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Mostrando postagens com marcador John MacArthur. Mostrar todas as postagens
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15 maio 2026

Teodiceia: "justiça de Deus"

Segundo os dicionários de etimologia, a palavra Teodiceia significa "justiça de Deus", na combinação de dois termos no grego: Theós ("Deus") + díkē ("justiça"). A palavra Teodiceia foi cunhada originalmente pelo filósofo, polímata e matemático cristão Gottfried Wilhelm Leibniz, para provar a realidade da "justiça de Deus" em um mundo com tanto mal moral e físico. Leibniz publicou em 1710 a obra com o título "Essais de Théodicée sur la bonté de Dieu, la liberté de l'homme et l'origine du mal", originalmente em francês, que quando traduzido para o português significa "Ensaios de Teodiceia sobre a Bondade de Deus, a Liberdade do Homem e a Origem do Mal". Esta obra de Leibniz representa uma iniciativa apologética cristã para abordar o que vem sendo conhecido historicamente como o "problema do mal", ou seja, o desafio de compreensão racional da presença, neste mundo, do mal (moral e físico), coexistindo simultaneamente com um Deus que é bom. Esta questão filosófico-teológica tem desafiado muitos pensadores ao longo dos eras, desde muito antes de Leibniz (sécs. XVII e XVIII), como por exemplo Agostinho de Hipona (sécs. IV e V), Ireneu de Lyon (sécs. II e III), dentre outros. Mais recentemente (1974), o filósofo cristão Alvin Plantinga publicou um livro intitulado "Deus, Liberdade e Mal", onde aborda esta questão do "problema do mal".

Uma didática e edificante exposição bíblica sobre este assunto, ministrada pelo pr. John MacArthur, com o título (traduzido) "Por que Deus permite tanto sofrimento e maldade?", pode ser encontrada na plataforma do sermonaudio.com, no seguinte link:
 
"Why Does God Allow So Much Suffering and Evil?"
 

15 março 2026

Aprendizado piedoso 234


"Está Tudo Bem com a Sua Alma?"
pr. Paul Washer
 

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pr. Paul Washer reflete piedosamente sobre sua amizade e convívio com o pr. John MacArthur
[Shepperds Conference - 2026]

14 julho 2025

Aprendizado piedoso 220

What If There Is No Ressurrection?
("E se não houver ressurreição?" )
 
Pr. John MacArthur
[19/06/1939 - *14/07/2025*] 
 
"O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe [archēgos] e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados." (At 5:30-31)
 
'No quinto capítulo de Atos, apenas uma referência rápida, versículo 30, "O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus". Novamente, há aquela ênfase em Deus ressuscitou-O para vindicar, validar Sua obra expiatória [...] Você entende que o perdão dos pecados está conectado, então, à validação do Pai sobre a obra do Filho por meio da ressurreição.
A propósito, a palavra archēgos é traduzida como Príncipe no versículo 31. Poderia ser traduzida de várias maneiras: originador, autor, pioneiro, líder, precursor. Encontrei um uso interessante dessa palavra no vocabulário marítimo [náutico]: os navios tinham um archēgos. Este era um membro da tripulação que era o nadador mais forte e, se algo acontecesse com o navio, ele amarrava uma corda na cintura, mergulhava e nadava até a praia. Depois de amarrar a corda, ele voltava e ajudava todos a chegarem à praia, por meio da corda.
Em um sentido muito real, Jesus nadou nas águas da morte e ancorou a corda para resgatar a todos nós. Belo uso dessa palavra [archēgos]. Mas, se ele tivesse se afogado nas águas da morte, então não haveria corda e estaríamos todos condenados [...] Se Ele não tivesse ressuscitado, então ainda estaríamos em nossos pecados.'

*Nota*: neste dia 14/07/2025, o pr. John MacArthur foi promovido à glória, e se encontra na presença do Senhor, deixando o legado de uma vida dedicada ao ensino e à exposição das Esctrituras. Esta postagem é apenas uma singela homenagem a este homem de Deus, com quem tive o privilégio de aprender muito nos últimos anos, por meio de suas mensagens, que ainda se encontram disponíveis na plataforma SermonAudio. Glória somente a Deus por tudo, inclusive pela vida deste servo, que já se encontra na presença do nosso Senhor e Rei!

