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Mostrando postagens com marcador Emanuel. Mostrar todas as postagens
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25 dezembro 2025

Louvor: "Velhos Natais"


*Trecho da canção "Velhos Natais", de Stênio Marcius:
"...porque é Natal, e o Rei daquela manjedoura habita em nós.
E foi ali que a alegria começou, para varrer toda a tristeza e a saudade, que não leva a nada.
Porque o melhor ainda está pra acontecer.
Vou vê-lo em glória e não mais como um bebê.
Mas, para sempre vou lembrar e agradecer, esses Natais, doces Natais, velhos Natais..."

23 dezembro 2025

Noel ou Emanuel ?

Nesta época do ano, precisamos ter cuidado para que o Noel não tente roubar o lugar do Emanuel.

22 dezembro 2025

Natal: "surpreendido pela manjedoura"

[Trecho do Devocional Manhã & Noite de C.H. Spurgeon, manhã do dia 25/12]

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7:14)

‘Vamos hoje descer a Belém e, em companhia de pastores admirados e sábios adoradores, ver Aquele que nasceu Rei dos judeus, pois nós, pela fé, podemos reivindicar interesse nEle, e cantar: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9:6). Jesus é Jeová encarnado, nosso Senhor e nosso Deus, e, contudo, nosso Irmão e Amigo. Adoremos e admiremos. Percebamos, à primeira vista, Sua miraculosa concepção. Foi algo nunca antes ouvido, e sem paralelo desde então, que uma virgem concebesse e tivesse um Filho. A primeira promessa ocorreu assim: “A semente da mulher” (Gn 3:15), e não a descendência do homem. Uma vez que a venturosa mulher liderou o caminho no pecado, que trouxe o “Paraíso Perdido”*, ela, e somente ela, inaugura o “Paraíso Reconquistado”*. Nosso Salvador, embora verdadeiramente homem, era, quanto a Sua natureza humana, o Santo de Deus (Sl 16:10; Mc 1:24; Lc 4:34; At 3:14; Ap 3:7). Curvemo-nos, de maneira reverente, diante da sagrada Criança, cuja inocência restaura à raça humana sua antiga glória, e oremos para que Ele seja formado em nós, a esperança da glória (Cl 1:27). Não deixemos também de notar Sua humilde descendência. Sua mãe é descrita apenas como “uma virgem”; não uma princesa, ou profetisa, ou alguém com grandes propriedades; contudo, sua condição não era tão simples ou iletrada que não lhe permitisse cantar docemente um cântico de louvor. Verdadeiramente o sangue dos reis corria em suas veias (Lc 3:23-38); no entanto, quão humilde era sua posição, quão pobre o homem a quem estava prometida, e quão miserável a acomodação oferecida ao recém-nascido Rei! Emanuel, Deus conosco em nossa natureza, em nossa tristeza, em nossa obra de vida, em nosso castigo, em nossa sepultura; e agora conosco, ou melhor, nós com Ele, em ressurreição, ascensão, triunfo, e esplendor do Segundo Advento.’

*Paraíso Perdido e Paraíso Reconquistado são títulos de poemas do poeta inglês John Milton (1608-1674).

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[Trecho do Devocional Manhã & Noite de C.H. Spurgeon, noite do dia 26/01]

E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam” (Lc 2:18)

