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24 novembro 2025

"Pai, falta pouco para chegarmos ao nosso destino?"

Lembra quando éramos infantes, e durante uma viagem de férias, perguntávamos para nossos pais se ainda estava faltando muito para chegarmos? Normalmente nosso pai respondia, dirigindo o carro, com um sorriso nos lábios, "falta só um pouquinho para chegarmos ao nosso destino", e dali a cinco minutos perguntávamos novamente, se estava faltando muito para chegarmos ao destino. Depois disso, com nossos filhos pequenos, o ciclo se repetia, e agora era a nossa vez de responder "falta só um pouquinho para chegarmos ao nosso destino"... "tenha mais um pouco de paciência, filho". 
Samuel Rutherford, em sua Carta 30, nos lembra desta verdade gloriosa, falando sobre a viagem ou peregrinação para o nosso Lar definitivo, que está próximo! Ah! Senhor, dá-nos mais um pouco de paciência para suportar, com resiliência e perseverança, a viagem cansativa, pois o destino final compensa todo o "calor" durante a "viagem debaixo do sol"...

"Lar! Não pare, pois o sol está baixo [pôr-do-sol], e perto dos topos das montanhas, e as sombras se estendem em grande extensão. Não hesite pelo caminho! O mundo e o pecado o atraem, e fazem você se desviar. Não deixe o caminho por eles [mundo e pecado], e que o Senhor Jesus esteja na viagem!" (Samuel Rutherford, Carta 30)

"Do nascimento do sol até ao ocaso [pôr-do-sol], louvado seja o nome do SENHOR" (Salmos 113:3)

07 novembro 2025

Ele chorou neste mundo

"Jesus chorou" (Jo 11:35)

E, se Ele, que é a Segunda Pessoa da Trindade, o Deus Encarnado e Ressurreto, chorou, quem somos nós, para desejar não chorar neste mundo...

Samuel Rutherford, na Carta 293 [trecho do livro "Pensamentos Diários para o Ano"], escreveu:
"Que minhas palavras quebradas subam para o céu; quando elas subirem no grande incensário de ouro do Anjo, esse compassivo Advogado reunirá minhas preces quebradas e as perfumará. As palavras não são da natureza essencial da oração."***

***Nota: No texto original da Carta 293 (CCXCIII, em números romanos) encontrada no livro "Cartas de Samuel Rutherford", este trecho é encontradado da seguinte forma: "Let my broken words go up to heaven; when they come up into the Great Angel's golden censer, that compassionate Advocate will put together my broken prayers, and perfume them. Words are but the accidents of prayer". O próprio editor adiciona um Glossário de Termos no final do livro das "Cartas de Samuel Rutherford", onde este termo "accidents" aparece com a seguinte definição: "incidental accompaniments, not essential" [tradução: "acompanhamentos incidentais, não essenciais"]. Portanto, o que o autor da carta (Samuel Rutherford) parece querer dizer, é que as palavra não são uma parte necessariamente essencial da oração, quando os lábios não conseguem pronunciá-las, pois o Senhor conhece bem nossas angústicas e necessidades: "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis" (Rm 8:26).

02 novembro 2025

Aprendizado piedoso 227

Trecho das Cartas de Samuel Rutherford, extraído do devocional "Pensamentos Diários para o Ano":
'Cristo carregou toda a cruz completa, e seus santos carregam apenas pequenos pedaços, como diz o apóstolo: “os restos” ou “resíduos” da cruz (Colossenses 1:24).' (Carta 323)

*Na versão ARA, pode ser encontrado o seguinte texto:
"[...] Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja" (Colossenses 1:24). A palavra, no original (grego), traduzida por "resta" neste versículo, é "husterema" (υστερημα), e pode ter, segundo os dicionários bíblicos (J.Strong #5303), o significado "deficiência, aquilo que está faltando". A mesma palavra, por exemplo, também é usada pelo apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, na primeira epístola aos Tessalonicenses: "[...] orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências [husterema] da vossa fé?" (1Tessalonicenses 3:10).

