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06 fevereiro 2026

Escola: uma analogia para a vida cristã

(imagem da internet)

Qual seria uma boa analogia, ou metáfora, para a vida cristã
A vida cristã seria mais parecida com um "parque de diversões", ou seria mais parecida com uma "escola"? Apesar de analogias nunca serem exatas, podemos tentar estudar juntos sobre esta questão:
A analogia da escola parece fazer mais sentido, pois podemos nos lembrar que nessa escola temos aulas diárias com o ProfessorMestre Jesus Cristo [Rabi; ver João 1:383:2]. O Livro didático principal, que é a nossa única regra de fé e prática, são as Escrituras, mas podemos contar também com uma extensa biblioteca que está disponível nessa escola, com vários livros cristãos edificantes. Essa escola também tem um Inspetor de alunos, que é o Espírito Santo, e um Diretor, que é o próprio Deus Pai. Além disso, nessa escola não estudamos solitários, mas temos vários colegas de classe, nossos irmãos e irmãs, com quem trocamos experiências e podemos fazer até tarefas (lições de casaem conjunto. O prédio dessa escola não tem necessariamente uma localização específica, e as aulas podem acontecer "a céu aberto". Contudo, seus alunos precisam de aulas de reforço escolar, principalmente aos Domingos [do latim dies Dominicus que significa "dia do Senhor"], no prédio da igreja local. Nessa escola também há momentos de refrigério no intervalo (recreio), inclusive com merenda escolar. Essa escola é tão diferenciada, que os alunos tem um canal de comunicação direto com o Mestre, com o Inspetor de alunos, e com o Diretor, simultaneamente, e este canal se chama oração. O último aspecto que parece ser importante lembrar sobre essa escola, é que há formatura garantida para cada um dos alunos matriculados [1Pedro 2:9-10], e vários formados [ver "os heróis da fé" em Hebreus 11] já estão listados no próprio Livro didático principal dessa escola. Cada aluno verdadeiramente matriculado nessa escola, mesmo os mais frágeis e vulneráveis, certamente se formará também um dia, e todos receberão o certificado (diploma) de conclusão das mãos do próprio Mestre, na glória do novo céu e nova terra!

Portanto, caros irmãos e irmãs, colegas de classe nessa escola, vamos aprender a persistir e perseverar, seguindo em frente, e lembrando de confiar sempre e somente no Senhor, pois este é um aprendizado cotidiano que vem principalmente da Sua Palavra, e que é testado na escola da vida cristã, por meio das provas e simulados da fé, com os quais nos deparamos diariamente, pela soberana, sábia, justa, benéfica, amorosa e didática providência de Deus
"[...] todavia, o meu justo viverá pela fé" (Hebreus 10:38a)

Ao Senhor e Mestre (Rabi), seja toda a glória, para sempre!


07 julho 2025

Aprendizado piedoso 218

"Agradeça a Deus que a nossa salvação seja trazida para a costa, desembarcada e apoiada em Cristo, que é o Senhor dos ventos e das tempestades! E quais ventos marinhos podem tirar a costa ou a terra fora de seu lugar?" (Carta 189)

"Que estejamos prontos para a partida do navio, para quando o vento e a maré de nosso Senhor nos chamar." (Carta 195)
 
[Trechos das Cartas de Samuel Rutherford, extraídos do devocional "Pensamentos Diários para o Ano"]

22 fevereiro 2025

Era uma vez...

...num reino bem distante, chamado Aiselce...
...havia um déspota chamado Insegurança...
...havia um governador chamado Mediocridade...
...havia um conselheiro chamado Medo...
...havia um arlequim chamado Inveja...
...havia um juiz chamado Hipocrisia...
...havia um carrasco chamado Desamor...
...mas também havia um povo guerreiro, cheio de esperança...
Porém, mal sabiam os moradores de Aiselce, que este reino era propriedade exclusiva de um Rei de muito maior autoridade, que era bom e justo, e que habitava no meio deles, porém um pouco disfarçado – de forma pouco perceptível – para poder observar o cotidiano do povo de Aiselce, sem que eles percebessem...
Ao observar o povo de Aiselce, o Rei se entristecia diariamente, mas por causa do seu grande amor por esse povo, e por tê-lo comprado pagando o alto preço do sacrifício do seu próprio e único Filho – o Príncipe – este Rei misericordioso manifestava uma paciência quase interminável, apesar dos desmandos e atitudes frequentemente miseráveis e mesquinhas que ele observava em Aiselce...
Contudo, certo dia, o Rei agendou uma futura visita real à Aiselce, e prometeu que neste dia faria justiça definitiva e soberana contra toda a injustiça e o mal, transportando para outro reino somente aqueles que eram, de fato, seus verdadeiros súditos. Esse outro reino era ainda maior, divinamente grandioso e eterno, chamado Osiarap...
Alguns dos moradores de Aiselce não prestaram muita atenção a este agendamento de visita futura do Rei, mas outros vivenciaram uma verdadeira convicção de temor e tremor diante desta promessa solene e inabalável do Rei. Alguns, dentre as autoridades que lideravam o reino, pensavam que poderiam se garantir com o Rei, quando ele os visitasse neste agendamento futuro, dizendo algo do tipo: “Oh Rei! Oh Rei! Porventura, não temos nós trabalhado em teu nome, e em teu nome não realizamos muitas coisas?”.
No dia agendado pelo Rei, e sem nenhum atraso, o povo de Aiselce o viu chegando vestido em suas vestes majestosas e reais. Com a autoridade que lhe era própria, o Rei transportou parte do povo de Aiselce – incluindo líderes e liderados – para o reino Osiarap, enquanto ou outros foram lançados no indesejável reino de Sedah, com muito “choro e ranger de dentes”.
Os súditos que foram para Osiarap encontraram lá um belo jardim, com um rio que saía do trono, rodeado por uma praça onde estava localizada a “árvore da vida”, e onde não precisavam nem de “luz de candeia”, porque havia neste reino uma brilhante “Estrela da manhã”. Os habitantes de Osiarap viveram lá para sempre, sem nenhuma lágrima, nem morte, nem pranto, nem dor, por que as “primeiras coisas” já tinham passado. No trono de Osiarap está assentado o Soberano, que é o “Alfa e o Ômega”, o “Princípio e o Fim”, mas que também aparece como a figura de um Cordeiro, que concomitantemente é um Leão... A Ele, toda a glória e o louvor, por toda a eternidade de Osiarap! Amém.