagens do evangelho pregadas [pregação] diariamente a todos que eram ajudados. Borden fez tudo isso enquanto continuava sendo um dos melhores alunos de sua turma, e foi eleito presidente de sua fraternidade durante seu último ano.

Depois de Yale, ele frequentou o Seminário de Princeton em 1909 e teve aulas com professores conceituados, como J. Gresham Machen, B.B. Warfield e Geerhardus Vos. Mas mesmo no seminário, Borden não estava tão preocupado com seus estudos, a ponto de deixar de servir. Ele atuou como diretor do Instituto Bíblico Nacional na cidade de Nova York, cujo foco era equipar [instrumentalizar] homens e mulheres com uma sólida compreensão da Bíblia, teologia e habilidades práticas do ministério, como pregação diária ao ar livre, e quatro missões de resgate. Borden também atuou como administrador do Moody Bible Institute, o que exigia viagens frequentes de volta para casa, em Chicago. Seus estudos e ministério prático fizeram com que o Dr. C.R. Erdman, um de seus professores, comentasse sobre ele: “[William] se formou com honra em Yale e em Princeton; e foi considerado um dos homens mais bem treinados que já começou no campo estrangeiro”.

O campo missionário estrangeiro era o objetivo e foco de Borden, e para esse fim ele foi ordenado ao ministério do evangelho em um culto na Igreja Moody em 1912. Entretanto, antes de partir, Borden passou aquele outono viajando para diversas faculdades para falar aos alunos sobre a necessidade e a oportunidade de missões estrangeiras. Seu fervor e dedicação à obra do Senhor, além de ser chamado por muitos de “um missionário milionário”, atraiu muitos e deixou uma impressão duradoura, pois ele incentivava os alunos a considerarem, em espírito de oração, que função poderiam desempenhar na expansão do reino de Cristo ao redor do mundo. Como declarou um estudante da Universidade da Virgínia: “O aspecto mais útil e duradouro de sua visita foi a influência silenciosa e penetrante de sua personalidade e de uma vida consagrada à causa do Mestre”. Sua turnê por trinta e quatro escolas, em vários estados, em setenta e seis dias — sem a conveniência do transporte moderno — foi um feito logístico e inspirador.

Em 17 de dezembro de 1912, William Borden se despediu de amigos e familiares e embarcou em um navio que partiu do Porto de Nova York. Suas viagens o levaram ao Cairo, onde passou um ano estudando árabe e islamismo, e alugou um quarto modesto de uma família síria, para ter uma melhor imersão na cultura. Aonde quer que fosse, Borden levava consigo sua dedicação aos estudos, desejo de servir e profunda amizade com os cristãos armênios e coptas, bem como com os missionários americanos e britânicos. Como disse o diretor do centro de estudos sobre Borden: "Nunca vi um homem chegar ao Egito com os olhos mais abertos para ver o reino de Deus… Borden estava no Cairo havia duas semanas e organizou os alunos do seminário teológico para começar uma campanha de porta em porta com literatura cristã para toda a cidade de oitocentos mil habitantes".

Depois do Cairo, os planos de Borden eram passar um ano em Londres aprendendo medicina, para que pudesse ministrar às necessidades do corpo e da alma, no campo missionário. Porém, ele permaneceu no Cairo até o fim. Depois de apenas alguns meses no Egito, William Borden contraiu meningite (espinhal) e, apesar de ter lutado com coragem por mais de duas semanas, morreu aos 25 anos de idade, em 9 de abril de 1913, apenas quatro horas antes de sua mãe e irmã conseguirem chegar dos Estados Unidos. Ele foi enterrado no Cairo, enquanto inúmeras homenagens à sua inspiração e dedicação chegavam do mundo todo. Uma dessas homenagens expressou o pensamento de muitos: “William Borden viveu duas vidas em uma; pois ele fez mais em vinte e cinco anos do que muitos homens realizam em cinquenta”.