*Comentário (traduzido) de R.C. Sproul [The Reformation Study Bible] (Colossenses 1:24):
"Cl 1:24: 'preencho o que resta'. Considerando o contexto desta passagem, que enfatiza a suficiência total de Cristo, bem como o que ele diz em outros lugares (por exemplo, Rm 3:21-26; 2Co 5:17-21), Paulo não quer dizer que a expiação realizada por Cristo na cruz seja deficiente em algum aspecto. Em vez disso, como a igreja é chamada a sofrer por e com Cristo (2Co 4:7-12; 1Ts 3:2-4), existe um requisito divinamente estabelecido de sofrimento a ser suportado pelos cristãos, particularmente quando eles, como Paulo, levam a notícia da obra reconciliadora de Cristo a outros. Paulo aprendeu pela primeira vez, no caminho para Damasco, que o Cristo ressurreto considera os sofrimentos do seu povo como seus (At 9:4-5). Paulo pode também estar se referindo aqui aos sofrimentos que acompanharão os últimos tempos (Mt 24:21-22), um período inaugurado pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 13:11-14; 1Co 7:29). Se assim for, o sentido seria que o fim [escatológico] não pode vir, até que o número total desses sofrimentos preordenados tenha ocorrido. As palavras de Paulo no versículo 24 também explicam a referência ao sofrimento de Paulo pela igreja (Ef 3:13; 2Tm 2:10). Como servo do evangelho, Paulo se alegra com a oportunidade de participar dos sofrimentos do povo de Deus. A passagem não significa que a igreja seja uma encarnação contínua de Cristo, cujos membros, por meio de seu sofrimento, acrescentam mérito salvífico além do que Cristo realizou." 

*Comentário (traduzido) de Matthew Henry (Colossenses 1:24-29):
"Tanto os sofrimentos do Cabeça [Cristo], quanto os dos membros [Igreja], são chamados de sofrimentos de Cristo e constituem, por assim dizer, um só corpo de sofrimentos. Mas Ele sofreu pela redenção da Igreja; nós sofremos por outros motivos; pois apenas provamos superficialmente o cálice de aflições do qual Cristo primeiro bebeu profundamente. Pode-se dizer que um cristão completa o que resta dos sofrimentos de Cristo quando toma a sua cruz e, seguindo o exemplo de Cristo, suporta pacientemente as aflições que Deus lhe impõe. Sejamos gratos porque Deus nos revelou mistérios ocultos por séculos e gerações, e manifestou entre nós as riquezas da sua glória. À medida que Cristo é pregado entre nós, investiguemos seriamente se Ele habita e reina em nós; pois somente isso pode garantir a nossa esperança segura da sua glória. Devemos ser fiéis até a morte, em todas as provações, para que possamos receber a coroa da vida, e alcançar o fim da nossa fé, a salvação das nossas almas."

05 outubro 2025

Aprendizado piedoso 226

“Lembre-se de quão rapidamente o tempo de Deus desaparece e que a sua manhã já está gasta. Sua tarde chegará, e então a noite, e tendo o tempo passado, você não poderá mais trabalhar. Que o seu coração seja colocado no término de sua jornada, calculando e reconhecendo as contas que você prestará ao seu Senhor. Oh, quão abençoados sereis se tiverdes uma alegre vinda do seu Senhor à noite!"
(Samuel Rutherford, Carta 280)

27 setembro 2025

Aprendizado piedoso 225

"Veja que Cristo estabeleça a pedra fundamental da sua profissão de fé, pois o vento, a chuva e as inundações não derrubarão o Seu edifício. Suas obras não têm prazo menor do que a eternidade." (Carta 248)
 
"Deus é verdadeiro tanto no menor quanto no maior, e Ele deve ser assim para você. Não podes chamá-Lo de verdadeiro numa página da folha e de falso na outra, pois nosso Senhor, em todos os Seus escritos, nunca se contradisse." (Carta 249)
 
"Seja qual for a sua culpa, quando ela cai no mar da misericórdia de Deus, é como uma gota de sangue caída num grande oceano." (Carta 256)
 
"Se pudéssemos ser fiéis, nosso barco não racharia, nosso mastro não quebraria e nossas velas não seriam destroçadas pelo mar." (Carta 260
 
"Deixe que Cristo tenha poder de comando e um trono de rei em você." (Carta 262)
 
"Tome a Cristo, todavia, uma tempestade poderá segui-Lo." (Carta 264)
 
"Nossos sofrimentos são lavados no sangue de Cristo, bem como nossas almas, pois os méritos de Cristo trouxeram uma bênção às cruzes (tribulações) dos filhos de Deus." (Carta 265)

"Seu navio irá contra todas as tempestades se sua âncora for fixada em um bom terreno - quero dizer, além do véu." (Carta 271)  
 
"Sabeis que estais tão perto do céu, tanto quanto estais longe de ti mesmo." (Carta 272)
 
"Tenho certeza de que os problemas não prevalecerão sobre nós, se eles forem apenas os oficiais do nosso Senhor para nos manter em Sua custódia enquanto estivermos deste lado do céu." (Carta 273)

"O mundo não conhece a nossa vida; é um mistério para eles. Temos o lado ensolarado do mundo e o nosso paraíso está muito acima do deles. Sim, o nosso choro está acima do riso deles que é como o crepitar dos espinhos debaixo de uma panela (Eclesiastes 7:6)." (Carta 274

