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14 maio 2015

Sim e amém (rev.1)

Sim e amém

Sim, creio no Deus trino (Pai, Filho e Espírito Santo).
Sim, creio que este Deus é o criador do universo.
Sim, creio que este Deus é o sustentador do universo.
Sim, creio que este Deus é transcendente e, ao mesmo tempo, imanente, se revelando e se relacionando com sua criação.
Sim, creio que a Bíblia é a Palavra vivificadora (Hb 4:12) deste Deus que se relaciona e se revela.
Sim, creio que esta Palavra de Deus foi completamente inspirada pelo Espírito Santo, e portanto é inerrante e autoritativa.
Sim, creio que este Deus encarnou na forma humana, o Emanuel (“Deus Conosco”, Mt 1:23).
Sim, creio que este Deus-homem se ofereceu como Redentor para o sacrifício substitutivo.
Sim, creio que este Deus-homem, sem pecado algum, foi crucificado, morto e sepultado.
Sim, creio que este Deus-homem ressuscitou depois do terceiro dia.
Sim, creio que a obra redentora deste Deus-homem é a salvação pela graça, mediante a fé (Ef 2:8-9).
Sim, creio que este Salvador é o meu Salvador, e sou grato a Ele por isso.
Sim, creio que este meu Salvador também tem autoridade e senhorio sobre a minha vida.
Sim, creio que a obra redentora deste Senhor foi necessária e suficiente para me perdoar e me salvar.
Sim, creio que o sacrifício substitutivo deste Deus-homem me justificou perante Deus.
Sim, creio que este Deus me aperfeiçoa, apesar das minhas fraquezas, pela obra do Espírito Santo.
Sim, creio que esta justificação e aperfeiçoamento são suficientes para me conduzir ao Céu.
Sim, creio no Céu como a morada definitiva e eterna dos peregrinos, em Cristo, desta vida.
Sim, sou um cientista.
Sim, sou um professor.
Sim, sou um homem.
Sim, sou um marido.
Sim, sou um pai.
Sim, sou um crente.
Sim, sou um evangélico.
Sim, sou um protestante reformado.
Sim, sou um discípulo do Senhor Jesus Cristo.
Sim, sou um cristão.
Sim e amém.

“Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio” (2 Coríntios 1:18-20, ênfases acrescentadas).
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16a).

Posso perguntar a você, caro leitor(a), no que você crê?
Sua fé é coerente com a sua cosmovisão (visão de mundo)?
Esta sua crença te dá esperança, propósito e uma alegria indizível?
Não fique só na superfície, mais procure cavar mais no fundo, onde se encontra o verdadeiro ouro...

Soli Deo Gloria (SDG)


Link para o texto em PDF aqui.

12 setembro 2014

“inauto-suficiência ou auto-insuficiência”

Desde Adão e Eva, o ser humano procura ser auto-suficiente, tentando ser o próprio deus de si mesmo, para ficar independente do seu Criador.
Será que somos mesmo tão auto-suficientes? Será que não dependemos de nenhuma transcendência? Será que somos capazes de determinar o nosso destino, até mesmo como civilização? Será que a experiência individual de cada ser humano já não é suficiente para responder a estas perguntas? Considerando o prefixo de negação (“in”) empregado na língua portuguesa, talvez pudéssemos definir o ser humano de maneira mais realista como “inauto-suficiente” ou “auto-insuficiente”.
Abraham Lincoln, certa vez, disse: “Eu tenho sido muitas vezes impulsionado aos meus joelhos pela convicção extraordinária de que eu não tinha outro lugar para ir. Minha própria sabedoria, e tudo sobre mim, pareceu insuficiente para o dia”. A inspiração proveniente de suas palavras produziram alguns pensamentos para o dia:
 
“Minha própria sabedoria pareceu insuficiente para o dia...”
Minha própria força pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de amar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de dialogar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de perdoar pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria capacidade de servir pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria justiça pareceu insuficiente para o dia...
Minha própria obediência pareceu insuficiente para o dia...
Mas, graças a Deus por Jesus Cristo, nosso gracioso Senhor e Salvador...
Pois nEle há a plenitude da suficiência em tudo que parece auto-insuficiente para o dia...
E, isto se renova a cada dia de peregrinação com Ele, por Sua graça e misericórdia...
Graças a Deus também pelo Seu bendito Espírito Santo, auxiliador e consolador...
Que nos comunica a absoluta verdade de Cristo como Emanuel (“Deus Conosco”, Mt 1:23)
A Ti, toda a Glória, de eternidade a eternidade (Sl 90:2; 103:17; 106:48)... Amém!