04 fevereiro 2025

Citação feliz 19

Definições inadequadas de felicidade
"A definição de alegria no dicionário — ‘a emoção evocada pelo bem-estar, sucesso ou boa sorte ou pela perspectiva de possuir o que se deseja’ — é completamente inadequada quando aplicada à vida cristã."
(John MacArthur, The MacArthur New Testament Commentary: 1-3 John, 2007)

Um Grande Segredo da Felicidade
"Um grande segredo da felicidade nesta vida é ter um espírito paciente e contente [satisfeito]. Esforce-se diariamente para perceber a verdade de que esta vida não é o lugar da recompensa [prêmio, retribuição, gratificação, compensação]."
(J.C. Ryle, Practical Religion, 1883)

Traduzido de: "1000 Happy Quotes", David Murray


05 dezembro 2024

Aprendizado piedoso 201

"Venha agora, homenzinho, deixe de lado o seu negócio por um momento, refugie-se um pouco de seus pensamentos tumultuados; livre-se de seus cuidados e deixe que suas distrações oprimentes esperem. Tenha algum tempo livre para Deus; descanse um pouco nEle. Entre no aposento de sua mente; ponha tudo para fora, exceto Deus e tudo aquilo que o ajuda a buscá-lo; feche a porta e o busque. Diga a Deus agora com todo o seu coração: 'Eu busco Tua face, ó Senhor, Tua face eu busco realmente'. ['Saint Anselm and His Biographer', Richard W. Southern, Cambridge, 1963]"

[citação de Anselmo de Cantuária, em trecho do capítulo 12 (A Adoração ao Nosso Deus), encontrado no livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur]

02 dezembro 2024

Aprendizado piedoso 200

"[...] Se você duvida que todos começam com uma consciência de Deus, considere o depoimento surpreendente de Helen Keller. Quando Helen era uma criança, uma doença lhe roubou a capacidade de ver, ouvir ou falar. Através dos esforços incansáveis de sua professora particular Anne Sullivan, Helen aprendeu a se comunicar por meio do toque e, mais tarde, aprendeu a falar. Quando a senhorita Sullivan tentou falar de Deus para Helen pela primeira vez, Helen respondeu que já sabia a respeito dEle - ela só não sabia o Seu nome."
[trecho do capítulo 7 (A Ira de Nosso Deus) do livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur]

"[...] Helen Keller é uma das mulheres mais notáveis da história. Seguindo o conselho do Dr. Alexander Graham Bell, seus pais a enviaram a um professor da Instituição Perkins para Cegos, em Boston. Anne Sullivan, uma órfã de dezenove anos de idade, foi escolhida para a tarefa de instruir a menina Helen, de seis anos. Esse era o início de uma amizade íntima entre elas para a vida toda. Por meio de um alfabeto manual, Anne 'soletrava' nas mãos de Helen, palavras como 'boneca' ou 'cachorrinho'. Dois anos depois, Helen estava lendo e escrevendo fluentemente em braile. Aos dez anos, Helen, aprendeu sons diferentes colocando seus dedos na laringe da professora [Anne] e 'ouvindo' as vibrações. Tempos depois, Helen foi para a faculdade de Radcliffe, onde Anne 'escrevia' as aulas expositivas nas mãos de Helen. Após se formar com honras, Helen decidiu dedicar sua vida para ajudar cegos e surdos. Como parte desse esforço, ela escreveu muitos livros e artigos, e viajou ao redor do mundo dando palestras. Uma vez que as palestras de Helen não eram inteligíveis para alguns, Anne Geralmente as traduzia para ela. Seus quase 50 anos de companheirismo terminaram quando Anne morreu, em 1936. Helen escreveu estas palavras afetuosas sobre sua amiga ao longo da vida:
Minha professora está tão próxima de mim que eu mal me imagino longe dela... Sinto que seu ser é inseparável do meu, e que os passos de minha vida estão nos passos dela. Tudo o que há de melhor em mim pertence a ela - não há talento algum, aspiração ou alegria em mim que não tenha sido despertado pelo toque de seu amor. ['The Story of My Life', Helen Keller]***"
[trecho do capítulo 10 (Deus, Nosso Pai) do livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur]

*** Existem traduções em português, com o título "A História da Minha Vida" (Helen Keller): e-book (kindle) ou livro físico (capa comum).