"Ainda que minha fé esteja pendurada por um pequeno fio ou linha, espero que esta não se rompa. E ainda que meu Senhor não tenha nada de minha parte, a não ser desejos débeis, confio que eles serão aceitos na conta de Cristo." (Carta 275)
 
"A incredulidade pode desencadear um monte de pensamentos pesados e desalentadores. Então, Cristo pede confiança em meio às minhas apreensões incrédulas, e me atrai a crer em Sua luz do dia quando é meia-noite." (Carta 275)
 
"Não terás permissão para mover-te silenciosamente para o céu, na companhia de Cristo, sem um conflito e uma cruz." (Carta 275
 
"Um orvalho enevoado será suficiente para a chuva, e para fazer algum bem, e manter um pouco de verdor nas ervas, até as nuvens do nosso Senhor se derramarem sobre a terra, e enviarem uma rega de chuva. Realmente acho que o orvalho enevoado de Cristo é uma mensagem de boas-vindas do céu, até a chuva do meu Senhor cair." (Carta 277)
 
"O mar está parado, e o vento do Seu Espírito está calmo, e eu não posso obter um vento, pedindo ao mar para fazer com que ele flua novamente. Só espero nas margens e na costa, até o Senhor mandar um mar cheio, para que, com velas içadas, eu possa me elevar a Cristo." (Carta 277)
 
"Que bem seria para minha alma se Cristo fosse minha própria matéria-prima, e que eu O amasse e respirasse nEle, não podendo viver sem Ele." (Carta 277
 
"É agradável que o Espírito de Jesus sopre seu doce vento através de um pedaço de pau seco, para que a cana [ver Mt 12:20; Is 42:3] vazia não guarde glória para si mesma." (Carta 286)
 
"Ele invadiu a alma do pobre prisioneiro, como a dilatação [o transbordar (Josué 3:15)] do Jordão. Estou saciado; uma grande maré alta das consolações de Cristo me transbordou." (Carta 289)
 
[Trechos das Cartas de Samuel Rutherford, extraído do devocional "Pensamentos Diários para o Ano"]

13 julho 2025

Aprendizado piedoso 219

"Nos enganamos com a falta de vitórias. Nós sustentamos que essa é a marca de alguém que não tem a graça. Não, a falta de luta é que não é uma marca da graça, mas não direi que a falta de vitória seja tal marca." (Carta 203)
 
[Trecho das Cartas de Samuel Rutherford, extraído do devocional "Pensamentos Diários para o Ano"]

07 julho 2025

Aprendizado piedoso 218

"Agradeça a Deus que a nossa salvação seja trazida para a costa, desembarcada e apoiada em Cristo, que é o Senhor dos ventos e das tempestades! E quais ventos marinhos podem tirar a costa ou a terra fora de seu lugar?" (Carta 189)

"Que estejamos prontos para a partida do navio, para quando o vento e a maré de nosso Senhor nos chamar." (Carta 195)
 
[Trechos das Cartas de Samuel Rutherford, extraídos do devocional "Pensamentos Diários para o Ano"]

30 junho 2025

Aprendizado piedoso 217

"Eu gostaria de poder edificar mais, tanto quanto eu pudesse, sobre o que significa: 'Meu Cristo é Deus'. Eu poderia colocar o mundo inteiro sobre essa verdade." (Carta 178)

"Eu não gostaria de ter o amor de Cristo entrando em mim, mas de eu entrar neste amor e ser engolido por ele." (Carta 178)

"Espero que o meu navio estará pronto, ver Cristo disposto a soprar o seu doce vento nas minhas velas, e endireitar e fechar os vazamentos no meu barco e dominar sobre tudo. Seria algo estranho se um passageiro crente fosse lançado ao mar." (Carta 179)
 
[Trechos das Cartas de Samuel Rutherford, extraídos do devocional "Pensamentos Diários para o Ano"]

13 junho 2025

Aprendizado piedoso 215

"Minha fé não tem cama para dormir. Ela descansa na onipotência, no braço santo e na boa vontade de Deus." (Carta 163)

"Oh, deixe este pequeno amor nosso [da nossa parte], este meio centímetro de desejo celestial, encontrar-se com Seu infinito amor!" (Carta 169)

"Se eu não tivesse outro céu além de uma fome contínua por Cristo, tal céu de fome insaciável ainda seria um céu para mim." (Carta 170)
 
[Trechos das Cartas de Samuel Rutherford, extraídos do devocional "Pensamentos Diários para o Ano"]

15 maio 2025

Aprendizado piedoso 214

"Construímos castelos no ar e os nossos sonhos são os nossos ídolos diários, dos quais somos devotos. Salvação, nossa salvação, é a única coisa necessária. Chame seus pensamentos para essa obra, para perguntar pelo seu Bem-Amado."

[Samuel Rutherford, Carta 136]

14 maio 2025

Aprendizado piedoso 213

"[...] Bendigo Seu alto e glorioso Nome, para que os terrores dos grandes homens não me tenham amedrontado de confessar abertamente o Filho de Deus. Não, Sua cruz é o fardo mais doce que já carreguei; é um fardo como as asas são para um pássaro, ou as velas são para um navio, para me levar até o meu porto. Não tenho muitos motivos para me apaixonar pelo mundo; mas sim para desejar que Aquele que está sentado sobre as correntes [de águas] traga meu navio quebrado para a terra e mantenha minha consciência segura nestes tempos perigosos."

[Samuel Rutherford, Carta 134]

22 abril 2025

Aprendizado piedoso 211

Aprendizado piedoso, encontrado em trechos preciosos do devocional "Pensamentos Diários para o Ano", que é extraído das cartas de Samuel Rutherford:

3 DE ABRIL 
Deus, não me envie mais para a minha parte do paraíso, mas envia-me para Cristo. E certamente eu serei rico o suficiente e também participante do melhor céu que há, se Cristo for o meu céu. Carta 87

5 DE ABRIL 
Eu não conheço nenhum caminho mais doce para o céu do que aquele através da livre graça e duras provações juntas, e uma não pode ficar sem as outras. Carta 95

8 DE ABRIL 
A providência não se move sobre rodas desiguais e tortas; todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, que são chamados segundo o seu propósito. Logo veremos o lado límpido da providência de Deus. Carta 98

10 DE ABRIL 
Nós fazemos um ídolo da nossa própria vontade. Tornando os muitos desejos em nós, como em muitos deuses; somos todos fabricantes de deuses. Estamos como que a perder Cristo, o verdadeiro Deus, na multidão daqueles falsos e novos deuses. Carta 102

13 DE ABRIL 
Eu pensava que tinha sido uma coisa fácil tornar-me um cristão, e que o buscar a Deus estava na porta ao lado. Mas, oh, as curvas, as voltas, os altos e baixos pelos quais Ele me fez passar! E vejo ainda um longo caminho até a travessia para o céu. Carta 104 

14 DE ABRIL 
É uma misericórdia que as pobres ovelhas errantes tenham um lugar para se abrigar do vento neste dia tempestuoso, e que um navio que está por afundar tenha um porto seguro, e um passageiro doente tenha uma cama boa e macia na costa. Carta 105 

15 DE ABRIL 
Eu amo as piores reprovações de Cristo, Sua face carrancuda e Sua cruz, mais do que toda a glória embriagada deste mundo. Carta 105

21 DE ABRIL 
Eu não trocaria meu Senhor Jesus por todo o conforto do céu. Carta 108

10 abril 2025

Qual o real significado de ser HUMANO?

Alguém poderia perguntar o que torna o "ser humano", de fato, HUMANO? Algumas tentativas muito comuns de resposta, talvez incluíssem:

#1) "Não seria a sua capacidade de pensar, ou seja, a sua racionalidade, em contraste com 'outros animais' menos evoluídos?"
Basta olhar ao nosso redor e, infelizmente, no nosso próprio espelho, para percebermos a grande irracionalidade de tantas atitudes humanas. A lista de exemplos seria tão grande, incluíndo nossa própria vida, que não caberia em um texto com este propósito, que é o de ser mais curto e reflexivo.

#2) "Não seria a sua capacidade de gerar descendentes igualmente racionais, e de cuidar deles de uma forma tão especial e diferente de 'outros animais' menos evoluídos?"
Excluindo-se os óbvios casos de pessoas com problemas de esterilidade indesejada e não intencional, com os quais nos compadecemos profundamente devido ao seu sofrimento dilacerante na busca por meios e métodos de reprodução para gerar filhos, o que se pode observar comumente é que vários seres humanos dos nossos dias tem predileção clara pela criação de pets, ao invés de outros seres humanos. É importante enfatizar que nossa intenção, com estas colocações, não é a de ofender criadores de pets, de forma alguma, mas é a de colocar em perspectiva estas questões desafiadoras da nossa era. 

#3) "Não seria a sua capacidade de amar e fazer o bem?"
Novamente, basta olhar para diversos exemplos, muito próximos, incluíndo vários de nossa própria vida, para este argumento rapidamente "ir por terra", e ser completamente rechaçado.

#4) "Não seria a sua capacidade de se comunicar de forma tão racional, superior, ética e amorosa, com outros seres humanos?"
Apesar de tantos meios de comunicação extraordinários que temos disponíveis hoje em dia, a exemplo dos recursos tecnológicos para comunicação instantânea à distância, e incluindo os recursos magníficos para superar dificuldades, deficiências e limitações humanas de todos os tipos, o que se tem observado frequentemente é que o ser humano se comunica cada vez menos, com menos palavras, e até mesmo com menos letras nas palavras, como observa-se nas famosas "gírias" usadas na internet.

O que, então, significa ser HUMANO?

Homo sapiens
Unidos, entre si, pela "cósmica energia" da "mãe terra"
Manifestando sua alta capacidade de aprimorar-se a si mesmo
Anulando eficazmente qualquer eventual defeito em si mesmo
Nivelando a humanidade em "altos padrões" éticos e morais
Ouvacionado e celebrado por seus "grandes feitos" intelectuais

ou, então...

Humilhado por sua própria incapacidade cognitiva e intelectual
Ultrajado na sua própria insuficiência moral e ética
Marejando os olhos de tristeza e dor na experiência comum da vida
Anulando sua própria capacidade de amar e se importar com o próximo
Negando sua inescapável condição, como criatura
Obliterando, em si mesmo, a imagem de Deus, seu Criador

"Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." (Gênesis 1:26-27, texto que contém a verdade objetiva conhecida como "Imago Dei")

O "real" significado de ser HUMANO só pode ser definido, de fato, pelo "Rei" que nos criou... A Ele, somente, seja toda a glória, a honra e o louvor, pelos séculos dos séculos!

P.S.: talvez pudéssemos lembrar de uma quinta tentativa de resposta muito comum, para explicar o que significa ser humano. Alguém poderia dizer que é por causa da nossa capacidade de "sonhar". Só posso responder, caro(a) leitor(a), que tenho exercitado esta capacidade humana, "sonhando" e ansiando com aquele grande Dia em que encontraremos este grande e eterno Rei, Senhor e Redentor, face-a-face, na glória maravilhosa e indescritível do Céu!

"Deus, não me envie mais para a minha parte do paraíso, mas envia-me para Cristo. E, certamente, eu serei rico o suficiente e também participante do melhor céu que há, se Cristo for o meu céu." (Samuel Rutherford, Carta 87)

18 dezembro 2024

Cartas de Samuel Rutherford


Trechos preciosos da biografia de Samuel Rutherford, traduzidos à partir da parte inicial ("sketch") do livro "Letters of Samuel Rutherford" (várias edições):

'Não temos provas de que ele tenha passado por conversão [à fé cristã] em um período anterior, mas sim o oposto [conversão tardia após os 25 anos de idade]. Ele [Samuel Rutherford (1600-1661)] escreve: "Como um tolo como eu era, deixei meu sol estar alto no céu, e perto da tarde, antes mesmo de eu passar pelo portão no final". E novamente, "Eu teria permanecido seguro, se na minha juventude eu tivesse considerado a Cristo como a minha base". As nuvens retornaram após a chuva; provações familiares e outras relações semelhantes da Providência, combinadas para formar seu caráter como um homem de Deus e como um pastor.'

'A igreja em Anwoth não tinha uma grande vila por perto. As pessoas [ovelhas] estavam espalhadas por um distrito montanhoso, e eram um rebanho tipicamente rural. Contudo, seu pastor [Samuel Rutherford] sabia que o Pastor Chefe [Senhor Jesus Cristo] as considerava dignas de cuidado; ele [Samuel Rutherford] não era alguém que pensava que seu aprendizado e talentos seriam mal gastos se fossem empregados na busca por salvar almas obscuras e desconhecidas. Veja-o saindo para visitar [o rebanho]! Ele havia acabado de deixar de lado a leitura de um de seus livros eruditos, para estar entre seu rebanho. Veja-o passando por aquele campo, e subindo aquela colina a caminho de alguma cabana, seus "olhos atentos" ocasionalmente olhando para os objetos ao redor, mas seu "rosto para cima", na maior parte do tempo, como se estivesse olhando para o céu. Ele teve tempo para visitar, pois se levantava às três da manhã e, naquela hora, encontra seu Deus em oração e meditação, e teve espaço para estudar também. Ele tirava dias ocasionais para catequese [ensino de catecismo]. Ele nunca deixava de ser encontrado nos leitos de enfermos entre o seu povo. Os homens diziam dele: "Ele está sempre orando, sempre pregando, sempre visitando os doentes, sempre catequizando, sempre escrevendo e estudando". Ele era conhecido por adormecer à noite falando de Cristo, e até mesmo falar Dele durante o sono. De fato, ele mesmo falava de seus sonhos sendo os de Cristo.'

'Sua pregação não podia deixar de prender a atenção. Embora sua elocução não fosse boa, e sua voz fosse um tanto estridente, ele [Samuel Rutherford] era, no entanto, "um dos pregadores mais comoventes e afetuosos de seu tempo, ou talvez de qualquer época da igreja". "No púlpito (diz um de seus amigos), ele tinha uma elocução [fala] incomum — um tipo de grito, que eu nunca ouvi igual. Muitas vezes, pensei que ele [Samuel Rutherford] teria levantado voo, do púlpito, quando falava de Jesus Cristo".'

