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24 abril 2026

Poesia: "Se" (Rudyard Kipling)

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires;
De sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a desgraça e o triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes

E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E – o que mais – tu serás um Homem, ó meu filho!
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*Poema "Se" (em inglês: "If"), de Rudyard Kipling, laureado com o Nobel de Literatura de 1907
(tradução de Guilherme de Almeida) 
 
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- "Recessional" ('God of our fathers...') [**tradução**]
 

18 setembro 2025

C.H. Spurgeon: Manhã & Noite (18/09)

“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito” (Gl 5:25) 
'As duas coisas mais importantes em nossa sagrada religião são a vida de fé e o caminhar pela fé. Aquele que entender corretamente isso não estará longe de ser um mestre em teologia experimental, pois são pontos vitais para um cristão. Você nunca encontrará a verdadeira fé desacompanhada da verdadeira piedade; por outro lado, você nunca descobrirá uma vida verdadeiramente santa que não tenha como raiz uma fé viva na justiça de Cristo. Ai daqueles que buscam uma sem a outra! Há alguns que cultivam a fé e esquecem da santidade; eles podem ser muito elevados em ortodoxia, mas estarão em profunda condenação, pois detêm a verdade em injustiça (Rm 1:18); e há outros que se esforçam pela santidade de vida, mas têm negado a fé, como os fariseus de outrora, dos quais o Mestre disse que eram “sepulcros caiados” (Mt 23:27). Devemos ter fé, pois ela é o fundamento; devemos ter santidade de vida, pois essa é a estrutura. No dia da tempestade, de que serve para o homem a mera fundação de uma obra? Poderá esconder-se lá? Ele deseja uma casa para protegê-lo, assim como uma fundação para essa casa. Do mesmo modo, precisamos da estrutura da vida espiritual se quisermos ter conforto no dia da dúvida. No entanto, não procure uma vida santificada sem fé; isso seria erguer uma casa que não pode oferecer um abrigo permanente, pois não tem fundamento na rocha. Que a fé e a vida sejam postas juntas, e, como os dois pilares de um arco, elas farão nossa piedade duradoura. Semelhante à luz e ao calor que emanam do mesmo sol, elas são igualmente cheias de bênção; como as duas colunas do templo, elas são para glória e beleza (1Rs 7:21; 2Cr 3:17). São dois ribeiros da fonte da graça, duas lâmpadas acesas com fogo sagrado, duas oliveiras regadas pelo cuidado celestial. Ó Senhor, dá-nos vida interior no dia de hoje, e ela se revelará exteriormente para Tua glória.'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da manhã do dia 18 de setembro] 

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“(…) e elas me seguem” (Jo 10:27) 
'Devemos seguir nosso Senhor sem hesitação, tal como as ovelhas seguem o seu pastor, pois Ele tem o direito de nos guiar para onde Lhe agradar. Nós não somos de nós mesmos; fomos comprados por um preço (1Co 6:20; 7:23); reconheçamos os direitos do sangue redentor. O soldado segue o seu capitão; o servo obedece ao seu mestre; muito mais nós devemos seguir o nosso Redentor, a quem somos uma possessão adquirida (Ef 1:14). Não seremos fiéis a nossa profissão de sermos cristãos se questionarmos a ordem do nosso Líder e Comandante. A submissão é o nosso dever, contestar é a nossa loucura. Muitas vezes nosso Senhor pode nos dizer, tal como disse a Pedro: “Que te importa a ti? Segue-me tu” (Jo 21:22). Para onde quer que Jesus possa nos guiar, Ele vai adiante de nós. Se não sabemos para onde vamos, sabemos com quem vamos. Com um Companheiro assim, quem temerá os perigos da estrada? A jornada pode ser longa, mas Seus braços eternos nos levarão até o fim. A presença de Jesus é a certeza da salvação eterna; porque Ele vive, nós também viveremos (Jo 14:19). Devemos seguir a Cristo com simplicidade e fé, pois todos os caminhos em que Ele nos conduz terminam em glória e imortalidade. É verdade que podem não ser caminhos suaves; eles podem estar cobertos com duras e afiadas provações, mas todos eles levam à “cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb 11:10). “Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos” (Sl 25:10). Coloquemos plena confiança em nosso Líder, pois sabemos que, vindo a prosperidade ou a adversidade, a doença ou a saúde, a popularidade ou o desprezo, Seu propósito será cumprido, e esse propósito será puro, bondade não misturada para cada herdeiro da misericórdia. Encontraremos ser doce subir o lado sombrio da colina na companhia de Cristo; e quando a chuva e a neve golpearem nossos rostos, o Seu querido amor nos fará muito mais abençoados do que aqueles que se sentam em casa e aquecem as mãos no fogo do mundo. Para o topo de Amana, para os covis dos leões, ou para os montes dos leopardos (Ct 4:8), seguiremos nosso Amado. Precioso Jesus, leva-nos, e correremos após Ti (Ct 1:4).'
[Devocional Manhã & Noite, trecho da noite do dia 18 de setembro] 

17 outubro 2021

Inácio de Antioquia

 



Domingo, 17 de outubro de 2021

Inácio de Antioquia alimentou as feras em Roma

Inácio foi bispo de Antioquia (na Síria) por quarenta anos, provavelmente de 67 a 106 DC, e se tornou um mártir.
Durante o reinado de Trajano, a influência de Inácio o colocou em apuros com as autoridades romanas. O Cristianismo era uma religião ilegal. Trajano o prendeu e o enviou a Roma. Foi uma viagem longa e difícil, às vezes por terra, às vezes por mar. Inácio foi acorrentado entre soldados, que o trataram com demasiada crueldade, por mais gentil que ele fosse com eles. Nas paradas ao longo do caminho, mensageiros das igrejas o receberam com palavras de afeto e pesar. 
Inácio escreveu apressadamente cartas para eles levarem de volta às suas congregações. Essas cartas lançam luz sobre seu pensamento e sobre as condições da Igreja no início do segundo século. Estas cartas eram tão famosas que as pessoas forjaram acréscimos para apoiar suas próprias posições teológicas. Sete das que temos agora são consideradas genuínas.
Uma das cartas foi escrita para Roma, a cidade onde Inácio estava prestes a morrer. O comboio de Inácio se moveu tão lentamente, que um mensageiro que ia na frente teve tempo de chegar lá antes dele.  Ele implorou aos cristãos de Roma que não tentassem salvá-lo:

“A proximidade da espada é a proximidade de Deus; estar entre as feras é estar nos braços de Deus; apenas que seja em nome de Jesus Cristo. Suporto todas as coisas para que possa sofrer junto com Ele, porque aquele que se tornou homem perfeito me fortalece.”

Os espetáculos públicos estavam prestes a se encerrar no dia em que Inácio finalmente chegaria a Roma. Ele foi empurrado para a arena e jogado para dois leões ferozes, que o devoraram imediatamente. Segundo a tradição, ele morreu neste dia, 17 de outubro do ano 107 DC.

*Traduzido e adaptado do link original:

05 julho 2013

Aprendizado piedoso 62

"O leitor precisa imaginar-me sozinho naquele quarto em Magdalen, noite após noite, sentindo - sempre que minha mente se desviava um instante que fosse do trabalho - a aproximação firme e implacável d'Ele, aquele que com tanta determinação eu não desejava encontrar. Aquilo que eu temia tanto pairava afinal sobre mim. Cedi enfim no período letivo subsequente à Páscoa de 1929, admitindo que Deus era Deus, e ajoelhei-me e orei: talvez, naquela noite, o mais deprimido e relutante convertido de toda a Inglaterra. Não percebi então o que se revela hoje a coisa mais ofuscante e óbvia: a humildade divina que aceita um convertido mesmo em tais circunstâncias. 
O Filho Pródigo, pelo menos, caminhava para casa com as próprias pernas. Mas quem é que pode devidamente adorar aquele Amor que abre os altos portões para um filho pródigo que é arrastado para dentro esperneando, lutando, ressentido e girando os olhos em todas as direções à procura de uma chance de fuga? As palavras compelle intrare, força-los a entrar, foram tão violentadas por homens impiedosos que chegamos a estremecer diante delas; mas, entendidas de forma correta, determinam a profundidade da misericórdia divina. A dureza de Deus é mais suave do que a suavidade dos homens, e Sua compulsão é a nossa libertação."

(C.S. Lewis, no livro "Surpreendido pela Alegria", dando um relato da sua conversão).
Link para uma citação desta referência aqui.

08 junho 2013

"Filosofia para iniciantes"

Trecho extraído do capítulo final do instrutivo e edificante livro "Filosofia para iniciantes", escrito por R. C. Sproul:

"Agora que estou chegando ao crepúsculo da minha vida, estou convicto de que Gilson (Etienne Gilson) está fundamentalmente certo. Precisamos reconstruir a síntese clássica pela qual a teologia natural faz a ponte entre a revelação especial das Escrituras e a revelação geral da natureza. Essa reconstrução poderia acabar com a guerra entre ciência e teologia. A pessoa que pensa poderia abraçar a natureza sem adotar o naturalismo. Toda a vida, com sua unidade e diversidade, poderia ser vivida coram Deo, perante a face de Deus, sob sua autoridade e para a sua glória."

17 abril 2013

Abba

No grego, a palavra transliterada abba quer dizer “pai”. Trata-se de um vocativo usado em orações.
Segundo os especialistas, ela tem origem no ’ab, do aramaico, que também quer dizer “pai”.
Aparece 3 (três) vezes no Novo Testamento:
“E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36).
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8:14-15).
“E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gálatas 4:6-7).
Como é reconfortante saber que o Deus Todo Poderoso, Altíssimo e Glorioso, Criador de Tudo, Senhor Absoluto e Eterno... é também o nosso Pai Celestial, pois recebemos o seu espírito de adoção. 
Por isso, clamamos em oração: “Aba, Pai!”


Cristão tranquilex

Sobre o testemunho cristão, nos padrões bíblicos...

31 março 2013

"Jonas"

Trechos retirados do edificante livro "Jonas: o missionário bem-sucedido que fracassou!", de Stuart Olyott (editado por Tiago Santos):

"... Ele (Jonas) não é um homem perfeito - como veremos. Ele está andando com Deus, mas não está caminhando o mais próximo de Deus que poderia. Mas o seu arrependimento é real, ainda que não seja perfeito. É importante entender essa distinção. Seu arrependimento é real, mesmo que ainda não seja perfeito. É como a obediência de qualquer cristão. Nossa obediência, se somos cristãos verdadeiros, é real, mas não é perfeita."

"... Deus ama palavras. Seu Filho é a Palavra. O seu livro é a sua Palavra. Existe a Palavra encarnada e a Palavra escrita. E a obra espiritual é realizada através de palavras."

14 janeiro 2013

"Batismo e Plenitude do Espírito Santo"

A leitura do livro "Batismo e Plenitude do Espírito Santo", de John Stott, foi muito edificante e esclarecedora.

Segue um trecho que pode ser encontrado no segundo capítulo:
"Às vezes, o testemunho interior do Espírito Santo, assegurando-nos que somos realmente filhos de Deus, é confirmado de maneira poderosa e maravilhosa, libertando-nos completamente de escuridão e dúvidas. Às vezes, ele inunda nosso coração como uma onda tão imponente do seu amor que quase lhe pedimos que detenha sua mão para não sermos afogados por ela. Às vezes, nosso coração 'arde' quando Cristo nos abre as Escrituras, e o vemos nas Escrituras como ainda não tínhamos visto antes (Lc 24.27-32). Às vezes, experimentamos uma aceleração do nosso pulso espiritual, um bater do coração, uma intensificação do nosso amor por Deus e pelas pessoas, uma sensação penetrante de paz e bem-estar. Às vezes, na reverência digna do culto público, ou na comunhão espontânea de uma reunião numa casa, ou durante a ceia do Senhor, ou durante a oração pessoal, de repente uma realidade invisível toma conta de nós. O tempo para. Entramos em uma nova dimensão da eternidade. Ficamos em silêncio e conhecemos que Deus é Deus. Caímos aos seus pés e o adoramos."

03 dezembro 2012

"Crer é também pensar"

Trechos do racional e piedoso livro "Crer é também pensar", de John Stott:

"... a verdadeira fé é essencialmente racional, pois ela confia nas promessas e no caráter de Deus. Um cristão que crê é alguém cuja mente reflete e descansa nessas certezas."

"... Ao mesmo tempo, existe uma diferença substancial entre ressaltar o ego intelectual (o que não devemos fazer) e respeitar a integridade intelectual (o que devemos fazer)."

"... Nosso objetivo é ganhar o homem total para o Cristo total, e isso requer o total consentimento da mente, do coração e da vontade."

25 novembro 2012

"O discípulo radical"

Trecho encontrado no final da conclusão do livro "O discípulo radical", escrito por John Stott:

"O fundamental em todo discipulado é a decisão de não somente tratar Jesus com títulos honrosos, mas seguir seu ensino e obedecer aos seus mandamentos."

Como este é o último livro escrito por John Stott, discípulo de Jesus Cristo, também merece destaque um trecho encontrado, depois da conclusão, no pós-escrito:

"... Nossos livros favoritos se tornam preciosos para nós e até desenvolvemos com eles um relacionamento quase intenso e afetuoso. Não é estranho o fato de manusearmos, riscarmos e até cheirarmos os livros como símbolo da nossa estima e afeição? Não me refiro apenas ao sentimento de um autor pelo que escreveu, mas também a todos os leitores e suas bibliotecas. Determinei que não citaria um livro a menos que o tenha manuseado anteriormente. Assim, deixe-me encorajá-lo a continuar lendo e a incentivar seus parentes e amigos a fazer o mesmo. Pois esse é um meio de graça muito negligenciado."

09 novembro 2012

40 cientistas

Diversos investigadores da natureza, em suas citações, já externaram a harmonização possível entre a curiosidade do lado cientista do homem e a busca espiritual do lado humano do cientista.

03 outubro 2012

27 setembro 2012

Evangelho visual 5


"Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.
Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa.
Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma.
Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.
Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado."
1 João 1:3-7 (ênfase adicionada no texto).

Observação: Quanto mais próximos (em comunhão) com o Senhor estão simultaneamente o "cristão 1" e o "cristão 2", mais próximos (em comunhão) eles também estão entre si, ou seja, um com o outro, como pode ser observado nas linhas horizontais de cada triângulo. Em outras palavras, quanto menor for a distância (nas linhas laterais do triângulo) entre o "cristão 1" e o Senhor e entre o "cristão 2" e o Senhor, simultaneamente, menor também será a distância (na linha horizontal de cada triângulo) entre o "cristão 1" e o "cristão 2".

17 setembro 2012