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18 janeiro 2026

Epicentro do bom ânimo (n.v.a.)

...uma importante lembrança para os momentos de provações e dificuldades...

Nos momentos de provações e dificuldades, muitas vezes parece que estamos no epicentro de um terremoto, ou seja, no local mais afetado pelos “abalos sísmicos da tribulação”. As palavras do próprio Senhor Jesus Cristo, para encorajamento dos seus discípulos em momentos de adversidade e aflição, aparecem em vários trechos dos Evangelhos, como por exemplo, “tem bom ânimo”:
E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” (Mt 9:2)
E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.” (Mt 9:22)
Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.” (Mc 10:49; nesta passagem, “Tem bom ânimo” saiu da boca da multidão nos arredores de Jericó)
O salmista também nos relembra esta mesma verdade: “Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR.” (Sl 27:14)
Também podemos encontrar outros textos das Escrituras onde a coragem e a perseverança são imperativas para o cristão, como por exemplo, logo no começo do primeiro capítulo do livro de Josué, quando o Senhor fala a Josué sobre a sua mui difícil e desafiadora tarefa de suceder Moisés - em sua missão de conduzir o povo de Deus - dizendo: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Js 1:9
O pastor C.H. Spurgeon, em um sermão datado de 7 de janeiro de 1855, enquanto tinha apenas 20 anos de idade, prega a seguinte mensagem para a sua congregação: “[...] O mais excelente estudo para desenvolver a alma é a ciência de Cristo, e ele crucificado, e o conhecimento da Divindade na gloriosa Trindade [...] Oh!, existe, ao contemplar Cristo, um bálsamo para cada ferida; ao refletir sobre o Pai, há o fim de toda tristeza; e, na influência do Espírito Santo, há um bálsamo para cada chaga! Deseja cessar o seu pesar? Deseja suprimir suas preocupações? Então, vá, atire-se no mais profundo mar da divindade; perca-se na sua imensidão, e sairá dele completamente descansado, reanimado e revigorado. Não conheço coisa que possa confortar mais a alma, acalmar as ondas da tristeza e da mágoa, pacificar os ventos da provação que a meditação piedosa a respeito da divindade”.
O bom ânimo, produzido pelo revigoramento (ou reanimação) da alma, outrora contrita e abatida, depende da imersão ou mergulho no “mar da divindade”, entregando nossos pensamentos, sentimentos e emoções ao soberano Senhor da nossa vida, num ato de fé professada e exercitada cotidianamente, e vivida “Coram Deo” (do latim “Diante de Deus”), com o propósito de exaltar a glória do nosso Deus.
Conta-se uma história de que, certa vez, um carpinteiro havia construído uma cadeira de madeira, e pediu uma análise sobre esta cadeira para vários especialistas em móveis, madeira, ergonomia, etc. Todos analisam a cadeira de madeira, com muito critério, e quando o carpinteiro lhes perguntou se ela (a cadeira) seria boa para se sentar, todos os analistas foram unânimes em responder: “nós confiamos que a cadeira é boa para se sentar!”. Na sequência do diálogo, o carpinteiro lhes replicou: “então eu os desafio a se sentarem nela”. Esse Carpinteiro Nazareno, que provavelmente aprendeu o ofício com seu pai humano (Mc 6:3; Mt 13:55), é o mesmo que nos convida, até os dias de hoje, a confiarmos nEle (Hb 12:2) para “sentarmos” na “cadeira da fé”, ou seja, a experimentarmos na prática aquilo em que estamos declarando confiar. O único detalhe importante é que esta “cadeira da fé” tem rodinhas, e é dinâmica no movimento da vida cristã!

Portanto, caro irmão ou irmã, tenha ousadia graciosa para sentar na “cadeira da fé” com rodinhas...
Ao Senhor Jesus, que é a fonte, o meio e o propósito do nosso “bom ânimo”, seja a glória para sempre!

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[nova versão atualizada (n.v.a.), da versão atualizada (v.a.) publicada em 19/11/2025]

26 dezembro 2025

Quem dera (v.a.)

Quem dera as meras palavras pudessem acompanhar as profundas lágrimas...
...na tentativa de extravasar o louvor diante da grandiosidade do Criador.
Quem dera os vagos pensamentos pudessem acompanhar os inquietos anseios...
...no anelo de expressar a devoção frente à onipotência e soberania de Deus.
Quem dera os débeis sons pudessem acompanhar o ensurdecedor silêncio...
...na manifestação do maravilhamento diante da salvação provida pelo Redentor.
Quem dera as acanhadas ações de graças pudessem acompanhar as intensas súplicas...
...na convicção da gratidão pelo cuidado e pela providência do Onisciente e Onipresente.
Quem dera os pusilânimes gestos cotidianos pudessem acompanhar as corajosas intenções...
...na esperança de ousadamente testemunhar, em vida, o governo e o senhorio de Cristo.
Quem dera nossas limitadas mentes humanas pudessem alcançar o quebrantado coração...
...na compreensão da plenitude da Cruz, e da suficiência do sangue do Cordeiro.
Quem dera os titubeantes discípulos tentassem seguir o convicto Mestre...
...no testemunho do Evangelho da Salvação.

Senhor, quem dera pudéssemos Te honrar e glorificar plenamente, com uma humildade honesta, uma convicção plena, e uma singeleza pura de coração.
Infelizmente ainda não podemos, pelo menos, desde "lado do Jordão".
Mas, um dia, poderemos, na Tua alvissareira presença, na Glória dos Céus!
Louvado seja o Teu grande e poderoso Nome, Rei dos reis e Senhor dos senhores!
Amém

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[versão atualizada (v.a.) do texto original, publicado em 19/02/2013]

19 novembro 2025

Epicentro do bom ânimo (v.a.)

A fé nos aproxima do epicentro do bom ânimo...

Nos momentos de provações e dificuldades, muitas vezes parece estarmos no epicentro de um terremoto, ou seja, no local mais afetado pelos abalos sísmicos da tribulação.
As palavras do nosso Senhor Jesus Cristo, para encorajamento em momentos de adversidade e aflição, aparecem em vários trechos dos Evangelhos, como por exemplo, “tem bom ânimo”:
E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” (Mt 9:2)
E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.” (Mt 9:22)
Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.” (Mc 10:49)

O salmista também nos relembra esta verdade: 
Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR.” (Sl 27:14)
 
Também podemos encontrar outros textos onde a coragem e a perseverança são imperativas para o crente, como por exemplo, logo no começo do primeiro capítulo de Josué, quando o Senhor fala a Josué sobre a sua desafiadora tarefa de suceder Moisés, dizendo: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Js 1:9

O pregador C. H. Spurgeon, em um sermão datado de 1855, quando registrava apenas 20 anos de idade, deixou a seguinte mensagem: “Então, vá, atire-se no mais profundo mar da divindade; perca-se na sua imensidão, e sairá dele completamente descansado, reanimado e revigorado. Não conheço coisa que possa confortar mais a alma, acalmar as ondas da tristeza e da mágoa, pacificar os ventos da provação que a meditação piedosa a respeito da divindade”.
 
O bom ânimo, produzido pela reanimação e pelo revigoramento da alma, outrora contrita, depende da imersão ou do mergulho no “mar da divindade”, entregando seus pensamentos, ações e sentimentos ao Senhor, num ato de fé professada e exercitada cotidianamente em nossas vidas, com o propósito de exaltar a Glória do nosso Deus.
 
Desta forma, podemos nos lembrar da bênção do apóstolo Paulo, no final do último capítulo da segunda carta aos Coríntios: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (2Co 13:13)
Amém
  
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[versão atualizada (v.a.) do texto original, publicado em 05/08/2012]
 

14 outubro 2025

Aos olhos de Deus (v.a.)

"Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (1Coríntios 1:18-25)
 
Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como um fraco...
Fraco por precisar acreditar no sobrenatural, além do mundo natural...
Fraco por confessar crer em um único Deus, que é vivo e eterno...
Fraco por ter que recorrer ao favor de um Pai Celeste...
Fraco por ter que depender da salvação de um Redentor, que é necessário e suficiente...
Fraco por ter que crer na obra auxiliadora e consoladora de um Santo Espírito...

Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como um irracional...
Irracional por crer em um Reino espiritual e transcendente...
Irracional por comunicar-se, em oração, com uma realidade invisível aos olhos humanos...
Irracional por estar convencido da obra criadora, de um Deus soberano, no universo e na vida...
Irracional por acreditar em um Deus-homem imanente, que habitou entre nós há 21 séculos atrás... 
Irracional por ter convicção de que este Deus-homem se permitiu ser pendurado numa cruz, por nós...

Porém, o que importa mesmo, não é como o cristão é visto aos olhos de Deus?
Graças a Deus, pela redenção que há no Senhor Jesus Cristo, o Deus-homem, pois quando Deus olha para os Seus filhos e filhas, Ele não enxerga nossas fraquezas ou irracionalidades, mas enxerga o manto da justiça de Cristo imputada sobre aqueles que confiam nEle, através do Seu sacrifício naquela cruz.

“Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia.” (Salmos 33:18)
Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor.”
(Salmos 34:15)
“Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.”
(Provérbios 5:21)
  
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[versão atualizada (v.a.) do texto original, publicado em 16/01/2014]

07 outubro 2025

Cristão tranquilex (v.a.)

Será que o nosso testemunho de vida cristã, como discípulos do Senhor Jesus Cristo, tem sido comprometido e engajado, ou tem sido tranquilex?
Um cristão tranquilex é tipicamente aquele que leva uma vida cristã sem muito engajamento com as coisas do Reino de Deus, demonstrando um testemunho pouco relevante, ou mesmo, um inexistente testemunho público de fé. Além disso, parece frequente o cristão tranquilex também ter a tendência de concordar com a postura prafrentex, e gostar das ideias do liberalismo teológico e do pós-modernismo, que não crê em verdades nem em valores absolutos.
Segundo as Escrituras, o testemunho de um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo não é tranquilex neste mundo, pois foi o próprio Senhor quem disse: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:27). No evangelho segundo João, também estão registradas algumas declarações do Senhor para seus discípulos, a respeito desta mesma verdade, como por exemplo: 
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.” (João 15:18-19)
Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16:33)
O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, também nos ensina: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Romanos 5:3-4). E ele podia falar, com muita propriedade, sobre tribulação (2 Coríntios 11:23-33).
Ninguém, em sã consciência, faz opção pelo sofrimento ou pela tribulação. A opção que fazemos é por seguir a Jesus Cristo, procurando dar um testemunho vivo durante a jornada de peregrinação cristã, sendo “sal da terra” e “luz do mundo” (Mateus 5:13-14).
Samuel Rutherford, certa vez, escreveu em uma de suas cartas: 'Tome a Cristo, todavia, uma tempestade poderá segui-Lo' (Carta 264). Em outra carta, ele também declarou: 'Nossos sofrimentos são lavados no sangue de Cristo, bem como nossas almas, pois os méritos de Cristo trouxeram uma bênção às cruzes [tribulações] dos filhos de Deus' (Carta 265).
Apesar das tribulações e dificuldades enfrentadas pelos cristãos comprometidos e engajados, ainda nesta vida, com o Reino de Deus, na revelação recebida por João, registrada no livro de Apocalipse, podemos encontrar a verdade gloriosa e alvissareira do porvir, que precisa estar incrustada na mente e no coração de todo cristão convicto: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:4). Esta verdade deve ecoar no fundo da alma dos verdadeiros discípulos de Cristo, principalmente durante a jornada de peregrinação cristã neste mundo febril e hostil para o crente. 
Rogamos a Ti, Senhor, que nos conceda coragem para testemunhar o teu Evangelho, força para encarar os desafios, e bom ânimo para perseverar seguindo para o alvo (Filipenses 3:14). 
Deus compassivo, graças Te damos por tua entranhável misericordia, incompreensível paciência, e abundante graça (Salmos 86:15).
Glória somente a Ti! Amém.
 
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[versão atualizada (v.a.) do texto original, publicado em 17/04/2013]

11 setembro 2025

“inauto-suficiência ou auto-insuficiência” (v.a.)

Porque Deus sabe que no dia em que dele [do fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal”; Gn 2:17] comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (Gn 3:5)
 
Desde Adão e Eva, o ser humano procura ser auto-suficiente, tentando ser "como Deus", ou seja, tentando ser o próprio deus de si mesmo, para ficar independente do seu Criador.
Será que somos mesmo tão auto-suficientes? Será que não dependemos de nada ou ninguém além de nós mesmos? Será que não dependemos de nenhuma transcendência? Será que somos capazes de determinar o nosso destino, até mesmo como civilização ou humanidade? Será que a experiência individual de cada ser humano neste planeta já não é clara e didática o suficiente para responder a estas perguntas com convicção? Considerando o prefixo de negação (“in”) empregado na língua portuguesa, talvez pudéssemos definir o ser humano de maneira mais realista como “inauto-suficiente” ou “auto-insuficiente”.
Uma das citações conhecidas de Abraham Lincoln é a seguinte: “Muitas vezes fui levado a me ajoelhar pela convicção avassaladora de que não tinha mais para onde ir. Minha própria sabedoria e a de todos ao meu redor pareciam insuficientes para aquele dia”. 
A inspiração proveniente de suas palavras produziram alguns pensamentos para o dia:
 
Minha própria sabedoria pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria força pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de amar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de dialogar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de perdoar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de servir pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria justiça pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria obediência pareceu insuficiente para o dia...
Mas, "Graças a Deus pelo seu dom inefável!" (2Co 9:15)
Graças a Deus pelo Senhor Jesus Cristo, nosso necessário e suficiente Redentor...
Pois nEle há a plenitude da suficiência em tudo que parece auto-insuficiente para o dia...
E, isto se renova a cada dia de peregrinação com Ele, por Sua graça e misericórdia (Lm 3:21-25)...
Graças a Deus também pelo Seu bendito Espírito Santo, o Consolador [parakletos] (Jo 14:16,26)...
Que nos comunica a absoluta verdade de Cristo como Emanuel (“Deus Conosco”, Mt 1:23)

[...] Quem, porém, é suficiente para estas coisas?(2Co 2:16b)
“E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus(2Co 3:4-5)

A Ti, Senhor, seja toda a Glória, de eternidade a eternidade (Sl 90:2;103:17;106:48). Amém!
 
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[versão atualizada (v.a.) do texto original, publicado em 12/09/2014]

03 janeiro 2025

Necessidade (v.a.)

É a necessidade que gera o ato da expressão*...
Não a necessidade de aparecer, mas a necessidade de existir...
A necessidade de exercitar a consciência do existir...
A necessidade de experimentar a condição de criatura...
Tentando esvaziar a vaidade da autoafirmação como “criador de algo”...
Abrindo espaço para a necessidade de ser filho criado, e amado pelo Pai...
Pois é o vaso de barro que necessita ser explicado pelo Oleiro, e não o contrário...
A necessidade é o que motiva a busca, e proporciona o encontro e a descoberta...
Só precisa ser devidamente canalizada, para ser edificante também para o próximo...
Só precisa ser reconhecida e proclamada, em meio à típica autossuficiência cotidiana...
Só precisa culminar na exaltação da glória e da majestade do Senhor Jesus Cristo!
A necessidade só precisa necessitar.

[versão atualizada (v.a.) do texto "Necessidade", publicado em 27/12/2012, como uma reflexão à necessidade de expressar* por escrito alguns pensamentos como, por exemplo, nos textos deste blog]


28 dezembro 2024

De joelhos (v.a.)

De joelhos, o ser humano fica na metade do caminho entre o chão (a queda) e o estar em pé (o levantar)...
Talvez ele tenha caído, depois de ter ficado em pé, ou talvez ele esteja sendo levantado, depois de ter caído...
Para cair, basta tropeçar...
... "Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia" (1Co 10:12)...
Para levantar, depois de uma grande queda, precisa haver o auxílio de uma mão amiga...
De joelhos, o ser humano fica à meia altura e reconhece a sua pequenez, em uma visão “de baixo para cima”...
De joelhos, o crente experimenta a humildade diante do Excelso...
De joelhos, o crente reconhece que é barro, não Oleiro...
De joelhos, o crente reconhece que é criatura, não Criador...
De joelhos, o crente roga ao seu Pai Celestial...
De joelhos, o crente dá graças ao seu Redentor... que também orou, de joelhos, ao Pai...
De joelhos, o crente ora.

"E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam.
Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação.
Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos orava..." (Lc 22:39-41)

[versão atualizada (v.a.) do texto "De joelhos", publicado em 17/10/2013]