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15 maio 2026

Teodiceia: "justiça de Deus"

Segundo os dicionários de etimologia, a palavra Teodiceia significa "justiça de Deus", na combinação de dois termos no grego: Theós ("Deus") + díkē ("justiça"). A palavra Teodiceia foi cunhada originalmente pelo filósofo, polímata e matemático cristão Gottfried Wilhelm Leibniz, para provar a realidade da "justiça de Deus" em um mundo com tanto mal moral e físico. Leibniz publicou em 1710 a obra com o título "Essais de Théodicée sur la bonté de Dieu, la liberté de l'homme et l'origine du mal", originalmente em francês, que quando traduzido para o português significa "Ensaios de Teodiceia sobre a Bondade de Deus, a Liberdade do Homem e a Origem do Mal". Esta obra de Leibniz representa uma iniciativa apologética cristã para abordar o que vem sendo conhecido historicamente como o "problema do mal", ou seja, o desafio de compreensão racional da presença, neste mundo, do mal (moral e físico), coexistindo simultaneamente com um Deus que é bom. Esta questão filosófico-teológica tem desafiado muitos pensadores ao longo dos eras, desde muito antes de Leibniz (sécs. XVII e XVIII), como por exemplo Agostinho de Hipona (sécs. IV e V), Ireneu de Lyon (sécs. II e III), dentre outros. Mais recentemente (1974), o filósofo cristão Alvin Plantinga publicou um livro intitulado "Deus, Liberdade e Mal", onde aborda esta questão do "problema do mal".

Uma didática e edificante exposição bíblica sobre este assunto, ministrada pelo pr. John MacArthur, com o título (traduzido) "Por que Deus permite tanto sofrimento e maldade?", pode ser encontrada na plataforma do sermonaudio.com, no seguinte link:
 
"Why Does God Allow So Much Suffering and Evil?"
 

02 janeiro 2022

Oração: clamando pela justiça de Cristo

NÃO HÁ ESPERANÇA SEM A JUSTIÇA DE CRISTO

"Senhor, eu seria a pessoa mais miserável do mundo se minhas esperanças estivessem apenas nesta vida. Por quê? Porque eu não tenho esperança sem a justiça de Cristo. Minha vida nunca poderia ser confortável, e não haveria esperança  em toda a vida eterna. Se me negasse essa esperança, eu seria o mais miserável de todos. Posso ser feliz sem prazeres mundanos, mas todas as coisas no mundo não podem me fazer feliz sem isso. Assim, seja de qualquer forma que me trate neste mundo, seja o que for que me negues, Senhor, não me negues isto. Posso ser feliz sem riquezas e fartura, como o foram Jó e Lázaro. Posso ser feliz, mesmo se for injuriado e reprovado, como foi Cristo e seus discípulos. Posso ser feliz e confortável na prisão, como foram Paulo e Silas. Mas não posso ser feliz sem a justiça de Cristo. Todas as riquezas, posições ou honras da terra me deixarão miserável, se eu não tiver isso. Mesmo se eu fosse rico e não precisasse de nada, sem isso eu ainda seria miserável, pobre, cego e sem vestimentas. Se eu tivesse todas as coisas que uma pessoa poderia desejar na terra, que bem isso me faria sem a justiça de Cristo? O que as riquezas fariam por mim, se elas viessem com a ira de Deus? Que conforto a honra me traria, se eu permanecesse um filho da perdição ou um filho da ira? Que doçura haveria no prazer, se eu estivesse no caminho dos tormentos eternos? Que miseráveis ​​confortos e alegrias são esses, sem a justiça de Cristo!  Senhor, como quer que seja o teu lidar comigo nas coisas exteriores, tudo o que tirar de mim, tudo o que me negar - não me negue Cristo! Não me negue a participação em sua justiça! Amém."