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05 junho 2026

Aprendizado piedoso 243

sermonaudio.com/sermons/529261632232066

Tema do sermão traduzido: 
"Clamando sinceramente para ser conduzido à Alta Rocha"
(pr. Joel Beeke) 
[texto base: Salmos 61
 
 
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Alguns trechos graciosos e edificantes deste sermão:
 
'[...] Não há rocha como o nosso Deus. Ele guardará os passos dos seus santos. Ou digam novamente com Davi: "Tu alargaste os meus passos, para que os meus pés não escorregassem". Tais pessoas que clamam a Deus jamais perecerão. Um conhecido poeta expressou desta forma: "Jesus Cristo, o amigo do pecador, ama o Seu povo até o fim. E para que possam permanecer em segurança, Ele é a rocha na qual se escondem. Como uma rocha, Ele os protege bem da fúria do pecado e do inferno. Protegidos em Seu lado ferido, agora nenhum mal pode lhes aprisionar. No remo protegido-da-tempestade, agora unidos a Ele para sempre." [...]'**
**No original (inglês), o poema citado no sermão é o seguinte: "Jesus Christ, the sinner's friend, loves His people to the end. and that they may safe abide, He's the rock in which they hide. As a rock, He guards them well from the rage of sin and hell. Sheltered in His wounded side, now no ill can them be tied. From the tempest-covered oar, one with Him forevermore.

'[...] Sim, quando você é guiado por esse espírito a enxergar o seu pecado, Aquele que o esvazia da sua justiça, Ele o conduzirá a esta rocha, uma rocha mais alta do que todos os seus pecados, todas as suas dúvidas, todos os seus medos, uma rocha mais alta até mesmo do que todas as suas esperanças, toda a sua fé e todo o seu amor, uma rocha que ninguém pode medir, uma rocha infinita, perfeitamente adequada para o maior dos pecadores. Então, ouça o que outro poeta disse. Este é um poema incrível: "Se todos os pecados que os homens cometeram em vontade, em palavra, em pensamento, em ação, desde que os mundos foram criados e o tempo teve início, fossem colocados sobre a cabeça de um pobre pecador, somente o sangue de Jesus Cristo poderia expiar e varrer toda essa quantidade de pecado" [...]' ***
***No original (inglês), este é o outro poema citado no sermão: "If all the sins that men have done in will, in word, in thought, in deed, since worlds were made and time began, were laid on one poor sinner's head, the blood of Jesus Christ alone could for this mass of sin atone and sweep it all away."
 
'[...] Thomas Scott escreveu estas palavras famosas: "Quando preocupações, medos, tristezas ou tentações, como uma torrente, inundam nossos corações, nossos clamores a Deus devem simplesmente se tornar mais fervorosos do que nunca, e devemos ir a Ele. Se Ele ouve o grito de um jovem corvo [Sl 147.9], você não acha que Ele ouvirá o grito de um pecador arrependido?" Oh, eis um convite! Você pode tremer sobre aquela rocha, mas aquela rocha jamais tremerá sob o seu peso. Você pode até tremer sobre aquela rocha. Você pode até mesmo vir à Ceia do Senhor tremendo pela primeira vez, mas você está vindo para a rocha. E você experimentará que a rocha não tremerá sob o seu peso, porque esta rocha permanece firme e inabalável para sempre. Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará [Sl 91.1]. Corra para a rocha. Enterre-se, por assim dizer, na rocha. [...]'

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Hino de R.A. Searles (1873)
["Conduza-me à Rocha"]
 
1. When mountains of doubt hem me in on each side,
And waves of affliction roll in like a tide;
When vainly I seek some new pathway to try,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
 
Refrain:
Oh, lead me to the Rock, Oh, lead me to the Rock,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, Oh, lead me to the Rock that is higher than I.

 
2. When storms of deep trouble rage fiercely around,
When forebodings of ill in my spirit abound;
When the hopes of a lifetime are blighted and die,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me, etc.
 
3. The sun of prosperity brightly may shine,
And my heart round its treasures too closely may twine,--
When my hopes are in danger of rising too high,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc.
 
4. When nearing the shore of the river of death,
And the moments fly swiftly with each labored breath,
When losing my hold of each dear earthly tie,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc.
 
5. Whatever my lot, be it wearily sad,
Or actively busy or joyously glad;
In each joy and sorrow, my God, be thou nigh,
And lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc. 
 
{Grove Songs #2, 1873
 
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1. Quando montanhas de dúvida me cercam de cada lado,
E ondas de aflição me invadem como uma maré;
Quando em vão busco um novo caminho a trilhar,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.

Refrão:
Oh, guia-me à Rocha, Oh, guia-me à Rocha,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.


2. Quando tempestades de profunda angústia rugem ferozmente ao meu redor,
Quando pressentimentos de mal abundam em meu espírito;
Quando as esperanças de uma vida inteira se desfazem e morrem,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me, etc.

3. O sol da prosperidade pode brilhar intensamente,
E meu coração pode se apegar demais aos seus tesouros,
Quando minhas esperanças correm o risco de se elevarem demais,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.

4. Quando me aproximo da margem do rio da morte,
E os momentos voam velozmente a cada respiração ofegante,
Quando perco o controle de cada laço terreno querido,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.

5. Seja qual for o meu destino, seja ele de profunda tristeza,
Ou de intensa atividade ou de alegria plena;
Em cada alegria e tristeza, meu Deus, esteja perto,
E guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.
 
