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29 janeiro 2026

Gratidão molar (química)


Como poderia, um químico, expressar sua gratidão?
"Gratidão a quem?", seria uma autêntica questão.
A resposta depende sempre da nossa cosmovisão...
...como as "lentes de óculos": uma útil comparação.

O químico encontra profundo significado em "molar".
(Não se trata do famoso "dente"... podemos explicar)
"Molar", na química, é bastante importante e sem par!
É um conceito central! Sem ele, é impossível calcular!

Um "mol" de partículas, fixa uma definida quantidade.
Partículas podem ser átomos ou moléculas, na verdade.
"Molar" também se revela como uma proporcionalidade.
Em química, a estequiometria é uma bela particularidade. 

Mais uma coisa é preciso definir, de maneira transparente.
O "mol" também está ligado a um número bem imponente.
"Número de Avogadro" é a digna homenagem eloquente...
...ao cientista italiano Amedeo Avogadro, merecidamente!

Caro leitor, por favor, não se assuste, ao ouvir atentamente,
Que o tamanho do "Número de Avogadro" é surpreendente!
6,022x10²³ é a "quantidade molar" que desafia nossa mente!
Da "ciência química", é um fundamento, maravilhosamente!

Mas alguém poderia dizer: "Você não ia falar de gratidão!?"
Sim, não esquecemos. Apenas enveredamos pela distração...
...das "entranhas" desta ciência magnífica... que empolgação!
Nos perdoem, caros leitores... fomos movidos pela emoção.

Agora sim, voltamos ao tema principal, que foi a motivação.
Tentar explicar: "Como um químico expressa sua gratidão?"
"O Glorioso Gênio da química" é, agora, o foco da atenção.
Não o livro, mas sim o maravilhoso Deus de toda a Criação.

Portanto, um químico cristão poderia demonstrar seu amor,
Talvez, dizendo assim: "Sou grato, por tudo, ao Senhor!"
Porém, a escolha aqui é declarar, diante do Deus Criador:
Toda gratidão molar* a Cristo Jesus, nosso Salvador! 

Somente a Deus, "O Glorioso Gênio da química", seja o louvor e a glória eternamente!

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*Nota: "gratidão molarsignifica a gratidão multiplicada por 6,022x10²³ (Número de Avogadro), ou seja, a gratidão multiplicada por 602.200.000.000.000.000.000.000

Quer ler mais sobre química & gratidão?
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12 março 2025

05 abril 2024

23 agosto 2023

O glorioso alquimista


Caro irmão, você já precisou ser “reinventado” ou “renovado”?
Já precisou ser transformado em uma nova “substância” ou nova “essência”?
Os antigos alquimistas [1], ancestrais dos químicos, ficaram famosos pela busca da “pedra filosofal”, durante a tentativa frustrada de transformação de metais menos nobres, como chumbo, em prata e ouro.
Ao pensar neste tema, somos compelidos a concluir que o nosso Deus vivo e eterno é quem se destaca verdadeiramente como o glorioso, sábio e misericordioso “alquimista”, capaz de transformar cada um de nós, seus filhos, no produto final desta magnífica “reação química” da vida cristã, por meio de seus poderosos “reagentes de transformação”, e de seus inescapáveis “fornos e frascos reacionais”.
O Senhor pesa, em sua “balança de pratos”, a proporção exata dos reagentes que precisam ser combinados nesta “graciosa alquimia”, fazendo uso de todos os ingredientes que ele tem à disposição no “armário da dispensa” da sua soberana e justa providência:
Partindo de uma base de “terra e alma vivente” [2], O glorioso alquimista vai misturando e harmonizando os ingredientes com a “espátula do Espírito Santo”, adicionando uma gota de “sangue do Cordeiro” [3], uma medida de “fé racional” [4], uma pitada de “provação dolorosa” [5], uma dose de “encorajamento alentador” [6], uma porção de “disciplina paternal” [7], uma quantidade de “regozijo animador” [8], algumas colheradas de “decepção frustrante” [9], vários quilogramas de “graça imerecida” e muitas toneladas de “misericórdia incompreensível”.... Enquanto a “balança de pratos” vai sendo usada na medida estequiométrica e precisa das proporções destes ingredientes, o seu “braço”, em forma de cruz, segue firme e inalterado, fincado na mesa “Calvário”, localizada no laboratório “viver cristão”, que está situado no prédio “existência”, fazendo parte do território “Reino de Deus”.
Oh glorioso alquimista, continua fazendo tuas transformações em cada um de nós, Senhor! Somente Tu podes garantir o “produto final” desta graciosa e misericordiosa “reação química” da vida cristã! Faz de acordo com o teu “manual”, que é a única regra de fé e prática! Usa o teu “procedimento experimental”, através dos teus “santos protocolos”, e coleta para ti mesmo os resultados do Teu próprio trabalho eterno, na forma de gratidão, louvores e glória direcionadas somente ao teu poderoso e eterno Nome!
Bendito Alquimista! Bendito Criador! Bendito Salvador! Bendito Redentor! Bendito Senhor Jesus Cristo!

*Notas:
[1] A palavra parece ser proveniente do grego khemeioa, encontrada em um decreto de Diocleciano (~300 d.C.) contra “os antigos escritos dos egípcios”. Talvez de um antigo nome para o Egito, Khemia (“solo de terra negra”), encontrado em Plutarco (~100 d.C.). Fonte: etymonline.com/search?q=alchemy
[2] Gênesis 2:7; 1Coríntios 15:45-49 / [3] 1Pedro 1:19 / [4] Hebreus 12:2 / [5] Tiago 1:2-4,12 / [6] Hebreus 6:18 / [7] Hebreus 12:10-11 / [8] Colossenses 1:24 / [9] Salmos 108:12
 

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06 março 2022

Poesia: A RAZÃO DA NOSSA FÉ

Elevemos ao Pai Nosso uma contrita oração, 
Abramos os portais da alma e as vias do coração, 
Entreguemos em Suas mãos, aqueles a quem amamos.
Confessemos nossas faltas, falemos dos nossos planos. 

Só Deus abre uma vereda, onde não existe caminho,
Ele acolhe-nos com honra e veste-nos com o branco linho.
Cheguemos a Ele confiados no sangue um dia vertido.
Por nós o Seu coração pulsa, a nós inclina o ouvido.

Abandonemos os medos, confiemos no Seu amor.
Aos sinceros Ele acolhe com transcendente favor.
Para termos tal acesso ao Deus Único e verdadeiro,
O preço foi pago por Ele, O que nos amou primeiro.

Sua Voz tudo criou e trouxe-nos  à plena existência
Nada escapa, engana, ou foge, à Sua Onipotência 
Ele comanda os elementos e nenhuma molécula falta.
Seus domínios são mais altos do que vemos na ribalta.

Ele é completamente digno de toda a fé e confiança
Cumpriu cabalmente a Palavra e deu-nos a Sua Aliança
Ele é a expressão da Trindade, a plenitude da harmonia
O portador das Boas Novas, de vida, paz e alegria.

No encontro com os amigos, à caminho de Emaús
O Deus caminhante era o próprio, ressucitado Jesus 
O Grande Eu Sou manifesto na sarça que incandescia,
Veio pra ser Deus Conosco, em eterna sintonia.

(Maria do Desterro Leiros da Costa)

01 novembro 2021

A química da morte e da vida

 




Na química da morte e da vida, podemos perceber um fato peculiar, que corrobora com o que o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, nos ensina nas Escrituras:

“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida.” (2Co 2:14-16a)

O fato peculiar é que a molécula atribuída como responsável pelo aroma agradável do assim chamado “arroz aromático” (arroz basmati e arroz jasmin, por exemplo) [i], e também uma das moléculas associadas ao aroma agradável do “pão assado” [ii], é a 2-acetil-1-pirrolina [iii], abreviada por 2AP. O mais curioso sobre a molécula 2AP, é que a sua rota de biossíntese no arroz (e em outras plantas) tem como um precursor a molécula de Putrescina. A molécula de Putrescina [iv] é uma diamina, similar à molécula de Cadaverina [v], ambas podendo ser formadas pela decomposição dos aminoácidos em organismos vivos e mortos, e conferindo tipicamente o odor repulsivo e repugnante da putrefação em cadáveres. 

Portanto, esta maravilhosa realidade química corrobora com o ensinamento do apóstolo Paulo, particularmente quando lembramos que o Senhor Jesus Cristo também se declara como o “pão da vida” (Jo 6:35,48) em uma das 7 magníficas declarações “Eu Sou” encontradas no Evangelho segundo João, e que podemos escutar como um eco da declaração do Senhor em Êxodo 3: “Eu Sou o Que Sou”. Alguns capítulos depois (Êx 16:22-36), observamos no relato bíblico que “os filhos de Israel” comeram do “maná” por 40 anos, ou seja, do “pão” com que o Senhor os sustentou no deserto (v.32). E aqueles que confiam na obra de criação, providência, redenção e salvação do Senhor, o “pão da vida”, podem desfrutar do “aroma” e do “sabor agradável” deste “pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça” (Jo 6:50). Este é o mesmo “pão do céu” que temos a alegria e o privilégio de testemunhar e receber, representado por um pão físico separado do seu uso cotidiano, no memorial celebrado durante o sacramento da Ceia do Senhor (1Co 11:23-32). Comemos deste pão frequentemente, enquanto caminhamos como “peregrinos” neste “deserto da vida”, aguardando pela bem-aventurança de saciar completamente nossa “fome e sede de justiça” (Mt 5:6), no encontro derradeiro com o “pão da vida”.

Além disso, outros textos bíblicos também nos ensinam esta verdade de que Deus nos concede vida por meio do seu Espírito, que nos convence do sacrifício de Cristo Jesus em sua morte na Gólgota (Mt 27:33; Mc 15:22, “lugar da caveira”). Em 2Tm 2:11, o apóstolo Paulo declara: “Fiel é esta palavra: Se já morremos com Ele, também viveremos com Ele”. Neste contexto, poderíamos dizer que a necessidade que temos da salvação, através do sacrifício expiatório do “pão da vida”, é devido ao odor de “putrescina” e “cadaverina” da “carne decomposta pelo nosso pecado”.

Para terminar este texto com um “aroma de esperança” para os que depositam toda confiança e fé no “pão da vida”, podemos lembrar da revelação que o apóstolo João recebeu do Senhor Jesus Cristo a respeito do “novo céu e nova terra” (Ap 21), e compartilhou fazendo a declaração alvissareira que o próprio Senhor Jesus nos “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (v.4). Ou seja, parece que não haverá mais odor de Putrescina e Cadaverina no “novo céu e nova terra”, pois não haverá mais “decomposição” dos corpos glorificados.

Parafraseando o Dr. John C. Lennox, “sim, estou falando sobre o céu, e não me esqueci que sou um cientista”. Vale lembrar que C.S. Lewis declarou, certa vez (The Problem of Pain): “Nós estamos muito tímidos atualmente de sequer mencionar o céu”.

Graças à Deus pela química...

Graças a Deus pelo “pão da vida”...

Graças a Deus pelo “novo céu e nova terra”...

Glória somente à Deus por tudo!

 

*Notas:

[i] https://doi.org/10.1080/87559129.2017.1347672

[ii] https://doi.org/10.1021/jo051940a

[iii] https://doi.org/10.1007/s11103-008-9381-x

[iv] https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/1045

[v] https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/273