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01 maio 2025

"Teologia é poesia?" (C.S. Lewis)

Trecho final do ensaio "Teologia é poesia?", de C.S. Lewis (CSL), com ênfases acrescentadas:

‘[...] A obviedade ou naturalidade que a maioria das pessoas parece encontrar na ideia do evolucionismo emergente parece ser uma alucinação pura.
Alguém pode ser forçado a pensar, a partir dessas bases e outras semelhantes, que de tudo o mais que possa ser verdade, a cosmologia científica popular não é. Abandonei aquele navio [1] não por causa do chamado da poesia [2], mas porque pensei que ele não pudesse se manter flutuando. Algo como o idealismo filosófico ou o teísmo deve ser, na pior das hipóteses, menos falso que isso. E o idealismo se mostrou um teísmo disfarçado, quando você o leva a sério. E uma vez tendo aceitado o teísmo, você não poderia ignorar as afirmações de Cristo. E depois que as examinei, me pareceu que não poderia assumir uma posição mediana. Ou ele era um lunático ou era Deus. E ele não era um lunático.
Aprendi na escola que, depois de fazer uma soma, deveria “testar a minha resposta”. A prova ou a verificação de minha resposta cristã à soma cósmica foi esta. Quando eu aceito a Teologia, posso encontrar dificuldades neste ponto ou naquele, ao harmonizá-la com algumas verdades particulares que estão implantadas na cosmologia mística derivada da ciência. Mas, eu posso compreender, ou admitir, a ciência como um todo. Se admito que a Razão [3] é anterior à matéria e que a luz daquela Razão primordial ilumina mentes finitas, posso compreender como as pessoas podem vir a saber, pela observação e inferência, muito do universo em que vivem. Se, por outro lado, eu aceito a cosmologia científica como um todo, então não apenas não serei capaz de acomodar o cristianismo, mas não poderei acomodar a própria ciência. Se as mentes são completamente dependentes do cérebro, se o cérebro depende da bioquímica, e a bioquímica (no longo prazo) depende do fluxo sem sentido dos átomos, não posso entender como o pensamento daquelas mentes deveria ter qualquer significância maior que o som do vento nas árvores. E esse é para mim o teste decisivo [4]. É assim que distingo o sonho e a vigília. Quando estou desperto posso, em certo grau, avaliar e estudar meu sonho. O dragão que me perseguiu na noite passada pode ser encaixado no meu mundo desperto. Sei que existem coisas como os sonhos; sei que comi um jantar difícil de digerir; sei que alguém que lê o que leio está sujeito a sonhar com dragões [5]. Mas, enquanto eu estava no pesadelo não podia inserir minha experiência de desperto. O mundo desperto é avaliado de modo mais real porque poderá conter, assim, o mundo dos sonhos; o mundo dos sonhos é avaliado como menos real porque não pode conter o mundo desperto. Pela mesma razão, estou certo de que ao passar dos pontos de vista da ciência para o teológico, passei do sonho para o despertamento. A Teologia cristã pode acomodar a ciência, a arte, a moralidade, e as religiões não-cristãs [6]. A perspectiva da ciência não é capaz de acomodar nenhuma dessas coisas, nem mesmo a própria ciência. Creio no cristianismo assim como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque por meio dele eu vejo tudo mais.’

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*Notas:
[1]. Neste contexto, CSL parece estar se referindo à cosmologia científica típica da visão de mundo encontrada no materialismo/naturalismo. Em seus dias, um dos maiores divulgadores destas ideias era H.G. Wells, conforme o próprio autor cita, mais acima (“Perspectiva Científica”), no ensaio.
[2]. O autor está se referindo, neste contexto, à sua fé cristã, no tema central deste ensaio "Teologia é poesia?".
[3]. Por Razão, CSL está se referindo ao Deus Criador, Causa Primária, Verdade Absoluta, Verbo da Vida. 
[4]. Neste ponto, CSL está se posicionando claramente contra o absurdo do reducionismo encontrado na visão de mundo materialista/naturalista. Para mais conteúdo sobre este assunto, favor acessar os seguintes links: link I, link II, link III, link IV, link V, link VI.
[5]. O autor parece estar se referindo ao tipo de leitura e de conteúdo que está no seu imaginário, lembrando que CSL é autor de "Crônicas de Nárnia", e também era amigo pessoal de J.R.R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis", por exemplo.
[6]. Parece que, neste contexto, o autor está racionalmente declarando que a cosmovisão cristã é capaz, até mesmo, de explicar a existência de outras religiões não-cristãs, por exemplo, por causa da tendência idólatra do seu humano, que é explicada claramente na verdadeira antropologia bíblica encontrada nas Escrituras.

