Print Friendly and PDF
Mostrando postagens com marcador lista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lista. Mostrar todas as postagens

28 julho 2022

pequeno ou GRANDE (v.a.)

 

Segundo informações da NASA (“Solar System Portrait”, JPL, Caltech), esta imagem colorida é parte do primeiro “retrato” do sistema solar feito pela sonda espacial Voyager 1 na década de 1990, e foi registrada a uma distância de mais de 6 bilhões de quilômetros da Terra, que foi apelidada de “Pálido Ponto Azul”, sendo um mero ponto luz do tamanho de apenas 0,12 pixels.

05 março 2022

VALERIA em acróstico

 


Varoa que é dádiva de Deus
Amor sincero e companheiro
Levita com graça em andar faceiro
Exala perfume de aroma sofisticado
Risonha com charme elegante e delicado
Irradia um amor que com raios de brilho reluz
Anelando conjuntamente pelo retorno do Senhor Jesus


Parabéns pelo seu aniversário, meu amor...
Que o Senhor continue sempre te abençoando!

Obra de marchetaria do meu pai, João Hernandes.
Pai, obrigado. Ficou lindo!
Deus te abençoe.

01 fevereiro 2022

PocaFé

 

Em tempos de escassez e dificuldade crescentes para a humanidade, tem faltado muita coisa aos seres humanos, a começar pela fé e pelo amor genuinamente cristãos.

Há um ditado que diz “farinha pouca, meu pirão primeiro”.  Nem precisa de explicação, não é mesmo?! Por isso, se tornou um aforismo ou ditado popular.

Outra escassez que temos experimentado nestes dias é a escassez de amigos e da oportunidade de tomar um bom cafezinho com eles. Assim, temos vivido uma época de “PocaFé”, com pouca (ou nenhuma) fé em Cristo Jesus, e pouco café entre amigos e entre irmãos na fé...

A ‘ausência’ de amigos verdadeiros se faz ‘presente’ no ‘vazio’ da alma ‘cheia’ de tristeza e cansaço.

O contrassenso de um mundo que está aparentemente “encolhendo” através do desenvolvimento de tecnologias de comunicação (os aplicativos, as redes sociais, o velho e esquecido e-mail, a “medieval” ligação telefônica, etc), mas na verdade, está “inflamado no inchaço” do afastamento das pessoas que costumam usar estas tecnologias de comunicação apenas de maneira muito utilitária e pragmática, economizando em frases, em palavras, e até mesmo em letras (“tc”, “vc”, “OMG”, “LOL”, etc).

Ah! Como a vida (especialmente a vida cristã) está ficando mais empobrecida sem amigos e sem café entre eles! Uma vida PocaFé!

Que contraste com o Verdadeiro Amigo, Criador, Mestre, Salvador... o Senhor Jesus Cristo!

“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.” (João 15:12-17)

O que fazemos em tempos de PocaFé?

Fazemos uma oração de clamor, em nome do Filho, que é o “Autor e Consumador da fé” (Hb 12:2):

Senhor, tu és o único e verdadeiro Deus Vivo, Criador, Provedor, Salvador, Conselheiro, Rei, Profeta, Sacerdote, e Amigo! Clamamos, através dos méritos do nosso bendito Redentor Jesus – por meio da sua obediência e do seu sacrifício – que o Senhor, na sua poderosa providência e entranhável misericórdia, estabeleça novos relacionamentos de amizades cristãs verdadeiras em nossas vidas, e restaure as amizades corroídas pelo tempo e pelo desgaste do nosso pecado. Pedimos, e agradecemos, em nome e por amor a Jesus Cristo, o verdadeiro Amigo! Amém

Soli Deo Gloria

 

17 janeiro 2022

Graça Abundante

Graça Abundante ao principal dos pecadores - John Bunyan

Trecho do capítulo "O triunfo da graça":

"Contudo, eu via meu pecado como o mais bárbaro e imundo crime e não pude deixar de concluir, com grande vergonha e assombro, que tinha insultado terrivelmente o santo Filho de Deus. Então, senti minha alma compadecer-se dele e amá-lo muito e, no meu íntimo, o desejei, enquanto percebi que ele ainda era meu amigo e retribuíra com o bem o mal que eu fizera. Sim, o amor e a afeição que ardiam dentro em mim por meu Senhor e Salvador jesus Cristo encorajavam, naquele momento, um forte e apaixonado desejo de vingança contra mim mesmo devido à maneira como o insultei. Para expressar com palavras o que eu pensava, diria que se tivesse 4.500 litros [i] de sangue em minhas veias, de boa vontade eu os derramaria todos à ordem de meu Senhor e Salvador e aos seus pés."

----------------
Notas:
[i] "4.500 litros" correspondem aproximadamente à "1.000 galões imperiais" (thousand gallons, no original). Um detalhe interessante é que esta declaração autobiográfica do autor (John Bunyan) é muito parecida com a declaração do personagem "Esperançoso" no final do capítulo 18 do seu outro livro bastante conhecido, "O Peregrino". No final do capítulo 18, em um diálogo entre os amigos e companheiros de peregrinação, "Esperançoso" responde ao "Cristão": "Fez-me amar a vida de santidade... e desejar fazer algo para honra e glória do nome do Senhor Jesus. Pensei: tivesse eu agora mil litros (thousand gallons, no original) de sangue nas veias, poderia vertê-lo todo por amor de Jesus Cristo".
 
 

15 janeiro 2022

Aprendizado piedoso 135

 

 (imagens da internet)

Amizade Verdadeira

Um homem que tem muitos companheiros pode arruinar-se, mas há um amigo que se apega mais do que um irmão (Provérbios 18:24).

Ninguém gosta de se sentir sozinho e sem um amigo. Todos reconhecemos a importância da amizade e o presente inestimável que um verdadeiro amigo pode ser. Amizade profunda - do tipo marcado por consistência, honestidade e sensibilidade - é o padrão que a Bíblia nos apresenta.

Salomão diz que um verdadeiro amigo é sempre leal, independentemente das circunstâncias: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Provérbios 17:17). Nós vemos nossos amigos exatamente como eles são, e ainda permanecemos consistentes em nossa lealdade a eles. Além disso, amigos sinceros estão preparados para "ferir", com o intuito de que seus amigos possam se tornar tudo o que Deus quer que eles sejam: “Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Provérbios 27:6). Podemos não gostar muito disso, mas cada um de nós precisa de amigos que nos responsabilizem quando nós erramos - e cada um de nós é chamado a ser esse tipo de amigo também.

Devemos também considerar nosso uso da linguagem. Como Paulo diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Efésios 4:29). Você pode quebrar um coração com apenas uma palavra, e pode levar uma vida inteira para consertá-lo.

Homens e mulheres que levam esses princípios a sério podem se perguntar: “Existe realmente algum amigo que incorpore tais características? Existe alguém que eu conheça que seja sempre constante, que me repreenda com amor, que mostre graça e sensibilidade em todas as suas relações comigo?” E a resposta a essas perguntas é encontrada, definitivamente, na pessoa de Cristo. O escopo (alcance, extensão, dimensão, capacidade) da amizade do Senhor Jesus é incrível! Ele fez amizade com os indivíduos mais estranhos - parando debaixo de uma árvore para falar com um cobrador de impostos (Lucas 19), pedindo água a uma mulher samaritana (João 4), estendendo a mão para um leproso (Mateus 8). Ele foi consistente em Seu amor; Ele estava preparado para falar palavras de verdade, por mais desafiadoras que fossem; Ele fortaleceu outros. Supremamente, Ele é aquele que amou Seus amigos o suficiente para dar Sua vida por eles (João 15:13). Ele é "O Bondoso Amigo":

What a friend we have in Jesus,
all our sins and griefs to bear!
What a privilege to carry
everything to God in prayer!