30 novembro 2024

Aprendizado piedoso 199

Trechos do capítulo 9 (Nosso Deus soberano) do livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur:

"[...] Lady Jane Kenmure estava intimamente familiarizada com a tristeza e adversidade. Em 1600, ela nasceu numa distinta família escocesa e, mais tarde, casou-se com Sir John Gordon, que se tornou o Lorde Kenmure. Muitos podem ter invejado seu prestígio social, mas grandes dificuldades marcaram a vida dessa crente humilde e devota. Casada havia apenas oito anos, ela havia perdido três filhas pequenas. No mesmo ano em que sua terceira filha morreu, o marido caiu em dores mortais e também faleceu. Um mês ou dois depois, ela deu alegremente à luz um filho, mas quatro anos depois, o menino ficou doente e também morreu. Cerca de um ano mais tarde, ela se casou novamente, mas sua felicidade durou pouco porque seu segundo marido faleceu logo depois. Durante o prolongado período de luto de Lady Kenmure, Samuel Rutherford, seu pastor, escreveu cartas pastorais para confortá-la. Observe como ele [seu pastor] a orientou a pensar na soberania de Deus
[Samuel Rutherford...] Estejais contente em passar pelas águas ao teu redor, e gloria-te nEle {Jesus Cristo}, segurando Sua mão, pois Ele conhece todas as vaus {trechos rasos de rios}... Quando levantares teus olhos naquela direção e deres uma olhada na cidade de ouro {Ap 21:18}... haverás de dizer, então 'Vinte e quatro horas habitando nesse lugar valem mais que setenta anos de tristeza sobre a terra'... Em todo o Seu proceder com Seus filhos, Deus almeja levá-los a ter um elevado desprezo e uma inimizade mortal pelo mundo; a fim de que estabeleçam um valor elevado para Cristo e pensem nEle como Aquele que não pode ser adquirido com ouro e que é digno de que lutemos por ele. Não é por nenhum outro motivo... que o Senhor retira de ti os brinquedos e os deleites terrenos que Ele dá aos outros, mas para que tu sejas completamente dEle... Aceita a vontade do Todo-Poderoso... Deixa que a cruz de teu Senhor Jesus tenha o teu submisso e resoluto AMÉM... Confesso que me pareceu estranho que o Senhor tivesse que fazer aquilo que dava a impressão de querer lançar por terra todos os teus confortos mundanos; mas nós não podemos ver as razões da Soberania do Todo-Poderoso. 'Ele vai à nossa direita e à nossa esquerda, mas não o vemos'. Não vemos nada senão os pedaços dos elos quebrados das correntes da Sua providência. ('The Letters of Samuel Rutherford')"