'Anwoth [igreja] era querida para ele [Samuel Rutherford], mais como a esfera [campo, missão, chamado] designada a ele por seu Mestre, do que por causa dos frutos dos seus labores. Dois anos depois de se estabelecer lá, ele escreveu: "Vejo frutos extremamente pequenos do meu ministério. Eu ficaria feliz por uma alma, para ser uma coroa de alegria e regozijo no Dia de Cristo". Seu povo era "como ferro quente, que esfria quando sai do fogo". Em um sermão sobre Cantares 2:8, ele se queixa de ser espiritualmente inverno [Cantares 2:11] em Anwoth. "O próprio reparo da casa de Deus, em nossa própria igreja, é uma prova. Não é preciso ir muito longe. A madeira da casa de Deus apodrece, e não podemos mover uma igreja inteira a investir vinte ou trinta libras escocesas na casa de Deus, para mantê-la seca". Ainda assim, ele trabalhou com esperança, e trabalhou muitas vezes quase além de suas forças. Uma vez, ele disse: "Tenho um coração aflito diariamente em meu chamado". Em outro momento, ele fala de seu peito dolorido na noite de um dia do Senhor [domingo], quando seu trabalho estava concluído.'

'Ele [Samuel Rutherford] tinha um coração [amor] pelos jovens de todas as classes [idades], dizendo, a respeito de dois filhos de um de seus amigos, "Eu oro por elas pelo nome", e poderia, assim, gastar tempo para anotar, "Sua filha deseja uma Bíblia e um vestido. Espero que ela use bem a Bíblia, o que, se fizer, o vestido também lhe será concedido". Ele lamentou sobre os poucos que clamavam "Hosana" em sua juventude. "Cristo é um 'Cristo desconhecido' para os jovens; e, portanto, eles não O buscam, porque não O conhecem".'

'Ele [Samuel Rutherford] lidou com crentes [ovelhas] individuais tão de perto, e tão pessoalmente, a ponto de ser capaz de apelar a eles sobre sua fidelidade neste assunto [fé cristã]. Ele se dirigiu a um deles, Jean M'Millan: "Fiz o que pude para colocá-lo nas garras de Cristo; ensinei-lhe o testamento e a última vontade de Cristo claramente". Ele [Samuel Rutherford] os carregava tanto em seu coração (como o sacerdote fazia com as doze tribos em seu peitoral [Êxodo 39:8-14]), que pôde declarar a Gordon de Cardoness: "Os pensamentos de sua alma não se afastam de mim em meu sono" [...] "Minha alma foi levada enquanto outros dormiam, como ter Cristo prometido a uma noiva naquela parte da terra", a saber, Anwoth [igreja local]. Ele [Samuel Rutherford] orou tanto sobre eles, e por eles, que não temia dizer: "Lá eu lutei com o anjo e prevaleci [Gn 32:22-32]. Bosques, árvores, prados e colinas são minhas testemunhas de que fiz uma 'disputa justa' entre Cristo e Anwoth [igreja local]".'

'É relatado que, ao chegar pela primeira vez à igreja, havia um pedaço de terra na fazenda Mossrobin, na encosta de uma colina, onde nas tardes de domingo as pessoas costumavam jogar futebol. Em uma ocasião, ele [Samuel Rutherford] foi até aquele local, e apontou o pecado daquelas pessoas, chamando solenemente os objetos ao redor para serem testemunhas contra elas, especialmente três grandes pedras [rochas] próximas, na encosta da colina, duas das quais ainda permanecem lá, e são chamadas de "Testemunhas de Rutherford".'

'Suas cartas [Samuel Rutherford] seriam suficientes para demonstrar que sua amizade e conselho eram procurados pelas pessoas piedosas de todos os lugares.'

'Há uma tradição de que o Arcebispo [James] Usher, passando por Galloway, se afastou em um sábado para aproveitar a agradável companhia de Rutherford. Ele veio, no entanto, disfarçado, e sendo recebido como um convidado, tomou seu lugar com o resto de uma família, quando eles foram catequizados, como era de costume, naquela noite. Ao estranho [Arcebispo Usher] foi feita a pergunta: "Quantos mandamentos existem?". Sua resposta foi "Onze". O pastor [Samuel Rutherford] o corrigiu, mas o estranho manteve sua posição, citando as palavras de nosso Senhor: "Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros". Eles se retiraram para descansar, todos interessados ​​no estranho. A manhã de domingo raiou. Rutherford levantou-se, e se dirigiu - como era seu costume - para meditação em uma caminhada que beirava uma floresta, mas se assustou ao ouvir a voz da oração — oração também do coração, e em nome das almas das pessoas que se reuniriam naquela ocasião. Não era outro senão o santo Arcebispo Usher; e logo chegaram a uma explicação, pois Rutherford começou a suspeitar que havia "entretido anjos sem saber". Com grande amor mútuo, eles conversaram, e a pedido de Rutherford, o Arcebispo subiu ao púlpito, conduziu o culto habitual do pastor presbiteriano, e pregou sobre "o Novo Mandamento".'