(“What a Friend We Have in Jesus”, Joseph Medlicott Scriven, 1855)
["O Bondoso Amigo" - Hino 200 da "Harpa Cristã"]

A amizade de Jesus é o “padrão áureo” para a nossa. Como amigos de Cristo, somos chamados a amar e criar laços de amizade com os outros, assim como Ele fez. De fato, Jesus disse: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (João 15:14). Devemos aproveitar todas as oportunidades para compartilhar a extensão da Sua amizade com aqueles que não têm amigos, e estão desamparados.

Vivemos em um mundo onde os conhecidos são muitas vezes incontáveis, e os “amigos do Facebook” são muitos. Mas isso não é amizade verdadeira. Você tem amigos que são constantes, próximos e semelhantes a Cristo? Se você tiver, valorize-os. Se não tiver, ore por alguns. E, hoje, seja esse tipo de amigo para os outros. Você talvez seja a resposta para a solidão de alguém, ou a proteção contra a ruína de alguém.

*QUESTÕES PARA PENSAR:
- Como Deus está me chamando para pensar diferente?
- Como Deus está reordenando as afeições do meu coração - o que eu amo?
- O que Deus está me chamando para fazer hoje?

*LEITURA ADICIONAL: Tiago 5:13–20

 

22 dezembro 2021

Aprendizado piedoso 133

 

Antífona: "porque a sua misericórdia dura para sempre" 
(word tree - Salmo 136 - ARA)

   1Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom,
    porque a sua misericórdia dura para sempre.
   2Rendei graças ao Deus dos deuses,
    porque a sua misericórdia dura para sempre.
   3Rendei graças ao Senhor dos senhores,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   4ao único que opera grandes maravilhas,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   5àquele que com entendimento fez os céus,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   6àquele que estendeu a terra sobre as águas,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   7àquele que fez os grandes luminares,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   8o sol para presidir o dia,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   9a lua e as estrelas para presidirem a noite,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   10àquele que feriu o Egito nos seus primogênitos,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   11e tirou a Israel do meio deles,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   12com mão poderosa e braço estendido,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   13àquele que separou em duas partes o mar Vermelho,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   14e por entre elas fez passar a Israel,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   15mas precipitou no mar Vermelho a Faraó e ao seu exército,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   16àquele que conduziu o seu povo pelo deserto,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   17àquele que feriu grandes reis,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   18e tirou a vida a famosos reis,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   19a Seom, rei dos amorreus,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   20e a Ogue, rei de Basã,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   21cujas terras deu em herança,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   22em herança a Israel, seu servo,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   23a quem se lembrou de nós em nosso abatimento,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   24e nos libertou dos nossos adversários,
    porque a sua misericórdia dura para sempre;
   25e dá alimento a toda carne,
    porque a sua misericórdia dura para sempre.
   26Oh! Tributai louvores ao Deus dos céus,
    porque a sua misericórdia dura para sempre.


03 dezembro 2021

Amizade ideal

 

(fonte: _the_grapher__)

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda." (João 15:13-16)

Eu agradeço a Deus pelos amigos que Ele tem me concedido nesta vida, na esperança de conhecer face-a-face, um dia (Maranata!), o melhor Amigo que alguém pode ter: o Senhor Jesus Cristo!

Minha oração é que o Senhor continue abençoando todos os meus amigos!
E esta oração é feita em nome de Jesus, o Amigo perfeito... Amém.

Obs.: Gostaria de adicionar a frase de um destes amigos que citei no texto, José Cláudio, na visão que ele trouxe sobre esta história da amizade representada com os números 220 e 284: "Quando nos esvaziamos de nós, encontramos o outro". Obrigado, Zé, por compartilhar esta verdade. Um abraço amistoso e fraterno.


15 novembro 2021

Tangendo ao intangível

 

Segundo o relato bíblico histórico (Mt 27:27-31), momentos antes da sua crucificação, o Senhor Jesus Cristo, que é o “sol da justiça” e a “brilhante Estrela da manhã” [i], foi “coroado” com uma coroa de espinhos e com um caniço (como se fosse um cetro real) na mão direita, apenas para escarnecerem dele, dizendo: “Salve, rei dos judeus!”. Aqueles zombadores, no pretório, não sabiam que estavam mesmo diante do Rei dos reis e Senhor dos Senhores (1Tm 6:15; Ap 17:14).