“E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co 3:4-5)

23 março 2014

Dionísio, o areopagita

Pode ser encontrada no mapa (link abaixo) uma evidência moderna de que a pregação do Apóstolo Paulo no Areópago, em Atenas, foi verdadeira e eficaz, como relatada no capítulo 17 do livro de Atos dos Apóstolos. A poucos minutos (à pé) do Areópago ("Mars Hill"), está localizada uma rua que recebeu como nome uma homenagem à um dos homens que creram na pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Trata-se de Dionísio, o areopagita.

Link para o mapa, aqui.
Mais detalhes e fotos sobre o Areópago podem ser encontrados neste link.

10 março 2014

Sabedoria sertaneja

"Na inteligência humana tem uma centelha divina, que não tem bicho que chegue perto."
(Ariano Suassuna)

- Veja a declaração em um short (vídeo curto) do YouTube: 

- Ou veja o vídeo completo neste link do YouTube:


16 janeiro 2014

"d.eu.s homem"

A diferença entre o "d.eu.s homem" e o "Deus homem"...

Aos olhos de Deus

Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como um fraco...
Fraco por precisar acreditar no sobrenatural, no metafísico...
Fraco por confessar crer em um único Deus poderoso...
Fraco por ter que recorrer ao favor de um Pai Celeste...
Fraco por ter que depender da salvação de um Redentor gracioso, misericordioso e suficiente...
Fraco por ter que crer na obra auxiliadora e consoladora de um Santo Espírito...
Aos olhos do mundo, o cristão pode ser visto como irracional...
Irracional por crer em um Reino espiritual...
Irracional por comunicar-se, em oração, com uma realidade tipicamente invisível aos olhos humanos...
Irracional por estar convencido da obra criadora de um Deus soberano no universo e na vida...
“Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1 Coríntios 1:25).
Porém, o que importa mesmo não é como o cristão é visto aos olhos de Deus?
Graças a Deus, pela redenção que há no Senhor Jesus, pois quando Deus olha para os Seus filhos e filhas, Ele não enxerga aparentes fraquezas ou irracionalidades, mas enxerga o manto da justiça de Cristo imputada sobre os cristãos, através do Seu sacrifício naquela cruz.

“Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia” (Salmos 33:18).
“Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Salmos 34:15).
“Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas” (Provérbios 5:21).

02 dezembro 2013

Buscador encontrado

Busquei incessantemente a verdade, desde quando tenho a consciência de buscador...
Busquei, acreditando encontrá-la apenas na explicação natural, de acordo com a lógica científica...
Busquei, certo de que as equações e os modelos da realidade física seriam suficientes para explicar...
Busquei, acreditando somente no poder da busca e no potencial das ferramentas humanas...
Busquei, maravilhando-me com as descobertas parciais sobre a extraordinária ordem da natureza...
Busquei, crente de que a minha curiosidade seria sanada e preenchida apenas desta forma...
Busquei com toda a veemência, com todo o rigor científico, com toda a capacidade da minha volição...
Busquei tanto, tanto, tanto... Até que fui encontrado... O “buscador encontrado”...
Só me deparei com a verdade última sobre a realidade, a partir do momento em que Ele me encontrou...
Desta forma, desde então, procuro conhecer cada vez mais profundamente a Sua verdade absoluta...
Dando graças a Ele por ter encontrado este cansado buscador, que estava perdido em suas buscas solitárias...
“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus 7:7-8).


Link para o texto em PDF aqui.

24 novembro 2013

Reino invisível

É difícil crer no Reino de Deus, porque ele é invisível a olho nu?
Então também é difícil crer nos átomos, pois também são invisíveis a olho nu...
É difícil crer no Reino de Deus, porque ele é inodoro?
Então também é difícil crer na água, pois também é inodora...
É difícil crer no Reino de Deus, porque ele é imperceptível ao tato?
Então também é difícil crer no ar que respiramos, pois ele também é normalmente imperceptível ao tato...
É difícil crer no Reino de Deus, porque o ser humano tipicamente só experimenta os seus efeitos revelados no mundo visível?
Então também é difícil crer no sol, pois apesar dele não estar ao alcance humano, seus efeitos (calor e luz) são perceptíveis e visíveis...
Contudo, alguém consegue viver, ou sequer existir, sem os átomos, a água, o ar e o sol?

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Colossos: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Colossenses 1:15-19).
O autor da carta aos Hebreus, escrevendo sobre Moisés: “Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível” (Hebreus 11:27).


23 novembro 2013

Deposito em Ti

A minha humanidade... Eu a deposito na Tua criação.
A minha dúvida... Eu a deposito na Tua certeza.
A minha angústia... Eu a deposito no Teu bálsamo.
A minha necessidade... Eu a deposito na Tua provisão.
A minha sede... Eu a deposito na Tua água viva.
A minha fome... Eu a deposito no Teu maná celestial.
A minha soberba... Eu a deposito na Tua humildade.
A minha pequenez... Eu a deposito na Tua grandiosidade.
A minha ignorância... Eu a deposito na Tua onisciência.
A minha fraqueza... Eu a deposito na Tua onipotência.
A minha ânsia por Ti... Eu a deposito na Tua onipresença.
A minha esperança... Eu a deposito no Teu amor.
A minha redenção... Eu a deposito na Tua misericórdia.
A minha segurança... Eu a deposito na Tua soberania.
A minha eternidade... Eu a deposito nas Tuas mãos.
Eu deposito em Ti a minha confiança, Senhor!
Louvado seja o Teu Nome!
Amém.

Link para o texto em PDF aqui.

17 outubro 2013

De joelhos

De joelhos, o ser humano fica na metade do caminho entre o chão (a queda) e o estar em pé (o levantar)...
Talvez ele tenha caído, após ter ficado em pé, ou talvez ele esteja sendo levantado, após ter caído...
Para cair, normalmente basta tropeçar... Geralmente, sequer precisa haver a ajuda de outrem na queda...
Para levantar, depois de uma grande queda, precisa haver tipicamente o auxílio de uma mão forte...
De joelhos, o ser humano fica à meia altura e reconhece a sua pequenez, em uma visão “de baixo para cima”...
De joelhos, o cristão experimenta a humildade diante do Excelso...
De joelhos, o cristão reconhece que é barro, e não Oleiro...
De joelhos, o cristão reconhece que é criatura, e não Criador...
De joelhos, o cristão roga ao seu Pai Celestial...
De joelhos, o cristão dá graças ao seu Redentor... Que também orou, de joelhos, ao Pai...
De joelhos, o cristão ora.
Amém.
"E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam.
Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação.
Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava..." (Lucas 22:39-41)

Link para o texto em PDF aqui.

Singular e Plural

Ela é singular em beleza e aroma...
Ela é plural em versatilidade e entusiasmo...
Ela é singular em preciosidade...
Ela é plural em sua vaidade feminina...
Ela é singular como esposa amorosa de 1 varão...
Ela é plural como mãe zelosa de 2 filhos...
Eu e ela somos singular: "uma só carne"...
Eu e ela somos plural: dois servos do Senhor...
Eu sou o seu varão. Ela é a minha varoa. Graças ao Deus Santo e Soberano...
"E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:23-24).


03 outubro 2013

Descansando na promessa do repouso

Estás abatida, minh’alma, diante da injustiça e da apostasia?
Estás desgastada, minh’alma, por causa das tribulações e provações desta vida?
Estás cansada, minh’alma, de ser vigilante e atenta, como exortam as Sagradas Escrituras?
“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (1Coríntios 16:13).
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41 e Marcos 14:38).
Seu repouso, minh’alma, não está neste mundo, nem nesta vida, mas está na promessa de “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3:13).
“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:9).
Lembra-te, minh’alma, das palavras do próprio Senhor Jesus Cristo (Mateus 11:28-30):
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. 
Não te esqueças, minh’alma, de dar graças a este Deus tão gracioso...


08 setembro 2013

Ouse crer

Apesar de não ser um especialista em etimologia, o estudo e a busca pela origem de algumas palavras tem se mostrado uma maneira interessante e, às vezes, até curiosa de compreender alguns conceitos importantes.
Ao refletir sobre o conceito de coragem, sendo esta uma característica cristã imprescindível, podemos conhecer alguns fatos curiosos sobre as palavras relacionadas a este tema, segundo a análise dos especialistas na origem das palavras.
A palavra “coragem” parece vir do latim “cor”, que significa “coração”, fazendo referência à metáfora típica para a força interior.
Na tentativa de definir também o oposto, ou seja, a “falta de coragem”, pode-se notar que a origem da palavra “pusilanimidade”, por exemplo, na forma do adjetivo “pusilânime”, vem do latim “pusillanimis”, que parece ser uma contração de “pusillis”+”animus”. A palavra “pusillis” significa “muito fraco ou pequeno”, e é um diminutivo de “pullus” (“animal jovem”), enquanto “animus” pode significar “espírito, coragem, alma racional ou mente”.
Um possível sinônimo para “coragem” poderia ser a palavra “intrepidez”. Na forma de adjetivo “intrépido”, é proveniente do latim “intrepidus”, que parece ser uma combinação de “in” (prefixo de negação) + “trepidus” (que significa “alarmado”). Em latim, a palavra para “trepidação” é “trepidationem”, que significa “agitação, alarme ou tremulação”. Portanto, a interpretação para o termo “intrepidus” poderia ser aquele que não tremula, ou que não fica alarmado. Outros sinônimos possíveis para “coragem” seriam as palavras “ousadia” e “audácia”, que por sua vez, parece ser proveniente do latim “audacia”. Na forma infinitiva do verbo (“audere”, em latim), parece ter o significado do verbo “ousar”, que na língua inglesa poderia ser traduzido como “to dare”.
No texto neotestamentário, segundo o léxico grego, a palavra “parrhesia” (número Strong: 3954) é usada no sentido de “ousadia”, “confiança livre e destemida”, “coragem entusiástica”, “liberdade e franqueza ao falar”, ou, “segurança (no sentido de certeza)”.
A palavra “parrhesia” foi usada, por exemplo, ao descrever a intrepidez de Pedro e João perante o Sinédrio (Atos 4:13), e na oração da igreja pedindo por intrepidez para anunciar a Palavra de Deus (Atos 4:29-31). No final do livro de Atos dos Apóstolos, a palavra “parrhesia” é usada para descrever a forma intrépida como o apóstolo Paulo pregava as coisas referentes ao Reino de Deus e ao Senhor Jesus Cristo (Atos 28:31).
O próprio apóstolo Paulo usa esta palavra, deixando clara a sua ousadia e franqueza ao escrever para os coríntios (2 Coríntios 3:12; 7:4). Novamente, falando agora aos efésios, o apóstolo usa a mesma palavra para dizer que a sua ousadia e confiança é proveniente da fé em Cristo Jesus (Efésios 3:8-12; 6:19-20). Quando escreve aos filipenses, Paulo também fala da sua ousadia por causa de Cristo (Filipenses 1:20).
O autor da carta aos hebreus, também usando a palavra “parrhesia”, torna lúcido e transparente o privilégio de acesso dos crentes à presença de Deus, ao escrever: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus” (Hebreus 10:19-21). Mais adiante, no mesmo capítulo, o autor aos hebreus usa a mesma palavra “parrhesia”, porém agora com o significado de “confiança” (Hebreus, 10:35-36). 
No capítulo quarto da carta aos hebreus, o autor usa a palavra “parrhesia” para descrever a confiança destemida que os cristãos devem ter para se aproximar de Jesus Cristo, o sumo sacerdote: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente (“parrhesia”), junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:14-16).
Ouse crer no Evangelho da Graça...
Ouse crer na promessa da misericórdia e do socorro oportuno...
Ouse crer em Jesus Cristo, o Redentor.
Graças Te damos, Deus Vivo e Eterno, pela ousadia que nos concede através do teu Santo Espírito transformador, que é capaz de promover a mudança da condição de pusilanimidade para o esplendor da ousadia embasada nas promessas de um Salvador justo, poderoso e soberano, o Sumo Sacerdote que derramou o seu sangue por nós naquela cruz do Calvário, levando sobre Si os nossos pecados e a nossa culpa.
Em nome dEle, agradecemos com o júbilo acanhado de um coração submisso e com a certeza ousada (“parrhesia”) da compreensão clara de uma mente humilde diante da Tua excelsa e alvissareira Sabedoria. Amém.


03 setembro 2013

Imprescindível erudito

A palavra “imprescindível” representa o oposto de “prescindível”. Esta palavra (“prescindível”), por sua vez, está relacionada ao que “prescinde”, ou que “não depende de”, que “dispensa” ou “recusa”. Os especialistas em etimologia afirmam que a forma infinitiva do verbo (“prescindir”) tem origem no latim clássico, “praescindere”, que é uma combinação de “prea” (“pré”) + “scindere” (“dividir”, “cortar”, “separar”, “clivar” ou “rasgar”). Parece então que o significado da palavra “praescindere” é algo do tipo “pré-separado” ou “pré-dividido”, isto é, dando a entender que o indivíduo que “prescinde” (“não depende”) de algo, está “pré-separado” (“previamente separado”) deste algo. A título de ilustração, o tronco da palavra latina “scindere” também parece dar origem à palavra “scissors” na língua inglesa, que significa “tesoura”, ou seja, um objeto usado para “cortar” ou “dividir”.
Por outro lado, a palavra “erudito” parece ser proveniente do latim “eruditus”. Os etimologistas dizem que a forma infinitiva do verbo (“erudir”), que significa “ensinar”, “educar” ou “instruir”, tem origem do latim “erudire”, que é uma combinação de “ex” + “rudis” (“inculto”, “iletrado” ou “rude”). Em outras palavras, o “erudito”, em latim, significaria aquele que, um dia, já foi rude ou inculto, ou seja, que é um “ex-rude”, ou um “ex-inculto”.
Neste contexto, talvez possa acontecer que algum erudito, tendo recebido o chamado de Cristo através do Evangelho da Cruz, acredite que a sua erudição é imprescindível para o reino de Deus e para o avanço do cristianismo e, portanto, por isso teria sido chamado pelo próprio Senhor Deus, que resolveu aproveitar a erudição e o conhecimento deste ser humano.
Com o tempo, perseverando na piedade cristã, este imprescindível erudito pode ser convencido de que Jesus Cristo, a verdadeira “Sabedoria de Deus” (1 Coríntios 1:24), é que de fato é imprescindível em sua vida...
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo por Sua obra de restauração e redenção! Amém.

“Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?
Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.
Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.
Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.
Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” 
(1 Coríntios 1:20-31)


27 agosto 2013

Montante e jusante

Segundo os especialistas em hidráulica, existem dois termos usados nesta área para definir pontos de referência em relação a um curso d’água. Montante é a palavra usada para definir um ponto referencial situado rio acima, ou seja, antes do ponto do observador, enquanto jusante é o termo utilizado para o ponto de referência localizado rio abaixo, ou seja, depois do ponto onde o observador se encontra. Desta forma, a foz de um rio, ou seja, o ponto onde ele deságua em outro corpo de água (outro rio, lago, lagoa, mar ou oceano), é o ponto mais a jusante deste rio, enquanto a nascente deste mesmo rio representa o ponto mais a montante dele.
Pensando nesta vida como um rio perene, cada ser humano sabe que o curso d’água pode ser sinuoso, cheio de curvas e quedas de cachoeiras, que de alguma forma, acabam desafiando o fluxo d’água a correr desde a nascente até a sua foz. Portanto, graças a Deus pela obra redentora de Jesus Cristo, que está a montante de todo cristão, no curso d’água que representa o rio de cada vida individual que O reconhece como Senhor e Salvador. Sim, os cristãos ainda têm que enfrentar muitas curvas e cachoeiras nesta jornada de peregrinação através do curso d’água desta vida, mas precisam perseverar fortalecidos na convicção de que a jusante deste exato ponto em que se encontram, está localizada a foz que deságua no abundante e eterno oceano da Glória do Deus Vivo e Soberano.
Rendemos graças a Ti, Senhor Criador dos novos céus e da nova terra (2Pedro 3:13; Apocalipse 21:1), pela esperança de que haverá um “rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro” (Apocalipse 22:1). 

“Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões, regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoas a produção.
Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura, destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros.
Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam” (Salmos 65:9-13).

Link para o texto em PDF aqui.

10 agosto 2013

Cinzenta massa

Pensa-te, cinzenta massa... Pensa intensamente nas implicações profundas da realidade ampla...
Investiga-te, cinzenta massa... Para buscar a verdade absoluta, não a verdade pessoal ou relativa...
Abre-te, cinzenta massa... Com disposição para avaliar as evidências livremente e racionalmente...
Liberta-te, cinzenta massa... Dos grilhões obscurantistas e dos mitos inventados...
Atenta-te, cinzenta massa... Para não dar um salto de fé no escuro, mas sim pela razão...
Entrega-te, cinzenta massa... Aceita as evidência que Ele abundantemente te apresenta...
Lembra-te, cinzenta massa... Para ter humildade em reconhecer o que não compreendes...
Exercita-te, cinzenta massa... Na gratidão pala graça e misericórdia que Ele derrama...
Regozija-te, cinzenta massa... Através da alegria consciente na Sua fiel promessa...
Concentra-te, cinzenta massa... Naquilo que está alinhado com a vontade dEle...
Fortalece-te, cinzenta massa... Estudando os ensinamentos encontrados na Sua Palavra...
Encoraja-te, cinzenta massa... Pois precisas perseverar atenta e vigilante durante a peregrinação...
Raciocina, sem medo, cinzenta massa... Pois foi para isto que fostes criada...