18 fevereiro 2020

Pensamento em citação 53

César Lattes
(importante cientista: físico)

A importância do físico Cesar Lattes poderia, por si só, ser percebida através da existência da Plataforma Lattes do CNPq: http://lattes.cnpq.br
Existe o relato de que ele mereceu ganhar 2 vezes o prêmio Nobel em física. A primeira oportunidade veio depois da verificação experimental da existência do méson-pi, na Bolívia, e publicação (parte 1 e parte 2) na Nature, em 1947. A segunda oportunidade veio em 1948, na Universidade da Califórnia, após a detecção do méson artificial, e publicação na Science.

Mais referências sobre César Lattes:
http://revistas.cbpf.br/index.php/CS/article/view/319
https://doi.org/10.1590/S1806-11172005000300025

Em entrevista ao Jornal da Unicamp intitulada "Os físicos e a Bíblia" (fonte: web.archive.org) [download em PDF], em agosto de 2001, ele responde perguntas sobre a origem do Universo, deixando bem clara a sua posição de fé em relação a como crê no relato Bíblico de Gênesis:

"– No princípio, Deus criou os céus e a terra.
– Os céus e a terra, está bem? E depois criou as águas. Continue lendo...
– A terra era informe e vazia. As trevas cobriam o abismo e o espírito
de Deus movia-se sobre a superfície das águas.
– Tinha o céu, a terra e as águas. Então, o que Ele disse?
– Deus disse: ‘Faça-se a luz’.
– Ele estava no escuro...
– E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das
trevas. Deus chamou ‘dia’ a luz e às trevas, ‘noite’. Assim surgiu a
tarde e em seguida a manhã. Foi o primeiro dia.
– Está bom? Então você queria saber sobre a origem do Universo? Está
aqui a origem do Universo. Você conhece, já ouviu falar desse livro?

Foi assim que começou o diálogo entre a repórter e o físico Cesar Lattes, professor emérito da Unicamp, na manhã de 19 de julho. O peso do livro do Gênesis foi maior que o dos livros todos reunidos na Bíblia pousada sobre o sofá, lida pela jornalista a pedido do cientista. Dia agradável, ensolarado, na casa simples e acolhedora do distrito de Barão Geraldo, em Campinas, onde se abriga a família de um maiores cientistas do mundo."

"Lattes diz aceitar a Bíblia como origem da matéria."

Ao ser perguntado "O que o senhor acredita ser aceitável para explicar a origem do Universo", ele responde: "Olha, eu acredito neste livro aqui (bate na capa da Bíblia)".

Na sequência, ao ser perguntado "Se a teoria do Big Bang ainda é aceita, não em sua essência, mas em algumas nuances, podemos questionar de onde veio a matéria antes da grande explosão...", ele responde: "Deus criou".


04 dezembro 2019

Perfil dos prêmios Nobel em 100 anos (1901 a 2000)




Dos mais de 700 prêmios Nobel concedidos nas áreas de Física, Química, Medicina, Paz, Literatura e Economia, entre 1901 e 2000, 65,4% foram concedidos para cristãos.
Se for considerado que os 14.000.000 judeus (estimativa da época) representavam 0,02% da população mundial, então é significativo que eles tenham recebido 21,1% dos prêmios Nobel em todas as áreas do conhecimento. Resumindo, 1 em cada 5 ganhadores de prêmio Nobel são judeus.

Se forem somados, os judeus e os cristãos, que juntos creem no Deus Bíblico, representam 86,5% de todos os prêmios Nobel recebidos em todas as áreas, no período de 1901 a 2000.

A tabela detalhada de todas as áreas pode ser observada abaixo:


 A segunda edição do livro pode ser encontrada também neste link.

Pensamento em citação 52

Carlos Chagas Filho
(Importante cientista: médico)

"Estou procurando mostrar que não há incompatibilidade entre a verdade científica e a revelação: são duas coisas que tratam de espaços diferentes. Uma trata da realidade da vida, a outra trata do transcendental. E a Bíblia, que é um livro muito interessante de ser lido (principalmente Isaías), não procura ensinar à gente nada de ciência, e sim uma ordem moral. ... a Bíblia não quer ensinar como é que se fez o céu, mas quer ensinar como é que se vai ao céu. Trata-se de um preceito teológico muito importante, relativo à questão de graça: a pessoa acredita ou não. Agora, como eu respeito as pessoas que não creem, quero também que elas respeitem a sinceridade de minha fé." 
(Carlos Chagas Filho, 1910-2000, em entrevista concedida a Darcy F. de Almeida, e publicada em julho/agosto de 1983. https://www.freewebs.com/kienitz/declara.htm)

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A ciência como profissão: entrevista* com Carlos Chagas Filho”, História, Ciências, Saúde-Manguinhos, vol.19 no.2 Rio de Janeiro Apr./June 2012.

Em outra entrevista do dr. Carlos Chagas Filho, *concedida entre fevereiro de 1987 e setembro de 1988 a Nara Britto, Paulo Gadelha, Rose Ingrid Goldschmidt, o dr. Carlos Chagas Filho responde a algumas perguntas sobre "Ciência e Religião":

Seus pais eram católicos?
“Meu pai, eu nunca soube. Ele nunca se pronunciou, mas devia ter uma crença profunda... Minha avó paterna, essa sim, era religiosíssima.”

Os seus companheiros de instituto e da Faculdade de Medicina, eles aceitam a sua religião?
“Alguns talvez não aceitem, mas muitos são religiosos. Eu acho que a gente tem que respeitar as pessoas no que elas sentem, no que elas pensam e até mesmo no que elas fazem. A não ser quando o que elas fazem realmente contrarie uma lei natural.”

O que é a religião para o senhor?
“...Eu acredito tão piamente que há qualquer coisa acima de nós que essa coisa tem para mim uma configuração muito bem formada. Mas isso não significa que eu não seja um grande pecador.”

É comum a comunidade científica ser religiosa?
“Nos EUA, sim. Na França, durante muito tempo era impossível achar um bom cientista católico... Esse é um problema curioso, porque muitos cientistas escondem que são religiosos...”

Em que momento a ciência se encontra com a religião?
“Eu acho que a ciência começa a tropeçar quando chega naquilo que chamamos de causa primeira. Vejam um exemplo: primeiro, a ciência descobriu o átomo. Depois se verificou que o átomo é constituído por partículas elementares. Hoje, despedaçam-se essas partículas elementares em outras partículas elementares e por aí vai... Até que chega um momento em que nos deparamos com alguma coisa que foi a causa primeira. Filosoficamente, o cientista que é sincero e que quer ir até o fim com sua racionalidade percebe que chega uma hora em que não pode avançar mais. Então é muito mais fácil acreditar que houve um princípio. Esse é o momento em que a ciência se entremeia com a filosofia e daí com a teologia...”

Doutor Chagas, já estamos chegando ao final e gostaríamos de saber como o senhor conseguiu conciliar uma atividade internacional tão intensa com sua vida no Instituto de Biofísica. Porque o senhor sempre esteve presente aqui, mesmo com tantas atribuições lá fora.
Bem, há aí dois fatores. O primeiro deles é que eu tive sempre a minha mulher para me ajudar. Ela nunca me exigiu nada. O segundo fator é que o nome de meu pai me ajudou muito.

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Uma boa biografia do dr. Carlos Chagas Filho pode ser encontrada no Canal Ciência, ou no artigo:
Ciência, política e paixão: o arquivo de Carlos Chagas Filho”, História, Ciências, Saúde-Manguinhos, vol.12 no.1, Rio de Janeiro, Jan./Apr. 2005

Para resumir um pouco, o dr. Carlos Chagas Filho (1910-2000) é filho do dr. Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (1878-1934). O dr. Carlos Chagas (pai), em suas pesquisas desenvolvidas no Instituto Oswaldo Cruz, destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi (cujo nome foi uma homenagem ao seu amigo Oswaldo Cruz) e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. Ele foi o primeiro e até os dias atuais permanece o único cientista na história da medicina a descrever completamente uma doença infecciosa: o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia.


29 agosto 2018

Redimindo a ciência

Trecho do interessante livro "Redeeming Science: A God-Centered Approach", de Vern S. Poythress:

"... Alguns destes pecados pertencem a uma cultura, por completo, quando a cultura endossa uma prática particularmente pecaminosa e recusa-se a chamá-la de pecado. Nós temos um particular exemplo disto na prática científica de converter as leis científicas em um substituto impessoal para Deus."

03 setembro 2015

Aula "Qual é a sua cosmovisão?" (GEB-UPE)

Os slides (em PDF) para a aula "Qual é a sua cosmovisão? Você sabia que possui uma, mesmo talvez nem sabendo que possui uma?" (GEB-UPE) podem ser encontrados neste link.

27 janeiro 2015

pequeno ou GRANDE?

Afinal de contas, o ser humano é pequeno ou GRANDE?

pequeno ou GRANDE?

“Aquele que afirma ser cético em relação a um conjunto específico de crenças é, na verdade, um verdadeiro crente em outro conjunto de crenças.” (Phillip E. Johnson)

Assisti recentemente a um vídeo na internet, que circulou bastante por mostrar a resposta de um popular astrofísico para uma criança de 6 anos, durante uma palestra, que lhe dirigiu a seguinte pergunta: "Qual o propósito ou o sentido da vida?". Sem dúvida nenhuma, uma pergunta central da teleologia, que vem ocupando as mentes de homens muito brilhantes ao longo dos séculos, e que também pode estar na mente de uma criança de apenas 6 anos de idade. Essencialmente, a resposta do conhecido astrofísico, de acordo com a sua cosmovisão notoriamente humanista, materialista e ateísta, foi que o ser humano não precisa ter necessariamente um propósito externo para a sua vida, mas ele mesmo pode criar, estabelecer ou fabricar o propósito ou o objetivo para a sua própria vida.
O homem é pequeno quando comparado com a imensidão do cosmos, diz um cético astrofísico de cosmovisão materialista e reducionista, tipicamente um ateu. Segundo tal cético, o ser humano não vai muito além de ser uma poeira cósmica constituída de elementos químicos reciclados, que foram sintetizados nas estrelas.
O homem é GRANDE, quando olhado a partir da sua própria lente, por causa dos grandes feitos que ele considera ter feito ao longo da história da humanidade, diz o humanista tipicamente ateu.
O homem é pequeno e insignificante, pois não passa de um conjunto de células, moléculas e átomos, diz o reducionismo materialista da cosmovisão de um ateu.
O homem é GRANDE na sua auto-suficiência, pois pode até mesmo criar um significado para a sua própria vida, diz o humanista ateu.

Afinal de contas, o homem é pequeno ou GRANDE, segundo a cosmovisão do ateu?

A falta de coerência da cosmovisão ateísta me fez lembrar um trecho encontrado durante a leitura recente do extraordinário livro “Um Mundo com Significado”, de B. Wiker e J. Witt: “Em meio a seus esforços com respeito às confusões da teoria do flogisto (ou flogístico), Lavoisier fez uma queixa famosa contra os flogistianos, que deve ser citada. É semelhante às queixas de muitos cientistas de boa reputação contra a teoria da seleção natural generalizada como um mecanismo faz-tudo, faz-qualquer-coisa, do darwinismo:  ‘Os químicos têm feito do flogisto um princípio vago, não estritamente definido e, por conseguinte, cabível em todas as explicações requeridas. Às vezes, tem peso, às vezes, não tem; às vezes, é fogo livre, às vezes, é fogo combinado com terra; às vezes, passa pelos poros dos vasos, às vezes, não penetra neles. Explica ao mesmo tempo a causticidade e a não-causticidade, transparência e opacidade, cor e ausência de cores. É um verdadeiro Proteus que muda de forma a cada instante.’ [Antoine Lavoisier, citado por William Brock em ‘Norton History’]”.
É importante acrescentar que Proteus é uma deidade marinha criada pela mitologia grega, com o poder de prever o futuro e de se metamorfosear, particularmente quando procurava evitar um humano que se aproximava para saber dele as previsões para o futuro. Além disso, também é interessante deixar claro o fato da teoria do “flogístico” já ter sido considerada incorreta e, portanto descartada pela comunidade científica.

O quê será que exalta e enGRANDEce mais o ser humano?
Será que é o reducionismo da cosmovisão materialista, que considera o ser humano apenas como um conjunto estruturado de células, moléculas e átomos, que sobreviveu à seleção natural e que tem similaridade genética com um símio?
Ou será que é a cosmovisão cristã, que considera o ser humano como mais do que simplesmente um conjunto de células, pois afirma que ele possui corpo e alma, e foi criado como criatura especial (Salmos 8:1-5), feito à imagem e semelhança (Gênesis 1:26-27) de um Criador onipotente, onipresente e onisciente, que também criou todo o universo?

“Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade.
Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?
Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.”
(Salmos 8:1-5)

Sabe de uma coisa, prezado(a) leitor(a)? Se há algo que tenho aprendido repetidamente na Palavra de Deus, é que ela coloca tudo e todos em uma perspectiva extraordinariamente correta e esclarecedora, mostrando quem é Deus, o Criador, quem somos nós, suas criaturas, e qual a imensurável distância entre o nosso pecado e a sua santidade. Contudo, ao mesmo tempo, a Palavra de Deus também mostra qual a alvissareira proximidade entre o nosso arrependimento e o perdão de Deus, através da fé na graça superabundante da obra redentora e suficiente do Deus Filho, o Senhor Jesus Cristo, obra esta aplicada ao coração dos cristãos através Espírito Santo, em uma obra magnífica da Trindade Bíblica.

A grande lacuna de coerência da cosmovisão materialista e reducionista dos ateus não está apenas em responder, de maneira lógica e satisfatória, à pergunta “Qual o propósito ou o sentido da vida?”. Existem pelo menos mais quatro perguntas fundamentais como esta, que devem constituir e estruturar a cosmovisão de qualquer ser humano, mesmo que ele não tenha uma consciência clara de que possui uma cosmovisão.
Cinco (5) perguntas importantes para qualquer ser humano fazer a si mesmo, buscando por respostas lógicas, honestas e coerentes com a sua cosmovisão:
- Origem: De onde viemos?
- Identidade: Quem somos?
- Propósito: Por que estamos aqui?
- Ética: Como devemos viver?
- Destino: Para onde vamos?

Dependendo da forma com que cada um responde a estas 5 perguntas, isto constitui boa parte das pressuposições básicas da sua cosmovisão, mesmo que o indivíduo não saiba o que é uma cosmovisão e, nem mesmo, que todos possuímos uma.
Vamos tentar ilustrar as 5 respostas comuns para estas perguntas, segundo as cosmovisões ateísta e cristã:


Pergunta
Resposta ateísta típica
Resposta cristã bíblica
Origem
Partículas fundamentais (que surgiram ex nihilo) se organizaram em átomos, que se organizaram em moléculas, que se organizaram em estruturas bioquímicas, que se organizaram em células, que se organizaram em seres vivos, que evoluíram e, um dia, surgiu o homem.
O Criador do universo e de tudo o que nele existe, também criou o homem como criatura especial (Salmos 8:3-5), criada à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27).
Identidade
A identidade do ser humano é autodefinida. Cada um define o que deseja ser, em um ato soberanamente volitivo.
Deus nos criou e tem um relacionamento individual com cada uma de suas criaturas. Quem nos define é quem nos criou (Romanos 9:20-24).
Propósito
Carpe diem (frase de um poema de Horácio), que significa "aproveite o momento", pois é tudo o que existe. Ou então, o homem é tão auto-suficiente, que pode fabricar ou definir para si mesmo um propósito para a sua vida.
O propósito supremo e principal do homem é glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre (pergunta 1 do Catecismo Maior de Westminster - CMW, e suas respectivas referências bíblicas).
Ética
A ética é relativa. Cada um define, por conta própria, o que é certo e errado. O que é certo para uma pessoa, pode ser errado para outra, e vice-versa. Não há absolutos nem referenciais.
Deus requer do homem a obediência à sua vontade revelada, que pode ser encontrada de forma resumida nos seus mandamentos (perguntas 91-98 do CMW, e suas respectivas referências bíblicas).
Destino
A morte é a estação final da vida. Depois da morte, o ser humano é desintegrado em um conjunto de moléculas e átomos, e simplesmente deixa de existir, obviamente em paralelo com o desaparecimento da consciência da sua existência.
Há vida após a morte. Os filhos de Deus habitarão com Ele para sempre (Apocalipse 21 e caps. XXXII e XXXIII da Confissão de Fé de Westminster). A breve jornada de peregrinação do cristão por este mundo atual, muitas vezes com sofrimentos (Romanos 8:18), não se compara à eternidade com o glorioso Senhor Jesus Cristo, em toda sua plenitude.

O propósito e a esperança que podem ser encontrados nas respostas cristãs e bíblicas para algumas das perguntas mais importantes que um ser humano pode fazer, podem preencher e "fazer sossegar" a alma, o coração e a mente de qualquer filho ou filha de Deus com tal profundidade, que pode fazê-lo(a) salmodiar como Davi:
 “[Cântico de romagem. De Davi] SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.
Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.” (Salmos 131)

No âmbito destas questões, o ateu é conduzido pela incerteza, enquanto o cristão é conduzido pela certeza. Para o ateu, que acredita que a morte é a "estação final" da vida, a incerteza de não saber quando a sua morte ocorrerá, o faz buscar, muitas vezes, por uma vida comprometida com o hedonismo, cujo lema principal é "carpe diem" ("aproveite o momento"), pois é tudo o que há. Para o verdadeiro cristão, a certeza das promessas e da aliança que o Senhor revelou nas Escrituras Sagradas, justamente com a obra redentora suficiente e eficaz de Jesus Cristo, é o bastante para manter a certeza, por fé, de um mundo vindouro, de uma vida após a morte, onde Ele "lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Apocalipse 21:4).
Rogo ao Senhor que o menino de 6 anos de idade que ouviu a resposta do astrofísico, também tenha a oportunidade de ouvir a resposta cristã para estas perguntas.

A Bíblia fala mais sobre "pequeninos" e "GRANDE":
“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.” (Lucas 10:21, ênfase acrescentada)
Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus.” [48:1]
 “O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?” [77:13]
“Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!” [86:10]
“Porque o SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses.” [95:3]
“Porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses.” [96:4]
“... eu sei que o SENHOR é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses.” [135:5]
Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável.” [145:3]
Grande é o Senhor nosso e mui poderoso; o seu entendimento não se pode medir.” [147:5]
[Salmos, ênfases acrescentadas]

27 novembro 2014

Aula de apologética (GEB - "Semana Universitária" - UPE)

Aula para o GEB - "Semana Universitária" - UPE, dia 27/11/2014:
"A cosmovisão cristã na interface com a ciência"
(arquivo em PDF)

27 outubro 2014

Aula de apologética (IJC - 27/10/2014)

Aula no Instituto João Calvino, dia 27/10/2014:
"Fé cristã e fé na ciência: o mito do antagonismo"
(arquivo em PDF)

02 outubro 2014

"Um mundo com significado"

Alguns trechos do livro "Um mundo com significado: como as artes e as ciências revelam o gênio da natureza", de Benjamin Wiker & Jonathan Witt.
Recomendo a leitura completa deste livro.

02 setembro 2014

"Impressões digitais do Criador"

Professor John Lennox: Will Science Ever Find God's Fingerprints?


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(Começando em 9:35, 9 minutos e 35 segundos do vídeo)
Eugene Wigner, laureado com o prêmio Nobel de Física em 1963:

Eugene P. Wigner, "The unreasonable effectiveness of mathematics in the natural sciences. Richard courant lecture in mathematical sciences delivered at New York University, May 11, 1959", Communications in Pure and Applied Mathematics, vol. 13, No. 1 (February 1960), pg. 1-14.
 
"O papel da matemática nas teorias físicas: ... É difícil evitar a impressão de que um milagre nos confronta aqui, bastante comparável, em sua natureza impressionante, com o milagre de que a mente humana pode amarrar milhares de argumentos junto sem cair em contradições, ou aos dois milagres da existência de leis na natureza e da capacidade da mente humana para adivinhá-las."
"Deixe-me terminar com uma nota mais alegre. O milagre da adequação da linguagem da matemática para a formulação das leis da física é um dom maravilhoso que nós nem entendemos nem merecemos. Devemos ser gratos por isso e espero que ele permanecerá válido em pesquisas futuras e que se estenderá, para melhor ou para pior, para nosso prazer, embora talvez também para nossa perplexidade, aos grandes ramos da aprendizagem."

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(Começando em 19:30, 19 minutos e 30 segundos do vídeo)
Roger Penrose, matemático laureado com Prêmio Adams (1966), Prêmio Dannie Heineman de Física Matemática (1971), Medalha Eddington (1975), Medalha Real (1985), Prêmio Wolf de Física (1988), Medalha Dirac (1989), Medalha Albert Einstein (1990), Prêmio Naylor (1991), Medalha Karl Schwarzschild (2000), Gibbs Lecture (2000), Medalha De Morgan (2004), Medalha Amaldi (2004) e Medalha Copley (2008).


"Creator's Aim": Segundo os cálculos de Roger Penrose, levando-se em consideração os princípios da termodinâmica, particularmente a segunda lei (entropia), o objetivo do Criador deve ter sido tão preciso quanto 1 (uma) parte em 1010123. Para se entender quão preciso é este ajuste para o universo que conhecemos poder existir, é preciso entender quão grande é o número 1010123.

(Texto original: "The Emperor's New Mind", Roger Penrose)

Quão grande é o número 1010123

101=10100=10 = 1, seguido de um dígito 0
1010=10101= 10000000000
10100=10102= 1, seguido de cem díg. 0
101000=10103= 1, seguido de mil díg. 0

1010000=10104= 1, seguido de dez mil díg. 0
10100000=10105= 1, seguido de cem mil díg. 0
101000000=10106=1,seguido de milhão de díg.0
...
1010123= 1, seguido de 10123 dígitos 0


Um número tão grande como 1010123 não tem nem nome definido, em comparação com mil (103), milhão (106), bilhão (109), etc. O número, conhecido pelo nome, que chega mais perto de 1010123 é o "googolplex":
googol = 10100
googolplex = 10googol = 1010100


Há uma estimativa de que existam, grosso modo, cerca de 1080 partículas (bárions: prótons e nêutrons) no universo, ou cerca de 1078 átomos (cujos núcleos são constituídos de bárions). Se cada um dos 10123 dígitos "0" (zero) do número 1010123 fosse colocado em cima de cada uma destas partículas (bárions) existentes no universo, para poder escrever este número por inteiro, ainda estaria muitíssimo longe de escrever o número 1010123por inteiro.


02 agosto 2014

"A Bíblia e o surgimento da ciência moderna"

No capítulo 1 (“Deus e a fé são inimigos da razão e da ciência?”) do livro "Gunning for God", de John C. Lennox, este autor faz referência a outro livro denominado ‘The Bible, Protestantism and the Rise of Science', de Peter Harrison, como pode ser observado abaixo:

“Na verdade, como Alfred North Whitehead e outros apontaram, há fortes evidências de que a cosmovisão bíblica esteve intimamente envolvida com o desenvolvimento meteórico da ciência nos séculos 16 e 17... Mais recentemente, O professor de Ciência e Religião de Oxford, Peter Harrison, tem defendido um aprofundamento da tese de Whitehead. Ele mostra que não foi somente o teísmo em geral, mas também os princípios particulares da interpretação bíblica usados pelos Reformadores que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da ciência [Peter Harrison, ‘The Bible, Protestantism and the Rise of Science', Cambridge University Press, 1998].”

Seguem abaixo alguns trechos traduzidos de um artigo escrito por Peter Harrison sobre o mesmo tema, publicado na revista "Science and Christian Belief", e intitulado "The Bible and the Emergence of Modern Science":

“Minha tese, expressa de maneira simples, é que os Reformadores Protestantes, com alguma ajuda dos humanistas da renascença, patrocinaram uma nova abordagem para o texto bíblico, e ao fazê-lo, permitiram uma revolução hermenêutica que trouxe em seu rastro uma nova abordagem para os objetos naturais. Ao rejeitar a alegoria e insistindo, ao invés disso, que a Bíblia, o livro da palavra de Deus, deveria ser lida em seu sentido literal ou histórico, eles inadvertidamente tornaram possível uma nova abordagem para aquele outro ‘livro’, o livro da natureza. Essa nova abordagem foi essencialmente uma abordagem científica.”
“Em sua obra clássica sobre hermenêutica bíblica no início do período moderno, ‘O Eclipse da Narrativa Bíblica’ (1974), Hans Frei observa que ‘a afirmação que o sentido literal ou gramatical é o verdadeiro sentido da Bíblia tornou-se programática para as tradições de interpretação Luteranas e Calvinistas’. À luz do sistema de interpretação medieval que acabamos de delinear, este implicaria, é claro, uma rejeição da alegoria, e isso é precisamente o que nós encontramos quando nos voltamos para os principais reformadores. Lutero anunciou, em seu estilo tipicamente colorido, que alegoria era para ‘mentes fracas’ e ‘homens ociosos’. O sentido literal, ele insistiu, é ‘o maior, melhor, mais forte, em suma toda a substancial natureza e fundamento da Sagrada Escritura’. As Escrituras, na avaliação final de Lutero, foram interpretadas ‘em seu significado mais simples possível’. João Calvino concordou que o exegeta deve procurar o sentido ‘histórico’ ou ‘literal’ do texto, o que ele novamente identificou como o sentido simples das palavras (‘simplici verborum sensu’). Tal como Lutero, ele contrastou esta abordagem com a dos alegorisadores: ‘A Escritura, dizem eles, é fértil e, portanto, tem múltiplos significados... Mas eu nego que esta fertilidade consiste nos vários significados que alguém pode fixar por sua própria vontade. Deixe-nos saber, então, que o verdadeiro significado da Escritura é natural e simples, e deixe-nos adotá-lo e mantê-lo firmemente. Vamos não apenas negligenciar como duvidoso, mas com ousadia vamos deixar de lado, como corrupções mortais, estas pretensas exposições que nos levam para longe do sentido literal. ’ [Calvin, J. The Epistle of Paul the Apostle to the Galatians, Philippians, Ephesians, and Colossians, Parker, T. H. L. (trans.), Grand Rapids; Eerdmans (1964), pp. 84f]”
“Calvino, por exemplo, escreveu que quando Moisés falou em Gênesis do sol e da lua como ‘dois grandes luminares’, ele não estava afirmando alguma verdade filosófica, mas estava adaptando seu discurso ao uso comum.”