O sonho não realizado de William Borden de ministrar na China Inland Mission, entre os muçulmanos chineses, ficará para sempre oculto sob o véu do mistério divino, porém seu “dever de consagração” ["duty of consecration"], como disse um de seus professores do seminário, ainda brilha um século depois. Ao expressar seu comprometimento, Borden escreveu: “Com plena entrega e prontidão, eu me aproximo de todo o coração” [parecido com o lema de Joao Calvino], que se tornou o lema que guiou a vida de Borden. Mais adiante, seu biógrafo resumiu essa declaração com a frase amplamente lembrada que definiu a vida de William Borden: “Com plena entrega, sem recuo, sem pesar”. [nota #1] [nota #2]

A estrofe final de When I Survey the Wondrous Cross [Quando contemplo a maravilhosa cruz], de Isaac Watts, que foi o último hino cantado na ordenação de Borden, resume apropriadamente a vida e o coração deste jovem, que abandonou as riquezas deste mundo pelas riquezas de Cristo:

Se eu possuísse toda a criação,
Seria oferta de pouca expressão;
Amor tão incrível, tão profundo,
Exige meu ser, minha vida, meu tudo.'

______________________________
#Notas:

[nota #1] Ver "história apócrifa" ["apocryphal anecdote"] a respeito de: "Sem Reservas ou Sem Retenções" ["No Reserve"], "Sem Recuos ou Sem Retroceder" ["No Retreat"], "Sem Lamentações ou Sem Arrependimentos" ["No Regrets"].

[nota #2] Ver artigo publicado no devocional Nosso Pão Diário, em 31 de dezembro de 1988, intitulado "No Reserves - No Retreats - No Regrets": [tradução] "Em 1904, William Borden, herdeiro da Borden Dairy Estate, formou-se, como um milionário, em uma escola secundária de Chicago. Seus pais lhe deram de presente uma viagem ao redor do mundo. Viajar pela Ásia, Oriente Médio e Europa despertou em Borden uma profunda preocupação com os necessitados ao redor do mundo. Em uma carta para casa, ele escreveu: "Vou dedicar minha vida a me preparar para o campo missionário". Ao tomar essa decisão, escreveu duas palavras na contracapa de sua Bíblia: Sem Reservas. Recusando ofertas de emprego bem remuneradas após se formar na Universidade de Yale, acrescentou mais duas palavras à sua Bíblia: Sem Recuos. Concluindo seus estudos no Seminário de Princeton, Borden embarcou para a China para trabalhar com muçulmanos, fazendo uma parada no Egito para se preparar. Lá, foi acometido por meningite e faleceu em menos de um mês. Um desperdício, você diria! Não estava nos planos de Deus. Em sua Bíblia, abaixo das palavras Sem Reservas e Sem Recuos, ele havia escrito as palavras Sem Arrependimentos." 


13 outubro 2024

EBD (PIPR): "Biografia missionária: Eric Liddell"


EBD (PIPR) - 13/10/2024
"Biografia missionária: Eric Liddell"

Postagem original (10/09/2019): 

Material adicional sobre a vida de Eric Liddell:
- Eric Liddell: Champion of Conviction (1 hr 40 min)
(*acesso gratuito, também através do aplicativo Redeem TV)
- The Torchlighters: The Eric Liddell Story - Portuguese (30 min)

25 agosto 2024

Missões: "Biografia de David Livingstone"

EBD (PIPR) - 25/08/2024

"Biografia de David Livingstone"

Prof. Alexandre Araújo

"Em 1865, Livingstone regressou a África pela última vez. Em abril de 1873, ele estava cada vez mais doente, com malária e outras infecções. Em 1º de maio de 1873... Livingstone entrou na glória de seu Mestre. Ele morreu na aldeia de Chitambo, na Zâmbia. A tradição oral diz que ele foi encontrado ajoelhado ao lado da cama, como se estivesse orando. A tradição também diz que os britânicos pediram que os seus restos mortais fossem expatriados para Inglaterra, mas os africanos insistiram que ele fosse enterrado em África – onde estava o seu coração. Depois de ir e vir, os grupos chegaram a um acordo: os africanos enterraram o seu coração em Chitambo e os britânicos enterraram o seu corpo na Abadia de Westminster."

18 agosto 2024

Missões: "A vida de Helen Roseveare"

EBD (PIPR) - 18/08/2024

"A vida de Helen Roseveare"

Profa. Ana Fontes


*Links sobre a missionária Helen Roseveare:

- Documentário "Mama Luka Comes Home":
- A Call for the Perseverance of the Saints | Helen Roseveare:
- An interview with Dr. Helen Roseveare:
- The Funeral of Helen Roseveare:


06 dezembro 2023

Os Atributos de Deus: Quem foi A.W. Pink?