Uma das declarações que talvez tenha resumido de forma mais expressiva e contundente a autoridade majestosa do nosso Rei, Profeta e Sacerdote, é a seguinte: “Não há sequer uma parte do nosso mundo do pensamento que possa ser hermeticamente separada das outras partes; e não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: ‘Meu!’” [ii].

Diante desta realidade, somos remetidos também à declaração do apóstolo Pedro: “Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória” (1Pe 5:4). A bela palavra “imarcescível” [iii] também é utilizada em outro magnífico texto encontrado no primeiro capítulo da mesma carta, 1Pe 1:3-9. Inspirado pelo Espírito Santo, o apóstolo Pedro expressa que mesmo que não consigamos “ver” o Senhor Jesus, podemos ama-Lo e exultar “com alegria indizível e cheia de glória” (v.8), “crendo” por meio da fé [iv].

De forma interessante e coerente com esta verdade, o mesmo padrão parece se repetir com a estrela do nosso sistema solar (o Sol), com os elétrons [v] e com o oxigênio necessário para a respiração dos seres vivos, por exemplo, pois apesar de não conseguirmos “enxergar” (pelo menos, “a olho nú”), ou então alcançar [vi] algumas destas realidades físicas, químicas, biológicas, etc − que são, neste sentido e contexto, “intangíveis” − nós claramente as percebemos por meio dos seus efeitos indiretos, como por exemplo o calor e a luz do Sol, o choque elétrico proveniente de uma descarga de elétrons, a preservação da vida através da respiração do oxigênio presente não apenas no ar atmosférico, mas também na água, para organismos aquáticos.

Pensando neste conceito de tangibilidade/intangibilidade, é fascinante como a realidade intangível se revela no que é tangível, principalmente para quem atua em qualquer área da ciência e é, portanto, um estudante da natureza como obra da criação de Deus. O apóstolo Paulo esclarece bem esta questão em Rm 1, particularmente no v. 20: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.

Portanto, temos este efeito tutorial de aprendizado nas coisas tangíveis que nos conduzem, em última instância, ao Intangível, Eterno, Infinito... à Causa Primária... o Senhor Deus “criador do céu e da terra” (Sl 124:8;134:3).

Desta forma, isto se torna uma tremenda lição de humildade e gratidão, pois se os seres humanos são, de maneira geral, “indesculpáveis”, pois todos nós temos o conhecimento de Deus por meio das “coisas que foram criadas”, e então, o cientista como estudante dos detalhes magníficos da obra da criação de Deus, seria ainda mais indesculpável por não o glorificar como Deus, nem lhe dar graças (Rm 1:21).

Em sua clemência e misericórdia como Rei dos reis, este Deus “intangível” em sua infinitude e eternidade se tornou “tangível”, pois “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens” ... se tornou “Deus conosco” (ver Fp 2:5-11 e Mt 1:23).

Graças a Deus por Jesus Cristo!

Glória a Deus por sua soberania, poder, majestade, clemência e misericórdia!

 

*Notas:

[i] “Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça” (Ml 4:2a). “Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã” (Ap 22:16b).
[ii] Abraham Kuyper, “Soberania das esferas”, discurso inaugural da Universidade Livre de Amsterdã, em 20/10/1880.
[iii] “Incorruptível” ou “que não desaparece”.
[iv] “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12:2).
[v] Os elétrons, tipicamente conhecidos como partículas subatômicas, estão relacionados ao fenômeno da eletricidade, por exemplo.
[vi] Atingir ou tanger.


12 novembro 2021

Deus: inspiração para poesia e para ciência

 


Deveríamos nos perguntar: “O que inspira um genuíno poeta?”

Observe algumas estrofes da bela poesia de Amaro Poeta [i]:

 

Deus fez o mundo do nada

E em seis dias terminou,

Dois terços de água em cima

O mar na terra plantou,

E o céu bordado de estrelas

Suspenso no ar deixou.