‘Não devemos deixar de admirar as grandes maravilhas do nosso Deus. Seria muito difícil traçar uma linha entre a sagrada admiração e a verdadeira adoração, pois quando a alma é subjugada com a majestade da glória de Deus, embora possa não se expressar em cânticos, ou mesmo proferir sua voz com a cabeça inclinada em humilde oração, contudo ela adora em silêncio. Nosso Deus encarnado deve ser adorado como o “Maravilhoso” (Is 9:6). Que Deus tenha levado em conta Sua criatura caída, o homem, e em vez de varrê-lo com a vassoura da destruição, Ele mesmo tomar para Si a responsabilidade de ser o seu Redentor, e pagar o preço de seu resgate, é realmente maravilhoso. No entanto, para cada crente, a redenção é ainda mais maravilhosa conforme ele a vê em relação a si mesmo. É um milagre da graça, de fato, que Jesus tenha abandonado o trono e a majestade acima para sofrer aqui abaixo, de maneira desonrosa, por nós. Deixe sua alma perder-se em admiração, pois admirar-se dessa forma é uma emoção muito prática. A sagrada admiração o levará ao sincero agradecimento e à adoração; ela provocará dentro de você uma devota vigilância; você terá receio de pecar contra um amor como esse. Sentindo a presença do poderoso Deus na dádiva de Seu amado Filho, você descalçará os sapatos dos seus pés, porque o lugar onde está é terra santa (Ex 3:5; Js 5:15). Você será movido, ao mesmo tempo, a uma gloriosa esperança. Se Jesus fez tais coisas maravilhosas em seu favor, você sentirá que o próprio céu não é tão grande para sua expectativa. Quem pode ser surpreendido com alguma coisa quando outrora *surpreendido* pela manjedoura e pela cruz? O que existe de mais maravilhoso depois de alguém ter visto o Salvador? Caro leitor, pode ser que pela sua calma e isolada forma de vida, você dificilmente possa imitar os pastores de Belém – que disseram aquilo que tinham visto e ouvido –, mas você pode, ainda assim, fazer parte do círculo de adoradores diante do trono, pela admiração daquilo que Deus fez.’

*Surpreendido / Surpreso*: “Ficamos surpresos com algo porque não o esperávamos, admirados por sua singularidade em algum aspecto, maravilhados porque não conseguimos entender como aconteceu, atônitos a ponto de não sabermos o que pensar ou fazer.” [Dicionário Century]

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[Trechos do livro “Emmanuel, Or Titles of Christ”, de Octavius Winslow**]

(**Octavius Winslow foi contemporâneo de C.H. Spurgeon e J.C. Ryle)

