Print Friendly and PDF
Mostrando postagens com marcador sermonaudio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sermonaudio. Mostrar todas as postagens

29 agosto 2026

Aprendizado piedoso 264

sermonaudio.com/sermons/9992815038520

"Paul's Conversion"
("A conversão de Paulo") 
pr. Sinclair Ferguson 
[*texto base: Filipenses 3] 

Transcrição e Tradução automáticas de um trecho do Sermão, à partir do minuto 25 (~25:00):

'[...] Pergunto-me se você já se questionou por que foi justamente o mandamento sobre a cobiça que penetrou no coração de Saulo de Tarso, e desencadeou aquela ira contra a Igreja de Jesus Cristo. Afinal, como mencionei ao tratar de Gálatas (capítulo 1), ele próprio afirma que superava todos os seus contemporâneos. A cobiça certamente não era o problema daquele homem que se destacava tão grandemente acima de todos os outros. Até que algo aconteceu. E Lucas nos dá a pista, não é mesmo?! Em Atos (capítulo 6). Ele nos conta, em Atos (6:8-15), sobre Estêvão — um daqueles homens escolhidos para auxiliar os apóstolos, lembra-se? Um homem cheio da graça e do poder de Deus, que realizava grandes prodígios e sinais miraculosos entre o povo. Ele começou a pregar. E, ao que parece, o rosto desse homem ficou tão transformado — numa espécie de reflexo, semelhante ao de Moisés, da graça e da glória do Senhor Jesus Cristo — que as pessoas chegaram a pensar que ele tinha um rosto muito próximo ao de um anjo. Mas ouça isto: surgiu oposição, contudo, por parte de membros da chamada sinagoga dos Libertos — judeus de Cirene e de Alexandria, bem como das províncias da Cilícia e da Ásia. Esses homens começaram a discutir com Estêvão, mas não conseguiam resistir à sua sabedoria nem ao Espírito com o qual ele falava. Quando você vê detalhes como esses em Atos dos Apóstolos... {é importante prestar atenção}... Por que isso era tão significativo para Lucas {autor humano de Atos dos Apóstolos}? Porque Saulo de Tarso vinha da Cilícia (ver Atos 22:3) e, portanto, quase certamente era membro da sinagoga que ouviu a pregação de Estêvão. E ninguém conseguia resistir à graça ou ao poder com que ele {Estêvão} falava. E eu {Sinclair Ferguson} penso — não posso provar, mas penso — que essa é a dica que Lucas nos deixa. Caro amigo, se você vier a ler Romanos (7:7-25), lembre-se do que acabei de dizer aqui. Foi isso que despertou a cobiça no coração de Saulo de Tarso, pois aquele homem {Estêvão} possuía algo que ele {Saulo} não tinha, e ele tampouco queria que aquele outro homem {Estêvão} o tivesse. E nada do que ele {Saulo} pudesse fazer — apesar de todo o seu conhecimento do Antigo Testamento e de sua convicção de ter guardado a lei desde a juventude — nada foi capaz de lhe trazer, por assim dizer, alívio para aquela terrível sensação de que, pela primeira vez na vida, tornava-se claro para ele que era um pecador necessitado da misericórdia de Deus. Assim, ele {Saulo} se enfureceu contra a luz, e buscou destruir aquilo que não possuía; estava presente quando Estêvão morreu — aquele homem, aquele homem {Estêvão} querido, morreu em meio à vergonha, à humilhação e a uma dor atroz (ver Atos 7:54-60). Ele {Saulo} estava ali, guardando as capas e concordando — sim, sim, sim — com a destruição daquele homem {Estêvão}. E então partiu {Saulo}, tomado por uma fúria de inspiração quase demoníaca. Não por ser fariseu, mas por ser alguém que cobiçava. E aquele que cobiça não é apenas alguém que não tem o que o outro possui, mas alguém disposto a destruir o outro justamente por ele possuir aquilo... E assim, quando o Senhor Jesus o derruba {Saulo em Atos 9} — literalmente — na estrada de Damasco, Ele lhe diz... — pergunto-me se é por isso que ele {Saulo} diz que Deus teve misericórdia dele. Pois Jesus lhe diz, com uma verdade que sonda o coração e, ao mesmo tempo, com uma ternura amorosa: "Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões" (Atos 26:14). E, por Sua graça, Deus teve misericórdia dele {Saulo}. E o homem que havia buscado perseguir a igreja tornou-se uma demonstração gloriosa de alguém capaz de dizer: "... já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gálatas 2:20).'

05 junho 2026

Aprendizado piedoso 243

sermonaudio.com/sermons/529261632232066

Tema do sermão traduzido: 
"Clamando sinceramente para ser conduzido à Alta Rocha"
(pr. Joel Beeke) 
[texto base: Salmos 61] 
 
 
---------------------------------------------------------------------------
Alguns trechos graciosos e edificantes deste sermão:
 
'[...] Não há rocha como o nosso Deus. Ele guardará os passos dos seus santos. Ou digam novamente com Davi: "Tu alargaste os meus passos, para que os meus pés não escorregassem". Tais pessoas que clamam a Deus jamais perecerão. Um conhecido poeta expressou desta forma: "Jesus Cristo, o amigo do pecador, ama o Seu povo até o fim. E para que possam permanecer em segurança, Ele é a rocha na qual se escondem. Como uma rocha, Ele os protege bem da fúria do pecado e do inferno. Protegidos em Seu lado ferido, agora nenhum mal pode lhes aprisionar. No remo protegido-da-tempestade, agora unidos a Ele para sempre." [...]'**
**No original (inglês), o poema citado no sermão é o seguinte: "Jesus Christ, the sinner's friend, loves His people to the end. and that they may safe abide, He's the rock in which they hide. As a rock, He guards them well from the rage of sin and hell. Sheltered in His wounded side, now no ill can them be tied. From the tempest-covered oar, one with Him forevermore." 

'[...] Sim, quando você é guiado por esse espírito a enxergar o seu pecado, Aquele que o esvazia da sua justiça, Ele o conduzirá a esta rocha, uma rocha mais alta do que todos os seus pecados, todas as suas dúvidas, todos os seus medos, uma rocha mais alta até mesmo do que todas as suas esperanças, toda a sua fé e todo o seu amor, uma rocha que ninguém pode medir, uma rocha infinita, perfeitamente adequada para o maior dos pecadores. Então, ouça o que outro poeta disse. Este é um poema incrível: "Se todos os pecados que os homens cometeram em vontade, em palavra, em pensamento, em ação, desde que os mundos foram criados e o tempo teve início, fossem colocados sobre a cabeça de um pobre pecador, somente o sangue de Jesus Cristo poderia expiar e varrer toda essa quantidade de pecado" [...]' ***
***No original (inglês), este é o outro poema citado no sermão: "If all the sins that men have done in will, in word, in thought, in deed, since worlds were made and time began, were laid on one poor sinner's head, the blood of Jesus Christ alone could for this mass of sin atone and sweep it all away."
 
'[...] Thomas Scott escreveu estas palavras famosas: "Quando preocupações, medos, tristezas ou tentações, como uma torrente, inundam nossos corações, nossos clamores a Deus devem simplesmente se tornar mais fervorosos do que nunca, e devemos ir a Ele. Se Ele ouve o grito de um jovem corvo [Sl 147.9], você não acha que Ele ouvirá o grito de um pecador arrependido?" Oh, eis um convite! Você pode tremer sobre aquela rocha, mas aquela rocha jamais tremerá sob o seu peso. Você pode até tremer sobre aquela rocha. Você pode até mesmo vir à Ceia do Senhor tremendo pela primeira vez, mas você está vindo para a rocha. E você experimentará que a rocha não tremerá sob o seu peso, porque esta rocha permanece firme e inabalável para sempre. Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará [Sl 91.1]. Corra para a rocha. Enterre-se, por assim dizer, na rocha. [...]'

----------------------------------------
Hino de R.A. Searles (1873): 
["Conduza-me à Rocha"]
 
1. When mountains of doubt hem me in on each side,
And waves of affliction roll in like a tide;
When vainly I seek some new pathway to try,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
 
Refrain:
Oh, lead me to the Rock, Oh, lead me to the Rock,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, Oh, lead me to the Rock that is higher than I.

 
2. When storms of deep trouble rage fiercely around,
When forebodings of ill in my spirit abound;
When the hopes of a lifetime are blighted and die,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me, etc.
 
3. The sun of prosperity brightly may shine,
And my heart round its treasures too closely may twine,--
When my hopes are in danger of rising too high,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc.
 
4. When nearing the shore of the river of death,
And the moments fly swiftly with each labored breath,
When losing my hold of each dear earthly tie,
Oh, lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc.
 
5. Whatever my lot, be it wearily sad,
Or actively busy or joyously glad;
In each joy and sorrow, my God, be thou nigh,
And lead me to the Rock that is higher than I.
Oh, lead me to the Rock, etc. 
 
{Grove Songs #2, 1873} 
 
------------------------------------
 
1. Quando montanhas de dúvida me cercam de cada lado,
E ondas de aflição me invadem como uma maré;
Quando em vão busco um novo caminho a trilhar,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.

Refrão:
Oh, guia-me à Rocha, Oh, guia-me à Rocha,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.


2. Quando tempestades de profunda angústia rugem ferozmente ao meu redor,
Quando pressentimentos de mal abundam em meu espírito;
Quando as esperanças de uma vida inteira se desfazem e morrem,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me, etc.

3. O sol da prosperidade pode brilhar intensamente,
E meu coração pode se apegar demais aos seus tesouros,
Quando minhas esperanças correm o risco de se elevarem demais,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.

4. Quando me aproximo da margem do rio da morte,
E os momentos voam velozmente a cada respiração ofegante,
Quando perco o controle de cada laço terreno querido,
Oh, guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.

5. Seja qual for o meu destino, seja ele de profunda tristeza,
Ou de intensa atividade ou de alegria plena;
Em cada alegria e tristeza, meu Deus, esteja perto,
E guia-me à Rocha que é mais alta do que eu.
Oh, guia-me à Rocha, etc.
 
 ------------------

Aprendizado piedoso 242

sermonaudio.com/sermons/61260240955

Tema do sermão traduzido: 
"Amar a Cristo como nosso intercessor perpétuo e superior"
(pr. Joel Beeke) 
[*texto base: Hebreus 7:14-28] 
 
 
---------------------------------------------------------------------------
Graciosa ilustração do pr. Joel Beeke neste sermão*:
'[...] Bem, a intercessão de Cristo, portanto, aponta para a superioridade do seu sacerdócio, tanto em termos de duração quanto de atividade, a intercessão incessante. Mas, finalmente, deixe-me analisar este pensamento com vocês, também em seus efeitos. Salvação ilimitada. Observem novamente o versículo de Hb 7.25: "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Eles estão se aproximando de Deus por meio dEle {Cristo}. Isso é realmente poderoso! 
"Totalmente" (Completamente, Perfeitamente). "Panteles" é a palavra no original (grego). Uma palavra difícil de traduzir. Mas "totalmente/completamente" significa duas coisas. Duas coisas. Pelo menos duas coisas. Talvez mais. Em primeiro lugar, "totalmente/completamente" pode se referir ao tempo. Nesse caso, o texto está dizendo que Cristo, uma vez que começa a agir no coração de um ser humano, o salvará para sempre. Ele o salvará até o fim, até o último instante. Nunca haverá um dia em que o poder de Cristo esteja enfraquecido ou Sua força diminuída, em que Ele não seja capaz de te guardar, querido filho de Deus, de te sustentar, de te amparar, não importa quais sejam os problemas {tribulações}. Você nunca precisa temer que a cada dia possa perder sua salvação, ou que possa escapar de Suas mãos e cair na ruína eterna. Não, não, não. Ele {Cristo} te guardará até o último instante, até o fim da sua vida. Ele nunca te abandonará. 
<ILUSTRAÇÃO> Você sabia que havia um pastor chamado Ebenezer Erskine na Escócia? E Ebenezer Erskine era um homem muito piedoso. Naquela época, claro, os pastores também testavam seus fiéis quando estes chegavam ao leito de morte, para ter certeza de que estavam prontos para partir. E ele foi até uma senhora idosa e moribunda, e perguntou a ela se estava pronta para morrer. Ela disse: "Sim, pastor". Ele perguntou: "Com base em quê?". Ela respondeu: "Com base no sangue de Cristo e em toda a sua obra". E ela estava se apoiando em Sua intercessão. Ele perguntou: "Mas como você sabe disso?". "Bem, pastor, por causa do que o senhor nos disse {ensinou}". "Bem, o que eu lhes disse {ensinei}?", perguntou ele {pastor Ebenezer Erskine}. Ela respondeu: "Bem, você disse que, se somos verdadeiros crentes, fazemos parte do Seu corpo, e a cabeça {Cristo} não pode ser separada do corpo {igreja}, então somos parte dele. E que ninguém pode nos arrancar de Suas mãos". "Ah", disse o pastor, "mas e se você simplesmente escorregasse por entre Seus dedos e caísse?" Ela respondeu: "Impossível, pastor {...} Eu não posso cair por entre Seus dedos, se eu sou um de Seus dedos. Eu não estou apenas em Suas mãos, mas sou parte do Seu corpo". "Ah", o pastor disse, "você passou no teste. Você está pronto para morrer. Você pertence a Cristo". Essa é uma pequena e bela história que ilustra perfeitamente o que estou {pastor Joel Beeke} dizendo: Ele {Cristo} nunca, jamais, jamais, jamais, jamais vai te abandonar. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam. Mas a palavra "totalmente/completamente" também pode se referir à "completude", à "totalidade". Ele {Cristo} salva completamente. Ele salva plenamente. Ele salva absolutamente. Ele salva perfeitamente, até o fim. [...]'

15 maio 2026

Teodiceia: "justiça de Deus"

Segundo os dicionários de etimologia, a palavra Teodiceia significa "justiça de Deus", na combinação de dois termos no grego: Theós ("Deus") + díkē ("justiça"). A palavra Teodiceia foi cunhada originalmente pelo filósofo, polímata e matemático cristão Gottfried Wilhelm Leibniz, para provar a realidade da "justiça de Deus" em um mundo com tanto mal moral e físico. Leibniz publicou em 1710 a obra com o título "Essais de Théodicée sur la bonté de Dieu, la liberté de l'homme et l'origine du mal", originalmente em francês, que quando traduzido para o português significa "Ensaios de Teodiceia sobre a Bondade de Deus, a Liberdade do Homem e a Origem do Mal". Esta obra de Leibniz representa uma iniciativa apologética cristã para abordar o que vem sendo conhecido historicamente como o "problema do mal", ou seja, o desafio de compreensão racional da presença, neste mundo, do mal (moral e físico), coexistindo simultaneamente com um Deus que é bom. Esta questão filosófico-teológica tem desafiado muitos pensadores ao longo dos eras, desde muito antes de Leibniz (sécs. XVII e XVIII), como por exemplo Agostinho de Hipona (sécs. IV e V), Ireneu de Lyon (sécs. II e III), dentre outros. Mais recentemente (1974), o filósofo cristão Alvin Plantinga publicou um livro intitulado "Deus, Liberdade e Mal", onde aborda esta questão do "problema do mal".

Uma didática e edificante exposição bíblica sobre este assunto, ministrada pelo pr. John MacArthur, com o título (traduzido) "Por que Deus permite tanto sofrimento e maldade?", pode ser encontrada na plataforma do sermonaudio.com, no seguinte link:
 
"Why Does God Allow So Much Suffering and Evil?"
 

26 julho 2024

Aprendizado piedoso 186

sermonaudio.com/sermons/5724200416965

"Cristo é suficiente para todas as suas crises"
*["Christ Is Sufficient for All Your Crises"]*
Pr. John MacArthur
 
*Observação*: esta é uma pregação do pr. John Macarthur em 2024, onde ele faz uma introdução no contexto do assunto "Saúde Mental" ("Mental Illness"). Este sermão é ministrado por ele na igreja, também como uma resposta piedosa às repercussões de uma declaração que ele havia feito poucos dias antes, sobre esse assunto ("Mental Illness"), em um painel de discussão com outras pessoas, que foi gravado e divulgado na internet.

27 junho 2024

Aprendizado piedoso 185

https://beta.sermonaudio.com/sermons/9908135378

Uma exposição da "parábola do filho pródigo" em perspectiva
Pr. John MacArthur
 
"11Continuou: Certo homem tinha dois filhos;12o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.13Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.14Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.15Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.16Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.17Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!18Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.20E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.21E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.22O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;23trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos,24porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.25Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.26Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.27E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.28Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo.29Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;30vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.31Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.32Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado." (Lucas 15:11–32)

07 junho 2024

Aprendizado piedoso 184

https://beta.sermonaudio.com/sermons/8212012285271

"A verdade sobre a morte (Lc 12:54 - 13:9)"

Pr. John MacArthur

*Observação: a partir do tempo 41:50 neste áudio, pode-se ouvir a maravilhosa declaração: "O dom mais universal da graça comum de Deus é o tempo... tempo para arrependimento... tempo para crer... Deus é paciente... Deus é paciente... Estamos vivendo no tempo da Sua paciência... Não posso resistir ao Salmo 103..."

A misericórdia de Deus (Salmo 103):
Salmo de Davi
   1Bendize, ó minha alma, ao SENHOR,
    e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome.
   2Bendize, ó minha alma, ao SENHOR,
    e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.
   3Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades;
    quem sara todas as tuas enfermidades;
   4quem da cova redime a tua vida
    e te coroa de graça e misericórdia;
   5quem farta de bens a tua velhice,
    de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
   6O SENHOR faz justiça
    e julga a todos os oprimidos.
   7Manifestou os seus caminhos a Moisés
    e os seus feitos aos filhos de Israel.
   8O SENHOR é misericordioso e compassivo;
    longânimo e assaz benigno.
   9Não repreende perpetuamente,
    nem conserva para sempre a sua ira.
   10Não nos trata segundo os nossos pecados,
    nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades.
   11Pois quanto o céu se alteia acima da terra,
    assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.
   12Quanto dista o Oriente do Ocidente,
    assim afasta de nós as nossas transgressões.
   13Como um pai se compadece de seus filhos,
    assim o SENHOR se compadece dos que o temem.
   14Pois ele conhece a nossa estrutura
    e sabe que somos pó.
   15Quanto ao homem, os seus dias são como a relva;
    como a flor do campo, assim ele floresce;
   16pois, soprando nela o vento, desaparece;
    e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.
   17Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade,
    sobre os que o temem,
    e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos,
   18para com os que guardam a sua aliança
    e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.
   19Nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono,
    e o seu reino domina sobre tudo.
   20Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos,
    valorosos em poder, que executais as suas ordens
    e lhe obedeceis à palavra.
   21Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos,
    vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade.
   22Bendizei ao SENHOR, vós, todas as suas obras,
    em todos os lugares do seu domínio.
    Bendize, ó minha alma, ao SENHOR.


31 maio 2024

Livre "escravo de Cristo" (1Co 7.22)

"Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente, o que foi chamado, sendo livre, é escravo de Cristo. Por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens." (1Coríntios 7:22–23)

https://web.sermonaudio.com/sermons/92420201105611

Durante esta exposição bíblica, um dos textos citados é o de João 15:12-17, onde são enfatizadas duas palavras no texto: amigos [philos] & servos [doulos]. 

No tempo 17:51 deste áudio, o pr. John MacArthur cita um belo e antigo hino de autoria de John Ernest Bode (1869), intitulado "Ó Jesus, eu prometi" (O Jesus, I have promised), e cuja tradução da letra pode ser encontrada abaixo: 

https://hymnary.org/text/o_jesus_i_have_promised

1 Ó Jesus, eu prometi
servir-Te até o fim;
Que Tu estejas para sempre perto de mim,
meu Mestre e meu Amigo;
Não temerei a batalha
se Tu estiver ao meu lado,
Nem me desviarei do caminho
se Tu quiseres ser meu Guia.

2 Ó, deixe-me sentir-te perto de mim,
o mundo está sempre próximo;
Eu vejo as paisagens que deslumbram,
Eu ouço os sons tentadores;
meus adversários estão sempre perto de mim,
ao meu redor e próximos;
mas, Jesus, aproxima-te,
e proteja minha alma do pecado.

3 Ó, deixe-me ouvir-te falando
em pronúncias claras e serenas,
acima das tempestades da paixão,
dos murmúrios da obstinação;
Ó, fale para me tranquilizar,
apressar ou controlar!
Ó, fale, e me faça ouvir,
Tu, Guardião da minha alma!

4 Ó Jesus, Tu prometeste
para todos os que Te seguem
Que de onde Tu estás na glória,
ali também estarás o teu servo;
e, Jesus, eu prometi
servir-Te até o fim;
Ó, dê-me graça para seguir,
meu Mestre e meu Amigo!

--------------------------------------------------------------------
***Vídeo com interpretação deste hino (em inglês):


27 maio 2024

Aprendizado piedoso 183

https://web.sermonaudio.com/sermons/112018081926133

"Reivindicações exclusivas de Cristo"

Pr. John MacArthur

*Observação: a partir do tempo 39:30 neste vídeo, o pr. John MacArthur nos ensina a definição de "Batalha Espiritual" ("Spiritual Warfare"), usando principalmente o ensino Bíblico a partir de 2Coríntios 10:3-5: "Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas [logismos] e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo".


26 junho 2014

"Fé salvadora"

R. C. Sproul falando sobre a "fé salvadora" ("saving faith"):

(Link para a página. / Link para o MP3.)
(Aplicativo para dispositivos móveis.)

Nos 7 minutos iniciais da gravação, particularmente à partir do quinto minuto, é apresentado um resumo da posição reformada (protestante) sobre a questão da "fé" e das "obras" na doutrina bíblica da "justificação".
De maneira matematicamente objetiva, o resumo é feito também na forma de equações matemáticas simples:

fé + obras = justificação

fé = justificação + obras

A fé cristã reformada, de uma maneira geral, defende a posição representada resumidamente pela segunda equação matemática (fé = justificação + obras), ou seja, que uma "fé viva" (ou "fides viva", como Martinho Lutero denominava) é uma fé que desencadeia boas obras, como frutos da própria fé.

No segundo capítulo da epístola de Tiago, particularmente dos versículos 14 a 18, há uma exposição clara desta doutrina cristã:
"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé." (Tiago 2:14-18)

Ainda, no segundo capítulo da epístola aos Efésios, particularmente nos versículos 8 e 9, está uma das passagens mais claras a respeito da salvação pela graça de Deus, por meio da fé:
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9)

Veja um trecho das Institutas de Calvino, onde ele deixa clara a sua posição reformada:
“... Nós, pelo contrário, quando vemos que os oráculos de Deus ordenam que os pecadores recebam a esperança da salvação, presumimos de bom grado sua verdade, tanto que, confiados só em sua misericórdia, e descartada a confiança nas obras, atrevemo-nos a bem esperar. Não nos enganará aquele que disse: ‘Faça-se-vos conforme a vossa fé’ (Mateus 9:29b).”
(João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Livro 3, Capítulo II, parágrafo 43)