"[John MacArthur...] Será que Deus realmente usa o nosso sofrimento para o nosso bem? Absolutamente {certamente}. Um dos benefícios do sofrimento é que ele nos ensina a odiar o pecado. Quando Cristo foi ao túmulo de Lázaro, Ele 'agitou-se no espírito e comoveu-se' (João 11:33). Ele agonizou diante das lágrimas, da dor e da tristeza que o pecado e a morte trazem. Quando experimentamos o sofrimento, aprendemos a odiar o pecado, que é o causador dessas coisas. O sofrimento também coopera para o nosso bem, porque expõe o pecado em nossas vidas. Quando tudo está bem, é fácil nos sentirmos piedosos. Mas, assim que as coisas desmoronam e os infortúnios se interpõem em nosso caminho, somos mais tentados a ficar irados com Deus. Podemos perder a paciência facilmente e começar a duvidar da Sua bondade. É nesse ponto que a pessoa descobre se, de fato, confia em Deus, pois o sofrimento evidenciará todo o mal que estiver no coração. O sofrimento não só evidenciará o pecado, como também o removerá. Ele é um fogo que queima a nossa escória e releva o ouro e a prata puros. Jó disse, a respeito de Deus: 'Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro' (Jó 23:10). De que outra maneira o sofrimento coopera para o nosso bem? Ele revela que nós, na verdade, somos Seus filhos. Afinal, 'o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos' (Hebreus 12:6-8). Sua disciplina é a evidência de que somos Seus filhos. O sofrimento também nos leva a Deus. Na prosperidade, o coração fica facilmente dividido. É por isso que Deus advertiu os israelitas para que não se esquecessem dEle quando Ele os levasse para a Terra Prometida (Deuteronômio 6:10-13). O sofrimento nos obriga a parar de nos concentrar no mundo. Quando tudo em nossas vidas é confortável, somos inclinados a nos preocupar com a nossa casa, o carro, o trabalho, os negócios, ou com nosso guarda-roupa. Mas suponha que um ente querido fique com uma doença terminal. Isso mudaria os nossos valores, e nos levaria a Deus, que é uma boa resposta para uma situação trágica. O 'espinho na carte' de Paulo o levou ao Senhor (2Coríntios 12:7-10). Quaisquer que sejam nossas aflições, estejamos seguros de que Deus as está usando, soberanamente, para o nosso bem. Tendo esse assunto como tema, Margaret Clarkson escreveu um livro para aqueles que vivem suas vidas numa dor perpétua. Ela o intitulou Grace Grows Best in Winter (A Graça Cresce Melhor no Inverno) - uma citação das cartas de Samuel Rutherford, o pastor que procurava confortar a senhora em sofrimento {Lady Jane Kenmure}... O subtítulo do livro de Clarkson é Help for Those Who Must Suffer (Ajuda para Aqueles que Precisam Sofrer), e uma de suas muitas observações úteis é a seguinte:
'[Margaret Clarkson...] A soberania de Deus é a rocha invencível, à qual o coração humano, em sofrimento, deve se firmar. As circunstâncias que rodeiam a nossa vida não são uma casualidade: elas podem ser obra do mal, mas esse mal está firmemente preso na mão poderosa de nosso Deus soberano... Todo mal está sujeito a Ele, e o mal não pode tocar Seus filhos, a menos que Ele permita. Deus é o Senhor da história humana e da história pessoal de cada membro de sua família redimida... Ele não explica suas ações a nós mais do que explicou a Jó, mas Ele nos deu o que os sofredores dos tempos antigos nunca tiveram - a revelação escrita de Sua soberania e de Seu amor, e a manifestação de Si mesmo no Salvador {Cristo Jesus}. Se aqueles santos puderam triunfar, de modo tão glorioso, sem tamanha revelação, nós, que a temos, seremos derrotados?' ['Grace Grows Best in Winter', Margaret Clarkson]"

26 novembro 2024

Hino: "Ó Cabeça Sagrado, Agora Ferido"

Um dos hinos mais belos e comoventes a respeito da cruz [de Cristo] é "Ó Cabeça Sagrado, Agora Ferido", atribuído a Bernardo de Claraval, do século XII. Leia a sua letra com devoção e reverência, porque ela fala de um Deus que nos ama profundamente:

Agora ferido, Ó Cabeça sagrado,
Curvado sob o pesar e o vitupério.
De escárnios, agora, rodeado
Espinhos coroam Teu império;
Que glória, Ó Cabeça sagrado,
Que felicidade Tu tiveste até então?
Embora ensanguentado e desprezado
Chamar-Te "meu" é a minha satisfação.

Meu Senhor, toda a Tua aflição,
foi para os pecadores benefício.
Minha, minha era a transgressão,
Mas Tua a dor mortal e o sacrifício.
Estou prostrado, meu Salvador!
Estar em Teu lugar é o que mereço;
Olha para mim com teu favor,
A tua graça eu Te peço.

Que língua eu emprestaria,
Para agradecer, queridíssimo Amigo,
Por essa Tua mortal agonia,
Pela compaixão infinda para comigo?
Ó faze-me Teu, Senhor, eternamente;
E se acaso a desfalecer eu venha,
Jamais me deixe definitivamente.
Meu amor por Ti, sempre eu mantenha.

[Trecho do capítulo 8 ("A Bondade de Nosso Deus") do livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur]

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*Versão em língua portuguesa

"Oh! Fronte Ensanguentada"
(Bernardo de Clairvaux)

Oh! Fronte ensanguentada em tanto opróbrio e dor,
De espinhos coroada com ódio e com furor!
Tão gloriosa, outrora, tão bela e tão viril,
Tão abatida, agora, de afronta e escárnio vil.

Quão humilhada pende a face do Senhor!
Não vive, não resplende, já não tem luz nem cor!
Oh! Crime inominável, fazer anuviar
O brilho inigualável de um tão piedoso olhar!