 

O arco íris pintou

No céu como um diadema,

O sol nascer cor de ouro

E morrer da cor de gema,

E no crepúsculo da tarde

Deixou escrito um poema.

 

Com sua força suprema

Deu velocidade ao vento,

Deu as aves asas soltas

Pra bailar no firmamento,

Porque o mestre é o único

De perfeição cem por cento.

...

O universo perfeito

Pintou de todas as cores,

Fez do chão um lençol verde

E ornamentou de flores,

Com animais e florestas

E deu para os seus pastores [ii],

...

A chuva que cai do manto

Pingo a pingo é peneirada,

O rio de água doce

E o mar de água salgada,

Que a natureza obedece

A quem fez tudo do nada.

...

Do poder ilimitado

O mestre é onipotente,

Do saber absoluto

Deus é o onisciente,

E por estar em toda parte

Ele é onipresente.

 

Deus com sua mão potente

É comandante da nave,

A bordo do globo faz

Girar o cosmo suave,

Dos desígnios e mistérios

Só ele possui a chave.

 

Quem do olho tira a trava

Enxerga os defeitos seus,

Que o mestre é dono de tudo

Até da fé dos ateus,

Que até quem não tem fé sabe

Que o dono do mundo é Deus.


Parece que a inspiração para este genuíno poeta foi o tema da criação de Deus, revelada nas Escrituras, particularmente no relato histórico e literal do livro de Gênesis.  

Os versos finais desta genuína poesia de Amaro Poeta também parecem estar em acordo com as sábias palavras do apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo:

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm 1:20).

Ao longo deste texto (Rm 1:18-27), o apóstolo Paulo deixe bem claro que todos os seres humanos que, “tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças”, “se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato” (v. 21). Ele ainda declara que tais seres humanos, “inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (v. 22).

Como o livro dos Salmos é notoriamente reconhecido como literatura poética e de sabedoria, podemos lembrar que o salmista “poeta” (rei Davi, neste caso), também inspirado pelo Espírito Santo, nos ensina esta mesma verdade sobre a soberania de Deus na criação do universo e do ser humano:

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Sl 19:1).

“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste” (Sl 8:3-5).

Neste ponto, poderíamos nos perguntar também: “O que inspira um sensato cientista?”

Considerando a verdade bíblica como fundamento absoluto, como todos os seres humanos são indesculpáveis por terem o conhecimento de Deus e de seus atributos (“sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas”), então os cientistas (que se ocupam ainda mais com a investigação detalhada da natureza - criação de Deus), são ainda mais indesculpáveis, se não o glorificarem como Deus, nem lhe derem graças. Graças a Deus, por sua providência, que permitiu o desenvolvimento das diversas áreas da ciência ao longo da história da humanidade [iii].

Glória somente a Deus, por sua magnífica obra de criação!

Graças a Deus, por sua misericordiosa e sábia providência!

 

*Notas:

[i] Amaro Rodrigues, conhecido como Amaro Poeta: escritor, poeta, cordelista, natural de Vitória de Santo Antão - PE.

[ii] No contexto do “Mandato cultural”, ver por exemplo, Gn 2:15.

[iii] Por exemplo, ver “A Alma da Ciência: Fé Cristã e Filosofia Natural”, de Nancy R. Pearcey & Charles B. Thaxton.



01 novembro 2021

Fé subatômica

 


Segundo a compreensão atual [i] do modelo padrão da física de partículas, estima-se que um átomo tenha tipicamente o tamanho na escala de ångströms (10-10 m), enquanto que apenas o núcleo seria cerca de 10.000 vezes menor (10-14 m), um bárion (prótons e nêutrons, por exemplo) teria o tamanho na escala de 10-15 m, e um quark teria uma escala menor do que 10-19 m. Em outras palavras, existe uma diferença de quase 10 ordens de grandeza (quase 10 bilhões de vezes) entre o tamanho de um átomo e de uma partícula elementar como um quark. Para uma comparação mais cognitiva destas dimensões e escalas, podemos imaginar que se os prótons e nêutrons (bárions) tivessem um tamanho de 10 cm (na escala de uma régua), então os quarks teriam a dimensão menor do que 0,1 mm, ou seja, a décima parte da menor divisão (milímetro) de uma régua. Nesta comparação, o átomo inteiro teria o diâmetro de cerca de 10 km (a distância típica de um percurso de carro).

