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12 março 2025

Jaqueira

Jaqueira, na definição de um conhecido dicionário em língua portuguesa, significa: "Árvore tropical de até 15 m (Artocarpus heterophylla), da família das moráceas, nativa da Ásia e bastante cultivada no Brasil, com madeira amarela, de boa qualidade, folhas oblongas, coriáceas, flores em capítulos e grandes frutos bacáceos, de casca verde, grossa, com bicos, e polpa comestível, amarelada, doce e viscosa, com grandes sementes também comestíveis, depois de assadas; jaca."

Hoje, em uma ligação telefônica com um fraterno e querido amigo, que mora perto do Parque da Jaqueira, ao perguntar se ele tinha feito algum passeio recente neste conhecido parque da cidade do Recife, fui surpreendido com sua resposta curiosa, inteligente e bem-humorada, mais ou menos da seguinte forma: "Conquanto eu já_queira ter ido no parque da jaqueira, ainda não tive a oportunidade de ir hoje"... Depois de algumas risadas espontâneas com este amigo, ao telefone, percebi que esta curiosa combinação e jogo de palavras ficou passeando e caminhando no meu pensamento durante boa parte deste dia, talvez de forma similar aos visitantes deste conhecido parque, que usam a pista de caminhada para fazerem seus exercícios físicos diários... Digamos que esta frase ficou jaquerando em minha mente, ou talvez poderíamos dizer que este pensamento ficou já_querendo sair na forma destas palavras, que compartilhamos aqui, neste texto.

A providência de Deus é curiosa, algumas vezes, não é mesmo?! 
Tentando encontrar um significado mais profundo para a graciosa experiência neste episódio da jaqueira, e aguardando no Senhor por um desfecho para esta maravilhosa jaqueirice, vieram à memória as seguintes palavra do apóstolo Paulo aos Filipenses:

"12Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; 13de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; 14e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus. 15Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém o fazem de boa vontade; 16estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; 17aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. 18Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei. 19Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, 20segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. 21Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. 23Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. 24Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne. 25E, convencido disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé, 26a fim de que aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença, de novo, convosco." (Fp 1:12-26)

Os preciosos ensinamentos do apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, sobre como as suas tribulações estavam "contribuído para o progresso do evangelho", conduzem à uma declaração magnífica e muito conhecida entre os crentes: "Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (v. 21). No entanto, com o típico equilíbrio e a sabedoria transbordantes da Palavra de Deus, o apóstolo continua este ensino, nos próximos versículos (vv. 22-25), que talvez pudéssemos parafrasear da seguinte forma: "Conquanto eu já_queira partir e estar com Cristo, o que é imcomparavelmente melhor, ainda não tive a oportunidade de ir hoje... e enquanto for necessário permanecer na carne... ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé... a fim de vos gloriardes em Cristo Jesus".

Desta forma, seguimos adiante, proclamando Maranata, "Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22:20b), enquanto aguardamos conhecer o nosso Salvador face-a-face, no tempo que Ele soberanamente pré-determinou para cada um de nós, crentes, servos, e amigos (Jo 15:13-15) deste bendito e amável Senhor! A Ele somente seja a glória, o louvor e a honra, pelos séculos dos séculos! Amém.

31 dezembro 2022

Último dia do ano... dia como outro qualquer

(imagem de internet)


Último dia do ano... dia como outro qualquer...
Apenas um excesso de festividades temporárias, e uma escassez de propósito eterno;
Um superlativo de promessas de autotransformação, e um diminutivo de fé transcendente;
Um excedente de brilhos prateados ou dourados nas cabeças, e uma falta de lâmpada para os pés e de luz para o caminho;
Um exagero de fogos de artifício, e uma economia de calor compassivo no coração;
Último dia do ano... dia como outro qualquer...
Maranata! Vem Senhor Jesus!


27 março 2020

EB3: Maranata!

Maranata é mais uma das expressões em aramaico que aparecem no Novo Testamento grego, contudo apenas uma única vez, em 1Coríntios 16:22: “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!

Segundo os estudiosos, a expressão Maranata é uma transliteração de duas palavras do aramaico (mārānā’ ’āthāh, ou então, mrana' tha'). É possível encontrar, no grego, esta expressão também separada em 2 palavras, de duas diferentes formas:
1) Marana ta
No grego: μαράνα θά (marana tha)
2) Maran ata
No grego: μαρὰν ἀθά (maran atha)

A expressão Maranata aparece também na *Didaquê*, que é um breve tratado cristão anônimo, escrito em grego, datado do primeiro século pela maioria dos estudiosos modernos. 
*Versões do Didaquê em inglês (10.14: “Maran Atha”) e em grego (X.6: “μαρὰν ἀθά”)*

No aramaico, a primeira palavra, “Marana” (ou “Maran”), parece significar “Nosso Senhor”, pois a palavra aramaica “Mar” geralmente tem a mesma força que a palavra "Kyrios" (Senhor, Autoridade), em grego, embora com um pronome possessivo (Nosso) possa se referir a Deus. O uso em aramaico indica uma utilização antiga do título "Mar" para Jesus. A segunda palavra, “tha” (ou “atha”), pode funcionar como um imperativo que quer dizer: “vem!”. A expressão é, portanto, uma súplica que expressa o desejo pela volta do Senhor Jesus Cristo, assim como pode ser observado em Apocalipse 22:20b, "Vem, Senhor Jesus!".

Na verdade, parecem existir três diferentes interpretações possíveis com relação ao verbo “vir” nesta expressão: 
1) “vem” (imperativo); 
2) “veio” (passado);
3) “é vindo” (presente). 
Vários estudiosos acreditam que a interpretação mais comum para a expressão Maranata no texto de 1Coríntios 16:22 é como um imperativo (“vem”), manifestando o desejo e clamando pela vinda do Nosso Senhor Jesus Cristo, com a máxima brevidade possível: Nosso Senhor, vem!”

A expressão Maranata é usada em conexão com o termo anátema (“amaldiçoado”) no texto de 1Coríntios 16:22, mas sem nenhuma conexão necessária com este termo. Maranata parece ter se tornado uma espécie de "palavra de ordem", possivelmente fazendo parte de uma "liturgia precoce", e poderia ser visto como uma espécie de um "credo primitivo" resumido, que declara que:
1) Jesus é o Senhor
2) Nós, cristãos, confessamos Jesus como o “Nosso” Senhor, em comunhão
3) Juntos, temos fé, cremos e ansiamos, clamando pela volta do nosso Senhor.

Portanto, assim também como Hosana (ver Mateus 21:9,15; Marcos 11:9,10; João 12:13), Maranata é uma expressão maravilhosa que os cristãos devem usar, porque nos fazem lembrar da gloriosa promessa do retorno do nosso Senhor!

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20)

### Fontes & Referências ###

EB2: Hosana!

Hosana é uma das várias expressões aramaicas que aparecem no Novo Testamento grego. A versão hebraica da palavra pode ser encontrada em Salmos 118:25, particularmente relacionada com a expressão “Salva-nos”, em português: “Oh! Salva-nos, SENHOR, nós te pedimos; oh! SENHOR, concede-nos prosperidade!

Neste Salmo, a expressão é um clamor por socorro, e é imediatamente acompanhada por: “Bendito o que vem em nome do SENHOR. A vós outros da Casa do SENHOR, nós vos abençoamos” (Salmos 118:26). Os estudiosos dizem ser este um salmo messiânico, que apontava para a vinda do Messias. Esta afirmação parece ser reforçada pelas citações da palavra Hosana no Novo Testamento (Mateus 21:9,15; Marcos 11:9,10; João 12:13), fazendo referência ao “Filho de Davi” e ao “reino de Davi”, que são designações tipicamente messiânicas do Senhor Jesus.

Inicialmente como um clamor por ajuda ou socorro, posteriormente a expressão Hosana passou a ter uma interpretação de uma comemoração por um socorro atendido ou recebido. O que deve ter contribuído para esta mudança no sentido da palavra Hosana é o fato do Salmo 118 fazer parte do Halel**, que era uma coleção de Salmos Bíblicos de louvor usados no templo e em sinagogas, pelo menos desde o período tannaítico (10 a 220 d.C.), com prováveis raízes na antiga prática hebraica. Particularmente, o "Halel Egípcio" (por causa da referência no Salmo 114:1) é o conjunto dos Salmos 113 a 118, cantados pelos judeus na época das principais festas (Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos) descritas nas Escrituras.

Quando a palavra Hosana aparece no Novo Testamento, ela é sempre empregada em expressões de louvor (Doxologia***) ao Senhor Jesus Cristo. Mateus (21:9,15), Marcos (11:9,10) e João (12:13) relatam a expressão Hosana sendo usada pela multidão quando Jesus está entrando em Jerusalém, e Mateus mostra crianças usando a expressão para Jesus quando ele chega no templo. Lucas (19:38) relata o momento, não usando a expressão Hosana, mas citando apenas Salmos 118:26. Em todos os casos, a expressão é um clamor contente de louvor ao Senhor Jesus Cristo, reconhecendo-o como o Messias prometido nas profecias, e cumprido já naquela época, a cerca de 2.000 anos atrás.

Portanto, assim também como Maranata (1Coríntios 16:22), Hosana é uma expressão maravilhosa que os cristãos devem usar, porque nos fazem lembrar do nosso Cristo (Ungido****), da sua vinda e da promessa da sua volta gloriosa!

Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel!” 

### Referências & Notas ###
https://portugues.logos.com/2016/11/10/hosana/
**Halel está associado com louvor, como por exemplo, no uso do termo "Aleluia", que aparece muito frequentemente nos Salmos 113 a 118, junto com outras expressões de louvor.
***Doxologia, segundo o Dicionário Bíblico Ilustrado Holman, é definida da seguinte forma: “Breve formulação [de palavras] para expressar louvor ou glória a Deus. Doxologias geralmente contêm dois elementos, uma atribuição de louvor a Deus (geralmente referida em terceira pessoa), e uma expressão de Sua natureza infinita. O termo “doxologia” (“doxa” [glória] + “logia” [palavra]: “palavra de glória”), propriamente dito, não é encontrado na Bíblia, mas tanto o AT quanto o NT contêm muitas passagens doxológicas usando esta formulação”.
****Ungido (Daniel 9:25, por exemplo) tem o (mesmo) significado de "Christos" [#Strong G5547, ver Mateus 1:1, por exemplo], que é a tradução grega da palavra hebraica traduzida por “Messias” [#Strong H4899].

28 setembro 2019

Comunicação


Tenho desejado ardentemente que o Senhor Jesus volte logo. 

"Maranata!" [quer dizer: Vem, nosso Senhor!] (1Coríntios 16:22b)

"Vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse, 22:20b)

E, caso Ele me leve antes Dele voltar, sei que muitos poderão falar muitas coisas a meu respeito, sobre meus defeitos, falhas e pecados como crente, como marido, como pai, como filho, como irmão, como cunhado, como genro, como professor, como pesquisador, como orientador, como colega de profissão, como amigo, etc (pois a lista tem potencial de crescer ainda).

E, muitas destas críticas farão sentido, apesar destes pecados já terem sido perdoados pelo sangue precioso e imaculado do Cordeiro perfeito que morreu em uma cruz maldita por mim.

Contudo, uma coisa não vão poder falar muito a meu respeito: que eu não tentei me comunicar com as pessoas, de uma forma geral, o tempo todo. Principalmente com os irmãos da fé!

Soli Deo Gloria

(Outro texto sobre este mesmo assunto: http://astse.blogspot.com/2019/05/a-palavra-viva.html)