Estás tão carregado, mas todo fardo é meu!
Eu só me fiz culpado e o sofrimento é teu.
Venho aos teus pés, tremente, mereço a punição,
Mas olhas-me clemente com santa compaixão!

Sê meu refúgio forte, meu guia e vida e luz!
Que eu sinta, vendo a morte, conforto em tua cruz!
Na cruz com fé me abrigo e amparo tu me dás!
E unido assim contigo, hei de dormir em paz!


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*Alguns links sobre o hino "Ó Cabeça Sagrado, Agora Ferido":

O Sacred Head, Now Wounded (wikipedia) (MúsicaJ.S. Bach)

Bernard of Clairvaux: “O Sacred Head, Now Wounded” (TGC - Canadian)




Aprendizado piedoso 198

"A morte por crucificação parece incluir toda essa dor e ser uma morte horrível e assustadora - tonturas, cãibras, sede fome, insônia, febre traumática, tétano, exposição pública à vergonha, tormento duradouro, expectativa de horror, gangrena nos ferimentos não tratados - tudo isso intensificado até o ponto em que esses sofrimentos podem ser suportados, mas todos eles durando bem mais além do ponto de dar ao sofredor o alívio da inconsciência. A posição nada natural tornava cada movimento doloroso; as veias dilaceradas e os tendões esmagados latejavam em angústia incessante; os ferimentos, inflamados por ficarem expostos, gangrenavam gradualmente; as artérias - principalmente as da cabeça e do estômago - tornavam-se inchadas e comprimidas com o excesso de sangue; e enquanto cada variedade da penúria aumentava gradativamente, a angústia de uma sede ardente e intolerável era acrescentada a elas; e todas essas complicações físicas causavam agitação e ansiedade internas, o que fazia com que a expectativa da própria morte - da morte, o terrível inimigo desconhecido, cuja aproximação geralmente estremece os homens - tivesse o aspecto de um alívio delicioso e excelente."

[Trecho do livro "The Life of Christ", de Frederic W. Farrar, extraído do livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur]


05 novembro 2024

Livro: "Deus: face a face com Sua majestade"

'Algumas pessoas querem provar a existência de Deus através da Ciência. Por mais valiosa que a Ciência seja, ela tem seus limites. Paul Little destacou: Pode-se dizer, com a mesma ênfase, que não se pode “provar” a existência de Napoleão pelo método científico. A razão disso reside na natureza da própria história e nas limitações do método científico. A fim de que algo seja “provado” pelo método científico, ele deve ser repetido. Ninguém pode anunciar uma nova descoberta para o mundo com base num único experimento. Mas a história, por sua própria natureza, não é algo que possa ser repetido. Nenhum homem pode “reprisar” o início do universo ou trazer Napoleão de volta ou repetir o assassinato de Lincoln ou a crucificação de Jesus Cristo. Mas o fato de que esses acontecimentos não possam ser “provados” pela repetição não desmente sua veracidade como acontecimentos.'

'Jesus declarou: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). O que significa “espírito”? O teólogo Charles Hodge explicou desta maneira: É impossível... superestimar a importância da verdade contida na simples afirmação: “Deus é Espírito”. O que está envolvido nessa afirmação é que Deus é imaterial. Nenhuma das propriedades da matéria pode ser atribuída a Ele. Ele não é ampliável, ou divisível, ou composto, ou visível, ou tangível. Não tem volume nem forma... Portanto, ao revelar que Deus é Espírito, a Bíblia nos revela que nenhuma característica da matéria pode ser atribuída à essência divina.'

'Quem pode compreender a Trindade? Deus é três em um e um em três — um mistério eterno. J. I. Packer escreveu: Aqui nos deparamos com a verdade mais vertiginosa e inescrutável de todas: a verdade da Trindade... O que devemos fazer com ela? A triunidade divina é, em si mesma, um mistério, um fato transcendente que está além da nossa compreensão... Como o Deus eterno pode ser eternamente singular e plural; como o Pai, o Filho e o Espírito podem ser pessoas distintas, embora sejam um em essência... isso é mais do que podemos conhecer, e qualquer tentativa de “explicar” isso — dissipando o mistério através do raciocínio, de modo diferente da confissão das Escrituras — está fadada a falsificá-lo. Aqui, como em outras partes, o nosso Deus é grande demais para as pequenas mentes de suas criaturas.'