Ao longo da vida cristã, durante a peregrinação neste mundo caído pelo pecado (incluindo o nosso próprio), muitas vezes nossa fé é abalada, e, nestas ocasiões, ela parece estar menor do que um quark de um próton, de um núcleo, de um átomo, de uma molécula, de uma célula, de um tecido de um pequeno grão de mostarda.

“E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17:20). Esta declaração do Senhor Jesus Cristo provavelmente é a origem da expressão popular: “fé que remove montanhas”.

Apesar da pequenez da nossa fé em alguns momentos ao longo desta vida, se ela está firmada no Senhor Jesus, que é o “Autor e Consumador da fé” (Hb 12:1-3), ela é uma fé real e concreta, pois esta solidamente depositada no Deus onisciente, onipresente e onipotente, que é o criador e sustentador de tudo o que existe, além de ser o salvador daqueles que depositam toda a sua esperança e fé Nele. Como ensina o apóstolo Paulo: “O justo viverá por fé” (Rm 1:17).

Portanto, o que importa mesmo não é a insignificante pequenez da nossa minúscula fé, mas sim a significativa grandeza do nosso Senhor, e a peculiar e extraordinária dimensão do seu amor e da sua justiça: “...e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3:17-19).

“A alma é a vida do corpo; a fé é a vida da alma; Cristo é a vida da fé” (John Flavel).

Sola fide

Soli Deo Gloria

 

*Notas:

[i] “Contemporary Physics Education Project”: www.cpepphysics.org


A química da morte e da vida

 




Na química da morte e da vida, podemos perceber um fato peculiar, que corrobora com o que o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, nos ensina nas Escrituras:

“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida.” (2Co 2:14-16a)

O fato peculiar é que a molécula atribuída como responsável pelo aroma agradável do assim chamado “arroz aromático” (arroz basmati e arroz jasmin, por exemplo) [i], e também uma das moléculas associadas ao aroma agradável do “pão assado” [ii], é a 2-acetil-1-pirrolina [iii], abreviada por 2AP. O mais curioso sobre a molécula 2AP, é que a sua rota de biossíntese no arroz (e em outras plantas) tem como um precursor a molécula de Putrescina. A molécula de Putrescina [iv] é uma diamina, similar à molécula de Cadaverina [v], ambas podendo ser formadas pela decomposição dos aminoácidos em organismos vivos e mortos, e conferindo tipicamente o odor repulsivo e repugnante da putrefação em cadáveres. 

Portanto, esta maravilhosa realidade química corrobora com o ensinamento do apóstolo Paulo, particularmente quando lembramos que o Senhor Jesus Cristo também se declara como o “pão da vida” (Jo 6:35,48) em uma das 7 magníficas declarações “Eu Sou” encontradas no Evangelho segundo João, e que podemos escutar como um eco da declaração do Senhor em Êxodo 3: “Eu Sou o Que Sou”. Alguns capítulos depois (Êx 16:22-36), observamos no relato bíblico que “os filhos de Israel” comeram do “maná” por 40 anos, ou seja, do “pão” com que o Senhor os sustentou no deserto (v.32). E aqueles que confiam na obra de criação, providência, redenção e salvação do Senhor, o “pão da vida”, podem desfrutar do “aroma” e do “sabor agradável” deste “pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça” (Jo 6:50). Este é o mesmo “pão do céu” que temos a alegria e o privilégio de testemunhar e receber, representado por um pão físico separado do seu uso cotidiano, no memorial celebrado durante o sacramento da Ceia do Senhor (1Co 11:23-32). Comemos deste pão frequentemente, enquanto caminhamos como “peregrinos” neste “deserto da vida”, aguardando pela bem-aventurança de saciar completamente nossa “fome e sede de justiça” (Mt 5:6), no encontro derradeiro com o “pão da vida”.