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Aprendizado piedoso 242

sermonaudio.com/sermons/61260240955

Tema do sermão traduzido: 
"Amar a Cristo como nosso intercessor perpétuo e superior"
(pr. Joel Beeke) 
[*texto base: Hebreus 7:14-28
 
 
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Graciosa ilustração do pr. Joel Beeke neste sermão*:
'[...] Bem, a intercessão de Cristo, portanto, aponta para a superioridade do seu sacerdócio, tanto em termos de duração quanto de atividade, a intercessão incessante. Mas, finalmente, deixe-me analisar este pensamento com vocês, também em seus efeitos. Salvação ilimitada. Observem novamente o versículo de Hb 7.25: "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Eles estão se aproximando de Deus por meio dEle {Cristo}. Isso é realmente poderoso! 
"Totalmente" (Completamente, Perfeitamente). "Panteles" é a palavra no original (grego). Uma palavra difícil de traduzir. Mas "totalmente/completamente" significa duas coisas. Duas coisas. Pelo menos duas coisas. Talvez mais. Em primeiro lugar, "totalmente/completamente" pode se referir ao tempo. Nesse caso, o texto está dizendo que Cristo, uma vez que começa a agir no coração de um ser humano, o salvará para sempre. Ele o salvará até o fim, até o último instante. Nunca haverá um dia em que o poder de Cristo esteja enfraquecido ou Sua força diminuída, em que Ele não seja capaz de te guardar, querido filho de Deus, de te sustentar, de te amparar, não importa quais sejam os problemas {tribulações}. Você nunca precisa temer que a cada dia possa perder sua salvação, ou que possa escapar de Suas mãos e cair na ruína eterna. Não, não, não. Ele {Cristo} te guardará até o último instante, até o fim da sua vida. Ele nunca te abandonará. 
<ILUSTRAÇÃO> Você sabia que havia um pastor chamado Ebenezer Erskine na Escócia? E Ebenezer Erskine era um homem muito piedoso. Naquela época, claro, os pastores também testavam seus fiéis quando estes chegavam ao leito de morte, para ter certeza de que estavam prontos para partir. E ele foi até uma senhora idosa e moribunda, e perguntou a ela se estava pronta para morrer. Ela disse: "Sim, pastor". Ele perguntou: "Com base em quê?". Ela respondeu: "Com base no sangue de Cristo e em toda a sua obra". E ela estava se apoiando em Sua intercessão. Ele perguntou: "Mas como você sabe disso?". "Bem, pastor, por causa do que o senhor nos disse {ensinou}". "Bem, o que eu lhes disse {ensinei}?", perguntou ele {pastor Ebenezer Erskine}. Ela respondeu: "Bem, você disse que, se somos verdadeiros crentes, fazemos parte do Seu corpo, e a cabeça {Cristo} não pode ser separada do corpo {igreja}, então somos parte dele. E que ninguém pode nos arrancar de Suas mãos". "Ah", disse o pastor, "mas e se você simplesmente escorregasse por entre Seus dedos e caísse?" Ela respondeu: "Impossível, pastor {...} Eu não posso cair por entre Seus dedos, se eu sou um de Seus dedos. Eu não estou apenas em Suas mãos, mas sou parte do Seu corpo". "Ah", o pastor disse, "você passou no teste. Você está pronto para morrer. Você pertence a Cristo". Essa é uma pequena e bela história que ilustra perfeitamente o que estou {pastor Joel Beeke} dizendo: Ele {Cristo} nunca, jamais, jamais, jamais, jamais vai te abandonar. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam. Mas a palavra "totalmente/completamente" também pode se referir à "completude", à "totalidade". Ele {Cristo} salva completamente. Ele salva plenamente. Ele salva absolutamente. Ele salva perfeitamente, até o fim. [...]'

01 janeiro 2024

Abençoado Ano Novo

 

Novo Ano, Novos Dias...

É um bom costume desejarmos, uns aos outros, um "Feliz Ano Novo", normalmente querendo dizer algo do tipo: "Espero que você permaneça saudável, que tudo corra bem para você e que você tenha muita prosperidade este ano em tudo o que faz". 

No passado, era comum desejar, uns aos outros, um "Abençoado Ano Novo", significando algo do tipo: "Espero que tudo o que aparecer pela mão da Providência de Deus este ano seja santificado para você, em e através de Cristo, para que você possa ser paciente na adversidade, agradecido na prosperidade, e ter uma firme confiança em nosso Deus e Pai fiel, pelo futuro desconhecido". 

Nas palavras de Samuel Rutherford: "Todos os dias podemos ver algo novo em Cristo. Seu amor não tem borda nem fundo. Em nossas variações de sentimento, é bom lembrar que Jesus não admite nenhuma mudança em Seus afetos; o [nosso] coração não é a bússola pela qual Jesus navega".

Então, desejamos a você e sua família um Abençoado Ano Novo!

(Mensagem de Ano Novo, baseada em texto publicado pelo pr. Joel Beeke)

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"Ó AMOR INCOMPARÁVEL...
...Tua bondade esteve comigo durante mais um ano,
    guiando-me em meio à vastidão tortuosa,
    ajudando-me a avançar ao me fazer retroceder,
    assegurando meu progresso ao me fazer voltar;
Tua bondade estará comigo no ano que se avizinha;
Levanto âncora e iço velas,
Tendo-te como o bendito Piloto do meu futuro, como em meu passado...."