'O que o caráter imutável de Deus significa para nós como crentes? Significa conforto. Conforme A. W. Pink destacou: Não se pode confiar na natureza humana, mas podemos confiar em Deus! Assim, por mais instável que eu possa ser, por mais inconstantes que meus amigos demonstrem ser, Deus não muda. Se Ele mudasse como nós mudamos, se quisesse uma coisa hoje e outra amanhã, se fosse controlado por caprichos, quem poderia confiar nEle? Mas todo o louvor seja dado ao Seu glorioso nome porque Ele sempre é o mesmo. Seu propósito é permanente, Sua vontade é estável, Sua palavra é garantida. Eis aqui uma rocha sobre a qual podemos firmar os nossos pés enquanto a poderosa torrente varre tudo ao nosso redor. A estabilidade do caráter de Deus garante o cumprimento de Suas promessas.'

'Sua biografia [Robert Murray M'Cheyne] passou por 116 edições com mais de meio milhão de cópias distribuídas em todo o mundo. Por quê? Uma das razões é porque o jovem Pastor escocês via Deus como Ele realmente é. Num completo contraste, muitos dos que são chamados cristãos têm apenas uma visão débil, rasa e superficial de Deus. Eles estão presos numa espécie de autoindulgência e egocentrismo, na qual veem a Deus somente em termos do que Ele pode fazer por eles. Eles deram a Deus a forma de um gênio funcional. Mas, se quisermos ver Deus como Ele realmente é — vê-Lo como Ele é revelado em Sua Palavra —, devemos entender e reconhecer este fato fundamental: o nosso Deus é santo.'

[trechos do livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur]

Aprendizado piedoso 197

“O brilhante teólogo Jonathan Edwards escreveu de modo comovente: 
Tenho andado diante de Deus e dado a mim mesmo, e tudo o que sou e possuo a Deus, de modo que já não sou de mim mesmo em aspecto algum. Não posso exigir nenhum direito sobre este entendimento, esta vontade e estes afetos que estão em mim. Nem tenho direito algum sobre este corpo ou sobre qualquer um de seus membros — nenhum direito sobre esta língua, estas mãos, estes pés; nenhum direito sobre estes sentidos: visão, audição, olfato ou paladar. Tenho me despojado de mim mesmo e não retive coisa alguma como sendo minha. [The Works of Jonathan Edwards
Edwards se ofereceu completamente a Deus, desejoso de obedecer a Ele sem reservas.”

[Trecho do capítulo 2 do livro "Deus: face a face com sua majestade", de John MacArthur]


26 julho 2024

Aprendizado piedoso 186

sermonaudio.com/sermons/5724200416965

"Cristo é suficiente para todas as suas crises"
*["Christ Is Sufficient for All Your Crises"]*
Pr. John MacArthur
 
*Observação*: esta é uma pregação do pr. John Macarthur em 2024, onde ele faz uma introdução no contexto do assunto "Saúde Mental" ("Mental Illness"). Este sermão é ministrado por ele na igreja, também como uma resposta piedosa às repercussões de uma declaração que ele havia feito poucos dias antes, sobre esse assunto ("Mental Illness"), em um painel de discussão com outras pessoas, que foi gravado e divulgado na internet.

27 junho 2024

Aprendizado piedoso 185

https://beta.sermonaudio.com/sermons/9908135378

Uma exposição da "parábola do filho pródigo" em perspectiva
Pr. John MacArthur
 
"11Continuou: Certo homem tinha dois filhos;12o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.13Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.14Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.15Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.16Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.17Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!18Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.20E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.21E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.22O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;23trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos,24porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.25Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.26Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.27E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.28Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo.29Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;30vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.31Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.32Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado." (Lucas 15:11–32)

07 junho 2024

Aprendizado piedoso 184

https://beta.sermonaudio.com/sermons/8212012285271

"A verdade sobre a morte (Lc 12:54 - 13:9)"

Pr. John MacArthur

*Observação: a partir do tempo 41:50 neste áudio, pode-se ouvir a maravilhosa declaração: "O dom mais universal da graça comum de Deus é o tempo... tempo para arrependimento... tempo para crer... Deus é paciente... Deus é paciente... Estamos vivendo no tempo da Sua paciência... Não posso resistir ao Salmo 103..."

