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Mostrando postagens com marcador beleza. Mostrar todas as postagens
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26 abril 2025

Poesia: "No hospital" (Arthur Guiterman)

Porque, no galho que bate na minha vidraça
Um broto de folha, desenrolado pelo sol,
Está rompendo seu revestimento marrom-ferrugem em dois,
Eu sei que há Primavera no mundo.

Porque, através do pedaço de céu, cujo azul e branco
Minha janela emoldura ao longo do dia,
Um pássaro amarelo mergulha em um instante de voo,
Eu sei que há Canção.

Porque, mesmo aqui nesta Mansão da Aflição
Onde rastejam as horas tediosas, pesadas como chumbo,
Compaixão e Ternura me ajudam,
Eu sei que há Deus.

*[tradução do poema "In the Hospital", de Arthur Guiterman]

27 janeiro 2023

A magnífica beleza da Criação - 1

https://margodolan.smugmug.com/Snowflake-Photography/Snowflakes

Os flocos de neve ("snowflakes") são obras de arte de um Criador que detém os "direitos autorais" da sua magnífica Criação. As fotos destes minúsculos objetos, como por exemplo registradas em álbuns de fotografias (ver link acima) e perfis de redes sociais (thewonderofsnow, por exemplo), são de deixar qualquer pessoa boquiaberta. Mesmo fazendo referência ao frio da neve, estas fotografias, na verdade, aquecem o coração de quem as contempla.

Desta forma, se Deus permitir pretendemos começar aqui uma série de postagens sobre "A magnífica beleza da Criação", com o propósito de estimular à contemplação da obra de Criação de Deus que, mesmo depois da Queda (Gn 3), ainda guarda boa parte da beleza remanescente da Criação original (antes da Queda), que era perfeita, como o próprio Senhor definiu: "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia." (Gn 1:31).

Soli Deo Gloria


(floco de neve em forma de cruz)


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Referências:
1) As formas dos flocos de neve tem sido estudados, como pode ser observado neste link.
2) A química da neve e do gelo tem sido estudada, como pode ser observado neste link.


23 março 2022

Beleza Redimida

"Isso me faz pensar que, embora tenhamos dado bastante atenção ao ensino da Verdade e da Bondade dentro de nossas escolas clássicas, fizemos isso comprometendo o ensino da Beleza... Preocupo-me com a possibilidade de nossos esforços educacionais estarem, na verdade, sendo minados por um relativismo, sorrateiro, que se faz cada vez mais presente. A Verdade, a Bondade e a Beleza não estão separadas - elas dependem umas das outras e uma conduz à outra. E se a Beleza for desprovida de sua natureza transcendente e realocada para somente dentro dos processos psicológicos particulares, logo a Verdade e a Bondade farão o mesmo."

"A era clássica e cristã acreditava que o mundo estava repleto de significado e propósito divinos, os valores cósmicos da Verdade, da Bondade e da Beleza. O objetivo da educação era alinhar as afeições, os desejos e amores do aluno com aqueles valores cósmicos, de modo que ele viesse a amar aquilo que é verdadeiramente amável, desejar aquilo que é verdadeiramente desejável e, portanto, a experimentar o florescimento de sua humanidade."

"Logo, a primeira coisa que precisamos entender é esta: a Beleza é uma física; é uma força gravitacional que atrai ao Verdadeiro e ao Bom. A segunda é que a Beleza fascina em direção ao Verdadeiro e ao Bom, despertando no íntimo um amor que se esvazia do eu e busca servir ao objeto das afeições, e não controlá-lo e dominá-lo."

"A arte e a música - como pontes para essa comunhão - nos antecipam e nos preparam para, na ocasião da volta de Cristo, a transfiguração do cosmo, proporcionando-nos, já no presente, um antegosto desta transfiguração. Quando seus alunos entenderem isso, fique alerta! Você não conseguirá conter o entusiasmo deles: seu amor pela boa arte e pela boa música irromperá!"

(Trechos do livro "Beleza Redimida: cultivando uma estética elevada na educação", de Steve Turley)


31 janeiro 2022

Oração: a beleza de Tua paz

 

(https://www.flickr.com/photos/marcelohernandes/51827059357)

 
"Derrama teu orvalho calmo de tranquilidade
Até que cessem todos os nossos esforços;
Leva de nossa alma a tensão e o estresse,
E que nosso viver ordenado confesse
A beleza de tua paz.
Sopra em meio ao calor de nosso desejo
Teu frescor e teu bálsamo;
Que o sentido fique mudo, que a carne se retire;
Fala no meio do terremoto, do vento e do fogo,
Ó voz tranquila e suave da calma!"
 
[Tradução de um trecho do hino "Dear Lord and Father of Mankind", de John Greenleaf Whittier (1872). Fonte do hino: "Glory to God: the Presbyterian Hymnal #169"]
 
 

07 dezembro 2021

Poesia "Tarde demais eu te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova!"

"Tarde demais eu te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu te amei! E eis que tu estavas dentro de mim, enquanto eu estava fora; era lá fora que te procurava. Criatura deformada, mergulhei de cabeça nesses objetos de beleza que tu criaste. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Elas me detiveram longe de ti, essas coisas belas que, se não estivessem em ti, simplesmente não existiriam. Tu me chamaste, gritaste e rompeste minha surdez. Tu reluziste, brilhaste e aniquilaste minha cegueira. Tu espalhaste doces perfumes, e eu os inalei e suspirei por ti. Degustei, e senti fome e sede. Tu me tocaste, e eu senti um desejo ardente de tua paz."
(Agostinho de Hipona, Confissões, livro 10, seção 38)

Uma bela interpretação desta poesia pode ser encontrada na música "Tarde te amei", de Stênio Marcius: