Páginas do blog ASTSE
04 junho 2025
Livro: "Confissões" [VIII e IX]
12 março 2025
Jaqueira
08 janeiro 2024
AMIZADE: Robert Murray M'Cheyne
O texto abaixo é um trecho do capítulo 3 do livro "A Vida de Robert Murray M'Cheyne: o jovem que viveu na presença de Deus", de Andrew A. Bonar. Neste texto, é possível perceber como era o padrão da AMIZADE CRISTÃ para estes servos de Deus:
"Suas [R.M.M'Cheyne] visitas aos amigos eram momentos em que procurava fazer o bem às suas almas; e nunca ficava satisfeito a memos que pudesse direcionar a conversa para as coisas eternas. Quando não podia fazê-lo, geralmente permanecia em silêncio. E, no entanto, seu comportamento era leve e agradável para todos, exibindo ao mesmo tempo mansidão de fé e delicadeza de sentimento. Havia em seu caráter um alto refinamento que transparecia na poesia e na verdadeira educação; e havia algo em seu modo de agir que lembrava uma observação dele mesmo, ao explicar as especiarias de Cantares 4:16, quando ele disse que 'alguns crentes eram um jardim que tinha árvores frutíferas e, portanto, eram úteis; mas também devemos ter especiarias e, assim, ser atraentes [agradáveis]'. Desejando transmitir seus sentimentos de gratidão a um colega de trabalho em Dundee, ele [R.M.M'Cheyne] lhe enviou uma Bíblia hebraica, com estas poucas linhas prefixadas:
Foi em uma ocasião semelhante, em 1838, que ele [R.M.M'Cheyne] escreveu as linhas, Tua palavra é lâmpada para meus pés. Em outro momento, sentado sob uma árvore frondosa e olhando para a residência hospitaleira em que encontrou um refúgio agradável, seus sentimentos de gratidão fluíram para seu amável amigo nas linhas a seguir:
Nunca houve alguém mais amado como amigo, e raramente alguém cuja morte pudesse fazer com que tantos se sentissem como se nenhum outro amigo pudesse ocupar seu lugar. Alguns também podem dizer que aprenderam tanto com sua caminhada santa, 'que é provável que nunca se passe um dia em que não tenham alguma vantagem obtida de sua amizade'."
12 junho 2023
EBD: Cultivando a Amizade Bíblica (3)
"Cultivando a Amizade Bíblica" (3)
06 junho 2023
EBD: Cultivando a Amizade Bíblica (2)
"Cultivando a Amizade Bíblica" (2)
23 maio 2023
EBD: Cultivando a Amizade Bíblica (1)
"Cultivando a Amizade Bíblica" (1)
06 maio 2022
Mensagem: "O amor fraterno na amizade cristã"
01 fevereiro 2022
PocaFé
Em tempos de escassez e dificuldade crescentes para a humanidade, tem faltado muita coisa aos seres humanos, a começar pela fé e pelo amor genuinamente cristãos.
Há um ditado que diz “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Nem precisa de explicação, não é mesmo?! Por isso, se tornou um aforismo ou ditado popular.
Outra escassez que temos experimentado nestes dias é a escassez de amigos e da oportunidade de tomar um bom cafezinho com eles. Assim, temos vivido uma época de “PocaFé”, com pouca (ou nenhuma) fé em Cristo Jesus, e pouco café entre amigos e entre irmãos na fé...
A ‘ausência’ de amigos verdadeiros se faz ‘presente’ no ‘vazio’ da alma ‘cheia’ de tristeza e cansaço.
O contrassenso de um mundo que está aparentemente “encolhendo” através do desenvolvimento de tecnologias de comunicação (os aplicativos, as redes sociais, o velho e esquecido e-mail, a “medieval” ligação telefônica, etc), mas na verdade, está “inflamado no inchaço” do afastamento das pessoas que costumam usar estas tecnologias de comunicação apenas de maneira muito utilitária e pragmática, economizando em frases, em palavras, e até mesmo em letras (“tc”, “vc”, “OMG”, “LOL”, etc).
Ah! Como a vida (especialmente a vida cristã) está ficando mais empobrecida sem amigos e sem café entre eles! Uma vida PocaFé!
Que contraste com o Verdadeiro Amigo, Criador, Mestre, Salvador... o Senhor Jesus Cristo!
“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.” (João 15:12-17)
O que fazemos em tempos de PocaFé?
Fazemos uma oração de clamor, em nome do Filho, que é o “Autor e Consumador da fé” (Hb 12:2):
Senhor, tu és o único e verdadeiro Deus Vivo, Criador, Provedor, Salvador, Conselheiro, Rei, Profeta, Sacerdote, e Amigo! Clamamos, através dos méritos do nosso bendito Redentor Jesus – por meio da sua obediência e do seu sacrifício – que o Senhor, na sua poderosa providência e entranhável misericórdia, estabeleça novos relacionamentos de amizades cristãs verdadeiras em nossas vidas, e restaure as amizades corroídas pelo tempo e pelo desgaste do nosso pecado. Pedimos, e agradecemos, em nome e por amor a Jesus Cristo, o verdadeiro Amigo! Amém
Soli Deo Gloria
15 janeiro 2022
Aprendizado piedoso 135
Amizade Verdadeira
Um homem que tem muitos companheiros pode arruinar-se, mas há um amigo que se apega mais do que um irmão (Provérbios 18:24).
Ninguém gosta de se sentir sozinho e sem um amigo. Todos reconhecemos a importância da amizade e o presente inestimável que um verdadeiro amigo pode ser. Amizade profunda - do tipo marcado por consistência, honestidade e sensibilidade - é o padrão que a Bíblia nos apresenta.
Salomão diz que um verdadeiro amigo é sempre leal, independentemente das circunstâncias: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Provérbios 17:17). Nós vemos nossos amigos exatamente como eles são, e ainda permanecemos consistentes em nossa lealdade a eles. Além disso, amigos sinceros estão preparados para "ferir", com o intuito de que seus amigos possam se tornar tudo o que Deus quer que eles sejam: “Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Provérbios 27:6). Podemos não gostar muito disso, mas cada um de nós precisa de amigos que nos responsabilizem quando nós erramos - e cada um de nós é chamado a ser esse tipo de amigo também.
Devemos também considerar nosso uso da linguagem. Como Paulo diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Efésios 4:29). Você pode quebrar um coração com apenas uma palavra, e pode levar uma vida inteira para consertá-lo.
Homens e mulheres que levam esses princípios a sério podem se perguntar: “Existe realmente algum amigo que incorpore tais características? Existe alguém que eu conheça que seja sempre constante, que me repreenda com amor, que mostre graça e sensibilidade em todas as suas relações comigo?” E a resposta a essas perguntas é encontrada, definitivamente, na pessoa de Cristo. O escopo (alcance, extensão, dimensão, capacidade) da amizade do Senhor Jesus é incrível! Ele fez amizade com os indivíduos mais estranhos - parando debaixo de uma árvore para falar com um cobrador de impostos (Lucas 19), pedindo água a uma mulher samaritana (João 4), estendendo a mão para um leproso (Mateus 8). Ele foi consistente em Seu amor; Ele estava preparado para falar palavras de verdade, por mais desafiadoras que fossem; Ele fortaleceu outros. Supremamente, Ele é aquele que amou Seus amigos o suficiente para dar Sua vida por eles (João 15:13). Ele é "O Bondoso Amigo":
What a friend we have in Jesus,
all our sins and griefs to bear!
What a privilege to carry
everything to God in prayer!
(“What a Friend We Have in Jesus”, Joseph Medlicott Scriven, 1855)
["O Bondoso Amigo" - Hino 200 da "Harpa Cristã"]
A amizade de Jesus é o “padrão áureo” para a nossa. Como amigos de Cristo, somos chamados a amar e criar laços de amizade com os outros, assim como Ele fez. De fato, Jesus disse: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (João 15:14). Devemos aproveitar todas as oportunidades para compartilhar a extensão da Sua amizade com aqueles que não têm amigos, e estão desamparados.
Vivemos em um mundo onde os conhecidos são muitas vezes incontáveis, e os “amigos do Facebook” são muitos. Mas isso não é amizade verdadeira. Você tem amigos que são constantes, próximos e semelhantes a Cristo? Se você tiver, valorize-os. Se não tiver, ore por alguns. E, hoje, seja esse tipo de amigo para os outros. Você talvez seja a resposta para a solidão de alguém, ou a proteção contra a ruína de alguém.
*QUESTÕES PARA PENSAR:
- Como Deus está me chamando para pensar diferente?
- Como Deus está reordenando as afeições do meu coração - o que eu amo?
- O que Deus está me chamando para fazer hoje?
*LEITURA ADICIONAL: Tiago 5:13–20
Fonte: Simul Justus et Peccator
29 março 2021
Sobre a comunicação humana: uni vs. bidirecional
Graham Bell "telefonou" para D. Pedro II
'[...] A cerimônia de abertura {Exposição Universal na cidade de Filadélfia - "The Centennial International Exhibition", 1876} foi conduzida pelo presidente Ulysses Grant e… D. Pedro II. E, lá, ocorreu seu encontro mais famoso com Alexander Graham Bell. Os dois haviam se conhecido duas semanas antes, em Boston (onde Bell havia implantado uma das primeiras escolas de surdos-mudos do mundo). Na exposição, o imperador encontrou o inventor esquecido em um canto. Ele explicou que o tal telefone, a invenção que acabara de patentear, não estava chamando a atenção no meio da máquina de escrever, da máquina de costura e do ketchup Heinz – entre outras novidades.
Para ajudar, o imperador resolveu testar o aparelho. Afastou-se 100 metros de Bell, pôs o cone metálico no ouvido e ouviu a voz do amigo recitar Shakespeare do outro lado. Foi um susto: “Meu Deus, isto fala!”... Foi aí que o telefone finalmente chamou atenção na feira, de acordo com o próprio inventor.
Um ano depois, já havia telefones ligando a Quinta da Boa Vista às casas dos ministros. Esses aparelhos, os primeiros da América Latina, foram instalados ao mesmo tempo que os da Casa Branca, em novembro de 1877. Em 1880, já estava fundada a Brazilian Telephone Company.' (Artigo sobre Dom Pedro II)
Nestes primórdios da história da telefonia, só existia um Transmissor (T) e um Receptor (R), como pode ser observado na figura acima, e portanto a "ligação telefônica" só podia ser realizada no sentido unidirecional (T --> R), do Transmissor para o Receptor. Contudo, graças a Deus pelos avanços científicos e tecnológicos que beneficiam a humanidade, nos permitindo inclusive falar de forma bidirecional, ou seja, tanto falar, quanto ouvir nosso interlocutor ao telefone, por exemplo.
Em outras palavras, podemos exclamar como Dom Pedro II, "Meu Deus, isto fala!", mas também podemos lembrar, "Meu Deus, posso falar nisso!"
Portanto, meu amigo, lembre-se hoje dos seus amigos, e use o seu telefone (que certamente faz chamadas bidirecionais) para fazer ligações para eles. Amigos são dádivas que o próprio Senhor tem nos concedido, não é mesmo?!