Além disso, outros textos bíblicos também nos ensinam esta verdade de que Deus nos concede vida por meio do seu Espírito, que nos convence do sacrifício de Cristo Jesus em sua morte na Gólgota (Mt 27:33; Mc 15:22, “lugar da caveira”). Em 2Tm 2:11, o apóstolo Paulo declara: “Fiel é esta palavra: Se já morremos com Ele, também viveremos com Ele”. Neste contexto, poderíamos dizer que a necessidade que temos da salvação, através do sacrifício expiatório do “pão da vida”, é devido ao odor de “putrescina” e “cadaverina” da “carne decomposta pelo nosso pecado”.

Para terminar este texto com um “aroma de esperança” para os que depositam toda confiança e fé no “pão da vida”, podemos lembrar da revelação que o apóstolo João recebeu do Senhor Jesus Cristo a respeito do “novo céu e nova terra” (Ap 21), e compartilhou fazendo a declaração alvissareira que o próprio Senhor Jesus nos “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (v.4). Ou seja, parece que não haverá mais odor de Putrescina e Cadaverina no “novo céu e nova terra”, pois não haverá mais “decomposição” dos corpos glorificados.

Parafraseando o Dr. John C. Lennox, “sim, estou falando sobre o céu, e não me esqueci que sou um cientista”. Vale lembrar que C.S. Lewis declarou, certa vez (The Problem of Pain): “Nós estamos muito tímidos atualmente de sequer mencionar o céu”.

Graças à Deus pela química...

Graças a Deus pelo “pão da vida”...

Graças a Deus pelo “novo céu e nova terra”...

Glória somente à Deus por tudo!

 

*Notas:

[i] https://doi.org/10.1080/87559129.2017.1347672

[ii] https://doi.org/10.1021/jo051940a

[iii] https://doi.org/10.1007/s11103-008-9381-x

[iv] https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/1045

[v] https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/273



Servos da alegria soberana: C.S. Lewis

 

(foto da internet)

"A maneira mais simples de chegar ao cerne da racionalidade de Lewis é dizer que ele acreditava na lei da não contradição, e ele acreditava que onde essa lei fosse abandonada, não apenas a verdade estaria em perigo, mas o romantismo e a alegria também. A lei da não contradição está simplesmente em que afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo e da mesma maneira.
Esse compromisso com as leis básicas da lógica, ou racionalidade, levou Lewis, em seu caminho filosófico, ao mesmo Cristo que ele havia encontrado no caminho em busca do romantismo ou da alegria. No caminho romântico, Lewis foi levado repetidamente a olhar além da natureza para a realidade última – finalmente para Deus em Cristo – porque seus desejos não podiam ser explicados como um produto deste mundo. Agora, como essa mesma coisa aconteceu com o uso de sua razão?
Ele olhou para a cosmologia filosófica e científica emergente no mundo moderno e a considerou autocontraditória.

'Se eu absorvo integralmente a cosmologia científica (que exclui um Deus racional e pessoal), não só não posso me encaixar no cristianismo, como também não posso me encaixar na ciência. Se as mentes são totalmente dependentes dos cérebros, e os cérebros da bioquímica e a bioquímica (a longo prazo) do fluxo sem sentido dos átomos, não consigo entender como o pensamento dessas mentes deveria ter mais significado do que o som do vento nas árvores. E este é para mim o teste final'. (Is Theology Poetry? 21).

Em outras palavras, as pessoas modernas constroem uma visão de mundo que trata seus pensamentos como equivalentes ao vento nas árvores. E então eles chamam esses pensamentos de verdade. Lewis disse que isso é uma contradição. O homem ateu usa sua mente para criar uma visão de mundo que anula o uso de sua mente."

(Pr. John Piper, "Servos da alegria soberana", sobre C.S. Lewis)


23 outubro 2021

A alegria da fotografia


Posso testemunhar que há, pelo menos, 3 momentos de alegria no exercício da fotografia:
1) Ao olhar para o assunto da foto.
2) Ao clicar, registrando a foto.
3) Ao compartilhar a foto.