'Em 1634, ele [Samuel Rutherford] compareceu ao notável leito de morte de Lord Kenmure [esposo de uma das principais destinatárias das cartas de Rutherford], uma narrativa que ele publicou quinze anos depois, em "The Last and Heavenly Speeches and Glorious Departure of John Viscount Kenmure" ["Os Últimos e Celestiais Discursos e a Gloriosa Partida do Visconde John Kenmure"].'

'Enquanto isso, ele [Samuel Rutherford] perseverou no estudo, bem como nos trabalhos, e sem sucesso. Ele experimentou uma guinada metafísica [percepção espiritual], bem como uma grande prontidão em usar o aprendizado acumulado anteriormente. Pode ser instrutivo indagar por que é que onde quer que a piedade seja saudável e progressiva, quase invariavelmente encontramo-la acompanhada de aprendizado na Igreja de Cristo; enquanto, por outro lado, a negligência do estudo é acompanhada mais cedo ou mais tarde pela decadência da piedade vital. Não que todos sejam instruídos em tais tempos, mas sempre há um elemento deste tipo, no círculo daqueles a quem o Senhor está usando. A disposição [boa vontade] envolvida no conhecimento de Deus na alma leva ao estudo de tudo o que provavelmente será útil na defesa ou propagação da verdade; enquanto, por outro lado, quando a decadência está em ação, e a falta de vida prevalece, a preguiça e a facilidade se infiltram, e o aprendizado teológico é desprezado como desinteressante e seco. Com Samuel Rutherford e seus contemporâneos, encontramos o aprendizado lado a lado com a piedade vital e singularmente profunda.'

'Ao deixar Anwoth, ele [Samuel Rutherford] dirigiu seus passos por Irvine, passando uma noite lá com seu amado amigo David Dickson. Que noite deve ter sido! Ouvir esses dois conversando solenemente! Um talvez não conseguisse tocar harpa tão bem quanto o outro; pois David Dickson conseguia expressar os anseios cansados ​​de sua alma e suas esperanças consoladoras em tais melodias como aquela [música/hino] que tornou seu nome conhecido na Escócia, "O mother dear Jerusalem" [***"Ó mãe querida Jerusalém"***]; mas Rutherford, no entanto, tinha tanta poesia e entusiasmo sublime em sua alma, que qualquer poeta poderia simpatizar com ele ao máximo. Muitas de suas cartas "do palácio de Cristo em Aberdeen" são realmente demonstrações de verdadeira poesia. O que mais é uma efusão como esta, quando, erguendo-se nas asas de águias, ele [Samuel Rutherford] exclama: "Uma terra que tem mais de quatro verões ao ano! Que vida cantante existe lá! Não há um pássaro mudo em todo aquele grande campo, mas todos cantam e respiram céu, alegria, glória, domínio, para o Excelso Príncipe daquela terra recém-descoberta. E, na verdade, a terra é mais doce que Ele seja a glória daquela terra" [...] "Ó quão doce é ser totalmente de Cristo e estar totalmente em Cristo; habitar na terra elevada e abençoada de Emanuel, e viver naquele ar mais doce, onde nenhum vento sopra, exceto as respirações do Espírito Santo, nenhum mar nem inundações fluem, exceto a água pura da vida que flui de debaixo do trono e do Cordeiro, nenhuma plantação há, exceto a árvore da vida que produz doze tipos de frutos a cada mês! O que fazemos aqui, senão pecar e sofrer? Ó, quando a noite partirá, as sombras fugirão e a manhã do longo, longo dia, sem nuvem ou noite, amanhecerá? O Espírito e a noiva diz: 'Vem!' Ó, quando a esposa do Cordeiro estará pronta, e o Noivo dirá 'Vem'?". Quem comparar tais suspiros com o hino de David Dickson verá quão agradáveis ​​eram seus sentimentos e suas esperanças, e até mesmo seu modo de expressar o que sentiam e esperavam, embora um usasse prosa e o outro tentasse versos mais memoráveis.' 
*** Mais informações sobre o hino de David Dickson, "O mother dear Jerusalem***

'O clero e os eruditos aproveitaram a oportunidade da chegada [em Aberdeen, 1636] de Rutherford para começar uma série de ataques às doutrinas especiais da graça, que ele sustentava. Mas, na disputa, ele [Samuel Rutherford] os frustrou; e quando muitos começaram a se sentir atraídos por ele, em consequência de suas conversas sérias e exortações privadas, houve uma proposta para removê-lo da cidade. "Tão frio", ele escreve, "é o amor do norte!" [...] "Mas Cristo e eu o suportaremos", ele acrescentou, sentindo profundamente sua união com Aquele que disse a Paulo: "Por que me persegues?" Muitas vezes, nas ruas, ele [Samuel Rutherford] era apontado como "o ministro [da Palavra] banido", e ao ouvir isso, ele observava: "Não tenho vergonha da minha guirlanda". Ele tinha visitantes de Orkney e de Caithness, para grande aborrecimento de seus perseguidores.'

'Era um ditado dele mesmo [Samuel Rutherford]: "Ouro pode ser ouro, e levar o selo [estampa real comum em moedas] do Rei sobre ele, quando é pisoteado [como numa prensa de moedas] pelos homens". E isso era verdade para ele. Contudo, ele saiu de sua provação não apenas ileso, porém, como suas muitas cartas de Aberdeen demonstraram, também muito edificado em todas as graças.'

'[...] quando pregando, em 1644, diante da Câmara dos Comuns em Londres, ele [Samuel Rutherford] exclama: "Ó, pelo descanso da eternidade, para contemplá-Lo, para banquetear-se com a visão de Sua face! Ó, pelo longo 'dia de verão' de eras sem fim, para ficar ao lado Dele e apreciá-Lo! Ó tempo, ó pecado, seja removido do caminho! Ó dia! Ó, o mais belo dos dias, amanheça!"'

'No ano de 1640, ele [Samuel Rutherford] se casou [depois de ficar viúvo da primeira esposa] com sua segunda esposa, Jean M'Math, "uma mulher", alguém disse, "de tal valor, que nunca conheci nenhum homem que o excedesse, nem nenhuma mulher que a excedesse. Aquele que ouvisse qualquer um deles orar ou falar, poderia ter aprendido a lamentar sua própria ignorância. Oh, quantas vezes fui convencido, ao observá-los, do mal da falta de seriedade para com Deus, e da falta de sabor no discurso".'

'Em julho de 1643, a Assembleia de Westminster iniciou suas sessões, e ele [Samuel Rutherford] foi enviado como um dos Comissários da Igreja da Escócia. Um esboço de um "Catecismo Mais Curto" ["Breve Catecismo"] existe em MS [manuscrito], na biblioteca da Universidade de Edimburgo, com a caligrafia de Rutherford, sendo muito parecido com o [Breve] Catecismo atual; de onde se infere que ele [Samuel Rutherford] teve um papel principal em elaborá-lo para a Assembleia [de Westminster]. Ele continuou, por quatro anos, participando das sessões deste famoso sínodo [Assembleia de Westminster], e foi de grande utilidade em suas deliberações. Ele [Samuel Rutherford] teve um papel tão proeminente [na Assembleia], que o grande [John] Milton o destacou para o ataque em suas linhas, "Sobre os novos promotores de consciência, sob o Longo Parlamento". Milton o conhecia apenas como um oponente de seus princípios sectários e independentes, e assim poderia desprezar medidas propostas por "Mere A.S. e Rutherford". Contudo, se ele [John Milton] tivesse conhecido a alma do homem [Samuel Rutherford], não teria Milton encontrado uma sublimidade de pensamento e sentimento em seu adversário, que poderia até se aproximar de sua própria poesia elevada? Quão interessante, sob qualquer ponto de vista, encontrar o devoto pastor [Samuel Rutherford] de Anwoth, nas ruas de Londres, cruzando o caminho do maior poeta [John Milton] da Inglaterra.'

'Em seguida, ele [Samuel Rutherford] foi deposto de todos os seus cargos [ofícios]; e, por último, foi intimado a responder no próximo Parlamento a uma acusação de alta traição. Contudo, a convocação [intimação] veio tarde demais. Ele já estava em seu leito de morte e, ao ouvir sobre isso, calmamente comentou que havia recebido outra intimação perante um Juiz superior, e enviou a mensagem: "Devo responder à minha primeira intimação; e, antes que o seu dia [a próxima reunião do Parlamento] chegue, estarei onde poucos reis e grandes pessoas tem acesso [a glória!]".'

'No último dia de sua vida [29 de março de 1661], à tarde, ele [Samuel Rutherford] disse: "Esta noite fecharei a porta, e fixarei minha âncora dentro do véu, e irei dormir às cinco horas da manhã". E assim foi. Ele entrou na "terra de Emanuel" naquela mesma hora, e agora está (como ele mesmo teria dito) "dormindo no seio do Todo-Poderoso", até que o Senhor venha.'

'Dois de seus biógrafos registram que suas últimas palavras foram: "Glória, glória habita na terra de Emanuel!", como se ele [Samuel Rutherford] estivesse vislumbrado o topo de suas montanhas.'