“Antes de olhar para estas metáforas  dramaticamente revisadas, vale a pena fazer uma breve consideração, tanto para as razões da insistência Protestante na primazia do sentido literal, quanto nas outras características da Reforma que contribuíram com o colapso da mentalidade do simbolismo na Idade Média. Parte da razão para o desejo dos Protestantes de restringir o significado da Escritura ao sentido literal tem certamente a ver com o princípio ‘Sola Scriptura’ (Somente a Escritura). Tanto Lutero, quanto Calvino, desejavam argumentar que a Escritura era uma fonte suficiente p ara o nosso conhecimento de Deus e da Sua vontade. A alegoria, no entanto, distanciava o leitor das palavras da Escritura para longe dos objetos da natureza, que também deveriam ser fontes eloquentes do conhecimento divino.”
“Outros reformadores Protestantes reforçaram o fim das concepções simbólicas da ordem natural. A iconoclastia protestante, por exemplo, evidencia uma profunda desconfiança para com os objetos que supostamente carregavam um significado como símbolos religiosos. Se os objetos da natureza passaram a ser despojados de suas associações simbólicas, é pouco surpreendente que os artefatos humanos, de modo semelhante, foram considerados religiosamente mudos. Eamon Duffy escreveu que a iconoclastia que acompanhou a Reforma Inglesa resultou em ‘um despojamento de observância familiares e queridas, a destruição de um vasto e ressonante mundo de símbolos.’ [Duffy, E. The Stripping of the Altars: Traditional Religion in England, c.1400-c.1580, New Haven: Yale University Press (1992), p. 591. Cf. Aston, M. England’s Iconoclasts, vol. I, Oxford: Clarendon (1988), p. 16; Green, I. The Christian’s ABC: Catechisms and Catechising in England, c.1530-1748, Oxford: Clarendon (1996), pp. 431-437]”
“No culto protestante, o centro das atenções não era mais o drama da missa, mas a pregação da Palavra. Os bancos das Igrejas Protestantes foram tipicamente reorganizados para ficar de frente para o púlpito, ao invés do altar. Esta mudança de foco dos objetos religiosos para palavras também afetou uma mudança significativa na consciência religiosa.”
“Ideias e práticas Protestantes, em suma, desempenharam um papel fundamental nesta profunda transição em que, como Lawrence Stone descreveu, ‘A Europa mudou-se decisivamente à partir de uma cultura de imagem para uma cultura de palavra’. Como consequência desta nova concentração em palavras, mais claramente exemplificada na mudança literalista, objetos naturais foram libertados de sua função subsidiária na questão da exegese bíblica, e se tornaram suscetíveis aos novos princípios ordenadores. Estes, como você pode agora imaginar, foram fornecidos pelas nascentes ciências naturais.”
“Dois comentários finais estão em ordem, e eles dizem respeito à diferença que tudo isso fez na nossa compreensão deste notável período da história e da natureza da própria modernidade, por si só. Em primeiro lugar, há uma visão comum de que o literalismo bíblico é inimigo da ciência. Embora a recente manifestação histórica do fundamentalismo empresta a este ponto de vista um certo crédito, e embora seja indubitavelmente verdadeiro que algumas passagem da Escritura, quando interpretadas em seu sentido literal, foram usadas para suprimir opiniões que foram subsequentemente endossadas pela comunidade científica, eu tenha sugerido que o tipo de mentalidade literalística, característica dos primeiros Protestantes modernos, deu origem a uma cosmovisão que proporcionou um ambiente propício para o florescimento das ciências naturais. A este respeito, então, eu juntei essa linha de historiadores que têm avançado a proposição, reconhecidamente arriscada, de que a ciência moderna e, de fato, a modernidade em geral, tem um profundo débito com o Protestantismo. Em segundo lugar, e na sequência a partir deste ponto, também é comumente assumido que a ciência é um dos principais motores da secularização. Porque as explicações científicas substituem as religiosas, pensa-se, a ciência traz um desencantamento do mundo. Do meu ponto de vista, ocorre exatamente o inverso. O desencantamento do mundo foi realizado, em grande parte, pelas tendências dessacralizadoras da religião Protestante. A remoção de significados religiosos do mundo natural estabeleceu as condições que tornaram possível o florescimento das ciências.”


28 julho 2014

"The Ultimate Proof of Creation" 2

Mais alguns poucos trechos traduzidos do livro "The Ultimate Proof of Creation – resolving the origins debate", de Jason Lisle. Recomendo a leitura completa do livro.