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10 maio 2025

Poesia: "O crepúsculo dos deuses" (Arthur Guiterman)

HO! Heimdal faz soar a trombeta de Gjallar:
As hostes de Hel avançam
E Fenris enfurece-se avermelhado
De seus grilhões no Norte
Libertado está Garm, e Lok está solto,
E liberto está o Gigante Rime;
A Ponte do Arco-Íris está quebrada
Pelas hordas de Muspelheim.
As valquírias selvagens cavalgam o vento
Com lança e escudo retumbante
Onde todos os Hates em batalha
São encontrados no campo de Vigrid;
Pois lá cairão os Poderosos
Adorados por homens valentes -
Grande Odin, Tyr "o destemido",
E Frey, que vendeu sua espada.
E Thor matará o dragão
Cujo sopro será sua ruína.
Os próprios deuses perecerão:
Os filhos dos deuses reinarão!
O Velho Tempo fará soar a trombeta agourenta
Novamente e novamente, despertará as paixões guerreiras
Que dilatam os corações dos homens.
A revolta despertará, e a Anarquia,
Com toda a sua hedionda multidão
- Vingança, Destruição, Rapina,
A prole do antigo Erro,
Com todas as hostes de carnificina
Que nossos próprios pecados devem produzir -
Ódio frio, filha da Opressão,
E Raiva, a filha da Ganância.
Então, embora lutemos
Como os homens sempre lutaram,
Nossos templos cairão, cairão, cairão,
O Mal e o Bem;
Sim, tudo o que agora prezamos
Deve ficar para trás - mas não em vão.
Os deuses que amamos perecerão;
Os filhos dos deuses reinarão!
Então, fortalecidos na fé, ou enfraquecidos na dúvida,
Ou enfurecidos e enlouquecidos, nós enfileiramos
Nossas lanças naquela longa batalha
Que significa, não a Morte, mas a Mudança.
Nosso ponto mais alto, com o mais baixo
Deve assumir o comando sombrio,
E o Bem colherá o Melhor -
Senão, como viria o Melhor?
No entanto, se ganharmos nossa parte,
Como ousamos almejar o todo?
E, se ainda seguirmos em frente,
Por que precisamos saber o objetivo?
Contudo, aqueles cujos corações são constantes
E aqueles cujas almas são sábias
Disseram que, de nossas cinzas...
Uma raça mais nobre surgirá
Dos restos de altares devastados
Para erguer o Santuário Perfeito.
Nossos pequenos deuses devem perecer
E o próprio Deus "EU SOU"* reinará!

[tradução do poema "Ragnarok {the twilight of the gods}", de Arthur Guiterman]

*Nota: Deus "EU SOU" é uma tradução (não literal) do original "God I himself", que parece uma provável referência à declaração do Senhor em Êxodo 3:14, ou ainda, talvez uma referência à Suas declarações "Eu, Eu mesmo" em Jeremias 7:11, Ezequiel 5:86:3.

26 abril 2025

Aprendizado piedoso 212

As presas que se chocavam em poderosas rixas
De mastodontes, agora são bolas de bilhar.
A espada de Carlos Magno, o Justo
Agora é Óxido Férrico, conhecido como ferrugem.
O urso pardo, cujo abraço poderoso,
Era temido por todos, agora é um tapete.
O busto do Grande César agora está na prateleira,
E eu mesmo não me sinto muito bem.

No belo poema de Arthur Guiterman, "On the Vanity of Earthly Greatness" ("Sobre a Vaidade da Grandeza Terrena"), traduzido acima, podemos encontrar verdades bíblicas sobre a transitoriedade da vida terrena. Alguns textos, por exemplo, com as mesmas verdades, podem ser encontrados nas Escrituras:

"Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando." (Tiago 4:13-17)

"Palavra do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém: Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade. Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?
Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre. Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, onde nasce de novo. O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; volve-se, e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus circuitos. Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr. Todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir. O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas." (Eclesiastes 1:1-11)

Poesia: "Colinas" (Arthur Guiterman)

Nunca amei suas planícies!  
Seus vales suaves,
Seus sonolentos caminhos rurais
E vielas aprazíveis.
Eu quero minhas colinas!  
A trilha que despreza o vale. 
Para cima, para cima, o xisto irregular
Onde poucos seguirão,
Para cima, sobre o cume arborizado
E o rochedo repleto de musgo
Com coxa forte, peito arfante,
E ombro balançando,
Então, deixe-me manter meu caminho,
Sem parar por nada,
Até que, ao fim do dia,
Eu esteja, elevado,
No alto das minhas colinas de sonho 
Queridas colinas que me conhecem!
E então, quão legítimas parecerão
As terras abaixo de mim,
Quão puras, na hora da véspera,
Os sinos distantes tocando!
Deus, dê-me colinas para escalar,
E força para escalá-las!

*[tradução do poema "Hills", de Arthur Guiterman]

Poesia: "No hospital" (Arthur Guiterman)

Porque, no galho que bate na minha vidraça
Um broto de folha, desenrolado pelo sol,
Está rompendo seu revestimento marrom-ferrugem em dois,
Eu sei que há Primavera no mundo.

Porque, através do pedaço de céu, cujo azul e branco
Minha janela emoldura ao longo do dia,
Um pássaro amarelo mergulha em um instante de voo,
Eu sei que há Canção.

Porque, mesmo aqui nesta Mansão da Aflição
Onde rastejam as horas tediosas, pesadas como chumbo,
Compaixão e Ternura me ajudam,
Eu sei que há Deus.

*[tradução do poema "In the Hospital", de Arthur Guiterman]