‘[...] Antes de abordar a segunda parte deste assunto, permitam-me falar, em defesa da verdade que ocupou nossos primeiros pensamentos, o estudo mais devoto e a crença mais inabalável de todo o povo do Senhor. A doutrina da Encarnação é a principal pedra angular da nossa fé. Nela reside toda a essência da nossa salvação. Esta é a chave que desvenda o profundo mistério do amor divino; esta é a solução para todas as dificuldades que se apresentam à alma em sua luta pela salvação. Deixem que a sua fé simplesmente apreenda esta verdade, e tudo estará seguro, com o seu bem-estar eterno. Não parem para sondá-la com o frágil prumo da sua razão antes de crerem nela. Não esperem para compreendê-la antes de recebê-la. Recebam-na com a simplicidade de uma criança pequena, e ela os fará felizes. É o grande mistério da Divindade. Como, então, você, um ser finito, um ser finito pecador, pode ser considerado capaz de compreender plenamente uma verdade que toca as próprias alturas e sonda as próprias profundezas do infinito?  Para alcançar tal compreensão, sobre quais anjos vocês se curvam com humildade, reverência e temor? Deposite sua razão aos pés da fé, e deixe que a fé ocupe seu lugar aos pés de Jesus e, como eu disse, receba o reino de Deus como uma criança e você será salvo […] Esta é a "Pedra" que os negadores da divindade e da expiação de Cristo desprezam, rejeitando-a e construindo o alicerce de seu futuro sobre as areias movediças de suas próprias obras, sobre as quais repousarão a vergonha e o desprezo eterno. Torne-se, então, um humilde adorador em Belém, um estudante crente no Calvário, um santo jubiloso no túmulo, e sua será a bênção divina daquele "que crê, embora não tenha visto" (Jo 20:29). A jornada da alma rumo à glória começa na manjedoura, contorna a cruz, passa pelo túmulo, ascende [ao céu], e se perde na visão perfeita da fé, na plena realização da esperança, e no mar infinito de amor que circunda o trono celestial"Onde está assentado nosso Salvador, coroado de luz, revestido de um corpo como o nosso". Mas nos aproximamos daquele ramo do nosso tema que o traz mais intimamente e abençoadamente para o nosso ser individual.  "Emanuel, Deus CONOSCO”. Quão maravilhosamente e completamente esta verdade, a Encarnação, preenche o vasto abismo entre o Infinito e o finito – Deus e o homem! Deus não é mais, para a mente do crente, uma abstração incompreensível e invisível. Ele é trazido para perto, por assim dizer – visível, tangível, real – em uma palavra, Ele está CONOSCO. Vamos ilustrar em alguns detalhes esta verdade maravilhosa, e não menos experimental e preciosa. Em primeiro lugar <#1#>, Emanuel é DEUS CONOSCO. Aqui, ascendemos infinitamente acima do humano. Não é meramente um anjo que está conosco – um homem que está conosco; é a Divindade que está conosco, ninguém menos que o próprio Jeová, o Deus da aliança e Guardião de Israel. Não podemos viver sem nada menos que a Divindade […] Obras mortais são coisas mortas, afundando você como uma pedra de moinho nas sombras do abismo sem fundo. Mas um olhar de fé para o Salvador crucificado é vida e imortalidade, elevando você acima da maldição, acima de seus pecados, para fora do poço horrível e do lamaçal de sua condenação presente, para as regiões ensolaradas do perdão, da paz e da esperança. Mais uma vez, permita-me lembrar ao meu leitor crente que "Emanuel é Deus conosco". Venha, então, e apoie-se em Seu braço onipotente.  Você não tem nenhuma necessidade que não possa ser suprida por Seus infinitos recursos; nenhuma pedra de dificuldade em sua peregrinação que Seu poder não possa remover; nenhum fardo que Seu braço poderoso não possa suportar, nenhuma perplexidade que Sua sabedoria não possa guiar: em suma, nenhuma condição à qual Cristo, nosso Deus sempre presente, não seja capaz. Com fé e humildade, faça uso prático da divindade de seu Salvador; e quando tudo o que é meramente humano falhar, quebrar como uma “corda de areia” (“rope of sand”), dissolver como um vapor passageiro; ou perfurar sua mão inclinada com demasiada ingenuidade como uma cana quebrada, então agarre-se a esta preciosa verdade e diga: "Meu Deus Salvador está comigo em todos os recursos ilimitados de Sua Divindade, por que então eu deveria temer?"[...] Oh, que o seu conhecimento de Deus abranja uma gama mais ampla do Seu ser, governo e glória, do que o sol, as estrelas ou as flores lhe permitem. No céu azul, nenhuma palavra está estampada assegurando o perdão dos pecados, a salvação ou o céu. Como você pode ser salvo do inferno, e preparado para o céu, só pode ser aprendido ao contemplar "a glória de Deus na face de Jesus Cristo" (2Co 4:6) [...] Perguntamos: "Mostra-nos o Pai", e isso nos basta? Jesus responde: "Quem me vê, vê o Pai" (Jo 14:9). Assim, nosso Emanuel levanta o terrível véu, e nos mostra Deus perdoando nossos pecados, justificando-nos, e nos envolvendo no abraço do Seu amor paternal. Provavelmente não existe nenhum verso que expresse uma concepção mais verdadeira e bela dessa grande ideia do que o do ilustre [Isaac] Watts*, que ainda lidera o serviço de cânticos na Terra: 

"O mais querido de todos os nomes nas alturas, 
Meu Jesus e meu Deus! 
Quem pode resistir ao Teu amor celestial, 
Ou brincar com o Teu sangue? 
É pelos méritos da Tua morte, 
Que o Pai sorri novamente; 
É pelo Teu sopro intercessor, 
Que o Espírito habita nos homens. 
Até que eu veja Deus em carne humana, 
E meus pensamentos encontrem conforto, 
O Santo, Justo e Sagrado Deus Triúno
É terror para a minha mente; 
Mas se a face do Emanuel aparecer, 
Minha esperança e minha alegria terão início; 
Seu nome afastará meu medo servil, 
Sua graça removerá meus pecados."

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*The Psalms and Hymns of Isaac Watts#II.148  

(https://hymnary.org/hymn/PHW/II.148)


10 setembro 2019

O Verbo se fez carne


"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai."
(João 1:14)

Em um mundo onde cada vez mais se olha mas não se vê, se ouve mas não se escuta, se fala mas não se comunica, se expressa ou se proclama, está muito claro que precisamos desesperadamente do Verbo que se fez carne, do Emanuel, Deus conosco!