A misericórdia de Deus (Salmo 103):
Salmo de Davi
   1Bendize, ó minha alma, ao SENHOR,
    e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome.
   2Bendize, ó minha alma, ao SENHOR,
    e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.
   3Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades;
    quem sara todas as tuas enfermidades;
   4quem da cova redime a tua vida
    e te coroa de graça e misericórdia;
   5quem farta de bens a tua velhice,
    de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
   6O SENHOR faz justiça
    e julga a todos os oprimidos.
   7Manifestou os seus caminhos a Moisés
    e os seus feitos aos filhos de Israel.
   8O SENHOR é misericordioso e compassivo;
    longânimo e assaz benigno.
   9Não repreende perpetuamente,
    nem conserva para sempre a sua ira.
   10Não nos trata segundo os nossos pecados,
    nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades.
   11Pois quanto o céu se alteia acima da terra,
    assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.
   12Quanto dista o Oriente do Ocidente,
    assim afasta de nós as nossas transgressões.
   13Como um pai se compadece de seus filhos,
    assim o SENHOR se compadece dos que o temem.
   14Pois ele conhece a nossa estrutura
    e sabe que somos pó.
   15Quanto ao homem, os seus dias são como a relva;
    como a flor do campo, assim ele floresce;
   16pois, soprando nela o vento, desaparece;
    e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.
   17Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade,
    sobre os que o temem,
    e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos,
   18para com os que guardam a sua aliança
    e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.
   19Nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono,
    e o seu reino domina sobre tudo.
   20Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos,
    valorosos em poder, que executais as suas ordens
    e lhe obedeceis à palavra.
   21Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos,
    vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade.
   22Bendizei ao SENHOR, vós, todas as suas obras,
    em todos os lugares do seu domínio.
    Bendize, ó minha alma, ao SENHOR.


31 maio 2024

Livre "escravo de Cristo" (1Co 7.22)

"Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente, o que foi chamado, sendo livre, é escravo de Cristo. Por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens." (1Coríntios 7:22–23)

https://web.sermonaudio.com/sermons/92420201105611

Durante esta exposição bíblica, um dos textos citados é o de João 15:12-17, onde são enfatizadas duas palavras no texto: amigos [philos] & servos [doulos]. 

No tempo 17:51 deste áudio, o pr. John MacArthur cita um belo e antigo hino de autoria de John Ernest Bode (1869), intitulado "Ó Jesus, eu prometi" (O Jesus, I have promised), e cuja tradução da letra pode ser encontrada abaixo: 

https://hymnary.org/text/o_jesus_i_have_promised

1 Ó Jesus, eu prometi
servir-Te até o fim;
Que Tu estejas para sempre perto de mim,
meu Mestre e meu Amigo;
Não temerei a batalha
se Tu estiver ao meu lado,
Nem me desviarei do caminho
se Tu quiseres ser meu Guia.

2 Ó, deixe-me sentir-te perto de mim,
o mundo está sempre próximo;
Eu vejo as paisagens que deslumbram,
Eu ouço os sons tentadores;
meus adversários estão sempre perto de mim,
ao meu redor e próximos;
mas, Jesus, aproxima-te,
e proteja minha alma do pecado.

3 Ó, deixe-me ouvir-te falando
em pronúncias claras e serenas,
acima das tempestades da paixão,
dos murmúrios da obstinação;
Ó, fale para me tranquilizar,
apressar ou controlar!
Ó, fale, e me faça ouvir,
Tu, Guardião da minha alma!

4 Ó Jesus, Tu prometeste
para todos os que Te seguem
Que de onde Tu estás na glória,
ali também estarás o teu servo;
e, Jesus, eu prometi
servir-Te até o fim;
Ó, dê-me graça para seguir,
meu Mestre e meu Amigo!

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***Vídeo com interpretação deste hino (em inglês):


27 maio 2024

Aprendizado piedoso 183

https://web.sermonaudio.com/sermons/112018081926133

"Reivindicações exclusivas de Cristo"

Pr. John MacArthur

*Observação: a partir do tempo 39:30 neste vídeo, o pr. John MacArthur nos ensina a definição de "Batalha Espiritual" ("Spiritual Warfare"), usando principalmente o ensino Bíblico a partir de 2Coríntios 10:3-5: "Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas [logismos] e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo".