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03 janeiro 2025

Necessidade (v.a.)

É a necessidade que gera o ato da expressão*...
Não a necessidade de aparecer, mas a necessidade de existir...
A necessidade de exercitar a consciência do existir...
A necessidade de experimentar a condição de criatura...
Tentando esvaziar a vaidade da autoafirmação como “criador de algo”...
Abrindo espaço para a necessidade de ser filho criado, e amado pelo Pai...
Pois é o vaso de barro que necessita ser explicado pelo Oleiro, e não o contrário...
A necessidade é o que motiva a busca, e proporciona o encontro e a descoberta...
Só precisa ser devidamente canalizada, para ser edificante também para o próximo...
Só precisa ser reconhecida e proclamada, em meio à típica autossuficiência cotidiana...
Só precisa culminar na exaltação da glória e da majestade do Senhor Jesus Cristo!
A necessidade só precisa necessitar.

[versão atualizada (v.a.) do texto "Necessidade", publicado em 27/12/2012, como uma reflexão à necessidade de expressar* por escrito alguns pensamentos como, por exemplo, nos textos deste blog]


28 dezembro 2024

De joelhos (v.a.)

De joelhos, o ser humano fica na metade do caminho entre o chão (a queda) e o estar em pé (o levantar)...
Talvez ele tenha caído, depois de ter ficado em pé, ou talvez ele esteja sendo levantado, depois de ter caído...
Para cair, basta tropeçar...
... "Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia" (1Co 10:12)...
Para levantar, depois de uma grande queda, precisa haver o auxílio de uma mão amiga...
De joelhos, o ser humano fica à meia altura e reconhece a sua pequenez, em uma visão “de baixo para cima”...
De joelhos, o crente experimenta a humildade diante do Excelso...
De joelhos, o crente reconhece que é barro, não Oleiro...
De joelhos, o crente reconhece que é criatura, não Criador...
De joelhos, o crente roga ao seu Pai Celestial...
De joelhos, o crente dá graças ao seu Redentor... que também orou, de joelhos, ao Pai...
De joelhos, o crente ora.

"E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam.
Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação.
Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos orava..." (Lc 22:39-41)

[versão atualizada (v.a.) do texto "De joelhos", publicado em 17/10/2013]

14 setembro 2024

Buscador encontrado (*decadante)

Busquei incessantemente a verdade, desde quando tenho a consciência de buscador [1]...
Busquei, de forma ingênua e pueril, as respostas para as desafiadoras perguntas da existência...
Busquei, acreditando encontrar a verdade apenas na explicação lógica e racional do mundo natural...
Busquei, aplicando as equações matemáticas à bela realidade físico-química dos átomos e moléculas...
Busquei, convicto de que os intangíveis modelos matemáticos da realidade tangível seriam suficientes...
Busquei, confiando somente na capacidade do buscador, e no potencial das ferramentas científicas...
Busquei, maravilhado com as descobertas limitadas e parciais sobre a magnífica ordem da natureza...
Busquei, esperando que minha curiosidade seria sanada, e que a busca teria, portanto, um fim...
Busquei com toda veemência, com toda capacidade cognitiva, com toda potência da volição...
Busquei incessantemente... tanto, tanto e tanto... "buscas trovejantes"!
Até que, quando menos esperava, fui encontrado, e tornei-me um simples "buscador encontrado"...
Humilhado, como um "buscador tangível" que foi encontrado pelo verdadeiro "Buscador intangível"...
E só me deparei com a Realidade Última - a Causa Primária - quando Ele me encontrou...
Dando-Lhe graças, por Ele ter finalmente encontrado este cansado buscador...
Que já estava intensamente exausto, e confusamente perdido, em suas buscas solitárias...
Desde então, nesta antiga busca os "trovões estão silenciosos" [2]...
E hoje, procuro apenas buscar alegremente a Verdade revelada na Sua Palavra (Jo 14:6)...
Louvado seja o Filho do Homem, que veio buscar e salvar o perdido (Lc 19:10)...
Ao Senhor Jesus Cristo seja, pois, a glória eternamente. Amém! (Rm 11:36)

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7:7-8)

_______
#Notas:
*decadante, que aparece no título desta postagem, é um trocadilho, pois este texto é uma adaptação do texto original "buscador encontrado", publicado a mais uma década atrás (dezembro/2013). Este trocadilho também é usado no contexto da "amizade decadante". ou seja, para descrever amizades cristãs a partir de 1 década de existência.
[1] Neste contexto, me refiro ao chamado da vocação como cientista e pesquisador universitário já a cerca de 3 décadas. Contudo, desde a infância, um dos primeiros apelidos que me lembro de ter recebido de amigos da escola foi "tostines", a partir de uma divertida propaganda antiga, onde alguém muito curioso fazia uma pergunta interessante sobre uma bolacha (ou biscoito) da época (década de 1980).
[2] Os trovões do Sinai foram silenciados no Calvário (ver texto de Thomas Watson, sobre Êx 19 e 20).


26 junho 2015

Presente gratuito verdadeiro

Quando compramos um relógio, talvez optemos pelo falso, cujo custo é inferior, assim como a sua qualidade.
Quando ganhamos um relógio de presente (gratuitamente), almejamos pelo verdadeiro (mais duradouro), não é mesmo?

Quando confiamos, durante as súplicas e orações, na mediação de um ser humano, optamos pelo falso, que parece mais próximo e acessível, pois é mais parecido conosco.
Quando confiamos na mediação do Senhor Jesus Cristo, optamos pelo verdadeiro (1Timóteo 2:5; Hebreus 8:6; 12:24).

Quando buscamos por salvação através das obras, cujo custo é inferior, ela é falsa, pois não podemos ser obedientes como Ele.
Quando buscamos por salvação pela graça gratuita, por meio da fé em Cristo, sem custo para nós (Ele pagou o preço por nós!!! 1Pedro 1:17-19), ela é verdadeira (Efésios 2:8-9).

Quando somos alcançados pela salvação através da obra necessária, suficiente e gratuita do Deus Triúno (Pai, Filho e Espírito Santo), além de ser verdadeira, ela é de qualidade superior (Hebreus 10:19-23), sendo mais duradoura (eterna!!!).

“Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.
Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.
Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.
Eis que eu o dei por testemunho aos povos, como príncipe e governador dos povos.
Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do SENHOR, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou.
Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.
Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.
Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.
Saireis com alegria e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.
Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta; e será isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto.”
(Isaías 55, ênfases acrescentadas)
 SDG



29 maio 2015

O que mudou, Senhor?

Ao refletir pela manhã, logo cedo, nos desafios para o dia de hoje, a seguinte sequência de pensamentos surgiu durante a oração:

- O que mudou no Seu amor no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua misericórdia no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua fidelidade no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua graça no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua onipotência no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua soberania no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua providência no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou no Seu plano de redenção no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua verdade no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou na Sua Palavra no dia de hoje, Senhor?
Resposta: Nada mudou.
- O que mudou no Senhor no dia de hoje, meu Deus?
Resposta: Absolutamente nada mudou no Deus triúno e absoluto.

Louvado Seja o Nosso Senhor Jesus Cristo!
Soli Deo Gloria (SDG)

14 maio 2015

Sim e amém (rev.1)

Sim e amém

Sim, creio no Deus trino (Pai, Filho e Espírito Santo).
Sim, creio que este Deus é o criador do universo.
Sim, creio que este Deus é o sustentador do universo.
Sim, creio que este Deus é transcendente e, ao mesmo tempo, imanente, se revelando e se relacionando com sua criação.
Sim, creio que a Bíblia é a Palavra vivificadora (Hb 4:12) deste Deus que se relaciona e se revela.
Sim, creio que esta Palavra de Deus foi completamente inspirada pelo Espírito Santo, e portanto é inerrante e autoritativa.
Sim, creio que este Deus encarnou na forma humana, o Emanuel (“Deus Conosco”, Mt 1:23).
Sim, creio que este Deus-homem se ofereceu como Redentor para o sacrifício substitutivo.
Sim, creio que este Deus-homem, sem pecado algum, foi crucificado, morto e sepultado.
Sim, creio que este Deus-homem ressuscitou depois do terceiro dia.
Sim, creio que a obra redentora deste Deus-homem é a salvação pela graça, mediante a fé (Ef 2:8-9).
Sim, creio que este Salvador é o meu Salvador, e sou grato a Ele por isso.
Sim, creio que este meu Salvador também tem autoridade e senhorio sobre a minha vida.
Sim, creio que a obra redentora deste Senhor foi necessária e suficiente para me perdoar e me salvar.
Sim, creio que o sacrifício substitutivo deste Deus-homem me justificou perante Deus.
Sim, creio que este Deus me aperfeiçoa, apesar das minhas fraquezas, pela obra do Espírito Santo.
Sim, creio que esta justificação e aperfeiçoamento são suficientes para me conduzir ao Céu.
Sim, creio no Céu como a morada definitiva e eterna dos peregrinos, em Cristo, desta vida.
Sim, sou um cientista.
Sim, sou um professor.
Sim, sou um homem.
Sim, sou um marido.
Sim, sou um pai.
Sim, sou um crente.
Sim, sou um evangélico.
Sim, sou um protestante reformado.
Sim, sou um discípulo do Senhor Jesus Cristo.
Sim, sou um cristão.
Sim e amém.

“Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio” (2 Coríntios 1:18-20, ênfases acrescentadas).
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16a).

Posso perguntar a você, caro leitor(a), no que você crê?
Sua fé é coerente com a sua cosmovisão (visão de mundo)?
Esta sua crença te dá esperança, propósito e uma alegria indizível?
Não fique só na superfície, mais procure cavar mais no fundo, onde se encontra o verdadeiro ouro...

Soli Deo Gloria (SDG)


Link para o texto em PDF aqui.

23 janeiro 2015

Agradeço, SENHOR!

Agradeço, SENHOR, por ter criado o universo e tudo o que nele existe.
Agradeço, SENHOR, por ter me criado e me concedido um sopro de vida.
Agradeço, SENHOR, por ter guardado e conduzido a minha vida, mesmo antes de eu te conhecer como Criador.
Agradeço, SENHOR, pela varoa virtuosa (Pv. 31) que me concedestes, e também pelas duas flechas preciosas em nossa aljava (Sl. 127).
Agradeço, SENHOR, por ter se revelado a mim como Criador e Salvador, segundo o beneplácito da tua vontade soberana, e no tempo perfeito que determinou a tua inalcançável sabedoria.
Agradeço, SENHOR, por tua misericórdia concedida para a minha salvação, através da tua obra redentora em Cristo Jesus.
Agradeço, SENHOR, por ter tomado o meu lugar naquela cruz maldita, pois eu não poderia suportar o que o SENHOR suportou por amor gratuito a pecadores como eu.
Agradeço, SENHOR, por ser um Deus tão presente e próximo, um Emanuel (Mt. 1:23; Is. 7:14).
Agradeço, SENHOR, por tua Palavra viva e eficaz (Hb. 4:12), expressa nas Sagradas Escrituras, de forma inerrante e autoritativa.
Agradeço, SENHOR, por teu bendito Espírito Santo, que comunica e aplica a verdade absoluta da tua Palavra e do teu Evangelho ao meu coração, e que me consola e me guia nos momentos de provação e dificuldade.
Agradeço, SENHOR, por pacientemente me mostrar o teu Senhorio e a tua Majestade sobre todos os aspectos da minha vida.
Agradeço, SENHOR, por me admitir como filho de adoção na tua família e no teu Reino, por causa da obra graciosa do teu filho primogênito (Rm. 8:29), o SENHOR Jesus Cristo (Cl. 1:13-18).
Agradeço, SENHOR, por teu amor tão sublime e tua graça tão abundante.
Agradeço, SENHOR, por tornar o meu coração sensível ao teu amor inefável e fiel.
Agradeço, SENHOR, por aumentar cada vez mais a minha fé em Ti (Lc. 17:5).
Agradeço, SENHOR, por nos fazer parte da tua noiva, a Igreja de Cristo.
Agradeço, SENHOR, por me transformar cada vez mais em uma nova criatura (2Co. 5:17), por obra da tua graça.
Agradeço, SENHOR, por me fazer enxergar como cada vez mais o SENHOR cresce e eu diminuo em mim mesmo.
Agradeço, SENHOR, por me preservar na tua presença e por ser um caminho verdadeiro para os passos da minha existência.
Agradeço, SENHOR, pela esperança e pelo propósito com os quais preenche plenamente a minha vida.
Agradeço, SENHOR, por me lembrar continuamente que a nossa morada definitiva não está neste mundo, mas que aqui sou somente um peregrino e forasteiro (1Pe. 2:11), apenas de passagem temporária.
Agradeço, SENHOR, por me conceder, exclusivamente por tua graça, um coração repleto de gratidão.
Agradeço, SENHOR, por este próprio agradecimento!

“Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!”
(Jonas 2:9)

“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos.”
(Colossenses 3:15)

Soli Deo Gloria (SDG)


Link para o texto em PDF aqui.

12 setembro 2014

“inauto-suficiência ou auto-insuficiência”

Desde Adão e Eva, o ser humano procura ser auto-suficiente, tentando ser o próprio deus de si mesmo, para ficar independente do seu Criador.
Será que somos mesmo tão auto-suficientes? Será que não dependemos de nenhuma transcendência? Será que somos capazes de determinar o nosso destino, até mesmo como civilização? Será que a experiência individual de cada ser humano já não é suficiente para responder a estas perguntas? Considerando o prefixo de negação (“in”) empregado na língua portuguesa, talvez pudéssemos definir o ser humano de maneira mais realista como “inauto-suficiente” ou “auto-insuficiente”.
Abraham Lincoln, certa vez, disse: “Eu tenho sido muitas vezes impulsionado aos meus joelhos pela convicção extraordinária de que eu não tinha outro lugar para ir. Minha própria sabedoria, e tudo sobre mim, pareceu insuficiente para o dia”. A inspiração proveniente de suas palavras produziram alguns pensamentos para o dia:
 
“Minha própria sabedoria pareceu insuficiente para o dia...”
Minha própria força pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de amar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de dialogar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de perdoar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de servir pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria justiça pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria obediência pareceu insuficiente para o dia...
Mas, graças a Deus por Jesus Cristo, nosso gracioso Senhor e Salvador...
Pois nEle há a plenitude da suficiência em tudo que parece auto-insuficiente para o dia...
E, isto se renova a cada dia de peregrinação com Ele, por Sua graça e misericórdia...
Graças a Deus também pelo Seu bendito Espírito Santo, auxiliador e consolador...
Que nos comunica a absoluta verdade de Cristo como Emanuel (“Deus Conosco”, Mt 1:23)
A Ti, toda a Glória, de eternidade a eternidade (Sl 90:2; 103:17; 106:48)... Amém!

“E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co 3:4-5)

13 agosto 2014

Sim e amém

Sim, creio no Deus trino (Pai, Filho e Espírito Santo).
Sim, creio que este Deus é o criador do universo.
Sim, creio que este Deus é o sustentador do universo.
Sim, creio que este Deus é transcendente e, ao mesmo tempo, se relaciona com sua criação.
Sim, creio que a Bíblia é a Palavra vivificadora deste Deus que se relaciona e se revela.
Sim, creio que este Deus encarnou na forma humana, o Emanuel (“Deus Conosco”, Mt 1:23).
Sim, creio que este Deus-homem se ofereceu como Redentor para o sacrifício substitutivo.
Sim, creio que este Deus-homem, sem pecado algum, foi crucificado, morto e sepultado.
Sim, creio que este Deus-homem ressuscitou depois do terceiro dia.
Sim, creio que a obra redentora deste Deus-homem é a salvação pela graça, mediante a fé.
Sim, creio que este Salvador é o meu Salvador, e sou grato a Ele por isso.
Sim, creio que este meu Salvador também tem autoridade e senhorio sobre a minha vida.
Sim, creio que a obra redentora deste Senhor foi necessária e suficiente para me perdoar.
Sim, creio que o sacrifício substitutivo deste Deus-homem me justificou perante Deus.
Sim, creio que este Deus me aperfeiçoa em minhas fraquezas, pela obra do Espírito Santo.
Sim, creio que esta justificação e aperfeiçoamento são suficientes para me conduzir aos Céus.
Sim, creio nos Céus, como a morada definitiva e eterna dos peregrinos desta vida, em Cristo.
Sim, sou um cientista.
Sim, sou um homem.
Sim, sou um crente.
Sim, sou um evangélico.
Sim, sou um protestante reformado.
Sim, sou um cristão.
Sim e amém.

“Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio” (2 Coríntios 1:18-20, ênfases acrescentadas).
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16a).
SDG


22 julho 2014

"Oraação"

Uma das questões mais desafiadoras que tem perdurado ao longo dos séculos, desde a antiguidade, ocupando a mente de teólogos e pensadores, diz respeito à coexistência simultânea da soberania de Deus e da responsabilidade humana, sobre a vida e as ações de cada ser humano. A questão da responsabilidade humana, diante de suas próprias decisões e ações, muitas vezes é também conhecida como "livre arbítrio", ou em alguns casos, como "livre agência". Este equilíbrio simultâneo entre soberania (Deus) e responsabilidade/escolha (homem) só pode ser completamente compreendido pela absoluta sabedoria do Deus vivo e eterno, que não está restrito às amarras do espaço-tempo, como a natureza e as criaturas criadas por Ele, estão.
Que fique claro que o propósito deste texto não é esgotar ou concluir este assunto tão difícil e desafiador, mas apenas dar uma contribuição honesta, estimulando a meditação neste tema tão importante.
Segue abaixo a visão de João Calvino, por exemplo, em sua obra mais conhecida, as "Institutas da Religião Cristã", onde citou Agostinho de Hipona, que dissertou sobre este tema, falando da operosidade da graça de Deus através do Espírito Santo:
"...com efeito, quem tem tamanha falta de juízo para pensar que o movimento do homem em nada difere do lançamento da pedra? [Cf. Cochlaeus, De libero arbitiro, I, B1a; C8bs] ...Razão pela qual Agostinho diz: 'Tu me dizes, então, que somos agitados, não agimos. Pelo contrário: tu ages e serás agitado; donde ages bem se agires desde o bem. O Espírito de Deus que age em ti é adjutor para os agentes. Prescreve o nome de adjutor para que, também tu, ajas de algum modo' [Agostinho, Sermões, 156, C.11, PL 38, 855s]".
"E assim parece que a graça de Deus (como esse nome é tomado quando se fala da regeneração) seja a regra do Espírito para dirigir e moderar a vontade do homem. Não pode moderar sem que corrija, reforme, renove (pelo que dizemos que o princípio de regeneração seja abolir o que há de nosso) e sem, ao mesmo tempo, mover, agir, impelir, levar, manter. Donde podemos inferir que, com certeza, sejam d'Ele todas as ações que daí emanam. Paralelamente, não negamos que seja muito verdadeiro o que ensina Agostinho: que a vontade não seja destruída pela graça, mas, antes, por ela reparada [Agostinho, Sobre a graça e o livre-arbítrio, C.20, 41, PL 44, 905]." (João Calvino, As Institutas da Religião Cristã, Livro 2, Capítulo V, parágrafos 14 e 15).
 