(Trecho da oração "Fim de Ano", no livro "O vale da visão")

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"Ó SENHOR...
...Lanço meu barco sobre as águas desconhecidas deste ano,
     tenho a ti, ó Pai, como meu porto,
     a ti, ó Filho, como meu leme,
     a ti, ó Santo Espírito, enchendo-me as velas..."

(Trecho da oração "Ano Novo", no livro "O vale da visão")


12 março 2019

Aprendizado piedoso 121

Uma didática e edificante ilustração usada pelo pr. Joel Beeke em pregação sobre "O único jeito de viver e morrer":

"Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Filipenses 1:21)

"Havia um homem italiano chamado Galatius, convertido na época da Reforma. Ele teve que desistir de suas propriedades na Itália, e fugir para Genebra. Sua perda foi tão considerável para a igreja de Roma, que lhe foi oferecida uma passagem gratuita de volta, e restauração de todas as suas propriedades, se ele quebrasse os laços com João Calvino, e com a Fé Reformada em Genebra. E esta é a mensagem que ele [Galatius] enviou de volta a Roma: 'Deixe seu dinheiro perecer com você*, que estima todo o ouro deste mundo digno de ser comparado com uma hora de comunhão com Jesus Cristo'. Uma hora é mais valiosa do que tudo deste mundo. Você conhece momentos como aquele, de doce comunhão do Senhor contigo? Essa é a sua vida? É para você, viver, Cristo, e morrer, lucro?"

*Nota: ver semelhança com a exortação do apóstolo Pedro em Atos 8:20, "Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus". Em inglês, na versão da Bíblia KJV, a semelhança é ainda maior do texto: "Thy money perish with thee" ("O seu dinheiro pereça com você").
Soli Deo Gloria 

01 março 2019

Justificação pela fé somente

A importante Doutrina da Justificação pela Fé Somente (Sola Fide) está diretamente relacionada com a grande revolução teológica ocorrida na Reforma Protestante do século XVI. E não somente isto, mas esta Doutrina é o que distingue a Fé Cristã Reformada de outras formas de fé ao redor do mundo, pois todas acabam sendo meritocráticas, em última instância. Segundo a Doutrina da Justificação pela Fé Somente, o cristão é salvo não por seus próprios méritos, mas pelos perfeitos méritos de Cristo Somente (Solus Christus).

Para quem quiser ler um excelente texto a respeito deste assunto, recomento um texto do pr. Joel Beeke intitulado "Justificação pela Fé Somente (A Relação da Fé com a Justificação)" (link em PDF), que está traduzido parcialmente do original em inglês, intitulado "Justification by faith alone (The Relation of Faith to Justification)" (link em PDF). Abaixo podem ser encontrados alguns trechos extraordinários encontrados neste texto do pr. Joel Beeke. Outros trechos selecionados a partir da leitura deste maravilhoso texto podem ser encontrados neste arquivo PDF.

Horatius Bonar explica desta forma: "A fé não é obra, nem mérito, nem esforço; mas é o cessar de tudo isso, e a aceitação em seu lugar daquilo que um outro fez - fez completamente, e para sempre". 
B.B. Warfield resume desta maneira: “É do seu objeto [Jesus Cristo] que a fé deriva seu valor...O poder salvador da fé, dessa forma, não reside em si mesma, mas no Salvador Todo-Poderoso em quem ela reside...Não é a fé que salva, mas a fé em Jesus Cristo...Falando estritamente, não é nem mesmo a fé em Cristo que salva, mas Cristo que salva através da fé”.
Só existe fé ou condenação (Marcos 16:16; João 3:18). A fé é indispensável. 
John Flavel escreveu: "A alma é a vida do corpo; a fé é a vida da alma; Cristo é a vida da fé".
***O Espírito Santo usa a fé para operar a graça soberana. Como G. C. Berkouwer declara: "O caminho da salvação é o caminho da fé justamente porque é somente em fé que a exclusividade da graça divina é reconhecida e honrada...A fé não é uma competidora da sola gratia [pela graça somente]; mas a graça soberana é confirmada pela fé...Sola Gratia e Sola Fide [pela fé somente], dessa forma, permanecem o tudo ser e tudo terminar do relacionamento entre a fé e a justificação".

***Quanto a esta relação entre a Graça (gratia) e a Fé (fide), o próprio pr. Joel Beeke já usou uma ilustração muito didática em uma pregação para ensinar sobre esta questão. Antes de mostrar a ilustração que ele usou, vamos relembrar, por exemplo, do texto de Efésios 2:8-9, " Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie". Vamos agora à ilustração que ele usou na pregação: "Imagine um homem caminhando no deserto ao meio-dia, com o sol quente em sua cabeça, morrendo de sede, procurando por água. Em sua direção, vem outro homem carregando um copo com água fresca e oferece ao homem sedento, que toma a água através de um canudo. Quando o homem, antes sedento, terminar de beber a água, o que vocês acham que ele vai exclamar? 'Oh! Que canudo maravilhoso!!!' É claro que não! Ele, com certeza, vai exclamar 'Oh! Que água maravilhosa!!!' Já dá para perceber que a água é equivalente à graça, a substância, e o canudo é equivalente à fé, o instrumento da salvação".

Outra Doutrina que teve um papel central na Reforma Protestante foi a da Sola Scriptura, esta convicção de que somente as Escrituras são a Palavra de Deus e, portanto, a única regra infalível para a vida e doutrina.

Portanto, para terminar este texto, já que falamos de várias Doutrinas que foram importantes contribuições da Reforma Protestante, só falta falar da última (Soli Deo Gloria) das 5 grandes Doutrinas que foram resumidas nos chamados 5 Solas (Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Soli Deo Gloria).

Soli Deo Gloria (SDG): Toda a glória somente a Deus, por tudo, sempre!

23 fevereiro 2019

Aprendizado piedoso 120

Uma extraordinária ilustração usada pelo pastor Joel Beeke na pregação sobre a "Importância e Possibilidades da Segurança da Salvação".

Pregando em Romanos 8:34-39

Fonte:
“Importance and Possibilities of Assurance”

A partir do tempo 51:30 (51 minutos e 30 segundos), o pastor Joel Beeke começa a citar o versículo 38, “nem a morte nem a vida” poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Quando Paulo fala que “nem os anjos, nem os principados”, ele está se referindo aos anjos bons e aos anjos caídos. Paulo está falando aqui como em Gálatas 1:8, que “mesmo que um anjo vindo do céu vos pregue um evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”. Nem mesmo Gabriel, nem mesmo Miguel, com todo o seu poder, podem nos separar do amor de Deus. Está relatado em Isaías 37:36 e em 2 Reis 19:35, que em apenas uma noite, um Anjo do Senhor saiu e feriu, no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil, por exemplo. Porém, Cristo é mais poderoso do que os anjos. Ele é todo-poderoso! E quanto aos principados, os anjos caídos, eles devem nos separar do amor de Deus? Não, diz Paulo! Lembre-se de Lucas 22:31-32: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti...”. Satanás tem permissão para nos colocar em tentação e em prova. Calvino colocou desta maneira: Na providência de Deus, as vezes até mesmo Satanás é um bom médico para nós. Ele disse que Satanás usa os seus artifícios e dispositivos, mas Deus transforma-os segundo a Sua vontade. Os mesmos dispositivos que Satanás tenta usar para destruir-nos, Deus irá fazer uma reviravolta para trazê-los para os maiores níveis de segurança na salvação de que vocês nunca experimentaram antes! Satanás não nos separará de Jesus Cristo!
A partir do tempo 55:27 (55 minutos e 27 segundos), o pastor Joel Beeke começa a usar uma extraordinária ilustração na pregação. Ele diz que no nordeste dos Estados Unidos, o bacalhau (“codfish”) é um grande negócio comercial. Há um mercado para este bacalhau em todo o território dos Estados Unidos, especialmente nas regiões mais afastadas da costa nordeste. Mas a demanda por bacalhau representou um problema para os transportadores desta mercadoria. No início, eles congelavam o bacalhau e os enviavam assim, mas o congelamento tirava grande parte do sabor. Então, eles experimentaram transportá-los vivos em tanques de água do mar, mas isso se mostrou ainda pior. Não apenas era mais caro transportar dessa maneira, como ainda o bacalhau perdia o seu sabor e, além disso, tornava-se macio e mole no caminho. Finalmente, alguma pessoa criativa resolveu o problema de uma maneira mais inovadora. O bacalhau foi colocado no tanque de água junto com o seu inimigo natural, o bagre (“catfish”). A partir do momento em que o bacalhau deixou a costa leste até chegar ao seu destino mais ocidental, os bagres caçadores perseguiram o bacalhau por todo o tanque. A coisa mais incrível aconteceu. Quando o bacalhau chegou ao mercado, eles estavam tão frescos quanto no dia em que foram pegos pela primeira vez. Não houve perda de sabor nem a textura foi afetada. Se tivesse acontecido qualquer coisa, estava melhor do que antes! O bagre foi usado para manter o bacalhau fresco. Satanás é o bagre, e Deus o usa para nos manter atentos, caminhando próximos ao Senhor Jesus Cristo. Satanás não nos ataca quando nos tornamos desleixados em nossa vida espiritual. O pastor Joel Beeke não está dizendo que devemos agradecer a Deus por Satanás, mas ele está dizendo que devemos agradecer a Deus por prevalecer sobre os dispositivos e artimanhas de Satanás, e por usar estes dispositivos de Satanás para manter-nos próximos Dele, do Senhor Jesus!

Soli Deo Gloria!

09 dezembro 2015

Aprendizado piedoso 115

Tradução de uma oração feita pelo Dr. Joel Beeke na Casa Legislativa do Estado de Michigan:

"Deus Altíssimo, nós Te agradecemos por ser o Deus vivo e triuno. Nos permita conhecer a Tua grandeza e sentir a nossa pequenez. O Teu reino é um reino eterno, e o Teu domínio é de geração em geração. Tu dominas sobre o reino da humanidade; os poderes que existem são Teus servos para o bem da humanidade.
Portanto, Pai celestial, eu te agradeço por esta Legislatura do Estado, e oro para que Tu conceda-lhes, em tudo o que eles fazem, o santo temor do Teu Nome, estimando os Teus sorrisos e olhares severos, mais do que os sorrisos e olhares severos dos homens. Guia-os em todas as decisões que eles tomam; os conceda sabedoria – sabedoria celestial, acima e além da sua própria. Ajude-os a servi a Ti a aos outros, como homens e mulheres da verdade, da justiça e do amor. Faça-os odiar o pecado e honrar ao Teu Filho, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Conduza-os a perseguir e promover a justiça espiritual, moral e fiscal. Concede-lhes a coragem e a sabedoria para mostrar misericórdia para com os necessitados e para defender os indefesos. Preencha-os com um oceano abundante de compaixão. Permita que o reino de amor seja o seu propósito, e a lei do amor seja a sua regra. Faça-os lutar para serem homens e mulheres de Deus, bem conhecidos por sua integridade; Permita-os serem honrados pela sua bondade, por meio das pessoas que os elegem.
Senhor, vivemos em dias conturbados, em que o pecado é propagado, onde muitas pessoas parecem fazer o que é certo aos seus próprios olhos, ao invés do que é certo aos Teus olhos, em relação aos assuntos relacionados à santidade de vida e as estruturas fundamentais da nossa sociedade. Ó, Senhor, livra-nos de percorrer o nosso próprio caminho. Ajuda-nos a nos humilhar diante de Ti, a arrependermo-nos dos pecados e nos voltar a Ti, pois Tu prometestes que se nos arrependêssemos, Tu nos ouviria dos céus, perdoaria os nossos pecados, e curaria a nossa terra. Lava todas as nossas fraquezas e pecados no sangue expiatório de Cristo. Ajude-nos, a todos, a lembrar que Tu, Ó Deus, és o Juiz de toda a terra. Permita-nos, portanto, encontrar a misericórdia do Teu Filho, quando Ele voltar para julgar os vivos e os mortos. Em nome de Cristo, nós oramos. Amém."


19 setembro 2014

Aprendizado piedoso 95

Tradução e transcrição de um trecho do sermão "The Essence of the Gospel" ("A Essência do Evangelho"), ministrado pelo Dr. Joel Beeke, e disponível em:

Texto base: 
1Timóteo 1:15-17
“15. Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
16. Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.
17. Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!”

(a partir de 39:10, ou seja, 39 minutos e 10 segundos do áudio)
“... A incrível paciência de Deus. Leia o versículo 16 comigo... ‘...evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade...’, no grego original, significa ‘paciência ilimitada’...
... Paulo está dizendo o seguinte. Aqui estava eu, no meu caminho para Damasco, cheio de ira e determinado a perseguir os cristãos, atormentá-los e matá-los. Eu estava determinado a não ter descanso enquanto houvesse um seguidor do Nazareno ainda vivo. Mas, então, ao meio-dia em vi uma luz brilhante e fui derrubado ao chão. O próprio Filho de Deus apareceu, em glória, para me encontrar. E não havia nenhum tipo de vingança em suas mãos. Nenhuma intenção de ferir este homem mau. As primeiras palavras que saíram da sua boca não foram ‘saia daqui, pecador, perseguidor...’ Não! Mas foi o mesmo Jesus paciente. O mesmo que, na cruz, disse ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem’ (ver Lucas 23:34). Este sempre longânimo e paciente Redentor, que foi cuspido e esbofeteado (ver Mateus 26:67). O mesmo Salvador, tardio para irar-se (ver Salmos 145:8; Joel 2:13; Jonas 4:2; Naum 1:3), tardio para falar, pronto para ouvir (ver Tiago 1:19). Jesus ameno, Salvador gentil, pregado na cruz por seis longas horas, sem qualquer impaciência, sem gritar para o céu ‘seja rápido, Pai, e termine tudo logo’. Mas, sim, pacientemente tomando do cálice da ira de seu Pai. Esta é a imensurável paciência do Nosso Senhor, queridos filhos de Deus...
... Paulo, meditando nesta gloriosa paciência do Evangelho, termina com a maravilhosa doxologia: ‘Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!’...
... Como Isaac Watts escreveu no hino:
‘Love so amazing, so divine,
demands my soul, my life, my all.’
(traduzindo:
Amor tão maravilhoso, tão divino,
exige minha alma, minha vida, meu tudo.’)”

08 agosto 2014

Aprendizado piedoso 90

Transcrição de um trecho do sermão "Os Puritanos e o amor de Deus no Céu", ministrado pelo Dr. Joel Beeke, no Simpósio OsPuritanos 2014, em Maragogi-Al:

Texto base para a pregação:

(começando em 02:15)
[Oração:] Senhor Deus, Tu prometestes preparar os Céus para o teu povo. Prepara-nos para os Céus. Faça-nos santos nesta vida, para que possamos chegar ao clímax da santidade dos céus e possamos experimentar a alegria de te cultuar para todo o sempre, como a noiva perfeita, do noivo perfeito. E, à medida que elevamos nossas almas aos Céus nesta manha, dá-nos liberdade para verdadeiramente acreditarmos que esta é a utopia futura do crente. E que desejemos mais aquele grande dia, quando o nosso próprio Salvador virá como juiz e nos abraçará com braços de amor, e nos dará tudo o que precisaremos, para todo o sempre, para podermos focar somente nEle. Oh! Deus, apressa este dia, quando este corpo mortal se revestirá de imortalidade, e quando esta corruptibilidade se revestirá de incorruptibilidade, e quando estaremos para sempre com o Senhor. Em nome de Jesus. Amém.”
(começando em 27:24)
“[Nos Céus], este relacionamento com Jesus Cristo não será de perfeição somente nEle, mas também em nós. Uma das grandes belezas dos Céus é que nós estaremos completamente conformados com a imagem de Cristo. Nós O veremos como Ele é, mas ainda mais, nós seremos como Ele, de tal forma que Ele verá a sua própria imagem refletida em nós. Não haverá mais pecado. Nós teremos almas perfeitas. Você consegue imaginar isto, que não haverá mais pecado? O puritano John Owen coloca da seguinte forma: ‘não há sequer um verdadeiro crente para quem o pecado não seja a sua grande tristeza’. Você não está cansado de pecar? Do seu egoísmo? Da sua impureza? Da sua obstinação em pecar? Do seu orgulho e inveja? Da sua dureza de coração? Todo este emaranhado complexo de pecados, simplesmente desaparecerá [nos Céus]. O apóstolo Paulo disse: ‘o mal está presente em mim’. Mas, não mais, Paulo. Isto somente estará presente até os Céus chegarem. Quando os Céus chegarem, eu nunca mais vou pecar. Eu nunca mais entristecerei o Espírito Santo novamente. Eu nunca mais quebrarei um único mandamento de Deus novamente. Eu nunca mais vou falhar com o meu Salvador. Eu nunca mais terei que derramar lágrimas por causa do meu pecado. A perfeição sem pecado não é um sonho tolo. Não é uma utopia imaginária. Os Céus são uma utopia genuína. Não mais pecado. Muitas vezes aqui, como ouvimos na noite passada, nós lutamos com o pecado, e até nos perguntamos como Deus pode nos amar. Nós até nos questionamos se, no final, vamos chegar mesmo nos Céus. Como Deus pode amar alguém tão não amável quanto eu? Mas, nos Céus, nunca mais teremos estes pensamentos, porque teremos almas perfeitas, e daremos a Cristo toda a glória por isso. A noiva perfeita [a Igreja] e o noivo perfeito [Jesus Cristo], em um casamento infinitamente melhor do que tiveram Adão e Eva, antes da queda. Porque Adão e Eva puderam cair, mas nos Céus, nós não poderemos. Todo o bem estará inserido em nós, e todo o mal estará removido de nós, para sempre.”
(começando em 37:52)
“Você pode estar em um casamento maravilhoso, e não conseguir imaginar como você poderia amar mais o seu cônjuge do que você ama agora. Algumas vezes, eu digo para a minha esposa: ‘se eu pudesse sentar no computador e criar uma lista de 100 coisas que eu procuro em uma esposa, e comparasse esta lista com você, eu escolheria você todos os dias. De alguma maneira, eu vejo em você tudo aquilo que eu desejo, e ainda mais. Eu não quero fazer mudanças, pois a amo do jeito que você é’. É exatamente desta maneirar que o seu Salvador pensará a seu respeito, naquele grande dia.”
(começando em 39:58)
“Quantas vezes, nestes últimos dias [no simpósio OsPuritanos 2014], eu falei com algumas pessoas aqui, e elas sorriam e diziam: ‘eu não falo inglês’. Pense  na incrível variedade de pessoas que estarão nos Céus. Santos de todos os períodos, de todas as nações, de todas as cultura e personalidades, e provenientes de todo o tipo de experiências. Tantas histórias para serem contadas. Milhões de pessoas, que são seus irmãos e irmãs, e lá na eternidade você terá tempo de conversar e desenvolver amizade com eles. Amizades perfeitas. Bem, se este é o caso, por que não começar, já e aqui, a desenvolver estas amizades? Ame o povo de Deus aqui. Entenda que cada crente verdadeiro sentado aqui, nesta manhã, pertence a maior de todas as famílias na face da terra.”
(começando em 47:13)
“Lá nos Céus, esta reunião será perfeita. Você amará cada irmão e cada irmã. Que grande volta ao lar! Viva aqui, pensando na sua casa, que está por vir!



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06 agosto 2014

Aprendizado piedoso 89

 Transcrição de um trecho do sermão "Os puritanos e a luta por santidade interior", ministrado pelo Dr. Joel Beeke, no Simpósio OsPuritanos 2014, em Maragogi-Al:

Texto base para a pregação:

(começando em 03:25)
“Verdadeiros crentes são conhecidos por sua paz com Deus, por sua alegria em Deus, e pelo amor de Deus derramado em seus corações. Há muitos cristãos hoje que se tornaram primeiramente interessados no cristianismo porque olharam para outros crentes e disseram: ‘tem algo neles que eu não tenho’. Mas crentes verdadeiros também são conhecidos por seus desafios, pela sua guerra espiritual e pelas batalhas internas contra o pecado. Então a paz e a alegria dos cristãos geralmente oscilam com esta guerra e estes desafios. E quando nós, crentes, caímos em pecado, nós nos sentimos derrotados (‘defeated’, em inglês). Nós imaginamos como será daqui para frente? Como eu posso ser um cristão e cair em pecado tão facilmente? Eu me sinto derrotado. Isso é uma luta. Na história, houve uma grande guerra entre a Inglaterra e a França. A Inglaterra mandou o duque de Wellington para lutar contra Napoleão e os ingleses ficaram na costa, esperando a frota do duque de Wellington voltar. Finalmente, em uma manhã, eles viram os navios voltando em meio a uma névoa. E havia uma bandeira, que dizia: ‘Wellington derrotado’ (‘Wellington defeated’, em inglês). E um grito de tristeza veio da multidão e um boato correu por toda a Inglaterra, dizendo: ‘fomos derrotados’ (‘We were defeated’, em inglês). É isso que Satanás tenta fazer conosco quando caímos em pecado. Mas eu quero lhes mostrar esta noite que mesmo quando caímos em pecado, não estamos derrotados.”
(começando em 23:28)
“John Bunyan dizia que se o pecado bate à nossa porta, e nós abrimos e vemos o ‘sr. pecado’ ali, e fechamos a porta imediatamente, nós não pecamos. Você não pode passar por este mundo sem ver o pecado. Você peca, diz John Bunyan, quando você deixa o ‘sr. pecado’ entrar e mexer com a sua cabeça. Bunyan disse que o pecado sempre tenta entrar por duas portas. Uma é o portão dos olhos e a outra é o portão dos ouvidos...
...Vejam Romanos 6:11 (‘Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus’). Esta deve ser a nossa atitude como cristãos. O dr. Martyn Lloyd-Jones disse, certa vez, que este versículo (Romanos 6:11) fez mais bem por ele para dizer não ao pecado do que qualquer outro versículo da Bíblia...
...Uma batalha pelo portão dos olhos e uma batalha pelo portão dos ouvidos. Mas graças à Deus, porque o pecado nem sempre triunfa. Deus nos ajuda muitas vezes, de formas extraordinárias. Charles H. Spurgeon dizia: ‘Eu agradeço a Deus de duas formas, por me manter longe do pecado. Eu o agradeço, em primeiro lugar, pois quando a tentação está presente, Ele tira o meu desejo de pecar. Em segundo lugar, quando o meu desejo de pecar está presente, Ele tira de mim a oportunidade’.”
(começando em 30:50)
“Mas, finalmente, Paulo nos fala de um livramento interno. Um livramento glorioso. Depois que ele diz: ‘Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?’ (Romanos 7:24). A resposta está no versículo 25: ‘Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor’. A pergunta do versículo 24 é uma pergunta de perturbação (aflição ou angústia), mas não é uma pergunta de desespero, porque Paulo já sabe a resposta. Ele sabe que é em Jesus Cristo. Ele sabe que é pela fé que se assegura de Jesus Cristo, como revelado nas Escrituras e aplicado pelo Espírito. E é por isso que lemos no próximo capítulo (Romanos 8:37): ‘Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou’. Paulo entende que ele vai perder alguns conflitos, mas não vai perder a guerra, porque Jesus Cristo é o seu capitão, e não vai deixá-lo...
...E logo o pecado estará para trás e não haverá mais conflito algum. Até o meu corpo será restaurado na ressurreição. Não terei mais problema com meus olhos e ouvidos, nem problema com minha mente ou coração. A minha santificação será tão perfeita quanto a minha justificação. E ambas estão em Cristo. E ambas são vitoriosas em Cristo. Em Cristo há tudo o que eu preciso. Graça suficiente. Um futuro glorioso. Levante a sua cabeça, crente que está em meio a lutas e batalhas. Leve os seus pecados a Jesus Cristo, todos os dias. Comece todo dia, como um novo dia. Todo dia, quando sair da cama, peça a Deus para que você possa viver de acordo com a sua nova natureza. Para que você possa viver consistentemente com quem você é, em Cristo Jesus. Sua pessoa verdadeira, porque você é nova criatura. Peça a Deus força para afastar todo intruso. E, não importa o que Satanás disser a você, lembre-se que você está lutando uma batalha que já foi vencida. Você não será derrotado! Lá na Inglaterra, quando o duque de Wellington estava retornando, e eles viram a bandeira dizendo: ‘Wellington derrotado’ (‘Wellington defeated’, em inglês). Os navios estavam chegando mais próximos à costa agora, a névoa se dissipou, e os ingleses puderam ler a frase completa na bandeira: ‘Wellington derrotou o inimigo’ (‘Wellington defeated the enemy’, em inglês). E um grito de alegria percorreu toda a Inglaterra: ‘Nós finalmente temos a vitória!’. A vitória arrancada das garras da derrota! E é isso que você tem aqui agora. Sempre que você tropeçar em pecado, você não corre de Cristo. Não se esconde, como Adão, atrás do arbusto. Você vai a Jesus, e se arrepende, com choro, dizendo: ‘Tenha misericórdia de mim’. E Ele vai te abraçar. Quando o meu filho tinha 6 anos de idade, em voltei do trabalho para casa um dia, e minha esposa me disse algo que ele havia feito, e que não era bom. Então, na mesa do jantar, eu estava pensando em qual seria a sua punição. Eu seria bem firme, pois era uma infração moral. Eu estava um pouco quieto e acho que ele sentiu isso. Mas, de repente, eu senti alguém atrás de mim, e senti braços me abraçando. E senti gotas no meu pescoço. Era o meu filho. Ele estava chorando e dizendo: ‘Papai, eu pequei. Você me perdoa?’. Eu o perdoei, pois sou seu pai. É claro que eu o perdoei. Ele ainda recebeu uma punição mais branda, mas o que eu estava originalmente pensando em fazer para puni-lo, eu joguei pela janela. Onde há arrependimento, há sempre um ‘seja bem vindo’ de Jesus Cristo. Não corra do seu Pai, mas corra para Ele.”




31 julho 2014

Aprendizado piedoso 88

Transcrição de um trecho do sermão "Os Puritanos e a Providência de Deus", ministrado pelo Dr. Joel Beeke, no Simpósio OsPuritanos 2014, em Maragogi-Al:

Texto base para a pregação:

“...Eu quero mostrar para vocês uma grande doutrina. A doutrina da providência de Deus. Eu quero mostrar pra vocês como ela brilha como o diamante, em todas as suas faces. Simplesmente considere a seguinte afirmação. Deus está no controle deste universo. Deus está agindo e executando todos os seus propósitos em minha vida. Deus não é meu servo. Os caminhos de Deus são mais misteriosos e maravilhosos do que eu posso compreender. Deus é sempre bom. Eu sempre posso confiar nEle. O cronograma de Deus não é o mesmo que o meu. Deus está muito mais interessado no que eu me torno do que no que eu faço. Deus nunca me prometeu, nesta vida, exclusão de sofrimentos. Deus trabalha através dos seus propósitos na minha vida para a Sua própria glória. Deus jamais permitiria o mal, se este mal não cooperasse para o bem. Cada uma destas afirmações é apenas uma face do diamante da doutrina da providência de Deus.”


(O trecho da transcrição começa à partir de 4 minutos e 20 segundos - 04:20)

Link direto para o áudio aqui.

29 julho 2014

Aprendizado piedoso 87

Transcrição de um trecho do sermão "John Owen e a Comunhão com Deus", ministrado pelo Dr. Joel Beeke, no Simpósio OsPuritanos 2014, em Maragogi-Al:

“O amor do Pai é diferente do nosso amor. Mesmo o nosso amor espiritual por Ele. Nós precisamos do amor dEle, mas Ele não precisa de nós. Owen dizia que Deus está infinitamente satisfeito nEle mesmo. Ele não tem necessidade que outros O amem, porque Ele ama o seu Filho de forma suprema. Então o Pai não nos ama por solidão ou necessidade, mas Ele nos ama por tem um superdesfrutamento no Seu Filho. Esse amor vem da Sua suficiência abundante.
Deixe-me citar um exemplo: se um casal tem um casamento maravilhoso, eles têm tanto amor um pelo outro, que não precisam de outras pessoas tanto assim. Mas, assim mesmo, eles precisam de outras pessoas, porque este amor transborda do seu próprio casamento e eles querem derramar este amor nos outros. O amor é uma qualidade especial. Nós não ficamos mais pobres, mas ficamos mais ricos quando doamos o amor. Então o amor do Pai não é um amor de pobreza, mas um amor de doação, de liberalidade. O amor de Deus extravasa (transborda, derrama, alaga, inunda) de Deus. Nosso amor é um amor de obrigação. Somos criados para amar a Deus. É a nossa tarefa amar à Deus.
Então, Owen coloca da seguinte forma: o amor do Pai é um amor antecedente, pois sempre vem primeiro. O nosso amor é um amor consequente, que acontece em resposta ao amor do Pai. Então nós começamos a conhecer o Pai quando compreendemos o Seu amor, abraçamos este amor e respondemos a este amor. O apóstolo João disse ‘nós O amamos porque Ele primeiro nos amou’. E o apóstolo Paulo usa o exemplo do relacionamento entre marido e esposa, comparando com o relacionamento entre Cristo e a Igreja. Como um marido ama a sua esposa e a esposa responde a este amor, assim também é a nossa relação com o Pai, através do Filho...
... Owen exemplifica da seguinte maneira: ‘nós devemos mostrar resposta adequadas de amor ao amor do Pai, através do Filho’. Ele compara isto à luz do sol. Pense no sol como um símbolo do Pai, então pense nos raios do sol vindo até nós como o Filho. Owen dizia ‘Deus é o sol e ele, com seus raios, derrama Seu amor sobre nós, através do Filho’, para que possamos desfrutar deste calor do amor do Pai, responder a este amor e confiar as nossas almas a este amor, com a persuasão adequada de que Ele é um Deus Pai bondoso. Então, quando temos comunhão com o Pai através do Filho, este amor de resposta inclui quatro coisas:
1) nós descansamos no amor do Pai;
2) nós temos deleite no amor do Pai;
3) nós temos reverência pelo amor do Pai;
4) nós respondemos em obediência ao amor do Pai.
E o Pai se alegra em receber este amor em resposta ao Seu amor.
Há momentos em nossas vidas em que encontramos obstáculos para amar a Deus. Temos de aflição. Temos de mistério. Tempos de apostasia. O que devemos fazer nestes momentos.
Owen diz que devemos fazer quatro coisas:
1) nós nunca devemos inverter a estrutura do amor. Deus sempre nos ama primeiro.
2) nós nunca devemos nos esquecer da imutabilidade do amor do Pai. Apesar dEle se desagradar com o seu pecado, Ele não vai te renegar como filho.
3) nós devemos nos lembrar da cruz. Ela é um sinal e um selo do amor de Deus, e a segurança de que ele nos ama.
4) nós devemos lembrar o quanto agrada a Deus quando respondemos em amor, mesmo quando não entendemos os Seus misteriosos caminhos em relação à nós.
Owen e os outros puritanos acreditavam nesta questão: de que quando nós andamos por fé, e não por visão, e nós confiamos em Deus no meio da aflição e da escuridão, nós honramos mais a Deus do que quando estamos atravessando momentos de maravilhosas experiências espirituais. Então, você responde ao amor do Pai, com amor. E, através desse relacionamento mútuo de amor, ao passar dos anos, a comunhão com o Pai é mais e mais fortalecida, por meio do Filho."



(O trecho da transcrição começa à partir de 24 minutos e 45 segundos - 24:45)

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