"Arthur Walkington Pink nasceu em Nottingham, Inglaterra. Era filho de um comerciante de milho, um devoto não-conformista de denominação incerta, embora provavelmente um congregacionalista. Quase nada se sabe sobre a infância ou educação de Pink, exceto que ele tinha habilidade e treinamento em música. Quando jovem, Pink se juntou à Sociedade Teosófica, um grupo gnóstico ocultista na Inglaterra contemporânea, e alcançou proeminência suficiente dentro de suas fileiras que Annie Besant, sua chefe, admitiu-o em seu círculo de liderança. Em 1908 ele renunciou à Teosofia para seguir o cristianismo. Desejando se tornar um ministro, mas não querendo frequentar uma faculdade teológica liberal na Inglaterra, Pink estudou muito brevemente no Moody Bible Institute em Chicago em 1910 antes de assumir o pastorado da igreja Congregacional em Silverton, Colorado. Em 1912 Pink deixou Silverton, provavelmente para ir à Califórnia, e então assumiu um pastorado em um conjunto de igrejas na zona rural de Burkesville e Albany, Kentucky. Em 1916, ele se casou com Vera E. Russell (1893-1962), que havia sido criada em Bowling Green, Kentucky, e o próximo pastorado de Pink foi na Igreja Batista de Scottsville, Kentucky. Em seguida, os recém-casados ​​se mudaram em 1917 para Spartanburg, Carolina do Sul, onde Pink se tornou pastor da Igreja Batista Northside. A essa altura, Pink havia se familiarizado com proeminentes fundamentalistas dispensacionalistas, como Harry Ironside e Arno C. Gaebelein, e seus dois primeiros livros, publicados em 1917 e 1918, estavam de acordo com essa posição teológica. No entanto, os pontos de vista de Pink estavam mudando, e durante esses anos ele também escreveu a primeira edição de The Sovereignty of God [A Soberania de Deus] (1918), que argumentava que Deus não amava os pecadores que não haviam sido predestinados para a salvação, e que Ele havia deliberadamente criado 'para condenação' aqueles que não confessaram a Cristo. Seja por causa de seu ponto de vista calvinista, sua dedicação aos estudos, sua saúde debilitada ou sua falta de sociabilidade, Pink deixou Spartanburg em 1919 acreditando que Deus 'faria que eu me entregasse à escrita'. Continuou ensinando a Bíblia - com algum sucesso - na Califórnia para um evangelista de tenda chamado Thompson enquanto continuava seu intenso estudo dos escritos puritanos. Em janeiro de 1922, Pink começou a publicar uma série de Studies in the Scriptures [Estudando as Escrituras], que no final do ano seguinte tinha cerca de mil assinantes, que ocuparia a maior parte de seu tempo pelo resto de sua vida e se tornaria a fonte de dezenas de livros. Em 1923, Pink sofreu um colapso nervoso e ele e sua esposa foram morar com amigos na Filadélfia até que ele recuperasse a saúde. Em 1925, os Pinks embarcaram para Sydney, Austrália, onde serviu como evangelista e professor da Bíblia no Ashfield Tabernacle. Mas sua pregação impolítica da doutrina calvinista resultou em uma resolução unânime do Fraterno Batista de Nova Gales do Sul de não o endossar. De 1926 a 1928, Pink serviu como pastor de dois grupos de Batistas Particulares. Voltando à Inglaterra, Pink foi convidado a pregar em uma igreja sem pastor em Seaton, Devon; mas embora ele tenha sido bem recebido por alguns membros, os supervisores pensaram que sua posse como pastor dividiria a igreja. Na primavera de 1929, Pink e sua esposa retornaram ao seu estado natal, Kentucky, onde ele pretendia se tornar pastor da igreja batista em Morton’s Gap. Mais uma vez suas esperanças não foram concretizadas. Para um amigo, ele escreveu: 'Estou mais firmemente convencido hoje do que há 14 meses de que nosso lugar é ‘fora do campo’. Esse é o lugar da ‘censura’, da solidão e do teste'. Em 1930 Pink conseguiu iniciar um curso bíblico em Glendale, Califórnia, enquanto também recusava oportunidades de falar em algumas igrejas fundamentalistas. No ano seguinte, os Pinks alugaram uma casa de madeira, sem pintura, em Union County, Pensilvânia, onde um pequeno grupo se reunia; então, em 1933, eles se mudaram para York, Pensilvânia. Pink decidiu que se seu ministério fosse totalmente escrito, ele poderia fazer isso estando na Inglaterra. Em setembro de 1934, ele e sua esposa mudaram-se para Cheltenham, Gloucestershire. Pink parece ter finalmente dado lugar ao desespero. A um amigo, ele escreveu 'que aqueles de meus amigos que gostariam muito de me ajudar são impotentes para fazê-lo; enquanto aqueles que poderiam, não o farão. E em poucos anos, será tarde demais. Nos últimos sete anos está se evidenciando tanto em minha constituição física e mental, que em breve estarei incapacitado mesmo que as portas se abrissem para mim. Mas assim, ainda irei dizer: ‘Não a minha vontade, mas a tua seja feita’ '. Em 1936, os Pinks mudaram-se para Hove, na costa sul, perto de Brighton. Após a morte de seu pai em 1933, Pink recebeu o suficiente da propriedade para permitir que ele e sua esposa vivessem de forma muito simples, sem preocupações financeiras; e entre 1936 até sua morte em 1952, Pink se dedicou totalmente aos Estudos das Escrituras. Vera acreditava que o horário de trabalho quase implacável de seu marido era insalubre, e ela notavelmente conseguiu que ele adotasse a coleção de selos como um hobby. Em 1940, Hove tornou-se um alvo regular de ataques aéreos alemães, e os Pinks se mudaram para Stornoway, Ilha de Lewis, Hébridas Exteriores, Escócia, onde permaneceram pelo resto de suas vidas. A ilha era um bastião do calvinismo, mas os cultos da igreja eram realizados principalmente em gaélico escocês, e os visitantes não eram bem recepcionados. Pink governava seu tempo de estudo e escrita com 'precisão militar'. A um amigo, ele escreveu que saía para fazer compras e se exercitar por uma hora, seis dias por semana, mas que, de outra forma, nunca deixava seu escritório, exceto quando trabalhava em um pequeno jardim. Enquanto estava em Hove, ele até publicou uma nota em Studies falando aos assinantes de que 'não é conveniente para nós recebermos visitantes e respeitosamente pedimos aos leitores que visitem nossa região, que se abstenham de nos visitar, mas observe que estamos sempre felizes em ter notícias de amigos cristãos'. Em vez de ir à igreja, nas manhãs de domingo, Pink passava algum tempo ministrando aos leitores por meio de suas cartas. Em 1951, Vera percebeu que Pink estava enfraquecendo. Ele perdia peso e sentia dores, mas recusou-se a tomar qualquer remédio que pudesse entorpecer sua mente e impedi-lo de completar seu trabalho. Ele morreu em 15 de julho de 1952. Suas últimas palavras foram 'As Escrituras se explicam'. Pink deixou material escrito suficiente para permitir a publicação de Estudies até dezembro de 1953. Vera Pink viveu por mais dez anos após a morte de seu marido, fazendo assim novos amigos e se misturando mais com os outros. Influência [de A.W. Pink]: Alega-se que a personalidade de Pink tornou difícil para ele ter um ministério pastoral de sucesso. Ele foi criticado por ser muito individualista e por ter temperamento muito crítico. Um jovem pastor, Rev. Robert Harbach, que se correspondeu com Pink durante anos, mencionava um Pink muito diferente, que possuía um 'coração de pastor'. A correspondência de Pink com Harbach (até que a saúde debilitada de Pink encerrou sua correspondência em 1949) foi calorosa, sincera e paternal. No início de sua correspondência, Pink escreveu: 'Quero que você se sinta perfeitamente à vontade para me chamar para qualquer ajuda que eu possa prestar a você. Estou em contato com vários jovens pastores e considero como parte do meu trabalho, um privilégio oferecer o conselho que eu puder oferecer'. O aclamado contemporâneo de Pink, D. Martyn Lloyd-Jones, recebeu benefícios espirituais ao ler Pink e o recomendou a outras pessoas. Para um jovem ministro, ele disse: 'Não perca seu tempo lendo Barth e Brunner. Você não obterá nada deles para ajudá-lo na pregação. Leia Pink'. Teologicamente, Pink foi rejeitado durante sua vida por causa de sua oposição ao Arminianismo; mas após sua morte, houve uma grande mudança de opinião evangélica em direção à teologia calvinista. Em 1982, a Baker Book House publicou 22 livros de Pink e vendeu 350.000 cópias no total. No entanto, foi o livro a Soberania de Deus de Pink que fez 'mais do que qualquer outro livro em redirecionar o pensamento de uma geração mais jovem'. Depois que Banner of Truth Trust o republicou em 1961 - modificando-o para remover o suposto hiper calvinismo de Pink - o livro vendeu 177.000 cópias em 2004."

['Quem foi A.W. Pink?', em "Os Atributos de Deus" - A.W. Pink, Ed. Legado Reformado]


18 novembro 2022

Aprendizado piedoso 160

"Em vinte e quatro horas, não tenho nem quatro para o descanso natural", escreveu John Knox. Ele não somente estava quase constantemente com o corpo doente, como também sofria de insônia. Além de pregar três vezes mais que a maioria dos pastores de hoje, Knox treinava pastores, reformou o culto e a liturgia, fazia documentos de petições a monarcas, instava com a nobreza [...] Knox também foi afligido, perplexo, perseguido e abatido [2Coríntios 4:7-10]. No entanto, como [o apóstolo] Paulo, sabia que não estava abandonado. Compreendeu que na grande troca, Jesus tinha sido abandonado pelo Pai para que ele – como Paulo e todos os santos cansados e abatidos – jamais o fosse [...] De alguma forma, entre as miríades de tarefas e multidão de aflições, Knox encontrava tempo para escrever bastante – tudo, desde cartas de encorajamento até tratados teológicos. Como em sua pregação, nos seus escritos Knox desejava que Jesus fosse manifesto, e de muitas maneiras, o Senhor encheu os seus escritos de grande poder [...] Knox achava que tivesse "certo desajeitamento em si mesmo", mas parece que nunca tirou tempo de sua agenda ocupadíssima para preocupar-se em como se apresentaria pela palavra impressa. Quando a preocupação suprema de um homem é que a vida de Jesus se manifeste nele, ele não tem tempo de ficar com a bobagem de olhar o próprio umbigo [...] Em carta ao Sir William Cecil, nobre vacilante que havia se conformado com a regência de Maria a Sanguinária, Knox escreveu que "Na causa do Evangelho de Cristo, tu deves ser encontrado simples, sincero, fervoroso e sem fingimento". Knox praticava o que ele pregava – seus escritos demonstram paixão, ternura e clareza teológica.
 
(Alguns trechos do livro "A Poderosa Fraqueza de John Knox", de Douglas Bond, na série "Um Perfil de Homens Piedosos")
 

10 agosto 2021

Aprendizado piedoso 131

face ("word tree" - inglês - Psalms - ESV)

face ("word tree" - português - Salmos - ARA)

rosto ("word tree" - português - Salmos - ARA)


"Deus se move de maneira misteriosa"
(William Cowper)

Deus se move de maneira misteriosa, realizando suas maravilhas; Ele imprime seus passos no mar, e cavalga sobre a tempestade.

Nas profundezas de minas insondáveis, com habilidade infalível; Ele molda seus projetos resplandecentes e executa sua vontade soberana.

Vós, santos temerosos, renovai a coragem; as nuvens que vós tanto temeis, são grandes em misericórdia e romperão em bênçãos sobre a vossa cabeça.

Não julgue o Senhor com débil entendimento, mas confie nele por sua graça; por trás de uma providência carrancuda, Ele esconde uma face sorridente.

Seus propósitos amadurecerão rapidamente, desvendando-se a cada hora; o botão pode ter um gosto amargo, mas doce será a flor.

A descrença cega certamente errará, e esquadrinha a obra dele em vão; Deus é seu próprio intérprete e Ele deixará isso bem claro.

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*** Referências sobre William Cowper, seus hinos e poesias:

"God Moves in a Mysterious Way" (DG) [tradução]

"God Moves in a Mysterious Way" (TGC)

"God Moves" (Sovereign Grace Music)

"God Moves" (St. Michael's Singers)

"Deus se move de forma maravilhosa" (BL)

"Deus se move misteriosamente" (EEV)

"Servos da alegria soberana" (VE bio)

William Cowper (VE)

William Cowper (Ult)

William Cowper (Hymntime)

William Cowper (CCEL)

William Cowper (Gutenberg)

Hino 212 - "Apelo" (HNC)