É preciso orar? Sim! Mas, entrar em ação, também!
Ora e ação... "Oraação"... Oração...
John Bunyan, o conhecido autor do clássico da literatura cristã, "O Peregrino", uma vez definiu a oração da seguinte forma: "A oração é um sincero e afetuoso derramamento do coração ou da alma para Deus, através de Cristo, na força e na assistência do Espírito Santo, para as coisas que Deus tem prometido, ou de acordo com a Sua Palavra, para o bem da Igreja, com submissão em fé na vontade de Deus". Em uma citação, Bunyan também falou: "Você pode fazer mais do que orar, depois que você já tiver orado, mas você não pode fazer mais do que orar, até que você já tenha orado". É conhecida a frase de Martinho Lutero que corrobora este pensamento: "Ore, como se tudo dependesse de Deus, então trabalhe, como se tudo dependesse de você".
O poder da oração foi reconhecido pelo ganhador do prêmio Nobel em física de 1909, Guglielmo Marconi, que foi premiado "em reconhecimento às suas contribuições no desenvolvimento da telegrafia sem fio". É conhecida a seguinte citação de Marconi: "Tenho orgulho de ser um cristão. Eu acredito não só como um cristão, mas também como um cientista. Um dispositivo sem fio pode transmitir uma mensagem através do deserto. Na oração, o espírito humano pode enviar ondas invisíveis para a eternidade; ondas que alcançam seu objetivo diante de Deus”.
O conhecido reverendo Martyn Lloyd-Jones fez a seguinte declaração sobre a oração:"Há ideias em nossos corações, há desejos, há aspirações, há gemidos, há suspiros sobre os quais o mundo não sabe nada; mas Deus os conhece. Desta forma, as palavras nem sempre são necessárias. Quando não podemos expressar nossos sentimentos, exceto em gemidos sem palavras, Deus sabe exatamente o que está acontecendo".
O importante apologeta e escritor cristão, C. S. Lewis, encontrou um poema (uma tradução livre para o português é mostrada abaixo) em um velho caderno de notas, cujo autor é desconhecido. Ele trabalhou em cima deste texto várias vezes e o citou em cartas, como uma maneira de descrever suas crescentes convicções sobre o significado da oração em sua vida:
"Eles me dizem, Senhor, que quando eu pareço
estar falando contigo,
Como apenas uma voz é ouvida, é tudo um sonho
Um orador imitando dois.
   Algumas vezes é isto mesmo, embora não como eles
   imaginam; Em vez disso, eu
   Busco em mim as coisas que eu esperaria dizer
   E eis que! Minhas fontes estão secas.
Então, vendo-me vazio, Tu abandonas
O papel de ouvinte e através
Dos meus lábios mudos sopra e acorda-os proferindo
Os pensamentos que eu jamais conheci.
   E, desta forma, Tu nem precisas responder
   Tampouco é possível; Assim, enquanto nós parecemos
   dois falantes, Tu és Um sempre, e eu sou
   não um sonhador, mas o Teu sonho."

Uma oração de autoria desconhecida:
"Eu pedi força - para que eu possa conquistar.
Ele me fez fraco - para que eu possa obedecer.
Eu pedi por saúde - para que eu possa fazer grandes coisas.
Ele me deu a graça - para que eu possa fazer coisas melhores.
Eu pedi riquezas - para que eu possa ser feliz.
Ele me deu a pobreza - para que eu possa ser sábio.
Eu pedi poder - para que eu possa ter o louvor dos homens.
Ele me deu fraqueza - para que eu possa sentir a dependência Dele.
Eu pedi todas as coisas - para que eu possa aproveitar a vida.
Ele me deu a vida - para que eu possa desfrutar de todas as coisas.
Eu não recebi nada do que pedi;
Mas tudo o que eu esperava.
Minhas preces foram atendidas."

A oração dominical:
(ensinada pelo próprio Senhor Jesus Cristo)
"Portanto, vós orareis assim:
Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;
venha o teu reino;
faça-se a tua vontade,
assim na terra como no céu;
o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
e perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
e não nos deixes cair em tentação;
mas livra-nos do mal
[pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!"

(Evangelho segundo Mateus, capítulo 6, versículos 9 a 13)

 

25 março 2014

Teimosa mania (duas versões)

A teimosa mania que te aproxima de Deus:
Teimosa mania de crer em um Deus trino (Pai, Filho e Espírito Santo).
Teimosa mania de ter convicção na inerrância e na superioridade das Sagradas Escrituras.
Teimosa mania de ler a Palavra de Deus e também a boa literatura cristã.
Teimosa mania de orar em nome de Jesus, pois é o único mediador da nova aliança.
Teimosa mania de agradecer a provisão, o cuidado e a generosidade da graça de Deus.
Teimosa mania de confiar em Jesus Cristo como salvador necessário e suficiente.
Teimosa mania de lembrar que o Deus Filho derramou seu sangue puro naquela cruz.
Teimosa mania de aceitar o descanso trazido pela misericórdia e pelo perdão de Deus.
Teimosa mania de desejar obedecer à lei moral e aos mandamentos do Senhor.
Teimosa mania de congregar-se na Igreja do Senhor, principalmente no dia do Senhor.
Teimosa mania de louvar a este Deus assaz benigno.
Teimosa mania de cultuar ao Deus vivo e soberano.
Teimosa mania de amar aos irmãos e irmãs em Cristo Jesus.
Teimosa mania de querer servir a este Senhor justo e compassivo.
Teimosa mania de acreditar em um Reino espiritual e eterno.
Teimosa mania de almejar o Céu e a presença constante e eterna do Senhor.
Teimosa mania de proclamar o Evangelho da Graça para os que ainda não o conhecem.
Teimosa mania de perseverar na fé cristã, “correndo a carreira que nos está proposta”.
Teimosa mania de ser um peregrino cristão.
Teimosa mania de anelar pelo “fino trigo” e pelo “mel que escorre da rocha”...

A teimosa mania que te afasta de Deus:
“Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!
Não haja no meio de ti deus alheio, nem te prostres ante deus estranho.
Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e ta encherei.
Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu.
Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos.
Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!...
... Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha.”
(Salmos 81:8-13...16 ; ênfase acrescentada)

 

16 janeiro 2014

Aos olhos de Deus

Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como um fraco...
Fraco por precisar acreditar no sobrenatural, no metafísico...
Fraco por confessar crer em um único Deus poderoso...
Fraco por ter que recorrer ao favor de um Pai Celeste...
Fraco por ter que depender da salvação de um Redentor gracioso, misericordioso e suficiente...
Fraco por ter que crer na obra auxiliadora e consoladora de um Santo Espírito...
Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como irracional...
Irracional por crer em um Reino espiritual...
Irracional por comunicar-se, em oração, com uma realidade tipicamente invisível aos olhos humanos...
Irracional por estar convencido da obra criadora de um Deus soberano no universo e na vida...
“Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1 Coríntios 1:25).
Porém, o que importa mesmo não é como o cristão é visto aos olhos de Deus?
Graças a Deus, pela redenção que há no Senhor Jesus, pois quando Deus olha para os Seus filhos e filhas, Ele não enxerga aparentes fraquezas ou irracionalidades, mas enxerga o manto da justiça de Cristo imputada sobre os cristãos, através do Seu sacrifício naquela cruz.

“Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia” (Salmos 33:18).
“Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Salmos 34:15).
“Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas” (Provérbios 5:21).

02 dezembro 2013

Buscador encontrado

Busquei incessantemente a verdade, desde quando tenho a consciência de buscador...
Busquei, acreditando encontrá-la apenas na explicação natural, de acordo com a lógica científica...
Busquei, certo de que as equações e os modelos da realidade física seriam suficientes para explicar...
Busquei, acreditando somente no poder da busca e no potencial das ferramentas humanas...
Busquei, maravilhando-me com as descobertas parciais sobre a extraordinária ordem da natureza...
Busquei, crente de que a minha curiosidade seria sanada e preenchida apenas desta forma...
Busquei com toda a veemência, com todo o rigor científico, com toda a capacidade da minha volição...
Busquei tanto, tanto, tanto... Até que fui encontrado... O “buscador encontrado”...
Só me deparei com a verdade última sobre a realidade, a partir do momento em que Ele me encontrou...
Desta forma, desde então, procuro conhecer cada vez mais profundamente a Sua verdade absoluta...
Dando graças a Ele por ter encontrado este cansado buscador, que estava perdido em suas buscas solitárias...
“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus 7:7-8).


Link para o texto em PDF aqui.

24 novembro 2013

Reino invisível

É difícil crer no Reino de Deus, porque ele é invisível a olho nu?
Então também é difícil crer nos átomos, pois também são invisíveis a olho nu...
É difícil crer no Reino de Deus, porque ele é inodoro?
Então também é difícil crer na água, pois também é inodora...
É difícil crer no Reino de Deus, porque ele é imperceptível ao tato?
Então também é difícil crer no ar que respiramos, pois ele também é normalmente imperceptível ao tato...
É difícil crer no Reino de Deus, porque o ser humano tipicamente só experimenta os seus efeitos revelados no mundo visível?
Então também é difícil crer no sol, pois apesar dele não estar ao alcance humano, seus efeitos (calor e luz) são perceptíveis e visíveis...
Contudo, alguém consegue viver, ou sequer existir, sem os átomos, a água, o ar e o sol?

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Colossos: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Colossenses 1:15-19).
O autor da carta aos Hebreus, escrevendo sobre Moisés: “Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível” (Hebreus 11:27).


23 novembro 2013

Deposito em Ti

A minha humanidade... Eu a deposito na Tua criação.
A minha dúvida... Eu a deposito na Tua certeza.
A minha angústia... Eu a deposito no Teu bálsamo.
A minha necessidade... Eu a deposito na Tua provisão.
A minha sede... Eu a deposito na Tua água viva.
A minha fome... Eu a deposito no Teu maná celestial.
A minha soberba... Eu a deposito na Tua humildade.
A minha pequenez... Eu a deposito na Tua grandiosidade.
A minha ignorância... Eu a deposito na Tua onisciência.
A minha fraqueza... Eu a deposito na Tua onipotência.
A minha ânsia por Ti... Eu a deposito na Tua onipresença.
A minha esperança... Eu a deposito no Teu amor.
A minha redenção... Eu a deposito na Tua misericórdia.
A minha segurança... Eu a deposito na Tua soberania.
A minha eternidade... Eu a deposito nas Tuas mãos.
Eu deposito em Ti a minha confiança, Senhor!
Louvado seja o Teu Nome!
Amém.

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12 novembro 2013

"Espelho, espelho meu"

Espelho, espelho meu, existe alguém mais justo do que eu...
...Poderia dizer um “fariseu” (ver Lucas 18:9-14 ou Mateus 23).
Espelho, espelho meu, existe alguém mais pecador do que eu...
...Poderia dizer um falso piedoso.
Espelho, espelho nosso, estamos sendo transformados, de glória em glória?
Diz o apóstolo Paulo aos coríntios: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Coríntios 3:18).
O mesmo apóstolo Paulo, diz aos romanos: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).


17 outubro 2013

De joelhos

De joelhos, o ser humano fica na metade do caminho entre o chão (a queda) e o estar em pé (o levantar)...
Talvez ele tenha caído, após ter ficado em pé, ou talvez ele esteja sendo levantado, após ter caído...
Para cair, normalmente basta tropeçar... Geralmente, sequer precisa haver a ajuda de outrem na queda...
Para levantar, depois de uma grande queda, precisa haver tipicamente o auxílio de uma mão forte...
De joelhos, o ser humano fica à meia altura e reconhece a sua pequenez, em uma visão “de baixo para cima”...
De joelhos, o cristão experimenta a humildade diante do Excelso...
De joelhos, o cristão reconhece que é barro, e não Oleiro...
De joelhos, o cristão reconhece que é criatura, e não Criador...
De joelhos, o cristão roga ao seu Pai Celestial...
De joelhos, o cristão dá graças ao seu Redentor... Que também orou, de joelhos, ao Pai...
De joelhos, o cristão ora.
Amém.
"E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam.
Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação.
Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava..." (Lucas 22:39-41)

Link para o texto em PDF aqui.

Singular e Plural

Ela é singular em beleza e aroma...
Ela é plural em versatilidade e entusiasmo...
Ela é singular em preciosidade...
Ela é plural em sua vaidade feminina...
Ela é singular como esposa amorosa de 1 varão...
Ela é plural como mãe zelosa de 2 filhos...
Eu e ela somos singular: "uma só carne"...
Eu e ela somos plural: dois servos do Senhor...
Eu sou o seu varão. Ela é a minha varoa. Graças ao Deus Santo e Soberano...
"E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:23-24).


03 outubro 2013

Descansando na promessa do repouso

Estás abatida, minh’alma, diante da injustiça e da apostasia?
Estás desgastada, minh’alma, por causa das tribulações e provações desta vida?
Estás cansada, minh’alma, de ser vigilante e atenta, como exortam as Sagradas Escrituras?
“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (1Coríntios 16:13).
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41 e Marcos 14:38).
Seu repouso, minh’alma, não está neste mundo, nem nesta vida, mas está na promessa de “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3:13).
“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:9).
Lembra-te, minh’alma, das palavras do próprio Senhor Jesus Cristo (Mateus 11:28-30):
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. 
Não te esqueças, minh’alma, de dar graças a este Deus tão gracioso...


08 setembro 2013

Ouse crer

Apesar de não ser um especialista em etimologia, o estudo e a busca pela origem de algumas palavras tem se mostrado uma maneira interessante e, às vezes, até curiosa de compreender alguns conceitos importantes.
Ao refletir sobre o conceito de coragem, sendo esta uma característica cristã imprescindível, podemos conhecer alguns fatos curiosos sobre as palavras relacionadas a este tema, segundo a análise dos especialistas na origem das palavras.
A palavra “coragem” parece vir do latim “cor”, que significa “coração”, fazendo referência à metáfora típica para a força interior.
Na tentativa de definir também o oposto, ou seja, a “falta de coragem”, pode-se notar que a origem da palavra “pusilanimidade”, por exemplo, na forma do adjetivo “pusilânime”, vem do latim “pusillanimis”, que parece ser uma contração de “pusillis”+”animus”. A palavra “pusillis” significa “muito fraco ou pequeno”, e é um diminutivo de “pullus” (“animal jovem”), enquanto “animus” pode significar “espírito, coragem, alma racional ou mente”.
Um possível sinônimo para “coragem” poderia ser a palavra “intrepidez”. Na forma de adjetivo “intrépido”, é proveniente do latim “intrepidus”, que parece ser uma combinação de “in” (prefixo de negação) + “trepidus” (que significa “alarmado”). Em latim, a palavra para “trepidação” é “trepidationem”, que significa “agitação, alarme ou tremulação”. Portanto, a interpretação para o termo “intrepidus” poderia ser aquele que não tremula, ou que não fica alarmado. Outros sinônimos possíveis para “coragem” seriam as palavras “ousadia” e “audácia”, que por sua vez, parece ser proveniente do latim “audacia”. Na forma infinitiva do verbo (“audere”, em latim), parece ter o significado do verbo “ousar”, que na língua inglesa poderia ser traduzido como “to dare”.
No texto neotestamentário, segundo o léxico grego, a palavra “parrhesia” (número Strong: 3954) é usada no sentido de “ousadia”, “confiança livre e destemida”, “coragem entusiástica”, “liberdade e franqueza ao falar”, ou, “segurança (no sentido de certeza)”.
A palavra “parrhesia” foi usada, por exemplo, ao descrever a intrepidez de Pedro e João perante o Sinédrio (Atos 4:13), e na oração da igreja pedindo por intrepidez para anunciar a Palavra de Deus (Atos 4:29-31). No final do livro de Atos dos Apóstolos, a palavra “parrhesia” é usada para descrever a forma intrépida como o apóstolo Paulo pregava as coisas referentes ao Reino de Deus e ao Senhor Jesus Cristo (Atos 28:31).
O próprio apóstolo Paulo usa esta palavra, deixando clara a sua ousadia e franqueza ao escrever para os coríntios (2 Coríntios 3:12; 7:4). Novamente, falando agora aos efésios, o apóstolo usa a mesma palavra para dizer que a sua ousadia e confiança é proveniente da fé em Cristo Jesus (Efésios 3:8-12; 6:19-20). Quando escreve aos filipenses, Paulo também fala da sua ousadia por causa de Cristo (Filipenses 1:20).
O autor da carta aos hebreus, também usando a palavra “parrhesia”, torna lúcido e transparente o privilégio de acesso dos crentes à presença de Deus, ao escrever: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus” (Hebreus 10:19-21). Mais adiante, no mesmo capítulo, o autor aos hebreus usa a mesma palavra “parrhesia”, porém agora com o significado de “confiança” (Hebreus, 10:35-36). 
No capítulo quarto da carta aos hebreus, o autor usa a palavra “parrhesia” para descrever a confiança destemida que os cristãos devem ter para se aproximar de Jesus Cristo, o sumo sacerdote: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente (“parrhesia”), junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:14-16).
Ouse crer no Evangelho da Graça...
Ouse crer na promessa da misericórdia e do socorro oportuno...
Ouse crer em Jesus Cristo, o Redentor.
Graças Te damos, Deus Vivo e Eterno, pela ousadia que nos concede através do teu Santo Espírito transformador, que é capaz de promover a mudança da condição de pusilanimidade para o esplendor da ousadia embasada nas promessas de um Salvador justo, poderoso e soberano, o Sumo Sacerdote que derramou o seu sangue por nós naquela cruz do Calvário, levando sobre Si os nossos pecados e a nossa culpa.
Em nome dEle, agradecemos com o júbilo acanhado de um coração submisso e com a certeza ousada (“parrhesia”) da compreensão clara de uma mente humilde diante da Tua excelsa e alvissareira Sabedoria. Amém.