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05 setembro 2026

Livro: "The Cry of the Soul" (sobre a amizade)

*** Dan B. Allender & Tremper Longman III ***

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Tradução de outro trecho do cap. 15  — "O Poder Redentivo da Vergonha Divina" — que mostra como Deus pode fazer uso de uma amizade como ferramenta para a redenção, por Sua graça e misericórdia.
<<< Jesus, sobre amizade, em João 15:12-17 >>>

'[...] O ódio é como um valentão {"bully"} enorme e musculoso, que se recusa a deixar qualquer pessoa se aproximar da alma ferida e ensanguentada. Esse valentão é cruel, ofensivo e antagônico. Ele força os outros a fugir ou a lutar {"fight or flight"}. Qualquer uma dessas reações serve para justificar ainda mais ódio. É um mecanismo de defesa perverso, que se recusa a clamar por um defensor {advogado} que traga redenção.
O único caminho para romper essa defesa feroz é uma bondade que não ataca o valentão, nem o teme. Em vez disso, ela oferece ao valentão o que ele realmente deseja: perdão e reconciliação. É assim que a gratidão suaviza o ódio de si mesmo {autoinfligido}, gerado por causa da vergonha.
***[sobre a amizade dos autores do livro]*** Há quase três décadas, Tremper ofereceu a um valentão um vislumbre de redenção. Tremper e eu nos conhecemos numa aula de música, na oitava série. Eu {Dan} era um valentão [...] Durante a aula de música, Tremper tocou no meu ombro para perguntar se podia pegar um pente emprestado. Eu era um garoto agressivo. Agarrei-o pela camisa e o arranquei da carteira.
A reação de Tremper foi rir. Nunca, em minha jovem vida, eu {Dan} havia vivenciado algo tão desconcertante. Eu era um jogador de futebol americano grande e agressivo, com má fama, que usava a intimidação para esconder um profundo ódio de mim mesmo, e um pavor absoluto de me relacionar com os outros. Mas Tremper riu — uma risada sincera, gentil e livre de desprezo. Aquilo me desarmou instantaneamente. Para mim, a partir daquele momento, éramos melhores amigos. Nossa amizade tornou-se o meio pelo qual Deus me encurralou tempo suficiente para que eu ouvisse e respondesse ao evangelho.
A gratidão nasce em um coração maravilhado pela busca incansável daquele que nos ama, a despeito de inúmeras razões para atacar, ou se afastar com repugnância. Como disse Paulo, é a bondade de Deus que conduz ao arrependimento (Romanos 2:4). A gratidão surge no instante em que a graça é recebida; é um louvor de agradecimento repleto de assombro e ironia. Como alguém poderia me escolher quando meu coração é tão feio e endurecido? Não faz sentido. Isso desafia minhas expectativas e, ao mesmo tempo, desperta as fibras mais profundas do desejo.
A vergonha não tem poder em um coração cheio de gratidão. O ódio não tem chance em um coração que canta com desejo inocente, tristeza humilde, esperança firme e louvor grato à bondade de Deus...'

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Tradução da seção final de "Agradecimentos" dos autores do livro:

*Dan Allender:
'“O teste de toda felicidade é a gratidão”, disse G. K. Chesterton. Feliz é o homem que, unido a bons amigos, dedica-se a uma tarefa que expõe o que há de pior em nós, e extrai o melhor que fomos feitos para oferecer. Ele será grato mesmo em meio a ataques, solidão e angústia.
Sou um homem assim. Tenho o privilégio de contar com amigos como Al Andrews, Liam Atchinson, Larry Crabb, Don Hudson, Kim Hutchins, Tom Varney e Ken Wilson, que me incentivam a vislumbrar aquilo que, até agora, só raramente vejo à distância.
Escrevo sempre ao som de música. Quero agradecer àqueles que proporcionaram a textura e a atmosfera para toda a minha escrita. Obrigado, Ashley Cleveland; obrigado, Michael Card, Bruce Cockburn, Loreena McKennitt, Maire Brennan, Clannad, Spin Doctors e Peter Himmelman, por cantarem hinos que despertam a alma.
Sou grato à minha amiga Susan Rike, minha assistente pessoal, que assumou o peso de supervisionar meu ministério, e cuidar da minha alma, com visão e gentileza.
Este projeto correu o risco de ser interrompido logo no início. Sem o cuidado sábio, apaixonado e gentil de Kathy Yanni, nossa editora, ele {o livro} teria perecido prematuramente no esquecimento. Não poderia ter havido cuidado melhor, e minha mais profunda gratidão vai a Deus por nos permitir trabalhar com Kathy.
Se você é um leitor atento e curioso, talvez se pergunte como se escreve um livro em coautoria. Optamos por dividir os capítulos e, em seguida, passar o texto um ao outro para reescrita; depois, o material retornava para ser reescrito novamente, e mais uma vez, até que estivéssemos satisfeitos de que cada capítulo refletia nossas convicções individuais.
O processo é trabalhoso, mas gera a confiança de que as opiniões expressas refletem nossa autoria conjunta. Isso exige uma excelente relação de trabalho — profunda confiança e disposição para dialogar, debater e refletir. Este livro reflete interações que atravessaram vinte e nove anos. Não há palavras capazes de expressar minha gratidão a Tremper por me amar fielmente e com tanta amabilidade ao longo de dias de turbulência e perda, e de períodos de pecado e fracasso. Uma amizade contínua e cada vez mais profunda, que já dura quase três décadas, é um tesouro que só perde em valor para minha esposa e minha família.
Meus agradecimentos mais profundos são reservados àqueles que carregam o fardo mais pesado de todo o processo: minha família. Anna, você é uma jovem maravilhosa e linda. Você não imagina o quanto eu amo profundamente o seu coração. Amanda, você é uma menina de nove anos misteriosa e de bom coração. Sua doçura me comove às lágrimas. Andrew, você é um menino cativante, carinhoso e cheio de energia. Tenho muito orgulho de ser seu pai.
E, finalmente, amor da minha vida, Rebecca: ninguém atrai meu coração para a paixão do céu, ninguém consegue tocar meu coração ou me dar um vislumbre da glória como você. Sua vida é uma dádiva superada apenas pela promessa de uma eternidade ao seu lado. Sou grato por você se empenhar fielmente em conhecer a Deus e oferecer os frutos da sua jornada à sua família.'