Dou graças a Deus pela alegria que o exercício da fotografia, como amador, proporciona em minha vida. Ao fotografar a natureza, frequentemente tenho sido conduzido a uma experiência de contemplação e maravilhamento em relação ao propósito e à providência de Deus na Sua criação, que ainda guarda boa parte da sua magnífica beleza original, mesmo depois da Queda pelo pecado, como está registrado no capítulo 3 do relato histórico e literal do livro de Gênesis.

Fotografia:

Segundo dicionários de etimologia, o termo “fotografia” foi cunhado em 1839 pelo pioneiro inglês, Sir John Herschel (filho do conhecido astrônomo), a partir do grego: “photo” (que significa “luz”) + “graph” (que significa “algo escrito”). Desta forma, poderíamos dizer que um fotógrafo seria alguém que tenta “escrever com a luz”, ou seja, alguém que tenta associar “algo escrito” com a “luz”. Neste contexto, é impossível não relembrar do evangelho segundo João, pois aquele que é o Verbo, a Palavra (“Logos”), também é a luz dos homens (Jo 1:1-5). Como discípulos desta Palavra viva, o Senhor Jesus Cristo, a luz do mundo (Jo 8:12;9:5), não é de se estranhar o fato de também desejarmos associar palavra com luz, tentando “escrever com a luz” através da fotografia.

Link para fotografias no Flickr:

Link para fotografias no 500px:

Soli Deo Gloria


02 outubro 2021

flor beija-flor

 


(fotos da internet)

Imitando beija-flores: "a flor beija-flor"

Esta planta, que parece um beija-flor, é chamada Crotalaria cunninghamii, e é nativa da Austrália.

Contemplar esta maravilha da criação de Deus e dizer que foi o resultado do "trabalho" da evolução darwiniana é como ouvir uma magnífica peça musical de J.S. Bach ("Jesus, alegria dos homens" - cantata 147, por exemplo), e dizer que é apenas um "ruído aleatório" sem propósito. J.S. Bach usava a sigla SDG (Soli Deo Gloria) no final de suas partituras musicais para direcionar toda a glória a Deus por suas criações musicais.

Soli Deo Gloria
Glória somente a Deus, que detém os "direitos autorais" da Sua magnífica criação!



10 agosto 2021

Aprendizado piedoso 131

face ("word tree" - inglês - Psalms - ESV)

face ("word tree" - português - Salmos - ARA)

rosto ("word tree" - português - Salmos - ARA)


"Deus se move de maneira misteriosa"
(William Cowper)

Deus se move de maneira misteriosa, realizando suas maravilhas; Ele imprime seus passos no mar, e cavalga sobre a tempestade.

Nas profundezas de minas insondáveis, com habilidade infalível; Ele molda seus projetos resplandecentes e executa sua vontade soberana.

Vós, santos temerosos, renovai a coragem; as nuvens que vós tanto temeis, são grandes em misericórdia e romperão em bênçãos sobre a vossa cabeça.

Não julgue o Senhor com débil entendimento, mas confie nele por sua graça; por trás de uma providência carrancuda, Ele esconde uma face sorridente.

Seus propósitos amadurecerão rapidamente, desvendando-se a cada hora; o botão pode ter um gosto amargo, mas doce será a flor.

A descrença cega certamente errará, e esquadrinha a obra dele em vão; Deus é seu próprio intérprete e Ele deixará isso bem claro.

----------

*** Referências sobre William Cowper, seus hinos e poesias:

"God Moves in a Mysterious Way" (DG) [tradução]

"God Moves in a Mysterious Way" (TGC)

"God Moves" (Sovereign Grace Music)

"God Moves" (St. Michael's Singers)

"Deus se move de forma maravilhosa" (BL)

"Deus se move misteriosamente" (EEV)

"Servos da alegria soberana" (VE bio)

William Cowper (VE)

William Cowper (Ult)

William Cowper (Hymntime)

William Cowper (CCEL)

William Cowper (Gutenberg)

Hino 212 - "Apelo" (HNC)