*Tremper Longman III:
'Quando Dan e eu começamos este livro, ingenuamente pensamos que seria um projeto fácil e gerenciável. Nós mal sabíamos que Deus tinha outros planos.
Propusemo-nos a escrever sobre emoções sombrias, e Deus permitiu que nossas vidas servissem de campo de prova para as convicções que estávamos desenvolvendo. Sentimos Deus nos arar, abrir sulcos em nós e produzir frutos que esperamos que nutram aqueles dispostos a crescer conosco. Foi um processo intenso e difícil.
Em 1º de outubro de 1993, nosso grande amigo Ray Dillard faleceu, aos quarenta e nove anos. Ray viveu uma vida de serviço e paixão como poucos. Nós dois conhecemos Ray quando éramos recém-chegados ao Seminário Teológico de Westminster, em 1974. Ele era apenas nove anos mais velho que nós, mas possuía uma maturidade e uma sabedoria que superavam sua idade cronológica. Como nosso professor, ele exerceu uma influência enorme na vida de ambos.
Ele me incentivou a cursar a pós-graduação em Antigo Testamento e, posteriormente, contratou-me como seu colega. Ray, Dan e eu vivenciamos aquela rara transição da relação de respeito entre professor e aluno para uma amizade íntima.
Apesar dessa e de outras dificuldades, o projeto continuou sendo empolgante. Minha amizade com Dan ao longo dos anos tem sido um privilégio raro, uma verdadeira prova da graça de Deus. Embora ele more em Denver e eu na Filadélfia, graças à "magia" do e-mail, trocávamos mensagens sobre o projeto e compartilhávamos as alegrias e frustrações de nossos corações três ou quatro vezes ao dia. Era como voltar a dividir o quarto na faculdade, mas, como disse Dan, "sem as meias sujas". Sua sabedoria bíblica e sua percepção da condição humana às vezes me deixam impressionado. Sua paixão por Deus me tira da proteção do ambiente puramente acadêmico.
Assim como Dan, também quero agradecer a Kathy Yanni, nossa editora. Ela não apenas sabe elaborar um manuscrito com esmero, mas também sabe conversar e jogar beisebol — uma combinação incrível.
No entanto, Dan tem razão: aqueles que merecem nossa maior gratidão e amor são nossas famílias. Tenho três meninos cheios de energia, de quem não poderia me orgulhar mais. Os três são jovens inteligentes, atletas incríveis e, de vez em quando, realizam alguma tarefa doméstica sem que precisemos pedir. Tremper IV tem agora dezesseis anos, Timmy tem quatorze e Andrew tem dez. Minha esposa, Alice, é o maior presente que Deus me deu. Ela é linda, tanto na aparência quanto na personalidade. Ela acredita em mim e apoia o meu trabalho; mais do que isso, ela vive com uma profundidade de amor que eu anseio em imitar. A melhor decisão que já tomei foi casar-me com ela quando tínhamos apenas vinte anos — garantindo, assim, ainda mais tempo para desfrutarmos juntos.'

07 novembro 2025

Ele chorou neste mundo

"Jesus chorou" (Jo 11:35)

E, se Ele, que é a Segunda Pessoa da Trindade, o Deus Encarnado e Ressurreto, chorou, quem somos nós, para desejar não chorar neste mundo...

Samuel Rutherford, na Carta 293 [trecho do livro "Pensamentos Diários para o Ano"], escreveu:
"Que minhas palavras quebradas subam para o céu; quando elas subirem no grande incensário de ouro do Anjo, esse compassivo Advogado reunirá minhas preces quebradas e as perfumará. As palavras não são da natureza essencial da oração."***

***Nota: No texto original da Carta 293 (CCXCIII, em números romanos) encontrada no livro "Cartas de Samuel Rutherford", este trecho é encontradado da seguinte forma: "Let my broken words go up to heaven; when they come up into the Great Angel's golden censer, that compassionate Advocate will put together my broken prayers, and perfume them. Words are but the accidents of prayer". O próprio editor adiciona um Glossário de Termos no final do livro das "Cartas de Samuel Rutherford", onde este termo "accidents" aparece com a seguinte definição: "incidental accompaniments, not essential" [tradução: "acompanhamentos incidentais, não essenciais"]. Portanto, o que o autor da carta (Samuel Rutherford) parece querer dizer, é que as palavra não são uma parte necessariamente essencial da oração, quando os lábios não conseguem pronunciá-las, pois o Senhor conhece bem nossas angústicas e necessidades: "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis" (Rm 8:26).

22 julho 2025

Coragem cativada

Coragem, minh'alma!
Coragem para não se conformar com este século! (Rm 12:2)
Coragem para levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo! (2Co 10:5)
Coragem para servir a um Cristo que levou cativo o cativeiro! (Ef 4:8)
Coragem, minh'alma!
Coragem para não desistir daquelas providências que Deus usa para te aperfeiçoar e santificar!
Coragem para não desanimar diante dos desafios e contratempos da vida na comunidade da fé!
Coragem para não rejeitar aqueles não-amáveis que Deus usa para lapidar o seu coração não-amável!
Coragem, minh'alma!
Coragem para evitar a murmuração diante do descontentamento em meio ao fogo da provação!
Coragem para ser resiliente, perseverando numa fé que recebestes, e na qual tens sido alimentada!
Coragem para ser cativada por um Senhor amável e cativante, que tem constantemente cuidado de ti!
Coragem, minh'alma, para viver a vida cristã... 
...até ser definitivamente cativada diante da excelsa e majestosa presença do Senhor Jesus...
...na maravilhosa, alvissareira e cativante glória do céu!
Sim, coragem minh'alma!!! Amém!

25 dezembro 2021

Nazaré - Belém

(Figura adaptada do Logos)

O nascimento de Jesus Cristo
"Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria."
(Lucas 2:1-7)

03 setembro 2020

Aprendizado piedoso 128

 

https://youtu.be/otrqzITuSqE

Em um vídeo de cerca de 15 minutos, o Dr. John Lennox traz uma breve, mas poderosa mensagem com o tema: "Deus EXISTE" (God DOES exist)

A Deus somente, toda a glória!


13 maio 2020

Confinamento



“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Salmos 42:5).

Este texto foi escrito por uma alma abatida diante da situação que temos vivido em nossos dias, com a condição de pandemia do coronavírus, a quarentena, o confinamento (“lockdown”), e o que mais estiver reservado na soberana, boa, perfeita e justa vontade do Senhor para acontecer com este mundo, até a Sua volta triunfal, em poder, majestade e glória. Maranata! (1Coríntios 16:22).
Esta alma que escreve é simultaneamente justificada e pecadora (“simul justus et peccator”). É a alma de um publicano, e não de um fariseu (Lucas 18:9-14). Uma alma que tem procurado ir continuamente aos pés da cruz do Calvário, para encontrar a justiça e a misericórdia perfeitas, e abundantemente disponíveis somente Nele, o Autor e Consumador da nossa fé (Hebreus 12:2). Ainda, mesmo que a fé desta alma abatida esteja, em alguns breves momentos, titubeante diante de tantas incertezas, ela está firmada sobre a Rocha (Mateus 7:24-29), sobre a Pedra Angular (1 Pedro 2:1-10), e tem certeza de que é “propriedade exclusiva de Deus”.
Aos pés desta cruz, há uma refrescante e estreita (Mateus 7:13-14) sombra, produzida pelo sol escaldante que passa por esse madeiro maldito em forma de “T” (cruz Tau), e esta sombra talvez esteja sendo usada pelo Senhor para nos lembrar que neste mundo teremos “T”ribulações, e até mesmo a “grande Tribulação” (Mateus 24:15-28), mas parece que também podemos encontrar “T”ranquilidade, pois o próprio Senhor Jesus nos convidou: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30).
Pensando ainda sobre confinamento (“lockdown”), esta alma relembra as palavras de Paulo, um dos verdadeiros apóstolos de Cristo, que inspirado pelo Espírito Santo deixou registrada esta sabedoria e este testemunho nas Escrituras:
“13Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. 14Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. 15Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; 16embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos 19e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, 20pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo” (Efésios 6:13-20, ênfases acrescentadas).
O apóstolo Paulo, diante do seu confinamento (“pelo que sou embaixador em cadeias”, diz ele), é desafiado a pregar o Evangelho de Cristo de forma ainda mais audaciosa e intrépida. 
Em outra passagem bíblica (1 Coríntios 7:22), o apóstolo Paulo usa um interessante jogo de palavras contrastantes, para mostrar que a nossa verdadeira liberdade, como cristãos, está no fato de sermos servos de Cristo Jesus, nosso bom e gentil Senhor, que não “esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega” (Mateus 12:20; Isaías 42:3).
Para concluir, ó minha alma, reflita agora um pouco no fato de que o próprio Senhor Jesus Cristo, o Deus encarnado, o Emanuel (“Deus conosco”, Mateus 1:23), já experimentou também os mais extremos de todos os confinamentos (“lockdown”). Em primeiro lugar, Ele, “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens” (Filipenses 2:5-11). O Deus onisciente, onipotente e onipresente, eterno e infinito, Criador do espaço e do tempo, esteve confinado no espaço de um corpo humano e em uma certa época do tempo. Em segundo lugar, Ele foi confinado no cárcere, como está relatado nos Evangelhos (Mateus 26:48,55, por exemplo), para ser apresentado diante dos seus acusadores. Em terceiro lugar, Ele foi confinado em uma cruz, sendo transfixado nos pulsos e nos pés, com pregos de cerca de 13 a 18 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro. Em quarto e último lugar, o “Deus vivo” (como está também escrito no próprio texto de Salmos 42:2, ó minha alma!) foi confinado em uma sepultura, depois de ter sido morto como um Cordeiro (Isaías 53; Apocalipse 5:12).
Contudo, mesmo enfrentando estes confinamentos finais durante o seu ministério terreno, Ele disse, diante dos seus acusadores e da multidão que era testemunha ocular da Sua crucificação: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Assim mesmo, o confinamento final da morte do Senhor Jesus Cristo, em sua dupla natureza perfeita como Deus e como homem, não conseguiu detê-lo por muito tempo, porque depois de 3 dias Ele ressuscitou: o Seu túmulo está vazio! E esta é a mesma esperança para você, ó minha alma, mesmo diante de uma ameaça como esta pandemia em escala mundial. Você está segura, pois também ressuscitará com seu corpo um dia, assim como Ele fez primeiro, pois é as primícias (1 Coríntios 15:20-21,54-57), e habitará com Ele por toda a eternidade na glória do novo céu e nova terra (Apocalipse 21 e 22).

Um resumo magnífico do Evangelho de Jesus Cristo:
“O Infinito tornou-se finito. O Criador se tornou uma criatura. Ele (que fez todas as coisas a partir do nada) nasceu de uma mulher. Ele (a quem os céus não podem conter) estava contido no pequeno útero de uma mulher. O pão da vida estava com fome. A água da vida estava com sede. O maior descanso estava cansado. A maior alegria estava triste. A maior fúria e o maior favor se encontraram na cruz. O maior ódio e o maior amor se manifestaram na cruz. Infinita justiça foi satisfeita e infinita misericórdia foi garantida na cruz. Estamos enriquecidos por Sua pobreza, preenchidos por Seu vazio, exaltados por Sua desgraça, curados por Suas feridas, confortados por Sua dor, e justificados por Sua condenação. 
'Graças a Deus pelo seu dom inefável!' (2 Coríntios 9:15)” 
[pr. Stephen Yuille, “Um dom inefável”, traduzido do original].

Não parece, agora, que estás mais tão abatida como antes, ó minha alma... continue esperando em Deus, pois Ele é o teu auxílio, continuamente!
Soli Deo Gloria, pelo Seu dom inefável!

***Baixar este texto em PDF aqui.

12 abril 2020

Evangelho visual 50


Hoje (12/04/2020, Domingo), celebramos a Ressurreição do "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (João 1:29b).

11 abril 2020

Evangelho visual 49


"Vi, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Vi, também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele. Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto." (Apocalipse 5:1-6)

Ver uma postagem do texto de Isaías 53 neste link:
http://astse.blogspot.com/2020/04/evangelho-visual-48.html

Ver uma postagem relacionada ao "Cordeiro pascal" neste link:
http://astse.blogspot.com/2020/04/pascoa-exodos-exit.html


Evangelho visual 48


"Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.  Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.
 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu." (Isaías 53)

Ver outra versão desta figura da cruz com o texto de Isaías 53 neste link:

Ver outra postagem relacionada à Páscoa neste link:

Outras versões desta figura da Cruz com o texto de Isaías 53 abaixo:



21 março 2020

Coronavirus: um vírus com "coroa"


É bem óbvio que a pandemia (epidemia em escala global) de coronavírus tem trazido muitas preocupações importantes com a saúde, prejuízos para os negócios e a economia, e preocupações com o futuro.
Contudo, na soberana providência de Deus, que tem domínio sobre todas as coisas, inclusive sobre o Coronavírus e sobre as nossas vidas, podemos observar também alguns efeitos benéficos neste processo todo, como por exemplo:

1) Muitas pessoas, mundo afora, têm se rendido ao Evangelho da Cruz e têm buscado ao Senhor Jesus Cristo como seu Salvador e Redentor, diante da perspectiva da ameaça letal de um pequeno organismo como um vírus "coroa" (significado de Coronavírus), que é cerca de 1.000 vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo (ver o texto "Coronavírus: uma lição de humildade").

2) Por causa das recomendações sanitárias, muitas famílias estão se reunindo em suas casas por longos períodos de tempo e tendo que conviver mais tempo juntas, com a oportunidade riquíssima de voltar a ter comunhão, que inclusive talvez pudesse estar outrora perdida, principalmente por causa da vida moderna corrida, com os dispositivos eletrônicos, as redes sociais, os aplicativos de mensagens instantâneas, etc.

Vamos tentar, portanto, aproveitar este tempo em nossos respectivos lares, realizando as tarefas objetivas que estão sob a nossa responsabilidade, mas procurando dar menos atenção às notícias "em tempo real" ("minuto a minuto"), e talvez passando mais tempo lembrando e ensinando os nossos familiares, a partir das Escrituras, sobre o Deus verdadeiro que está vestindo a "coroa de glória" (Hebreus 2:9), depois de ter assumido também a nossa natureza humana (Mateus 1:23; João 1:14) e ter padecido e se compadecido de nós (Isaías 53:3; Hebreus 4:15-16), ao ponto de precisar vestir uma "coroa de espinhos" (João 19:1-3), no caminho para a Cruz do Calvário.

Soli Deo Gloria

17 março 2020

Coronavírus: uma lição de humildade

Download em formato PDF neste link.

Diante desta pandemia[1] de COVID-19[2], causada pelo coronavírus[3], estamos tendo que repensar nossos hábitos e posturas diante do nosso próximo[4]  e diante da nossa própria vida, não é mesmo?

Ao longo deste estudo, são expostas algumas informações técnicas e, até mesmo, algumas curiosidades científicas sobre esta classe de vírus, procurando-se fazer possíveis apontamentos com suas respectivas implicações teológicas.

1) O nome “corona”:

O nome coronavírus é derivado do latim “corona”, que significa "coroa" ou "halo", e se refere à aparência característica em torno dos vírions[5], quando observados por microscopia eletrônica de transmissão (TEM) bidimensional. O nome em latim, contudo, parece ser derivado do grego, que pode também significar "guirlanda ou grinalda", e é proveniente dessa morfologia que é resultado da presença dos peplômeros, que são glicoproteínas na superfície do vírus.


Nesta foto acima[6], colorida digitalmente, foi escolhida a cor “dourada” para a “coroa”, nos fazendo lembrar ainda mais da magnificência e da soberania de uma coroa real. As Escritura estão repletas de referências à palavra “coroa” (“crown”, em inglês)[7]:


Alguns dos trechos mais significativos, que citam a palavra “coroa”, podem ser observados abaixo:

“27Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a coorte. 28Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate; 29tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!” (Mateus 27:27-29, ênfases acrescentadas).

E por falar na “coroa de espinhos”[8] que o “Cordeiro Pascal” usou, segue a figura abaixo com uma guirlanda[9] típica da época natalina, quando devemos lembrar do extraordinário advento da chegada à este mundo[10] daquele que tem, de fato, o direito de usar uma “coroa” (ou “corona”) real, ou seja, Aquele que é o “Rei dos reis”[11]. Este Soberano Senhor, que “a si mesmo se esvaziou”[12], para vir habitar entre nós[13] como o Emanuel, que quer dizer “Deus conosco”[14]:


“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” (Tiago 1:12, ênfases acrescentadas).

“Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.” (1 Pedro 5:4, ênfases acrescentadas).

A bela palavra “imarcescível”[15] também é utilizada em outro texto bíblico maravilhoso do apóstolo Pedro, encontrado no primeiro capítulo da mesma carta, e talvez possa ser útil neste estudo:

“3Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4para uma herança incorruptível sem mácula imarcescível, reservada nos céus para vós outros 5que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. 6Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, 7para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; 8a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, 9obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.” (1 Pedro 1:3-9, ênfases acrescentadas).

Não é interessante como o apóstolo Pedro expressa, neste texto[16] acima, que mesmo que não consigamos “ver” o Senhor Jesus Cristo[17], podemos ama-Lo e exultar “com alegria indizível e cheia de glória”, “crendo” por meio da fé![18] Se pararmos para pensar nesta situação com o coronavírus, também não conseguimos “enxergar” ou “ver” esta partícula, pelo menos não a “olho nú”[19], e mesmo assim podemos verificar os efeitos da sua presença na humanidade, não é mesmo? Pois é! De forma interessante, a mesma coisa se repete com a estrela[20] do nosso sistema solar (o Sol), com os elétrons[21], com o oxigênio necessário para a respiração dos seres vivos, etc, pois apesar de nós não conseguirmos “enxergar” (pelo menos, a “olho nú”), ou então “tocar” algumas destas realidades físicas, químicas, biológicas, etc - que são, neste sentido, “intangíveis” - nós claramente as percebemos por causa dos seus efeitos diretos ou indiretos, como por exemplo o calor e a luz do Sol, o choque elétrico proveniente de uma descarga de elétrons, a preservação da vida através da respiração do oxigênio presente não apenas no ar atmosférico, mas também na água, e, infelizmente, os sintomas apresentados por aquele conjunto de pacientes que desenvolve a doença COVID-19 quando infectados pelo coronavírus.

É algo a se pensar, não é mesmo? É extremamente interessante como a realidade “intangível” se revela no que é “tangível”. O apóstolo Paulo, assim como todos os autores Bíblicos sendo inspirados pelo Espírito Santo, parece explicar bem esta questão no primeiro capítulo da carta aos romanos:

“19porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 22Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:19-22, ênfases acrescentadas).

O salmista (Davi) parece fazer coro com o apóstolo Paulo, e suas palavras estão em consonância com esta verdade, podendo ser encontradas no primeiro versículo do Salmo 19: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”.

2) A humildade despertada:

É conhecido que o diâmetro da partícula viral é de aproximadamente 120 nanômetros (0,000000120 m), ou seja, cerca de 1.000 vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo. Além disso, o tamanho do genoma dos coronavírus varia aproximadamente entre 27 e 34 mil nucleotídeos, sendo o maior entre os vírus RNA conhecidos. Para efeito de comparação, o genoma humano tem mais de 3 bilhões de nucleotídeos, portanto sendo cerca de 100.000 vezes maior do que o do coronavírus.

Não é impressionante como uma partícula tão “pequena” quanto esta possa ser uma ameaça tão “GRANDE” para o ser humano? Isto me fez lembrar o livro de Jó, não somente pela provação que o Senhor permitiu acontecer ao seu servo Jó, mas pela lição de humildade que Deus apresenta a ele, por exemplo, nos capítulos 40 e 41, quando fez Jó contemplar animais magníficos e majestosos, que eram provavelmente contemporâneos e bem conhecidos de Jó[22]: Behemoth e Leviathan (transliterações do hebraico para o inglês). A versão da Bíblia Almeida Revista e Atualizada, por exemplo, traduz Behemoth por Hipopótamo e Leviathan por Crocodilo, mas uma leitura cuidadosa permite verificar que não deve se tratar destas criaturas (Hipopótamo e Crocodilo), pois o Behemoth “endurece a sua cauda como cedro” (Jó 40:17), e quanto ao Leviathan, “no seu pescoço reside a força” (Jó 41:22), ao contrário do Crocodilo, cuja força reside na cauda. Além disso, diz o texto sobre o Leviathan que “da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. Das suas narinas procede fumaça” (Jó 41:19-20a). A hipótese mais viável é que estas criaturas eram o que conhecemos por dinossauros, mas este termo “dinossauro” não aparece nas nossas versões da Bíblia, pois esta é uma palavra moderna, que foi inventada apenas em 1841, por Sir Richard Owen. Contudo, a primeira publicação da versão da Bíblia traduzida em inglês (KJV – “King James Version”) já ocorreu em 1611, portanto cerca de 2 séculos antes da palavra “dinossauro” ser introduzida na língua inglesa. Por isso, era impossível que o termo “dinossauro” aparecesse na versão da Bíblia KJV e em suas respectivas traduções posteriores.

As palavras do Senhor a Jó, no início do capítulo 41, são absolutamente impressionantes:
   “1Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo
    ou lhe travar a língua com uma corda?
   2Podes meter-lhe no nariz uma vara de junco?
    Ou furar-lhe as bochechas com um gancho?
   3Acaso, te fará muitas súplicas?
    Ou te falará palavras brandas?
   4Fará ele acordo contigo?
    Ou tomá-lo-ás por servo para sempre?
   5Brincarás com ele, como se fora um passarinho?
    Ou tê-lo-ás preso à correia para as tuas meninas?
   6Acaso, os teus sócios negociam com ele?
    Ou o repartirão entre os mercadores?
   7Encher-lhe-ás a pele de arpões?
    Ou a cabeça, de farpas?
   8Põe a mão sobre ele,
    lembra-te da peleja e nunca mais o intentarás.
   9Eis que a gente se engana em sua esperança;
    acaso, não será o homem derribado só em vê-lo?
   10Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo.
    Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de mim?
   11Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe?
    Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.”

O Senhor coloca Jó em perspectiva, diante do Leviathan[23], que pela descrição do texto bíblico era um animal magnífico, provavelmente um dinossauro, como já foi explicado no texto acima. Através do recurso bastante didático das perguntas, Deus vai apresentando a Jó a sua pequenez diante deste grande animal, o Leviathan, perguntando, por exemplo, se Jó poderia pegá-lo com anzol, ou dominá-lo de alguma outra forma: travar a língua com uma corda, meter-lhe no nariz uma vara de junco, furar-lhe as bochechas com um gancho ou encher-lhe a pele de arpões ou a cabeça de farpas. Deus pergunta se o animal fará acordo com Jó (41:4), ou se brincará com ele, como se fosse um passarinho (41:5), e depois pergunta a Jó se o homem não sucumbirá (“será o homem derribado”) somente em estar diante deste animal (41:9). O Senhor convida Jó a colocar a mão sobre este animal, a lembrar-se da “peleja” (das lutas e batalhas), e a nunca mais repetir isto (41:8), deixando-o em paz. Ainda complementa, “Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo” (41:10). E então, Deus volta a atenção de Jó para a Sua soberania e o Seu domínio absolutos, falando que ninguém Lhe concedeu nada, para que pudesse exigir-Lhe algo em troca, “pois o que está debaixo de todos os céus é meu” (41:11). O Senhor parece estar usando um argumento como Criador dos céus e da terra, e é por isso que o livro de Gênesis é considerado como a “sementeira da Bíblia” e lá estão expostas doutrinas fundamentais e embasadoras do Cristianismo, como por exemplo a doutrina da criação, a doutrina da queda pelo pecado, do valor da vida humana, etc.

Parece que nestes dias de pandemia e quarentena que temos vivido atualmente, o Senhor tem nos mostrado que nem são necessários dinossauros vivos, ou seja, animais tão monumentais ou magníficos como um Behemoth ou um Leviathan, para nos mostrar a Sua glória excelsa e majestosa, mas é necessário apenas uma pequena partícula microscópica como um coronavírus, de um tamanho cerca de 1.000 vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo!

De forma conclusiva, a direção para a qual este estudo espera apontar é despertar uma grande convicção de humildade diante da soberania e da providência de Deus, principalmente como cristãos querendo dar um bom testemunho para um mundo aflito e confuso, diante de uma crise como esta que estamos vivendo.

Rogo a Deus, em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nos preserve e nos guarde desta doença (COVID-19), e que depois de passados estes “dias maus” possamos responder como o “íntegro e reto”[24] Jó, no final do seu livro (Jó 42:1-6, ênfases acrescentadas):

“1 Então, respondeu Jó ao SENHOR:
   2 Bem sei que tudo podes,
    e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.
   3 Quem é aquele, como disseste,
    que sem conhecimento encobre o conselho?
    Na verdade, falei do que não entendia;
    coisas maravilhosas demais para mim,
    coisas que eu não conhecia.
   4 Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei;
    eu te perguntarei, e tu me ensinarás.
   5 Eu te conhecia só de ouvir,
    mas agora os meus olhos te vêem.
   6 Por isso, me abomino
    e me arrependo no pó e na cinza.”

Contudo, se eventualmente formos acometidos pela COVID-19, ou por qualquer outra enfermidade ou vicissitude nesta vida, que possamos lembrar que, como cristãos, estamos seguros no Senhor, tendo-O como a nossa Salvação eterna. Assim, então, poderemos ecoar o “Cântico de Simeão”[25], encontrado no capítulo 2 do Evangelho segundo Lucas:

“29 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
   30 porque os meus olhos já viram a tua salvação,
   31 a qual preparaste diante de todos os povos:
   32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel.”


Soli Deo Gloria – Glória somente a Deus


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Notas de rodapé:
[1] Epidemia generalizada, em escala global.
[2] Nome da doença: COrona VIrus Disease (COVID-19).
[3] Nome do vírus: SARS-CoV-2 (“Severe Acute Respiratory Syndrome CoronaVirus 2”).
[4] Levítico 19:18b; Mateus 19:19b; Mateus 22:34-40; Marcos 12:28-34; Lucas 10:25-37.
[5] Partículas infectantes de um vírus.
[6] Fonte: https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=18108
[7] Fonte: Logos Bible Software. Este gráfico, gerado pelo programa Logos, representa a densidade de ocorrência da palavra “crown” na Bíblia ESV (“English Standard Version”).
[8] Apesar deste texto de Mateus 27:27-29 aparecer no contexto do julgamento do Senhor Jesus no pretório, isto acontece logo após a última Ceia de Páscoa que o Senhor Jesus passou com os seus discípulos em Jerusalém antes da sua crucificação, oferecendo-se a Si mesmo como “Cordeiro pascal”. Ver mais detalhes no texto “Páscoa – EXODOS – EXIT” (http://astse.blogspot.com/2020/04/pascoa-exodos-exit.html).
[9] Um dos possíveis significados, no grego, da palavra “corona”, em latim, como está escrito no texto acima.
[10] Ver o belíssimo “Cântico de Simeão” em Lucas 2:25-35.
[11] Apocalipse 17:14.
[12] Filipenses 2:5-8.
[13] O Deus Bíblico, que além de ser transcendente, também é imanente, e isto é uma grande fonte de esperança, alegria e gratidão para os crentes.
[14] Mateus 1:23; Isaías 7:14.
[15] Que quer dizer “incorruptível”, ou então, “que não desaparece”.
[16] “A Primeira [epístola] de Pedro tem respostas. Ao escrever para os cristãos perseguidos (talvez por volta do início dos anos 60 d.C.), Pedro diz que há esperança. Pela grande misericórdia de Deus nosso Pai - e pelo poder de Jesus Cristo, nosso Senhor” (Barry, J. D. “1 Peter: We are Refugees”, p.5, 2014. Bellingham, WA: Lexham Press).
[17] A princípio, esta lista dos que não “viram” o Senhor Jesus Cristo também engloba os cristãos atuais (2020 d.C.), e todos os crentes ao longo da história da humanidade que não foram testemunhas oculares dos Seus feitos registrados nos Evangelhos, nem conviveram com Ele em nenhum momento sequer dos seus 33 anos de vida, no começo do século I d.C.
[18] Lembrando que o autor aos Hebreus (12:2) define o Senhor Jesus como “Autor e Consumador da fé”.
[19] Pelo menos, não conseguimos “enxergar” o vírus sem o uso de técnicas de microscopia, como por exemplo, a “microscopia eletrônica de transmissão (TEM) bidimensional”, já citada neste estudo.
[20] Apocalipse 22:16b: “Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã”.
[21] Os elétrons estão relacionados diretamente aos fenômenos envolvidos com a eletricidade, por exemplo.
[22] Baseado no que o Senhor diz a Jó: “que eu criei contigo” (Jó 40:15).
[23] Que foi traduzido como “crocodilo” na versão Almeida Revista e Atualizada (ARA), por exemplo.
[24] Jó 1:1.
[25] No Evangelho segundo Lucas (2:25-35), é possível encontrar o relato de que Simeão (“homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel”) recebeu a revelação do Espírito Santo de que “não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor”. Estando ele no templo, “movido pelo Espírito”, “os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava”, e “Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus”, dizendo as lindas palavras que estão neste “Cântico”.


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APÊNDICE - Mais curiosidades sobre o coronavírus:

- http://pdb101.rcsb.org/sci-art/goodsell-gallery/coronavirus

“Esta pintura mostra um coronavírus que entra nos pulmões, cercado por muco secretado pelas células respiratórias, anticorpos secretados e várias pequenas proteínas do sistema imunológico. O vírus é delimitado por uma membrana que inclui a proteína S (“Spike”, espiga), que media a ligação e a entrada nas células, a proteína M (Membrana), que está envolvida na organização da nucleoproteína interna, e a proteína E (Envelope), que é um canal de membrana envolvido no brotamento do vírus e pode ser incorporado ao vírion durante esse processo. A nucleoproteína no interior inclui muitas cópias da proteína N (nucleocapsídeo) ligada ao RNA genômico.”



- Vários recursos importantes sobre o COVID-19 coronavírus, como por exemplo as estruturas de proteínas importantes, inclusive co-cristalizadas com possíveis inibidores, podem ser encontrados em:
Como exemplo, pode ser encontrada a estrutura da Glicoproteína “espiga” do SARS-CoV-2, que é responsável pelo nome “corona” (como já foi observado acima) e também pela ligação e entrada nas células. O comprimento desta molécula é de aproximadamente 15 nanômetros (0,000000015 m).



***Algumas postagens sobre o tema “A vida é insistente, mas a morte é inexorável”:


05 janeiro 2020

Evangelho visual 47


"mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam" (Isaías 40:31).



25 fevereiro 2019

Citação feliz 5

"Estou enfermo de amor. A alma extasiada com as comunicações divinas de felicidade e deleite que vieram de Cristo, o corpo mal capaz de suportar o delírio excessivo de prazer que a alma possui, ela estava tão feliz por estar nos enlaces de seu Senhor, que ela precisava estar escorada sob o seu peso avassalador de alegria."
Charles H. Surgeon
(Heavenly Love-Sickness, December 5, 2014, http://www.spurgeon.org)

Traduzido de: "1000 Happy Quotes", David Murray

Citação feliz 2

"A alma do homem tem uma capacidade para felicidade que nada no mundo, nem o mundo inteiro poderia alcançar, poderia possivelmente preencher. O animal está satisfeito. Sua capacidade para felicidade está aqui totalmente provida. A alma do homem tem aspirações às quais nada nesta vida corresponde. Ela anseia por comunhão com o que está muito acima de si mesmo; com o que é ilimitado e eterno."
Charles Hodge
(Systematic Theology [New York: Charles Scribner and Co. 1872], 236.)

Traduzido do livro "1000 Happy Quotes", de David Murray

A esperança na "Rocha Eterna" ou "Pedra Angular"

Na postagem "Rocha Eterna", de 18 de junho de 2014, foi contada a história extraordinária por trás do hino 136 do Hinário Novo Cântico, com este mesmo nome, escrito originalmente em inglês ("Rock of Ages") pelo rev. A.M. Toplady.

Para quem quiser ouvir a versão cantada deste hino no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=YtUQgQwtv44

Letra do hino 136:
        Rocha eterna, meu Jesus,
        Quero em ti me refugiar!
        O teu sangue lá na cruz,
        Derramado em meu lugar,
        Traz as bênçãos do perdão:
        Gozo, paz e salvação.

        Não por obras nem penar,
        Plena paz terei aqui.
        Só Tu podes consolar,
        Há perdão somente em ti.
        Rocha eterna, só na cruz
        Eu confio, ó meu Jesus!

        Quando o derradeiro olhar
        A este mundo aqui volver,
        E no Trono eu te encontrar,
        Teu chamado a responder;
        Rocha eterna, espero ali
        Abrigar-me, salvo em ti!
        Amém.

O rev. Toplady tinha calculado e publicado, em um artigo na mesma revista em que publicou a letra do  hino "Rock of Ages" em março de 1776, que um homem de 50 anos de idade, em sua vida média, seria culpado de cerca de um bilhão, quinhentos e setenta e seis milhões e oitocentos mil pecados (1.576.800.000 pecados). Ele argumentou corretamente que era humanamente impossível alguém pagar uma dívida tão impressionante de iniquidade como esta. Portanto, os pecadores necessitam da misericórdia e do perdão do Senhor Jesus, que morreu na cruz pelos pecadores que se refugiam Nele, e tem a Ele como Senhor e Salvador das suas vidas!
Apenas dois anos depois dessas palavras abençoadas (o artigo e o hino "Rock of Ages") terem sido publicadas pela primeira vez, o rev. Augustus Toplady, com apenas 38 anos de idade, passou desta cena do tempo para a eternidade; e para o abrigo eterno de "Rocha eterna".

 * Portanto, de onde pode vir a esperança para um pecador, nesta vida? Apenas da "Rocha eterna", ou da "Pedra angular", como podem ser observados nos versículos abaixo:

- Nos Salmos:

"As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!" (Salmos 19:14).
"Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação...
Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado...
Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado...
De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio..."(Salmos 62:1,2,6,7)

- No Novo Testamento:

"Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa...
Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado..." (1 Pedro 2:4,6)
"Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular.
E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." (Atos 4:11-12)


02 novembro 2016

Finados

Hoje, no “dia de finados”, quero te perguntar, amigo(a), se você já pensou na sua própria "finitude"?

A Bíblia nos ensina sobre a efemeridade da vida:
“Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4:14)
“Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar” (Salmos 103:15-16)

A Bíblia também nos ensina que não existe “reencarnação”, mas que está ordenado aos seres humanos morrerem uma só vez:
“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27)

Não, a morte não é o fim, mas é apenas um caminho, uma passagem.
E só importa uma pergunta: você vai morrer “em Cristo” ou “sem Cristo”?
Esta é a pergunta definitiva, pois as implicações da resposta são de cunho eterno!

A fé Cristã é a fé na ressurreição. Veja o argumento lógico e racional do apóstolo Paulo em Corinto, na sua primeira carta aos Coríntios:
“Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou.
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.
Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.
Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.
Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.
Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.
E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.
Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.
O último inimigo a ser destruído é a morte.”
(1 Coríntios 15:12-26)

“O último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Coríntios 15:26)
Será a morte da morte, o fim da morte, o dia de finados da morte!!!

Creia no Senhor Jesus Cristo ressurreto, e seja salvo!
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”
(João 3:16-17)

Louvado seja o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
A Ele, toda a glória, para sempre!

Memória

http://biblia.com.br/joaoferreiraalmeidarevistaatualizada/lamentacoes/lm-capitulo-3/